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Após 9 dias de luto, Cuba sepulta Fidel em berço da revolução

(ANSA) – Após percorrerem um trajeto de cerca de 900 km, as cinzas do ex-presidente Fidel Castro foram sepultadas neste domingo (4), no cemitério Santa Ifigenia, em Santiago de Cuba, berço da revolução que derrubou Fulgencio Batista.

Os restos mortais do “comandante” deixaram Havana na última quarta-feira (30), após dois dias de velório no Memorial José Martí, na Praça da Revolução, e cruzaram o país em uma caravana que repetiu, no sentido inverso, o itinerário feito por Fidel e seus homens em janeiro de 1959, depois de deixarem Sierra Maestra.

As cinzas chegaram a Santiago no último sábado (3) e foram levadas à Praça da Revolução, em uma cerimônia que contou com alguns dos principais nomes da esquerda latino-americana, como os ex-presidentes do Brasil Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva e os mandatários da Bolívia, Evo Morales, e da Venezuela, Nicolás Maduro.

“Estou triste porque se foi o maior homem do século 20”, disse Lula. Discursando para uma multidão, o presidente de Cuba e irmão de Fidel, Raúl Castro, prometeu “defender a pátria e o socialismo”. “Fidel foi um exemplo. Nos mostrou aquilo que podemos fazer. Sim, podemos superar qualquer obstáculo para a independência, a soberania da pátria e o socialismo”, declarou.

A pequena urna de cedro contendo as cinzas do ex-líder cubano foi levada ao cemitério Santa Ifigenia na manhã deste domingo, em um trajeto final de pouco mais de 2 km. No local também está sepultado o herói nacional José Martí, ídolo de Fidel.

O enterro também marcou o fim do período de nove dias de luto decretado pelo governo após a morte do ex-presidente, ocorrida no último dia 25 de novembro. A caravana com as cinzas foi acompanhada por milhares de pessoas, que se aglomeraram em ruas e estradas para se despedir do “comandante”.

No entanto, o sepultamento foi realizado de maneira privada, restrito à família e às pessoas mais próximas. Fidel comandou Cuba por 49 anos, entre 1959 e 2008, período no qual universalizou o acesso à educação e à saúde e reprimiu adversários com mão de ferro. Na Flórida, que abriga milhares de dissidentes cubanos, houve festa após a notícia de sua morte.

Ao longo dos últimos anos, suas aparições públicas foram ficando cada vez mais raras, e os boatos sobre seu falecimento, mais frequentes. Até 25 de novembro, quando sua morte foi anunciada em um discurso por Raúl Castro.

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EUA anunciam novas medidas para aliviar restrições a Cuba

(ANSA) – A Casa Branca anunciou nesta sexta-feira, dia 14, uma nova série de ações executivas para um maior relaxamento das restrições comerciais e financeiras entre Estados Unidos e Cuba.

As novas medidas devem afetar positivamente na agricultura e na infraestrutura do país latino, já que norte-americanos autorizados poderão oferecer serviços relacionados à manutenção e ao desenvolvimento do país e que empresas dos EUA poderão exportar para a ilha tratores, pesticidas e outros artigos agrícolas.

Além disso, as novas regras devem impulsionar as pesquisas médicas que as duas nações poderão conduzir juntas no futuro, facilitando também que companhias norte-americanas importem os produtos farmacêuticos cubanos que forem aprovados pela Administração de Remédios e Alimentos (FDA).

As ações também ajudarão sociedades dos Estados Unidos a exportarem alguns de seus produtos para a ilha, inclusive através da internet, e permitirão que os norte-americanos não tenham mais nenhuma restrição ou limite em trazer os famosos charutos e rum cubanos para uso pessoal nas bagagens ao voltar de viagem.

Esta medida em específico deve ser a mais lucrativa para a nação latina já que, anteriormente, os viajantes dos Estados Unidos tinham um limite de apenas US$ 100 para essas mercadorias por viagem.

Democracia e direitos humanos

Além de anunciar as novas regras, o presidente norte-americano, Barack Obama, também comentou sobre a relação mais próxima e forte entre os EUA e Cuba e os desafios que ainda os dois enfrentam.

Entre as duas nações ainda “permanecem grandes diferenças em relação à democracia e a direitos humanos, mas o degelo é a melhor maneira de abordá-las”, afirmou o mandatário. “O progresso dos últimos anos, reforçado pela decisão de hoje deve lembrar o mundo do que é possível quando olhamos para o futuro juntos”, concluiu Obama.

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Mundo

Obama nomeia embaixador em Cuba após mais de meio século

(ANSA) – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, nomeou nesta terça-feira (27) o primeiro embaixador norte-americano em Cuba, após mais de 50 anos de relações diplomáticas rompidas. Obama escolheu o diplomata Jeffrey DeLaurentis, já encarregado pela Secretaria de Estado dos negócios com Cuba desde agosto de 2014.

A nomeação, porém, precisa ser ratificada pelo Senado, que pode demonstrar certa oposição à medida, como já antecipou o senador republicano pela Florida Marco Rubio e o texano Ted Cruz. “Hoje, estou orgulhoso de nomear o embaixador Jeffrey DeLaurentis para ser o primeiro embaixador norte-americano em Cuba em mais de 50 anos. A liderança de Jeff tem sido vital para a normalização das relações entre Estados Unidos e Cuba”, disse Obama.

“Não há figura pública melhor para impulsionar nossa habilidade em engajar o povo cubano e para defender os interesses norte-americanos em Cuba”. A informação foi confirmada nesta tarde pela Casa Branca, seis meses após a histórica visita de Obama à ilha, que se tornou o primeiro mandatário norte-americano a pisar em solo cubano em quase 90 anos.

Durante a visita, ele se encontrou com o presidente Raúl Castro, mas não com o irmão e líder da Revolução Cubana, Fidel Castro. O último presidente a visitar Cuba tinha sido John Calvin Coolidge Jr. no final dos anos 1920. A indicação de um novo embaixador em Havana é mais um passo de reaproximação entre os dois países, que anunciaram que retomariam as relações em 17 de dezembro de 2014, depois de meio século de desavenças políticas e graças a mais de 18 meses de negociações secretas mediadas pelo papa Francisco e pelo governo do Canadá.

Em julho do ano passado, os dois países reabriram suas respectivas embaixadas e, desde então, uma série de medidas foram tomadas, como a retomada de voos comerciais e a navegação de navios de cruzeiros. Apesar dos avanços, Obama ainda não conseguiu retirar o embargo econômico a Cuba, nem avançar nas negociações sobre o status dos dissidentes políticos e do respeito aos direitos humanos na ilha.

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Raúl Castro é reeleito líder do Partido Comunista de Cuba

(ANSA) – O presidente cubano, Raúl Castro, foi reeleito hoje, dia 19, como primeiro secretário do Partido Comunista de Cuba (PCC) durante o VII Congresso da legenda. O companheiro de Raúl e Fidel desde os tempos de guerrilha, José Ramón Machado Ventura, foi reiterado como o vice dentro do PCC.

A cúpula, que estabelece as direções do partido para os próximos anos, legitimou as mudanças econômicas em curso na ilha desde 2008 e a continuidade do desgelo com os Estados Unidos.

Era esperado que fosse eleito o sucessor de Raúl, que reiterou na abertura do evento que deixaria o Poder em 2018, quando se encerra seu mandato. No último congresso, realizado em 2011, foram aprovadas as reformas econômicas estabelecidas pelo presidente Raúl Castro com o objetivo de “atualizar o socialismo” na ilha e o legitimou como substituto de Fidel no poder. Fidel – O ex-presidente cubano Fidel Castro participou da reunião de encerramento do evento, que teve início no sábado em Havana.

Nos meios de imprensa cubanos foi publicada uma imagem que o mostra sendo aplaudido durante a sessão. Fidel, que completa 90 anos em agosto, se afastou da política em 2006 por motivos de saúde e raramente faz aparições públicas. Fidel foi escolhido para participar do Congresso como delegado, com poder de voto.

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Obama inicia visita histórica a Cuba neste domingo (20)

(ANSA) – Terá início hoje, dia 20, a histórica viagem de Barack Obama a Cuba. Ele é o primeiro presidente norte-americano a visitar o país em quase 90 anos. Obama desembarca na ilha após quase dois anos do anúncio do início da normalização das relações bilaterais, no final de 2014. Durante a visita, que acaba na terça-feira, dia 22, ele irá se encontrar com seu homólogo Raúl Castro, mas não com o líder da Revolução Cubana (1959), Fidel Castro, como informou a Casa Branca. Durante a viagem, Obama ainda terá a oportunidade de falar em rede nacional com a população cubana. Um momento que foi considerado “histórico” por representantes do governo de Washington.

O último presidente dos EUA que visitou Cuba foi John Calvin Coolidge Jr. no final dos anos 1920. Os países anunciaram a retomada de relações em dezembro de 2014, após mais de 50 anos de desavenças políticas. Desde então, diversas restrições vêm sendo estudadas e muitos passos têm sido dados em direção a uma reaproximação. Em julho do ano passado, as respectivas embaixadas foram reabertas.

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, visitou a ilha no mês seguinte, sendo o primeiro líder diplomático do país a viajar a Cuba desde 1945. Cuba e Estados Unidos anunciaram a retomada de trocas postais após um hiato de 52 anos e informaram que chegaram a um acordo para restaurar voos comerciais, sem anunciar data que em rota será restabelecida. Apesar de estabelecer diversas medidas para “aliviar” o embargo econômico, que dura mais de 50 anos, Obama não pode, no entanto, dar fim ao bloqueio. Isso depende do Congresso onde o líder democrata não tem maioria. Em outras questões, como o status dos dissidentes e o respeito aos direitos humanos em Cuba, as negociações continuam travadas.

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