Política

Maia é ‘nosso general’ para aprovar reforma da Previdência, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse nesta terça-feira (9) estar confiante na aprovação da reforma da Previdência pela Câmara dos Deputados antes do início do recesso parlamentar, em 18 de julho. Ele também chamou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de “nosso general” em defesa do projeto.

“Segundo informações de vocês mesmos [da imprensa], Rodrigo Maia é o nosso general dentro da Câmara agora para aprovar, com toda certeza, antes do recesso, nos dois turnos, essa nova Previdência”, disse Bolsonaro a jornalistas ao sair de uma reunião com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

O plenário da Casa inicia ainda hoje (9) a discussão da matéria. Aprovada na madrugada de sexta-feira (5) na Comissão Especial, após 16 horas de debates, o texto precisa do voto favorável de pelo menos 308 deputados, em dois turnos de votação, para ir à análise do Senado.

Assim como Bolsonaro, o presidente da Câmara está otimista na aprovação do texto com uma boa margem de votos, em torno de 330. Se validado pelos deputados, o texto segue para análise do Senado, onde também deve ser apreciado em dois turnos de votação e depende da aprovação de, pelo menos, 49 senadores.

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Destaques, Política

Rodrigo Maia diz que Bolsonaro está “brincando de presidir o Brasil”

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, reagiu a um comentário do presidente Jair Bolsonaro, que atribuiu algumas declarações dele [Maia] a questões pessoais e emocionais. Segundo Bolsonaro, Maia estaria abalado.

“Abalados estão os brasileiros, que estão esperando desde 1º de janeiro que o governo comece a funcionar. São 12 milhões de desempregados, 15 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza; a capacidade de investimento no estado brasileiro diminuindo, 60 mil homicídios, e o presidente brincando de presidir o Brasil. Estamos na hora de parar com esse tipo de brincadeira, está na hora de ele sentar na cadeira dele, do Parlamento sentar aqui e em conjunto resolver os problemas do Brasil”, disse Rodrigo Maia.

“Não dá mais para a gente perder tempo com coisas secundárias, com coisas que não vão resolver a fome dos brasileiros, que não vão melhorar a renda dos brasileiros e não vão resolver o problema da Previdência. Do meu ponto de vista, a gente tem que focar naquilo que é fundamental, e o fundamental no Brasil hoje é a gente recuperar a nossa economia, a gente aprovar a Previdência. Eu estou empenhado nisso há dois anos, vou continuar trabalhando, a reestruturação da Previdência é fundamental para o Brasil. Então vamos parar de brincadeira. O Brasil precisa do governo funcionando”, acrescentou.

Convocação de Moro

Em relação à convocação do ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, aprovada nesta quarta pela Comissão de Legislação Participativa, Maia disse que pretende cancelar a convocação e transformá-la em convite. A deputada Carla Zambelli (PSL-SP) apresentou recurso ao presidente da Casa, alegando que o colegiado não tem competência para convocar o ministro Moro.

“Minha impressão é que isso será transformado em convite. O ministro Moro não tem negado nenhum convite para debate. Se ele tem vindo, por que a gente vai convocar numa comissão que não é nem a comissão ligada a ele?”, questionou o presidente.

Pautas bombas

Questionado por jornalistas, Rodrigo Maia negou que a Câmara vá votar projetos com impacto fiscal (as chamadas “pautas bombas”). Segundo ele, todo projeto que gere aumento de despesa só vai ser votado pela Casa após um amplo diálogo com a equipe econômica.

“Tenho minha posição, sou presidente e da Câmara, mas tenho a responsabilidade dessa função e sem nenhuma dúvida vou continuar onde estive, presidindo a Câmara com responsabilidade fiscal e com o meu País”, afirmou Maia.

Com informações da Agência Câmara*

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Política

Líder do PSL faz apelo por entendimento entre Rodrigo Maia e Jair Bolsonaro

O líder do PSL, deputado Delegado Waldir (GO), voltou a criticar a falta de articulação do governo no Congresso e fez um apelo para que o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, “soltem a fumacinha da paz” e passem a dialogar para que as reformas avancem.

“Chega de picuinhas, o País é mais que isso”, disse Delegado Waldir, em entrevista no Salão Verde nesta segunda-feira (25).

O deputado afirmou que o “grande blá, blá, blá” que se viu na imprensa em torno de divergências sobre a reforma da Previdência (PEC 6/19) mostrou resultados negativos, como a queda da bolsa de valores e a alta do dólar na semana passada.

Para Delegado Waldir, é preciso diálogo do governo com os demais líderes partidários para articular a votação da reforma da Previdência. “Ninguém vai votar qualquer proposta aqui porque o presidente é bonito. Em qualquer lugar do mundo, o presidente monta bloco de apoio e isso não está constituído ainda”, afirmou, lembrando que nenhum partido declarou apoio incondicional à reforma.

O líder do PSL pediu a atuação no Congresso das pessoas responsáveis pela articulação política no governo, como os ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e o general Santos Cruz (Secretaria de Governo); e os líderes do governo na Câmara e no Senado. “Líderes dos outros partidos estão descontentes. Há um embate de bastidores inaceitável, e a reforma da Previdência está parada na CCJ”, ressaltou.

Indicações do governo

Delegado Waldir criticou o discurso sobre “nova” e “velha” política. Ele ressaltou que a liberação de emendas parlamentares é lei e afirmou que a troca de cargos por apoio já segue um novo modelo, com banco de talentos e exigência de ficha limpa para os indicados.

O líder do PSL também voltou a defender o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que, para ele, é o “ator principal” neste momento. “Rodrigo Maia é um liberal apaixonado pela reforma e está acima de qualquer briga”. Waldir considerou postagens nas redes sociais críticas a Maia como “equívocos reiterados”.

Oposição

O líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS), prevê derrotas do governo na Casa e cita pelo menos duas propostas: a medida provisória com a reorganização dos ministérios (MP 870/19) e o fim da exigência de vistos de turistas sem reciprocidade, medida que pode ser anulada por projetos de decreto legislativo.

“O presidente Jair Bolsonaro perdeu autoridade e destacou pessoas sem condição para articular com o Congresso. O próprio governo retroalimenta suas crises”, avaliou.

Para Pimenta, o presidente é refém do próprio discurso e não tem votos para aprovar projetos de relevância na Câmara.

Prefeitos

A reforma da Previdência foi um dos temas de reunião da Frente Nacional dos Prefeitos nesta segunda-feira, em Brasília. Na estimativa do presidente da frente, Jonas Donizette, a reforma pode gerar para os municípios uma economia de quase R$ 300 bilhões ao longo dos próximos 20 anos.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse aos prefeitos que as lideranças políticas vão “superar problemas de comunicação” que afetam a reforma.

No encontro de prefeitos, foi aprovada uma moção de apoio ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia. “Nós acreditamos que ele é uma pessoa muito equilibrada, muito consciente do que o País precisa e ele foi vítima, nas últimas semanas, de comentários que não ajudam em nada o processo político”, disse Donizette.

Com informações da Agência Câmara

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Rodrigo Maia é reeleito e assume novamente a presidência da Câmara

Na noite desta sexta-feira (1º), o deputado Rodrigo Maia foi eleito pela terceira vez ao cargo de presidente da Câmara Federal. O parlamentar recebeu 334 votos, 41 a mais que em 2017.

Em segundo lugar, Fábio Ramalho, do MDB de Minas Gerais, teve 66 votos, enquanto Marcelo Freixo, do PSOL do Rio de Janeiro, recebeu 50 votos. Ao contrário do Senado, o pleito teve voto secreto e ocorreu sem confrontos.

Após ser anunciado o resultado, Maia agradeceu o voto de confiança e falou dos desafios que o Congresso terá pela frente em 2019.

“Precisamos modernizar as nossas leis, simplifica-las e precisamos comandar as reformas, de forma pactuada, junto com todos os governadores e prefeitos de todos os partidos políticos. Nada vai avançar neste país se nós não trouxermos para o debate aqueles que estão governando e que estão sofrendo pela inviabilização do Estado brasileiro como um todo. Por isso que nós temos que ter todos aqui, de todas as correntes partidárias, do PT, ao PP, ao PSL, para que essa pactuação sirva não apenas para a União, mas para Estados e Municípios”.

Já eleito, Maia iniciou a apuração dos votos para os outros cargos da Mesa Diretora da Câmara. Marcos Pereira, do PRB paulista, foi eleito o 1º vice-presidente. Para o cargo de 2º vice, haverá segundo turno entre Luciano Bivar, do PSL de Pernambuco, e Charlles Evangelista, do PSL de Minas Gerais.

Rodrigo Maia assume a presidência da Câmara dos Deputados pelos próximos dois anos. Neste ano, o parlamentar deve colocar em votação pautas importantes, como a reforma tributária e da Previdência.

Em entrevista a jornalistas, Maia afirmou que a votação secreta para presidente da Câmara e do Senado garante independência dos parlamentares em relação ao governo. No Senado, o tema causou polêmica e houve bate-boca entre congressistas.

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Destaques, Política

Partido de Bolsonaro apoiará Rodrigo Maia para presidência da Câmara

O PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, vai apoiar a candidatura de Rodrigo Maia (DEM- RJ) à presidência da Câmara dos Deputados. A informação foi confirmada pelo deputado federal Luciano Bivar (PE), presidente nacional da sigla. O acordo foi fechado nesta quarta-feira (2), em reunião, na residência oficial da presidência da Câmara.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, Bivar afirmou que Rodrigo Maia se comprometeu a pautar “todas as coisas” encampadas pela campanha de Bolsonaro.

Rodrigo Maia, segundo Bivar, também teria prometido ceder a presidência da Comissão de Constituição e Justiça, por onde passam todas as matérias para análises constitucionais. Além da CCJ, o PSL também deve ficar com a presidência da Comissão de Finanças e Tributação.

Atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia tem articulado para se manter no cargo por mais dois anos. Com o apoio do PSL, o candidato do DEM enfraquece seu principal adversário, o goiano João Campos (PRB), que buscava ser o candidato do partido de Bolsonaro.

O PSL tem a segunda maior bancada da Câmara, com 52 parlamentares, atrás apenas do Partido dos Trabalhadores, que possui 56. Com a janela partidária, a legenda do atual presidente pretende ultrapassar o PT em número de cadeiras na casa.

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