Destaques, Plantão Policial

Agentes da Força Nacional sofrem tentativa de assalto em Natal

Dois agentes da Força Nacional que estão atuando no Rio Grande do Norte para reforçar a segurança pública no estado por causa da paralisação de policiais civis e militares foram alvos de uma tentativa de assalto na madrugada desta quarta-feira (27).

Segundo a Polícia Civil, os agentes trocaram tiros com três assaltantes que os atacaram no bairro de Lagoa Seca, em Natal, quando retornavam ao batalhão. Uma agente da Força Nacional foi atingida de raspão na cabeça, levada a um hospital, medicada e liberada em seguida.

De acordo com o Ministério da Justiça, os dois policiais estavam à paisana, de folga e foram abordados quando estavam em um carro particular, voltando para o alojamento.

Durante a troca de tiros, um dos criminosos também foi atingido de raspão, no braço. Identificado como Guibson Alcântara da Costa Silva Filho, de 22 anos, ele também foi conduzido ao hospital, onde recebeu cuidados médicos ante de ser detido.

Paralisação

Desde o dia 22, um efetivo extra da Força Nacional de Segurança Pública faz patrulhamento ostensivo em Natal a fim de tentar garantir a segurança nas ruas e nos presídios. Foi o próprio governo estadual quem solicitou que a tropa federal, que já vem atuando no estado há mais de um ano, fosse reforçada devido à manifestação dos policiais e bombeiros, iniciada no dia 19, quando interromperam suas atividades alegando atraso nos salários.

No dia 25, a Justiça declarou a ilegalidade do movimento e determinou que policiais e bombeiros voltassem ao trabalho. Entidades que representam as categorias dizem que não há greve e ainda analisam o que fazer diante da decisão judicial, uma vez que as reivindicações dos policiais e bombeiros não foram atendidas pelo governo estadual, que alega dificuldades financeiras para pagar os salários de servidores públicos e já pediu auxílio federal.

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Destaques, RN

Mais de 350 crimes são registrados desde paralisação da segurança no RN

Passam de 350 os crimes registrados no Rio Grande do Norte durante o período de greve de Policiais civis, militares, bombeiros e agentes penitenciários, que completou uma semana nesta terça-feira (26). Os dados são da Secretaria estadual de Segurança Pública.

Segundo o boletim divulgado, são 345 roubos, 23 arrombamentos e 23 furtos registrados do dia 18 até ao dia 25 deste mês. No caso dos roubos, principal delito cometido neste período, o maior destaque é para os roubos a carro. No dia 18, foram registrados nove crimes do tipo. Já no dia seguinte, primeiro dia da greve, o número de carros roubados pulou para 36.

E o problema parece não ter uma resolução tão rápida, já que o Governo Federal vetou o repasse de R$ 600 milhões ao estado, que seria feito através de uma medida provisória. O veto foi feito após o Ministério Público de Contas da União recomendar ao Ministério da Fazenda a suspensão do repasse. Na semana passada o governador Robinson Faria (PSD) chegou a anunciar um calendário de pagamento referente aos valores de novembro, dezembro e décimo terceiro, que ainda não foram quitados.

A paralisação dos agentes de segurança foi considerada ilegal pela desembargadora Judite Nunes, do Tribunal de Justiça do estado. Ela determinou a suspensão da greve e a volta dos profissionais à atividade, o que ainda não ocorreu.

Desde sexta-feira (22), a Força Nacional foi deslocada até o Rio Grande do Norte para evitar que uma onda de violência tomasse o estado.

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Destaques, RN

Mais de 270 policiais farão a segurança diária no Carnatal 2017

Representantes da Secretaria de Segurança Pública (Sesed) e da Destaque Promoções se reuniram nesta quarta-feira (29) para definir os últimos detalhes do Plano de Segurança para o Carnatal 2017, evento que acontece de 7 a 10 de dezembro, em Natal.

A expectativa é que cerca de 250 mil pessoas circulem no período da festa, sendo destes 15 mil turistas. A Força Nacional, Polícia Rodoviária Federal e o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU Natal) também estarão atuando de maneira integrada com as forças de segurança estaduais.

“As orientações do sistema integrado de segurança às ações preventivas e fiscalizadoras têm ao longo destes 27 anos de Carnatal auxiliado ao evento a ser ordeiro e realizado em clima paz e congraçamento”, disse Iracy Azevedo, coordenadora de Produção do Carnatal.

Polícia Militar

O Comando de Policiamento Metropolitano (CPM) irá realizar patrulhamentos na parte externa do evento, distribuindo um efetivo diário de 150 policiais a pé, com motocicletas, viaturas e a cavalo, nos locais considerados mais críticos.

Já o Comando de Polícia Rodoviária Estadual (CPRE) contará com o emprego de 80 militares para a execução das operações “Zero Álcool”, juntamente com a equipe da “Lei Seca” do DETRAN.

“A finalidade da Polícia Militar no Carnatal é prevenir e reprimir práticas delituosas, com atuação ostensiva dos policiais na área externa e imediações do evento visando garantir a ordem e a tranquilidade pública na área da folia e adjacências”, disse o comandante da Polícia Militar, Coronel Osmar Oliveira.

Polícia Civil

A Polícia Civil irá instalar uma delegacia móvel na Avenida Prudente de Morais para atuar exclusivamente no evento e contará com um total de 48 policiais. Além disso, as Delegacias Especializadas em Narcóticos, Furtos e Roubos de Veículos e Defesa da Criança e Adolescente realizarão, diariamente, no local do evento, trabalhos específicos nas suas áreas de atribuição.

“A Delegacia especializada em Atendimento ao Turista também funcionará diariamente, acompanhando o horário de funcionamento do Praia Shopping para registrar boletins de ocorrências e prestar informações aos turistas e a Delegacia de São Gonçalo do Amarante designará, durante os quatro dias, um Agente de Polícia para permanecer no aeroporto, especialmente nos horários de chegada dos voos, visando atender aos turistas”, destacou o delegado Julio Costa, diretor de Polícia Civil da Grande Natal.

Corpo de Bombeiros

O Corpo de Bombeiros Militar (CBMRN) já está trabalhando para o Carnatal desde o início do mês por meio do Serviço Técnico de Engenharia (Serten) responsável pela análise do projeto e vistoria do evento. Durante o Carnatal, os bombeiros estarão com um Auto Bomba Tanque e uma viatura de resgate nas proximidades do ginásio do DED, no bairro de Candelária, para diminuir o tempo resposta em caso de acionamento.

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Destaques, RN

UFRN e Sesed podem oferecer graduação na área de segurança

A secretária de Segurança do Estado, Sheila Freitas, e o comandante da Polícia Militar, José Osmar Maciel de Oliveira, foram recebidos nesta sexta-feira (22) pela reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Angela Maria Paiva Cruz. A ideia das gestões é a realização conjunta de um curso de Tecnólogo em Segurança entre as duas instituições.

Identificando que a secretaria detém uma quantidade do seu efetivo, sobretudo praças, que ainda não tem graduação, Sheila Freitas observou que a proposta tem particularidades, tal qual a dificuldade dos servidores em se dedicar ao ensino presencial. Contudo, ela salientou que a Secretaria de Segurança atualmente enxerga que um dos aspectos que é imprescindível para que a área de segurança avance para uma melhor oferta de serviço é a aproximação com a academia, com repercussão direta no serviço de inteligência.

A secretária de Educação a Distância (Sedis) da UFRN, Carmem Rego, frisou que haverá edital aberto pela Capes no próximo ano para novas graduações. “Podemos inserir a proposta de um curso com esta abrangência, talvez até mesclando com o de Gestão Pública”, opinou.

Base da PM em Macaíba

O diretor da Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ), Júlio César de Andrade Neto, também presente à reunião, informou ao comandante e à secretária que foi aprovada, no Conselho da Unidade, a disponibilização de cinco hectares para instalação de uma unidade da Polícia Militar em Macaíba. A unidade será instalada às margens da RN 160, dentro dos 1262 hectares que compõem a área total do Campus de Macaíba. O diretor da EAJ acrescentou que, como contrapartida, existe a perspectiva de que sejam estabelecidas parcerias em áreas como Agronomia, já que há a previsão de transferência da Cavalaria da Polícia Militar para esse espaço.

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RN

Crimes com mortes cresceram 43% no RN durante o mês de janeiro

As mortes resultantes de crimes violentos intencionais aumentaram 43% no Rio Grande do Norte no último mês de janeiro, quando o estado enfrentava a sua mais grave crise no sistema penitenciário, com chacinas de presos e fugas de detentos.

As 210 mortes registradas em janeiro deste ano representam o pior resultado dos últimos quatro anos. Segundo dados da Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais (Coine), da Secretaria Estadual de Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), em janeiro de 2016 foram registradas 147 mortes decorrentes de homicídios, lesão corporal ou da ação repressiva policial. No mesmo mês de 2015, foram 154 ocorrências e, em 2014, 137.

Os dados divulgados no site da secretaria incluem os presos mortos por outros detentos no interior de unidades prisionais, como a Penitenciária Estadual de Alcaçuz em Nísia Floresta – região da Grande Natal. Nesse local, no dia 14 de janeiro, integrantes de facções criminosas rivais depredaram os pavilhões 4 e 5, assumiram o controle do pátio por vários dias e protagonizaram cenas de brutalidade e crueldade, levando o governo estadual a pedir a ajuda da Força Nacional de Segurança Pública e das Forças Armadas.

Pelo menos 26 detentos foram mortos em Alcaçuz no dia 14 de janeiro. Nesse mesmo dia, o estado registrou a maior taxa de crimes violentos letais intencionais de todo o mês: 29 mortos, quase três vezes mais que as dez ocorrências diárias registradas em 19, 21 e 29 de janeiro, dias que dividem a marca de segundo pior resultado do mês.

Como as autoridades estaduais ainda não deram por encerradas as buscas por presos mortos ou que escaparam da Penitenciária de Alcaçuz, o total de mortes relatadas pela secretaria pode ser maiores.

Segundo a Secretaria estadual de Segurança Pública, o confronto entre organizações criminosas no interior dos presídios também repercutiu nas ruas. Mais da metade (51%) dos 210 crimes violentos letais intencionais registrados no período ocorreram em vias públicas. Além do mais, até o dia 14 de janeiro, data do início da rebelião em Alcaçuz, a média diária era de cinco mortes diárias. Após essa data, a média passou para 6,8.

Quase a totalidade (96%) das vítimas era do sexo masculino. A maioria (36,5%) tinha entre 18 e 24 anos, era solteira (74%) e morreu em função de ferimentos causados por armas de fogo (79%).

Os números da secretaria são semelhantes aos divulgados no início do mês pelo Observatório da Violência Letal Intencional do Rio Grande do Norte, ligado à Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa). Segundo o grupo de pesquisa, houve pelo menos 206 mortes violentas no mês passado, o que torna o último janeiro o mais violento da história do estado.

Para o coordenador do grupo de pesquisa, o sociólogo e professor da Ufersa, Thadeu Brandão, a guerra entre facções criminosas explica apenas parcialmente os números. Segundo Brandão, a taxa de homicídios vem crescendo em todo o estado desde 2010, principalmente na Grande Natal e em Mossoró. De acordo com Brandão, esse fato tem várias causas.

“Há o fator estrutural, que tem a ver com a manutenção da desigualdade que afeta principalmente a juventude. O sistema prisional não recebeu o investimento necessário e acaba apenas retroalimentando a criminalidade. A estrutura de segurança pública também não. Mal aparelhadas e com deficit de pessoal, as polícias Civil e Militar se tornaram disfuncionais, conforme revela o baixo índice de resolução dos crimes. Não há uma estrutura adequada de perícias, de investigação. Tudo isso contribui para um sentimento muito forte de impunidade. Poucos acusados por homicídios são levados aos tribunais de Justiça e menos ainda são condenados”, declarou o sociólogo à Agência Brasil.

Para Brandão, o risco é que, em breve, com a saída das forças federais do estado, cenas como as registradas em janeiro voltem a ocorrer. “Não há nada resolvido. A Penitenciária de Alcaçuz, a maior do estado, está totalmente destruída, com os presos de diferentes facções praticamente soltos pelos pavilhões, separados apenas por contêineres. Não há nenhuma garantia de controle do sistema prisional pelo estado. Sem a ajuda federal, será difícil para o governo potiguar resolver essa situação”.

A secretaria garante que desde o dia 14 vem realizando ações para identificar e punir os responsáveis pelos crimes ocorridos dentro e fora das unidades prisionais e inibir novos casos. Além disso, como parte da parceria com a Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, o Rio Grande do Norte recebe, a partir de hoje (16), ações do Plano Nacional de Segurança Pública, que tem o objetivo de tentar reduzir o número de homicídios dolosos, feminicídios e crimes de violência contra a mulher, além de proporcionar a modernização e racionalização do sistema penitenciário e o combate ao crime organizado.

Do Portal N10 com a AB*

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