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Coreia do Norte pode estar ligada a ataque global de hackers

(ANSA) – Especialistas em segurança na Internet acreditam que a Coreia do Norte possa estar envolvida no ciberataque mundial que atingiu 150 países na última sexta-feira (12). O pesquisador Neel Mehta, que trabalha para o Google, disse ter encontrado indícios de semelhanças entre os códigos do ransomware WannaCry, usado no ataque global, e os criados pelo Lazarus Group, um grupo de hackers financiado pelo regime de Pyongyang.

De acordo com a empresa russa Kaspersky, especializada em segurança informática, “a descoberta de Neel Mehta representa o indício mais importante atualmente sobre as origens do WannaCry”. Outro aspecto analisado é o horário do ataque, que corresponde ao fuso da Coreia do Norte.

No entanto, as pistas ainda são inconclusivas e mais estudos estão sendo conduzidos pelas agências de inteligência. Pode-se levar semanas, ou até meses, para uma confirmação definitiva. Isso porque é comum hackers se apropriarem de códigos já usados em outros ataques, ou plantem pistas falsas para ocultarem a origem das infecções.

Na última sexta-feira, servidores de empresas, hospitais e órgãos públicos de 150 países, incluindo o Brasil, foram invadidos por um ataque hacker. O ransomware infectou 200 mil computadores, bloqueando os sistemas e exigindo um resgate de US$ 300 para que os equipamentos voltassem a funcionar.

Vários outros especialistas em segurança disseram que o ransomware é a mutação de um software criado pela agência de inteligência NSA, dos Estados Unidos, que foi apropriado pelos hackers.

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Coreia do Norte diz estar pronta para guerra com armas nucleares

Durante um desfile militar em Pyongyang neste sábado (15), o vice-presidente do Partido dos Trabalhadores de Coreia do Norte, Choe Ryong-hae, disse que o povo norte-coreano está “preparado para a guerra” contra os Estados Unidos com suas armas nucleares. As informações são da Agência EFE.

“Estamos completamente preparados para enfrentar qualquer tipo de guerra com nossas armas nucleares se os EUA atacarem a península da Coreia”, disse Ryong-hae, considerado o número dois do regime, em seu discurso durante a exibição militar em comemoração ao 105º aniversário do fundador do país, Kim Il-sung.

Durante o desfile do “Dia do Sol”, presidido pelo líder Kim Jong-un, o Exército norte-coreano mostrou seu arsenal, incluindo vários mísseis balísticos, entre os quais encontrava-se um possível novo projétil de alcance intercontinental. “Se os EUA fizerem provocações imprudentes contra nós, nossa força revolucionária contra-atacará num instante, com um ataque aniquilador e responderemos a uma guerra total com guerra total e a ataques nucleares com nosso próprio arsenal atômico”, disse Choe.

Ele também acusou os EUA de posicionar armas nucleares no Sul da península coreana, “o que está criando uma situação muito tensa que ameaça a paz e a segurança não só da região, como também do mundo inteiro”.

Washington decidiu enviar recentemente um porta-aviões nuclear à península da Coreia em resposta aos lançamentos de mísseis de Pyongyang e Washington, e chegou a insinuar que estuda a possibilidade de um ataque preventivo para frear os avanços armamentísticos do regime norte-coreano. “Os imperialistas estão tentando isolar nosso povo onde as pessoas só querem viver em paz”, afirmou o vice-presidente do Partido dos Trabalhadores.

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Trump diz estar pronto para ‘resolver’ situação de Pyongyang

(ANSA) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista neste domingo (2) que se a China não aumentar a pressão contra o governo da Coreia do Norte, seu governo “resolverá” sozinho os testes de mísseis feitos por Pyongyang.

“Se a China não resolver com a Coreia do Norte, nós iremos. Isso é o que eu te digo”, disse ao jornal britânico “Financial Times”. De acordo com o republicano, seu governo está “pronto para tomar decisões unilaterais para eliminar a ameaça nuclear” dos norte-coreanos.

As afirmações ocorrem poucos dias antes da visita do presidente chinês, Xi Jinping, aos Estados Unidos e Trump destacou que o caso da Coreia do Norte está “no centro” das conversas que os dois líderes terão na Flórida. O líder de Pequim estará nos EUA entre os dias 6 e 7 de abril.

A China tem uma grande influência sobre a Coreia do Norte e a China deve decidir se vai ajudar mais sobre a Coreia do Norte. Se o fizerem, será um bem para a China. Mas, se não fizerem, será bom para qualquer outro”, acrescentou.

Essa não é a primeira vez que o governo Trump ameaça o ditador Kim Jong-un. Recentemente, em um giro pela Ásia, o secretário de Estado, Rex Tillerson, afirmou que a “opção militar” pode ser avaliada pelos norte-americanos caso Pyongyang continue a realizar testes nucleares.

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Mesmo com sanções, Coreia do Norte testa outro míssil

(ANSA) – A Coreia do Norte efetuou nesta terça-feira (21) uma prova de míssil balístico de médio alcance na cidade portuária de Wonsan, informou a agência de notícias sul-coreana Yonhap. O teste foi confirmado pelo Ministério da Defesa da Coreia do Sul, mas sem dar detalhes do tipo de míssil.

De acordo com a mídia japonesa e sul-coreana, o regime de Pyongyang estaria querendo testar um míssil Musudan (BM-25), do programa nacional de armas, mas não há sinais de que ele estaria pronto para lançamento. O país testou por quatro vezes, em um mês, este míssil, mas sem sucesso. Em uma das tentativas, até a plataforma de lançamento ficou destruída. O míssil modelo Musudan não é um armamento novo e já está na lista de itens da Coreia do Norte há pelo menos uma década. Seu design é baseado nos usados em 1960 pela União Soviética, porém com algumas adaptações.

Desde janeiro, a Coreia do Norte tem sido duramente condenada pela comunidade internacional e sofrido sanções devido aos seus testes, incluindo o de uma bomba nuclear de hidrogênio. As sanções, no entanto, não inibiram o ditador Kim Jong-un, que em maio, durante o congresso do único partido que governa o país, aprovou a ampliação de armas nucleares.

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Seul denuncia novo teste com míssil de Pyongyang

(ANSA) – Enquanto o presidente norte-americano, Barack Obama, se reúne com outros líderes mundiais para debater a ameaça nuclear da Coreia do Norte, fontes de Seul denunciaram um novo lançamento de míssil por Pyongyang.

A agência sul-coreana “Yonhap” publicou, citando um militar que não quis se identificar, que o país vizinho lançou um míssil antiaéreo em direção ao Mar do Leste. Se confirmado, este será o último de uma série de lançamentos efetuados por Pyongyang em resposta a exercícios militares e sanções impostas ao país como forma de frear seu programa nuclear.

Em encontro com Obama em Washington, o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, a presidente da Coreia do Sul, Park Geun-Hye, e o líder chinês, Xi Jiping, debateram formas de parar o país. “Estamos unidos em nossos esforços para conter e nos defender das provocações da Coreia do Norte, e temos de trabalhar juntos para alcançar este desafio”, disse Obama.

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