Destaques, Política

Parlamentares do PSL pedem expulsão de Eduardo Bolsonaro

(ANSA) – Em um novo capítulo da crise no PSL, a Executiva Nacional da legenda registrou em cartório nesta quinta-feira (24) um pedido de expulsão de Eduardo Bolsonaro, atual líder da legenda na Câmara dos Deputados, do partido.

O documento foi assinado pelo senador Major Olímpio e pelos deputados Coronel Tadeu, Joice Hasselmann, Júnior Bozzella e Abou Anni. Todos são do PSL paulista.

O pedido já foi encaminhado para o presidente do PSL, o deputado federal Luciano Bivar. A decisão final será do conselho de ética da legenda.

O filho do presidente da República, Jair Bolsonaro, está diretamente ligado na grande crise que atinge o PSL. A situação se agravou na semana passada quando o grupo ligado a Eduardo e a seu pai fez uma articulação para destituir o então líder da legenda na Câmara, o deputado Delegado Waldir (PSL-GO), que é ligado a Bivar.

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Mourão reforça soberania, mas faz mea-culpa sobre Amazônia

(ANSA) – O vice-presidente Hamilton Mourão chegou na manhã desta sexta-feira (11) em Roma, na Itália, onde reforçou a soberania do Brasil em relação à floresta Amazônica, tema do Sínodo dos Bispos que acontece até 27 de outubro no Vaticano. Durante entrevista na Embaixada do Brasil na capital italiana, Mourão ressaltou que o governo brasileiro não aprova o papel de “vilão” no que diz respeito à preservação da Amazônia, em meio às duras críticas que tem recebido por sua política ambiental.
    “A mensagem que eu quero passar, em nome do nosso governo, é que a Amazônia brasileira é brasileira. É responsabilidade nossa preservá-la e protegê-la. Quero deixar isso claro”, afirmou. Segundo Mourão, a administração de Jair Bolsonaro não quer ser colocada como vilã, “como o governo da motosserra, governo exterminador de indígena, que não respeita direitos humanos”. “Quero mostrar que estamos comprometidos com os grandes temas do século 21, a preservação da vida na terra. É um recado pequeno, mas firme”, acrescentou. Mourão representará o Brasil na cerimônia de canonização da irmã Dulce, como a primeira santa brasileira, após Bolsonaro cancelar sua viagem alegando problemas de agenda. A celebração será presidida pelo papa Francisco e contará com a presença de mais de 30 políticos e familiares do país. Sua declaração sobre a Amazônia é dada no momento em que o líder da Igreja Católica realiza um Sínodo para discutir novas formas de evangelização de povos indígenas e a proteção do meio ambiente. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), citando dados registrados pelo sistema deter-B, o ano de 2019 já é o pior desde 2016 na comparação da área com alertas de desmatamento na Amazônia. Ao ser questionado sobre os temas que podem prejudicar a imagem do Brasil no exterior, Mourão admitiu que o governo brasileiro não teve boa reação no começo das queimadas, em agosto. “Óbvio que isso não é bom. Esse pacote todo gera certo ruído, e a gente faz nosso mea-culpa, porque nos primeiros momentos da crise das queimadas, que é algo que ocorre todo ano, não tivemos uma reação correta”, explicou.
    Para o vice-presidente do Brasil, agora é preciso “buscar um diálogo melhor, mais positivo, e usar todas as capacidades dos governos federal e estaduais para que as ilegalidades sejam proibidas e que sejam dadas assistências às pessoas que trabalham e produzem ali”.
    Durante sua presença na Embaixada brasileira em Roma, Mourão ainda afirmou que se reunirá com representantes do papa Francisco e ressaltou que o governo Bolsonaro não o considera um inimigo. “O governo brasileiro em nenhum momento pode julgar que o Papa é inimigo. Pelo contrário, é o líder maior da Igreja Católica. O que está ocorrendo no Sínodo da Amazônia é algo que está planejado há algum tempo. Eu e o governo entendemos a problemática que a Igreja enfrenta na região”, finalizou. Na coletiva, Mourão ainda contou sobre sua agenda oficial na Itália, destacou a emoção e alegria em participar das homenagens à Irmã Dulce e também abordou as prioridades do governo para o desenvolvimento integral do país e seu papel internacional. Por fim, o político brasileiro disse que Bolsonaro deve fazer uma viagem à Itália no próximo ano, quando poderá ter uma audiência privada com o Pontífice.

Agenda – Hoje (12), Mourão participará de um ofício solene de Nossa Senhora Aparecida celebrado pelo arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, na capela do Colégio Pio Brasileiro, na cidade eterna. Logo depois, irá a uma apresentação da ópera Ave Dulce, na embaixada. No domingo (13), ele presenciará a canonização da Irmã Dulce na praça de São Pedro, no Vaticano. Um dia depois, se reunirá com o secretário de Estado da Santa Sé, o cardeal Pietro Parolin, além do secretário para as Relações com os Estados da Santa Sé, Monsenhor Paul Richard Gallagher.
    Sua agenda oficial será encerrada com uma missa em homenagem à Irmã Dulce, que será celebrada pelo arcebispo de Salvador, dom Murilo Krieger, na Basílica Sant’Andrea Della Valle.

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