Destaques, , Tecnologia

Carro inteligente produzido por startup brasileira quebra paradigmas

Carros elétricos já são realidade em todas as regiões do Brasil. Caracterizados como veículos urbanos, compactos, econômicos, sustentáveis e 100% movidos a eletricidade, os automóveis da linha e.coTech e ecocargo, por exemplo, tiveram projetos realizados pela Start Up brasileira Hitech Electric e ajudam a diminuir a poluição ambiental.

O número de veículos elétricos circulando nas ruas do Brasil ainda é escasso. Segundo previsão da Boston Consulting Group (BCG), os veículos elétricos vão representar 5% da frota brasileira em 2030. Contudo, várias cidades já foram contempladas com a novidade a exemplo de Paraná, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Curitiba, Fortaleza, Rondônia, Brasília, Porto Velho e, recentemente, Salvador.

O CEO da Hitec Eletric, o engenheiro mecânico Rodrigo Contin, explica que “todo o desenvolvimento do projeto é feito localmente, seguindo as diretrizes do Brasil.” A startup responsável pelo projeto já conta com quatro modelos homologados pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) para emplacamento e permissão para trafegar exclusivamente em vias urbanas.

Para Contin, o e.coTech é impactante, pois representa uma quebra de paradigma, uma vez que a produção não depende de grandes montadoras. “São os novos rumos da mobilidade. A gente sabe que é um caminho sem volta, cabe a nós ser mobilizadores dessa tecnologia. É motivo de muito orgulho”, afirma o CEO.

Ao contrário dos veículos comuns, o e.coTech2 não tem motor movido a combustão. A bateria pode ser recarregada em tomadas convencionais de três pinos de 110 ou 220V, o que dispensa postos de reabastecimento. Assim, uma carga de cinco horas garante a mobilidade de 100km/dia e uma economia significativa com combustível. As vantagens vão além do consumo consciente. Por não ter escapamento, o veículo é extremamente silencioso – o que contribui no combate também à poluição sonora no trânsito.

Para a sócia-diretora da EcoKar e representante da Hitech Electric na Bahia, a arquiteta e urbanista Milene Kalid, a chegada dos carros elétricos é um movimento consciente que vai ficar como fruto para as próximas gerações. “É a realização de um sonho, significa muito para mim como arquiteta e pessoa”, conta Kalid.

Os carros elétricos são para diversos perfis de público. No entanto, são mais comuns entre as pessoas que têm a sustentabilidade como um estilo de vida. Dentre os benefícios ecológicos, destacam-se:

– Menos poluição sonora;

– Não emissão de gases poluentes;

– Uso de energia limpa e renovável;

– Rendimento de até 90% em comparação ao carro comum.

Além dos benefícios ambientais, um carro elétrico pode ser mais atrativo financeiramente do que os carros convencionais. De acordo com estimativa da Hitech Electric, em um ano, o motorista pode ter uma economia de R$10 mil, entre combustível e manutenção.

Bolsas de estudo para graduação

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Destaques, Saúde

Tecnologia analisa risco de um paciente morrer de doença cardíaca em apenas 15 minutos

Uma equipe de cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos EUA, criou um sistema chamado RiskCardio. A nova ferramenta usa a inteligência artificial (IA) para medir o risco de um paciente morrer de doença cardíaca.

A tecnologia foi desenvolvida para pacientes com Síndrome Coronária Aguda (SCA), que abrange uma variedade de condições que reduzem subitamente o fluxo sanguíneo para o coração.

O RiskCardio analisa em apenas 15 minutos o “sinal bruto do eletrocardiograma (ECG)” de um paciente, que registra o ritmo cardíaco e a atividade elétrica. Em seguida, ele recorre a uma amostra de dados de ECG para classificar esse paciente em particular em uma ‘categoria de risco’. A tecnologia então prevê o risco de morte entre os próximos 30 dias a um ano.

Os cientistas acreditam que o RiskCardio poderia ajudar os médicos a avaliar rapidamente o melhor tratamento para um paciente com SCA com base no risco de morte. “A tecnologia funciona separando o sinal de ECG do paciente em conjuntos de batidas consecutivas”, disseram os cientistas. A variabilidade entre batimentos adjacentes sugere o risco.

O estudo

O RiskCardio foi ‘treinado’ usando dados de um estudo de pacientes com SCA. Para colocar a tecnologia em funcionamento, a equipe primeiro separou os sinais de cada um desses pacientes em uma coleção de batimentos cardíacos adjacentes. 

Foto: by Jan Alexander from Pixabay

Cada conjunto de batidas recebeu um ‘rótulo’, isto é, se o paciente morreu ou não. Os cientistas treinaram a tecnologia para classificar os batimentos cardíacos de pacientes que morreram como “arriscados” e os batimentos daqueles que sobreviveram como “normais”.

Quando apresentado a um novo paciente, o RiskCardio cria uma pontuação de risco, analisando como o conjunto de batimentos cardíacos se compara aos do paciente no estudo anterior.

“Usando apenas os primeiros 15 minutos do sinal de ECG bruto de um paciente, a ferramenta produz uma pontuação que coloca os pacientes em diferentes categorias de risco”, escreveram os cientistas.  

O RiskCardio foi posto à prova em cerca de 1.250 pessoas com SCA. Ele previu que 28 desses pacientes morreriam dentro de um ano. Não está claro o quão exata essa estimativa foi.

Verificou-se que os pacientes do grupo ‘alto risco’ eram sete vezes mais propensos a morrer do que aqueles que eram considerados de baixo risco.

Isso é comparado às ‘métricas de risco existentes mais comuns’, que consideram os pacientes de alto risco três vezes mais propensos a morrer do que os de baixo risco. 

Os resultados foram apresentados na íntegra na Machine Learning for Healthcare Conference da Universidade de Michigan. 

Os pesquisadores acreditam que o RiskCardio poderia ajudar os médicos a avaliar rapidamente o melhor tratamento para um paciente com SCA se eles chegassem a um hospital.

Atualmente, eles precisam “usar dados médicos e testes demorados” para estimar o risco de morte de um paciente e depois escolher o melhor tratamento, disseram eles. 

Com informações do Daily Mail.

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Educação

Geração Alpha: a população 100% nativa digital

Uma nova geração totalmente tecnológica e considerada a primeira 100% nativa digital. Essa é a geração Alpha formada por pessoas nascidas a partir de 2010 que possuem domínio da tecnologia como uma extensão da sua forma de conhecer o mundo: através de uma tela. A nova realidade traz aspectos positivos e negativos no que se refere ao desenvolvimento dessa geração.

Para a professora do curso de psicologia da FSG Centro Universitário, Joice Cadore Sonego, a tecnologia auxilia de forma positiva os processos de ensino-aprendizagem. “Quanto aos aspectos positivos, pode-se citar o acesso rápido à informação, a facilidade em se comunicar com o que está longe, além da tecnologia poder ser usada em atividades pedagógicas e escolares”.

No entanto, nas questões do desenvolvimento psíquico e emocional, Sonego alerta para a importância da interação da criança com outras pessoas, pois as telas dificultam esse relacionamento, além de não proporcionarem experiências fundamentais ao desenvolvimento emocional, como por exemplo, a possibilidade de se frustrar.

Será a geração mais inteligente?

O termo geração mais inteligente se refere ao estímulo. Isso por conta do acesso à tecnologia que favorece a aprendizagem, pois o acesso à informação é muito mais fácil do que em épocas anteriores. “Quanto a essa geração ser “mais inteligente”, pode-se pensar que as crianças estão expostas a muitos estímulos, o que pode auxiliar no seu processo de desenvolvimento, fazendo com que se tenha a percepção de que as “crianças de hoje em dia” são mais espertas e inteligentes do que nós, adultos e idosos de hoje, fomos”, explica Joice Sonego.

Assim como a geração conectada, as anteriores já vêm se adaptando cada vez mais ao mundo virtual. Em dados gerais, 215,2 milhões são mobile (utilizam smartphones), segundo a HootSuite.  Para que essa geração colha bons frutos, a principal dica é ter consciência do tempo de uso das tecnologias, tanto por parte dos filhos quanto por parte deles mesmos.

“Sabe-se que as crianças aprendem por imitação de modelos e, se a criança tem pais que não “desgrudam” do smartphone ou do tablet, como ela vai fazer diferente? Estamos todos imersos na tecnologia, mas os pais são os responsáveis por dosar esse uso por parte das crianças e oferecer às mesmas outras possibilidades de entretenimento e de convívio social”, conclui Joice Sonego, também doutora em psicologia pela UFRGS.

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Destaques, RN

ITEP utiliza tecnologia de biometria para identificação de pessoas

Na última semana, um caso emblemático pôs à prova o trabalho dos peritos do Instituto Técnico-Científico de Perícia do Rio Grande do Norte (Itep/RN), assim como a eficácia da tecnologia de biometria empregada pelo órgão. De forma rápida e segura, o sistema fez a confirmação da presença de um suspeito na cena do crime. No final, ambos foram aprovados.

O caso foi solucionado quando as impressões digitais de um homem, encontradas na carroceria de um automóvel, permitiram a identificação do suspeito acusado de assaltos no bairro de Candelária e também de tentar assaltar um policial militar. Durante uma troca de tiros, um suspeito morreu baleado e outros dois conseguiram fugir.

Graças ao trabalho de escaneamento das impressões digitais contidas nos prontuários do RG Civil, o Estado possui um dos mais amplos e atualizados bancos de dados do país, com as informações disponíveis com exclusividade para a Secretaria de Segurança Pública.

“A segunda escalada para o bom resultado foi a incorporação do sistema Public Safety, que faz a comparação das digitais. Estamos em início de processo, fazendo ainda alguns ajustes, mas o sistema está se aperfeiçoando”, comentou Marcos José Brandão Guimarães, diretor geral do Itep/RN.

“Este caso foi bem emblemático, porque foi encontrada uma impressão digital no carro e jogada no banco de dados, que automaticamente apontou um suspeito. Antes desse sistema, a gente precisava ter uma indicação de um suspeito, para coletar as digitais e depois fazer a comparação. Isso é fantástico até para a investigação policial, porque demanda muito menos trabalho para achar um suspeito”, explica o diretor do Itep/RN.

“Ficamos muito felizes pelos resultados que o ITEP/RN vem alcançando, com o auxílio do iDS Public Safety. Desde 2017, o Estado utiliza as funcionalidades do sistema, que permitirá ainda grandes saltos na melhoria da segurança pública, pois existe um grande leque de possibilidades que a ferramenta disponibiliza”, comenta Pedro Alves, diretor de Tecnologia da Vsoft, desenvolvedora do software.

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Educação

Projeto criado pelo Google abre inscrições e oferta bolsas para pesquisa

Estão abertas as inscrições para a 7º edição do Latin American Research Award (LARA). O projeto criado pelo Google, em 2013, tem o propósito de impulsionar a inovação e premiar projetos que propõem a resolução de problemas do dia a dia através da tecnologia. Podem participar estudantes de mestrado, doutorado e orientadores de universidades da América Latina que fazem pesquisa de ponta em Ciência da Computação, Engenharia e áreas similares.

O LARA já beneficiou mais de 70 projetos e neste ano o prêmio está avaliado em dois milhões de reais. Cada pesquisa deve envolver apenas um professor e um aluno e para os classificados, as bolsas terão duração de um ano, com a possibilidade de renovação por até dois anos, para estudantes de mestrado e, três anos, para estudantes de doutorado.

As inscrições estão abertas até o dia 29 de julho e podem ser realizada neste endereço eletrônico. Na página também pode ser encontrado as pesquisas que já foram beneficiadas com a bolsa. Confira agora os campos de pesquisa que podem ser contemplados:

  • Geo/Maps
  • Interação entre humanos e computadores
  • Recuperação, extração e organização de informações (incluindo gráficos de semântica)
  • Internet das Coisas (incluindo cidades inteligentes)
  • Machine learning (aprendizado de máquinas) e data mining (mineração de dados)
  • Dispositivos móveis
  • Processamento natural de línguas
  • Interfaces físicas e experiências imersivas
  • Privacidade
  • Outros tópicos relacionados a pesquisas na web

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