Política

Líder do PSL faz apelo por entendimento entre Rodrigo Maia e Jair Bolsonaro

O líder do PSL, deputado Delegado Waldir (GO), voltou a criticar a falta de articulação do governo no Congresso e fez um apelo para que o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, “soltem a fumacinha da paz” e passem a dialogar para que as reformas avancem.

“Chega de picuinhas, o País é mais que isso”, disse Delegado Waldir, em entrevista no Salão Verde nesta segunda-feira (25).

O deputado afirmou que o “grande blá, blá, blá” que se viu na imprensa em torno de divergências sobre a reforma da Previdência (PEC 6/19) mostrou resultados negativos, como a queda da bolsa de valores e a alta do dólar na semana passada.

Para Delegado Waldir, é preciso diálogo do governo com os demais líderes partidários para articular a votação da reforma da Previdência. “Ninguém vai votar qualquer proposta aqui porque o presidente é bonito. Em qualquer lugar do mundo, o presidente monta bloco de apoio e isso não está constituído ainda”, afirmou, lembrando que nenhum partido declarou apoio incondicional à reforma.

O líder do PSL pediu a atuação no Congresso das pessoas responsáveis pela articulação política no governo, como os ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e o general Santos Cruz (Secretaria de Governo); e os líderes do governo na Câmara e no Senado. “Líderes dos outros partidos estão descontentes. Há um embate de bastidores inaceitável, e a reforma da Previdência está parada na CCJ”, ressaltou.

Indicações do governo

Delegado Waldir criticou o discurso sobre “nova” e “velha” política. Ele ressaltou que a liberação de emendas parlamentares é lei e afirmou que a troca de cargos por apoio já segue um novo modelo, com banco de talentos e exigência de ficha limpa para os indicados.

O líder do PSL também voltou a defender o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que, para ele, é o “ator principal” neste momento. “Rodrigo Maia é um liberal apaixonado pela reforma e está acima de qualquer briga”. Waldir considerou postagens nas redes sociais críticas a Maia como “equívocos reiterados”.

Oposição

O líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS), prevê derrotas do governo na Casa e cita pelo menos duas propostas: a medida provisória com a reorganização dos ministérios (MP 870/19) e o fim da exigência de vistos de turistas sem reciprocidade, medida que pode ser anulada por projetos de decreto legislativo.

“O presidente Jair Bolsonaro perdeu autoridade e destacou pessoas sem condição para articular com o Congresso. O próprio governo retroalimenta suas crises”, avaliou.

Para Pimenta, o presidente é refém do próprio discurso e não tem votos para aprovar projetos de relevância na Câmara.

Prefeitos

A reforma da Previdência foi um dos temas de reunião da Frente Nacional dos Prefeitos nesta segunda-feira, em Brasília. Na estimativa do presidente da frente, Jonas Donizette, a reforma pode gerar para os municípios uma economia de quase R$ 300 bilhões ao longo dos próximos 20 anos.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse aos prefeitos que as lideranças políticas vão “superar problemas de comunicação” que afetam a reforma.

No encontro de prefeitos, foi aprovada uma moção de apoio ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia. “Nós acreditamos que ele é uma pessoa muito equilibrada, muito consciente do que o País precisa e ele foi vítima, nas últimas semanas, de comentários que não ajudam em nada o processo político”, disse Donizette.

Com informações da Agência Câmara

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Bebianno continua no governo e crise política se arrasta

(ANSA) – O ministro Gustavo Bebiano, da Secretaria Geral da Presidência, ainda faz parte do governo. A edição desta segunda-feira (18) do Diário Oficial da União (DOU) foi publicada sem a exoneração de Bebianno, que estava sendo aguardada devido à crise no Palácio do Planalto.

De acordo com fontes do governo, a saída do ministro já foi decidida e assinada pelo presidente Jair Bolsonaro, após uma tensa reunião em Brasília na sexta-feira passada. Uma edição extra do Diário Oficial da União pode sair ainda hoje para exonerar Bebianno.

O fato da exoneração não constar no Diário Oficial de hoje, indica que o governo ainda trata do assunto. Interlocutores afirmam que Bolsonaro estaria tentando encontrar uma maneira “honrosa” de afastar o ministro.

Família x Bebianno

O ministro foi chamado publicamente de “mentiroso” pelo presidente Jair Bolsonaro e por seu filho Carlos, em um episódio que gerou muita polêmica no governo ao longo da semana passada.

A crise começou após o jornal “Folha de S.Paulo” divulgar que Bebianno teria participado da distribuição de dinheiro público para financiar “candidaturas laranjas” do PSL, o partido de Bolsonaro.

Bebianno disse que conversou três vezes com Bolsonaro, quando o presidente estava internado em São Paulo, para minimizar a crise política. Mas o filho de Bolsonaro, Carlos, divulgou um áudio no Twitter no qual o presidente afirma que não iria “falar com ninguém” durante sua hospitalização. Horas depois, o próprio Bolsonaro confirmou Carlos, isolando o ministro.

O gesto foi criticado pelo fato do filho ter “demitido” o ministro, sem nem ser membro do Executivo. Outros nomes do governo tentaram interceder a favor de Bebianno, mas Bolsonaro está irredutível na sua decisão de exonera-lo. Um militar, Floriano Peixoto, deve assumir a Secretaria-Geral.

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Política

PSL Day abrirá canal de diálogo com população potiguar

O próximo dia 17 de janeiro (quinta-feira) será de comemoração e de diálogo para o Partido Social Liberal (PSL) no Rio Grande do Norte. A partir das 18h deste dia, escolhido em referência ao número da legenda no país, será realizado o PSL Day, evento que visa abrir as portas da sede do partido em Natal para receber filiados e apoiadores “abrindo um canal direto com a população do Estado”.

O encontro será realizado na sede do partido, que fica localizada na avenida Senador Salgado Filho, 1803, em frente ao Bob´s.

“O dia 17 se tornou um marco para nós desde as últimas eleições. E, agora neste início de ano, após a posse do nosso Presidente Jair Bolsonaro, nós vamos continuar fazendo deste dia, um momento especial. Então, decidimos, mais uma vez, abrir as portas do partido para conversar com a população, ouvir sugestões, críticas, como também receber aquelas pessoas que têm interesse em se filiar ao PSL, o que faz parte do processo de expansão e estruturação do partido nos municípios do Rio Grande do Norte”, explica Coronel Hélio Oliveira, presidente do PSL/RN.

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Partido de Bolsonaro apoiará Rodrigo Maia para presidência da Câmara

O PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, vai apoiar a candidatura de Rodrigo Maia (DEM- RJ) à presidência da Câmara dos Deputados. A informação foi confirmada pelo deputado federal Luciano Bivar (PE), presidente nacional da sigla. O acordo foi fechado nesta quarta-feira (2), em reunião, na residência oficial da presidência da Câmara.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, Bivar afirmou que Rodrigo Maia se comprometeu a pautar “todas as coisas” encampadas pela campanha de Bolsonaro.

Rodrigo Maia, segundo Bivar, também teria prometido ceder a presidência da Comissão de Constituição e Justiça, por onde passam todas as matérias para análises constitucionais. Além da CCJ, o PSL também deve ficar com a presidência da Comissão de Finanças e Tributação.

Atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia tem articulado para se manter no cargo por mais dois anos. Com o apoio do PSL, o candidato do DEM enfraquece seu principal adversário, o goiano João Campos (PRB), que buscava ser o candidato do partido de Bolsonaro.

O PSL tem a segunda maior bancada da Câmara, com 52 parlamentares, atrás apenas do Partido dos Trabalhadores, que possui 56. Com a janela partidária, a legenda do atual presidente pretende ultrapassar o PT em número de cadeiras na casa.

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Jair Bolsonaro é eleito presidente do Brasil

(ANSA) O deputado federal e capitão reformado Jair Bolsonaro, do PSL, foi eleito neste domingo (28) como o novo presidente do Brasil. Com 94,44% das urnas apuradas, o ex-militar tem 55,54% dos votos válidos e não pode mais ser alcançado por Fernando Haddad (PT), com 44,46%.

Aos 63 anos de idade e dono de uma carreira parlamentar de três décadas e marcada por declarações preconceituosas, Bolsonaro conseguiu consagrar a extrema direita brasileira na esteira do antipetismo que tomou conta do país em função dos escândalos de corrupção e da crise econômica.

Com o lema “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, o presidente eleito entrou na disputa apoiado por uma base fiel e barulhenta, mas ainda visto como um vitorioso improvável no cenário político.

No entanto, a inelegibilidade de Lula o catapultou à condição de favorito, status fortalecido pelo atentado cometido por Adélio Bispo de Oliveira em Juiz de Fora (MG). Além disso, Bolsonaro ganhou impulso a partir de setembro, quando o eleitorado passou a identificar Haddad como o candidato do PT e de Lula, fazendo sua rejeição disparar. A opção do eleitorado conservador pelo deputado federal como o mais indicado para derrotar o petismo esvaziou as candidaturas de Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede), Henrique Meirelles (MDB) e Alvaro Dias (Podemos) e quase resolveu a eleição no primeiro turno, quando Bolsonaro teve 46% dos votos válidos, contra 29% de Haddad.

Segundo turno

Com “uma mão na faixa”, em suas próprias palavras, o capitão reformado optou por não participar de nenhum debate no segundo turno, apesar de ter sido liberado pelos médicos nos 10 dias finais de campanha. O próprio Bolsonaro reconheceu que essa foi uma decisão “estratégica”.

Focando seu discurso no combate à corrupção, aos “ativismos” e ao PT, o candidato do PSL ampliou sua vantagem para Haddad nas pesquisas até a reta final da disputa. Quando ele se encaminhava para uma vitória acachapante, ameaças de seu filho Eduardo Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a promessa da boca do presidenciável de “varrer do mapa os bandidos vermelhos” deram início a um movimento de redução de sua vantagem.

Já na véspera do pleito, ícones do combate à corrupção, como o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa e o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, odiados pelo PT, declararam apoio explícito a Haddad, ao contrário de Ciro Gomes (PDT). O movimento pró-Haddad, no entanto, não foi suficiente para reverter a disputa.

Bolsonaro iniciará a transição econômica já nesta segunda-feira (29) e pegará um país dividido, com dezenas de milhões de pessoas com medo de seus arroubos autoritários. Ainda assim, deve contar, ao menos no primeiro momento, com apoio no Congresso das bancadas da bala, ruralista e evangélica para implantar sua agenda.

Bolsonaro também terá a benevolência do mercado financeiro, empolgado com a perspectiva de uma política econômica liberal implantada pelo futuro ministro Paulo Guedes.

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