Destaques, Economia

Governo paga segundo lote de restituição do Imposto de Renda 2019

A Receita Federal pagará nesta segunda-feita, dia 15 de julho, o segundo lote do Imposto de Renda de Pessoas Físicas de 2019. Estarão nesse grupo 3.164.229 contribuintes que receberão juntos cerca de R$ 5 bilhões.

O acesso referente à restituição pode ser obtido pelo site da Receita Federal. Contribuinte também pode ligar para o telefone 146. Neste ano, o contribuinte também já pode saber se está na malha fina e quais os erros que levara a esta situação: para isso basta acessar a área do “Meu Imposto de Renda” (e-CAC).

Como aumentar

Contudo, um destaque desta situação é que muitos brasileiros ficam insatisfeitos com o que ganham de restituição e a pergunta que fica: Como ganhar mais dinheiro de restituição de Imposto de Renda no próximo ano ou utilizar esses valores para doações?

Saiba que isso é possível com algumas ações bem simples, mas essas devem ser feitas durante 2019 para ter efeito em 2020. Ocorre que muitos contribuintes ficam revoltados, pois acreditavam que o valor a ser recebido poderia ser muito maior ou melhor utilizados, mas não fazem nada para reverter essa situação.

Um dos principais pontos em relação ao tema a ser frisado é que a preocupação sobre o assunto fica limitada aos meses de março e abril. Se o contribuinte começar a pensar no imposto que paga com antecedência, fará não só com que as preocupações com erros sejam menores, como também possibilitará que se recupere mais dinheiro ou utilizá-lo para beneficiar quem precisa.

Como aumentar os valores

“Apesar de já estarmos no meio do ano, ainda é possível aumentar os valores a serem recebidos, principalmente, com previdência privada e doações que podem ser abatidas. Mas é importante correr, pois, depois que acabar o ano nada mais pode ser feito. A tão falada cultura do brasileiro de deixar o imposto de renda para última hora não tem apenas reflexo em erros que podem levar a malha fina, ela também tem como resultado a diminuição da restituição dos contribuintes. Existem ferramentas legais que fazem com que essa restituição seja muito maior”, explica Welinton Mota, diretor executivo da Confirp Consultoria Contábil.

As ações podem ser desde as mais simples, como guardar adequadamente todos os comprovantes de gastos com educação e saúde até mesmo as mais sofisticadas como doações e realização de previdências privadas. Contudo, Welinton Mota alerta, “a primeira coisa que deve ser avaliada para ter a restituição, é se houve valores retidos, caso contrário não há o que se restituir”.

Para quem quer abater plano de previdência privada, é importante deixar claro que isso apenas poderá ocorrer quando é feito no modelo PGBL, em um limite de 12% do valor tributável total, antes de qualquer dedução. Também é dedutível do IR para quem já contribui para os sistemas previdenciários oficiais, como trabalhador do setor privado, autônomo ou funcionário público.

Nos casos de despesas médicas, odontológicas, instruções e pensões alimentícias judiciais, para garantir a restituição basta guardar adequadamente os documentos. É importante não passar informações nessas áreas que não estejam em conformidade com a realidade. “O Fisco está fechando o cerco às informações irregulares a partir de evoluções tecnológicas e cruzamento de informações, tudo o que for declarado deve ser comprovado adequadamente”, conta o diretor da Confirp.

Doações são ótimas saídas

Mota acrescenta que as doações podem ser uma forma de direcionar o dinheiro que paga ao Governo para ações que tragam benefícios para a comunidade, mas somente para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda. O limite de 6 % do imposto de renda devido é para as destinações aos fundos de direitos da criança e do adolescente, as doações e os patrocínios para projetos enquadrados como incentivo a atividades culturais, artísticas e incentivos a atividades audiovisuais.

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Negócios

Santander zera taxa de produtos de previdência para todos os clientes

O Santander acaba de anunciar o fim da cobrança da taxa de carregamento – percentual pago pelos investidores na aplicação ou resgate dos recursos – de todos seus produtos de previdência, para todos os clientes. A decisão vale tanto para investidores que já têm recursos com o Banco quanto para novos aplicadores.

O banco já não cobrava taxa de carregamento dos clientes do segmento Private Banking. A partir de hoje, a isenção será estendida para clientes Select, com renda mensal a partir de R$ 10 mil e R$ 30 mil em investimentos, Van Gogh, com renda entre R$ 4 mil e R$ 10 mil, e do segmento Especial, com renda até R$ 4 mil.

“A taxa de carregamento sempre foi uma das mais criticadas pelo mercado, principalmente porque não é cobrada em qualquer outra modalidade de investimentos. Com a isenção, queremos aproximar o produto do público em geral e consolidá-lo como uma excelente solução de investimento de longo prazo”, afirma Gilberto Abreu, diretor de Investimentos do Santander.

Ainda segundo o executivo, há uma série de fatores que explicam as apostas no crescimento do produto:

1) a relação entre reservas de longo prazo (previdência) e Produto Interno Bruto (PIB) é muito baixa no Brasil, em torno de 6%. Quando comparada à do Chile, por exemplo, essa proporção é de 70%;

2) as mudanças na legislação que rege os investimentos dos produtos de previdência, promovidas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) no final do ano passado, permitem que os gestores sejam mais criativos e entreguem retornos atrativos;

3) a necessidade de reforma da previdência trará à tona o tema entre a população de modo geral;

4) maior percepção do mercado de previdência corporativo como um benefício necessário aos funcionários;

5) a possível tributação dos fundos exclusivos de investimentos atrairia algo em torno de R$ 400 bilhões para modalidades não tributadas.

“Sem dúvida alguma, os produtos de previdência são a melhor modalidade de investimentos em um prazo superior a 5 anos, momento em que a tabela regressiva do Imposto de Renda (IR), que pode chegar a 10%, faz diferença, independentemente do produto a ser comparado”, completa Abreu.

De acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) os fundos de previdência somaram R$ 766,9 bilhões em patrimônio líquido ao final de julho deste ano, volume 12,3% maior quando comparado aos R$ 682,7 bilhões registrados em igual período do ano anterior.

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Economia

5 motivos para poupar mesmo se a Reforma da Previdência não passar

A semana começou com vários protestos contra a reforma da Previdência em todo o País. Independente da aprovação, é importante que o brasileiro guarde dinheiro para garantir uma aposentadoria tranquila.

De acordo com Reinaldo Domingos (do canal Dinheiro à Vista), esses são os 5 principais motivos para poupar:

1- O salário do INSS é muito importante para os brasileiros e um direito do trabalhador. Entretanto, o valor não é suficiente para manter o padrão e a qualidade de vida. Em consequência, mais de um terço, 33,9% dos aposentados brasileiros, continuam trabalhando para complementar a renda, segundo pesquisa do SPC Brasil e da CNDL.

2- Será que para viver dignamente você precisará da ajuda de parentes ou de outras pessoas? Infelizmente, isso acontece com milhões de brasileiros. É importante ter consciência que mesmo tendo trabalhado a vida toda com carteira assinada, contribuindo para o INSS, a quantia recebida dificilmente será suficiente.

3- Ao que tudo indica, os trabalhadores se aposentarão cada vez mais tarde, por conta do crescimento da expectativa de vida do brasileiro. Para deixar de trabalhar no momento que quiser – ou passar a trabalhar apenas por prazer – é preciso poupar parte da renda durante o período produtivo.

4- Quanto antes começar a pensar em seu futuro, poderá poupar quantias menores e se beneficiar dos rendimentos ao longo dos anos. Há diversos investimentos adequados para a aposentadoria, como Previdência Privada e Tesouro Direto. Vale a pena conhecer um pouco mais a respeito.

5- Poucas pessoas têm o hábito de pensar no longo prazo (acima de dez anos), com receio de que o objetivo não seja atingido. Mas é possível conquistar a renda que garanta o padrão de vida desejado. Há uma planilha automatizada que indica o quanto se deve poupar mensalmente para conseguir, baixe gratuitamente aqui: www.dsop.com.br/downloads-arquivos (Cálculo de Aplicação para Independência Financeira).

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Destaques, Dicas

O que fazer com o dinheiro perante o novo escândalo político

Enfrentamos um novo escândalo envolvendo o Presidente Michel Temer, e com isso, começam a se multiplicar tendências econômicas, falando sobre o que fazer com o dinheiro que se tem guardado. Com certeza devem ocorrer reflexos imediatos, como: quedas das ações relacionadas ao país nas bolsas de valores internacionais e a alta do dólar. Lembrando que também não se pode esquecer o efeito na economia da ameaça do impeachement de Donald Trump nos Estados Unidos.

Segundo Reinaldo Domingos, doutor em educação financeira e presidente da Associação Brasileira de Educação Financeira, “os grandes investidores devem fazer movimentações rápidas em função disso e muitos ganharão muito dinheiro e outros perderão tudo. Mas, e o pequeno investidor? Para aquele que só consegue guardar uma parcela do salário e que tem isso como uma garantia para o futuro, recomendo muita cautela nessa hora.”

Reinaldo ainda explica que aparecerão muitas oportunidades ditas como milagrosas, ‘mas nem sempre o que reluz é ouro’. “Assim, tirar o dinheiro de uma aplicação segura para colocar em outra pode parecer interessante, mas, na maioria dos casos poderá ocasionar perdas já no momento da retirada do dinheiro, sendo que muitas aplicações, ao não se respeitar prazos estipulados, se perde rentabilidade. Por isso, se deve analisar todas as condições antes de mudar o dinheiro de lugar”, afirma Domingos.

“Se o dinheiro estiver na poupança, realmente recomendo a busca de uma aplicação que tenha um rendimento um pouco melhor, pois essa não repõe nem mesmo as perdas inflacionárias. Contudo, o caminho nessa hora é buscar um especialista, pode ser o gerente do banco ou um educador financeiro. Mas, cuidado para não se deixar levar por pessoas que acreditam saber sobre o tema, busque saber qual é o currículo de quem irá confiar”, diz Reinaldo.

Outro ponto que ele alerta é para não deixar todo o dinheiro em uma única aplicação. “Pois variando os locais, você poderá ter maior segurança e uma rentabilidade que condiz com o prazo que irá utilizar o dinheiro. Também poderá buscar aplicações com riscos distintos.”

Reinado não vislumbra solução para a situação que nos encontramos de forma simples e rápida, assim, “é preciso ter serenidade nesse momento, o desespero sempre leva ao erro, em relação ao dinheiro essa máxima vale ainda mais a pena. Por mais que nossa política esteja ‘na lama’ a economia ainda está com o rumo de retomada, por mais que possam haver pioras, voltaremos a crescer, pois somo um país resiliente.”

Em relações aos tipos de aplicações, para quem está com o dinheiro em aplicações convencionais com tesouro direto, CDB, RDB e previdência privada, o caminho é buscar informações e ficar atento ao mercado. Para quem está com dinheiro em ações, muito cuidado em quais empresas está direcionando o dinheiro, já quem tem ou quer comprar dólar, a tendência é subir neste primeiro momento, mas, não se tem como saber até onde vai essa alta.

Enfim, como educador financeiro a principal dica que Reinaldo dá nesse momento em relação ao dinheiro é “cautela, e se surgirem rumores de ações ameaçadoras como confiscos, não levem a sério, se nossa política ainda está engatinhando, nossa economia já se mostra mais madura, não havendo espaços para ações como essas.”

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