Agenda Cultural,

“Feira Rosas do Deserto” em Natal

Durante os dias 5 e 8 de dezembro acontece em um espaço reservado no Supermercado Nordestão, em Ponta Negra, a “Feira Rosas do Deserto”. Evento é interessante para quem gosta de plantas, quer presentear alguém ou simplesmente gostaria de conhecer as mais diversas formas, tamanhos e cores das Rosas do Deserto.

A planta é originária da África do Sul, então possui facilidade em se adaptar a climas secos e quentes, como é o caso do Rio Grande do Norte. Por isso, a planta está cada vez mais entrando nas casas dos potiguares.

Cultivadas em sacadas, varandas, jardins largos ou pequenos, ela pode chegar a medir 4 metros de altura e um metro e meio de largura. Sua forma possui um caudex mais grosso na base, ajudando a suportar vento e reservar água. A planta parece uma pequena árvore com raízes visíveis. Detalhe: existe a crença de que a rosa proporciona clareza mental, gerando mais gentileza, tolerância, amor e atenção.

No dia 7 de dezembro, às 15h, haverá uma oficina de cultivo. Durante o evento, no local, terá arrecadação de produtos de higiene pessoal para o Lar do Ancião Evangélico – LAE, uma instituição sem fins lucrativos, que possui mais de 35 anos, e que atende idosos que estão em situação de risco social ou que a família não tem condições de auxiliar. Qualquer ajuda será bem-vinda.

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Natal

Nordestão é condenado em R$ 1 milhão por violar normas de saúde e segurança do trabalho

A 7ª Vara do Trabalho de Natal (RN) condenou o Supermercado Nordestão Ltda. a pagar uma indenização por dano moral coletivo no valor de R$ 1 milhão pelo não cumprimento de normas de saúde e segurança no ambiente de trabalho.

A decisão determinou, ainda, uma multa de R$ 585 mil pelo não cumprimento de uma decisão liminar com medidas a serem adotas pelo supermercado com o objetivo de melhorar as condições de serviço.

O processo foi uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte (MPT/RN).

Na condenação, o juiz Cácio Oliveira Manoel classificou o Nordestão como “uma empresa que não tem o menor respeito pelas diretrizes mínimas de saúde e segurança do trabalhador”.

Para ele, pelo porte que possui e a representatividade econômica no seu segmento de mercado, o Nordestão “causa uma instabilidade social gigantesca, na medida em que essa violação de conduta legislativa causa, em última instância, a desmoralização do sistema jurídico trabalhista”.

A investigação do MPT/RN teve início a partir de denúncias de descumprimento de normas de saúde e segurança. No processo, o MPT apontou irregularidades em equipamentos, mobiliário e máquinas e no trabalho dos operadores de caixa.

Ressaltou também a situação de trabalhadores que ingressavam nas câmaras frias, mesmo sem equipamento adequado e sem exercer a função especializada de camarista.

Além disso, a fiscalização do Núcleo de Saúde do Trabalhador da Vigilância Sanitária afirmou que as condições de trabalho representam risco iminente à saúde e à vida dos trabalhadores.

“As inspeções realizadas durante o processo comprovam, portanto, que determinações estipuladas na decisão liminar não foram cumpridas, o que demonstra a negligência da empresa com a saúde e a segurança dos seus empregados”, afirmou a procuradora regional do trabalho Ileana Neiva.

A sentença fixou um prazo de 120 dias para que as demais medidas ainda não implementadas sejam cumpridas, sob pena de multa mensal de R$ 50 mil.

Os valores da indenização e da multa por descumprimento da decisão liminar serão revertidos a uma instituição a ser indicada pelo MPT/RN.

A instituição deve prestar assistência social de integração de trabalhadores no mercado de trabalho, quer seja pessoas com deficiência, quer seja de reabilitação profissional ou ainda de assistência a crianças carentes da cidade de Natal.

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