Política

PSL Day abrirá canal de diálogo com população potiguar

O próximo dia 17 de janeiro (quinta-feira) será de comemoração e de diálogo para o Partido Social Liberal (PSL) no Rio Grande do Norte. A partir das 18h deste dia, escolhido em referência ao número da legenda no país, será realizado o PSL Day, evento que visa abrir as portas da sede do partido em Natal para receber filiados e apoiadores “abrindo um canal direto com a população do Estado”.

O encontro será realizado na sede do partido, que fica localizada na avenida Senador Salgado Filho, 1803, em frente ao Bob´s.

“O dia 17 se tornou um marco para nós desde as últimas eleições. E, agora neste início de ano, após a posse do nosso Presidente Jair Bolsonaro, nós vamos continuar fazendo deste dia, um momento especial. Então, decidimos, mais uma vez, abrir as portas do partido para conversar com a população, ouvir sugestões, críticas, como também receber aquelas pessoas que têm interesse em se filiar ao PSL, o que faz parte do processo de expansão e estruturação do partido nos municípios do Rio Grande do Norte”, explica Coronel Hélio Oliveira, presidente do PSL/RN.

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Partido de Bolsonaro apoiará Rodrigo Maia para presidência da Câmara

O PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, vai apoiar a candidatura de Rodrigo Maia (DEM- RJ) à presidência da Câmara dos Deputados. A informação foi confirmada pelo deputado federal Luciano Bivar (PE), presidente nacional da sigla. O acordo foi fechado nesta quarta-feira (2), em reunião, na residência oficial da presidência da Câmara.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, Bivar afirmou que Rodrigo Maia se comprometeu a pautar “todas as coisas” encampadas pela campanha de Bolsonaro.

Rodrigo Maia, segundo Bivar, também teria prometido ceder a presidência da Comissão de Constituição e Justiça, por onde passam todas as matérias para análises constitucionais. Além da CCJ, o PSL também deve ficar com a presidência da Comissão de Finanças e Tributação.

Atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia tem articulado para se manter no cargo por mais dois anos. Com o apoio do PSL, o candidato do DEM enfraquece seu principal adversário, o goiano João Campos (PRB), que buscava ser o candidato do partido de Bolsonaro.

O PSL tem a segunda maior bancada da Câmara, com 52 parlamentares, atrás apenas do Partido dos Trabalhadores, que possui 56. Com a janela partidária, a legenda do atual presidente pretende ultrapassar o PT em número de cadeiras na casa.

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Jair Bolsonaro é eleito presidente do Brasil

(ANSA) O deputado federal e capitão reformado Jair Bolsonaro, do PSL, foi eleito neste domingo (28) como o novo presidente do Brasil. Com 94,44% das urnas apuradas, o ex-militar tem 55,54% dos votos válidos e não pode mais ser alcançado por Fernando Haddad (PT), com 44,46%.

Aos 63 anos de idade e dono de uma carreira parlamentar de três décadas e marcada por declarações preconceituosas, Bolsonaro conseguiu consagrar a extrema direita brasileira na esteira do antipetismo que tomou conta do país em função dos escândalos de corrupção e da crise econômica.

Com o lema “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, o presidente eleito entrou na disputa apoiado por uma base fiel e barulhenta, mas ainda visto como um vitorioso improvável no cenário político.

No entanto, a inelegibilidade de Lula o catapultou à condição de favorito, status fortalecido pelo atentado cometido por Adélio Bispo de Oliveira em Juiz de Fora (MG). Além disso, Bolsonaro ganhou impulso a partir de setembro, quando o eleitorado passou a identificar Haddad como o candidato do PT e de Lula, fazendo sua rejeição disparar. A opção do eleitorado conservador pelo deputado federal como o mais indicado para derrotar o petismo esvaziou as candidaturas de Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede), Henrique Meirelles (MDB) e Alvaro Dias (Podemos) e quase resolveu a eleição no primeiro turno, quando Bolsonaro teve 46% dos votos válidos, contra 29% de Haddad.

Segundo turno

Com “uma mão na faixa”, em suas próprias palavras, o capitão reformado optou por não participar de nenhum debate no segundo turno, apesar de ter sido liberado pelos médicos nos 10 dias finais de campanha. O próprio Bolsonaro reconheceu que essa foi uma decisão “estratégica”.

Focando seu discurso no combate à corrupção, aos “ativismos” e ao PT, o candidato do PSL ampliou sua vantagem para Haddad nas pesquisas até a reta final da disputa. Quando ele se encaminhava para uma vitória acachapante, ameaças de seu filho Eduardo Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a promessa da boca do presidenciável de “varrer do mapa os bandidos vermelhos” deram início a um movimento de redução de sua vantagem.

Já na véspera do pleito, ícones do combate à corrupção, como o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa e o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, odiados pelo PT, declararam apoio explícito a Haddad, ao contrário de Ciro Gomes (PDT). O movimento pró-Haddad, no entanto, não foi suficiente para reverter a disputa.

Bolsonaro iniciará a transição econômica já nesta segunda-feira (29) e pegará um país dividido, com dezenas de milhões de pessoas com medo de seus arroubos autoritários. Ainda assim, deve contar, ao menos no primeiro momento, com apoio no Congresso das bancadas da bala, ruralista e evangélica para implantar sua agenda.

Bolsonaro também terá a benevolência do mercado financeiro, empolgado com a perspectiva de uma política econômica liberal implantada pelo futuro ministro Paulo Guedes.

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Bolsonaro tem 57% dos votos válidos e Haddad 43%, diz pesquisa CNT/MDA

A seis dias do segundo turno, Jair Bolsonaro (PSL) mantém confortável vantagem sobre Fernando Haddad (PT) na corrida presidencial. Segundo pesquisa CNT/MDA divulgada nesta segunda-feira (22), o deputado federal tem 57% dos votos válidos, contra 43% do ex-prefeito paulistano. A margem máxima de erro é de 2,2 pontos percentuais.

Portanto, são 14 pontos percentuais de diferença nesse recorte, que despreza os votos brancos e nulos e os eleitores indecisos. Na pesquisa que considera os votos totais, o candidato do PSL tem 48,8%, Haddad tem 36,7%. Outros 11% afirmam votar branco ou nulo e 3,5% estão indecisos.

Para 91,1% dos eleitores de Bolsonaro, o voto está definido. Entre os eleitores de Haddad, esse percentual é de 91,3%.

Rejeição

A rejeição de Fernando Haddad continua a mais alta, sendo que 51,4% dos entrevistados não votariam nele de jeito nenhum. Jair Bolsonaro é rejeitado por 42,7%.

Apenas 14,6% dos entrevistados acreditam que Haddad será eleito presidente. Para 74,4%, Bolsonaro sairá vitorioso no domingo (28).

O levantamento incluiu também uma questão também sobre o interesse da população nessa eleição. De acordo com a pesquisa, 41,3% dizem ter muito interesse, enquanto apenas 15% manifestam nenhum interesse.

Foram ouvidos 2.002 entrevistados em 137 cidades de 25 Estados, nos dias 20 e 21 de outubro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral, sob o número BR-00346/2018.

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Para analistas, próximo Presidente eleito terá dificuldades no Congresso

Com novo Congresso Nacional definido, o próximo Presidente da República que será conhecido em 28 de outubro terá dificuldades para aprovar projetos entre deputados e senadores. A avaliação é do cientista político Valdir Pucci. O especialista ressalta que tanto Bolsonaro quanto Haddad terão uma oposição ativa, já que PT e PSL agora têm as maiores bancadas da Câmara Federal, com 56 e 52 parlamentares cada.

Segundo Pucci, a fragmentação entre direita e esquerda no Congresso deve permanecer a partir de 1° de janeiro de 2019.

“Vamos pegar o caso de Bolsonaro. Vamos lembrar que a maior bancada é a do PT, que seria naturalmente uma oposição ao governo Bolsonaro. Não é uma bancada que possa barrar os avanços da sua política, mas é uma bancada que pode causar dificuldades no avanço de política. E mesmo caso para Haddad. Com Haddad eleito, nós teríamos o PSL, segunda maior bancada, naturalmente uma oposição ao Haddad. Então, prevejo um Presidente que terá que conversar e negociar muito com o Congresso Nacional”.

A renovação política na Câmara e no Senado superou a média histórica das eleições nos últimos 20 anos. Para o cientista político da FGV, Eduardo Grin, a mudança poderia ser ainda maior caso não houvesse artifícios previstos na lei eleitoral, como o chamado voto de legenda.

“Ainda que o resultado da renovação tenha sido acima da nossa média histórica, é possível que as regras que foram definidas tenham barrado a entrada de novos candidatos, sobretudo na Câmara dos Deputados, porque a legislação conseguiu conter um pouco esse processo. E isso faz nos indicar que a indignação da população com relação à política possa até ser maior do que aquela expressa na taxa de renovação”.

O MDB, um dos principais partidos do país, por exemplo, perdeu 19 cadeiras na Câmara, enquanto o PSDB tornou-se apenas a oitava bancada entre os deputados. No Senado, a renovação em 2019 também será recorde. Apenas 8 senadores se reelegeram. Nomes que já estavam há décadas na Casa, como Eunício Oliveira, Lindberg Farias, Ricardo Ferraço, Magno Malta, Garibaldi Alves e Romero Jucá, perdem o cargo e foro privilegiado a partir do ano que vem.

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