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‘Pretendo beneficiar filho meu, sim’, diz Bolsonaro

(ANSA) – O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender a indicação de um de seus filhos, Eduardo Bolsonaro, ao cargo de embaixador nos Estados Unidos e disse que pretendia “beneficiar o filho, sim”. “Pretendo beneficiar filho meu, sim. Se eu puder dar um filé mignon para o meu filho, eu dou, mas não tem nada a ver com o filé mignon essa história aí. É aprofundar o relacionamento com a maior potência do mundo”, alegou o mandatário, em sua tradicional transmissão ao vivo via Facebook, a qual faz toda quinta-feira à tarde.

Bolsonaro já anunciou que está decidido a endossar a indicação de Eduardo. A decisão, porém, tem dividido opiniões, pois o filho do presidente não tem formação na área nem experiência como diplomata. Além disso, a oposição aponta para um caso de nepotismo. “Você tem de ver o seguinte: é legal? É. Tem algum impedimento? Não tem impedimento. Atende ao interesse público, qual o grande papel do embaixador? Não é o bom relacionamento com o chefe de Estado daquele outro país? Atende isso? Atende. É simples o negócio”, disse Bolsonaro, ontem, ao deixar o Palácio da Alvorada.

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Para virar embaixador, Eduardo Bolsonaro precisaria ainda ser aprovado pelo Senado. Na Casa, os senadores se dividem quanto à ideia. Já nos Estados Unidos, o filho do presidente Donald Trump, Eric, negou que possa virar embaixador no Brasil, como um gesto de amizade entre os dois países e como o gabinete de Bolsonaro chegou a cogitar. “Eric dirige as Organizações Trump e está comprometido com o negócio. O Brasil é um país incrível, mas isso [ser embaixador] não passa de um rumor”, esclareceu a porta-voz de Eric, Kimberly Benza, consultada pelo jornal “O Globo”.

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“Brasil é uma baleia que recebeu vários golpes”, diz Paulo Guedes

Com crescimento de apenas 0,6% ao ano nos últimos oito anos, o Brasil é uma baleia que recebeu vários golpes e não consegue mais se mover, disse há pouco o ministro da Economia, Paulo Guedes, em audiência na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados. Guedes foi convocado para responder a perguntas sobre o que fazer com os recursos da economia da reforma da Previdência.

Para o ministro, a reforma da Previdência é a primeira etapa para resolver o desequilíbrio fiscal e “consertar” a economia. Ele ressaltou que a aprovação das reformas equivaleria a retirar os arpões da baleia e que essa agenda é suprapartidária. “O Brasil é uma baleia ferida arpoada várias vezes, que foi sangrando e parou de se mover. Precisamos retirar os arpões, consertar o que está equivocado. Não tem direita, nem esquerda. Precisamos consertar economia brasileira”, declarou o ministro.

Guedes explicou que a reforma da Previdência tem três dimensões. A primeira consiste em resolver o desequilíbrio fiscal do país por meio da economia de R$ 1,2 trilhão em 10 anos e retomar o crescimento. A segunda é a retomada dos investimentos privados, inclusive em áreas sociais como saúde, educação e saneamento, e a terceira, a remoção das desigualdades, por meio da retirada de privilégios, e a libertação das gerações futuras por meio do regime de capitalização (em que cada trabalhador terá uma poupança individual).

Agenda positiva

O ministro ressaltou que, depois da reforma da Previdência, o governo pretende seguir simultaneamente com a reforma tributária na Câmara dos Deputados, aproveitando uma proposta que tramita na Casa, e com a reforma do pacto federativo, cuja tramitação se iniciaria no Senado. Guedes, no entanto, disse que a estratégia ainda precisa ser definida pelo governo. “Quem dará o tempo é a política. É como eu vislumbro. Quem decide são os políticos.”

De acordo com o ministro, o governo decidiu dar prioridade à reforma da Previdência para corrigir desequilíbrios da economia, antes de entrar no que chamou de “agenda positiva”. Guedes destacou que a proposta de reforma tributária vislumbra a criação de um imposto sobre valor agregado (IVA) federal que incidiria, com adesão facultativa dos estados e dos municípios, e a revisão de isenções, desonerações para determinados setores da economia e deduções no Imposto de Renda para famílias mais ricas.

Sobre o pacto federativo, Guedes repetiu que o governo pretende reduzir a fatia da União nas receitas de tributos, aumentando a repartição com os estados e os municípios. Ele disse que pretende repartir o dinheiro do fundo social do pré-sal, que deve render de US$ 800 bilhões a US$ 1 trilhão (R$ 3,2 trilhões a R$ 4 trilhões) nos próximos 20 a 30 anos, e ser distribuído entre estados e municípios (i0%) e governo federal (30%).

Estímulos

O ministro explicou que o governo pretende fazer ações de estímulo de curto prazo, como o Plano de Equilíbrio Fiscal (PEF) para os estados, enviado hoje (4) ao Congresso Nacional, e saques dos programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Serviço Público (Pasep). Ele, no entanto, disse que esses estímulos terão efeito curto, caso o Congresso não aprove a reforma da Previdência.

“Enquanto não aprovamos reforma fiscal potente como essa de R$ 1 trilhão da Previdência, até pequenos estímulos fiscais são perversos. Não podemos fazer esses movimentos sem os fundamentos [da economia] corrigidos”, declarou. Ele disse que o PEF não fará distinção entre governadores da situação e da oposição. “O governador que quiser pode passar no [secretário do Tesouro Nacional] Mansueto [Almeida] porque dinheiro está lá.”

Da Agência Brasil

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MP vê indícios de desvios de recursos por Flavio Bolsonaro

(ANSA) – Uma investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro sobre o senador Flavio Bolsonaro (PSL), filho do presidente Jair Bolsonaro, apontou indícios de um esquema no gabinete do político, quando ele era deputado estadual, para desviar recursos públicos.

Promotores disseram que havia uma “clara divisão de tarefas” para que os desvios ocorressem. A informação foi revelada ontem (15) pela revista “Veja”, que publicou um relatório do MPRJ sobre indícios de lavagem de dinheiro com imóveis. A suspeita é de que Flavio Bolsonaro mascarou uma operação de desvio de dinheiro público fazendo transações imobiliárias com 19 imóveis entre os anos 2010 e 2017, avaliadas em R$ 9 milhões. Ele teria lucrado R$ 3 milhões nas transações.

O documento foi usado pelo MP para justificar o pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal à Justiça de 95 pessoas ligadas a Flavio Bolsonaro. Em nota publicada no Twitter, o senador afirmou que “não são verdadeiras as informações vazadas na revista Veja acerca de meu patrimônio”.

“Continuo sendo vítima de seguidos e constantes vazamentos de informações contidas em processo que está em segredo de justiça.

Os valores informados são absolutamente falsos e não chegam nem perto dos valores reais. Sempre declarei todo meu patrimônio à Receita Federal e tudo é compatível com a minha renda”, disse.

“Os valores informados são absolutamente falsos e não chegam nem perto dos valores reais. Sempre declarei todo meu patrimônio à Receita Federal e tudo é compatível com a minha renda”, acrescentou. Flávio Bolsonaro passou a ser investigado pelo MP após o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontar movimentações atípicas de seu ex-assessor parlamentar na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Fabrício Queiroz. Reportagem do jornal “Folha de S.Paulo” desta quinta-feira (16) afirma que a quebra do sigilo de Flávio atinge também ao menos cinco ex-assessores de Jair Bolsonaro que trabalharam tanto no gabinete do pai quando era deputado federal como no de Flávio na Alerj.

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Parlamentares do Partido Novo abrem seleção de vagas para bancadas e gabinetes

Cerca de 20 parlamentares, entre vereadores, deputados federais, estaduais e distritais eleitos pelo Partido Novo, em 2016 e 2018, farão a partir desta quarta-feira (05) um processo seletivo aberto a todo país. “A ideia é que haja uma seleção ampla, em escala nacional em busca de profissionais que estejam alinhados com a renovação do quadro político de 2019”, disse Tiago Mitraud, deputado federal eleito pelo partido nestas eleições.

As vagas são para postos como assessor(a) parlamentar, assessor(a) de comunicação e assistente administrativo(a), em pelo menos 5 cidades brasileiras. Os requisitos básicos para preenchimento das vagas incluem: vontade de atuar na área pública, habilidade para alcançar resultados trabalhando em equipe e ser “ficha limpa”.

O recrutamento ocorre a partir deste mês e é 100% de responsabilidade dos parlamentares eleitos. Os selecionados começarão a trabalhar entre fevereiro e março de 2019, dependendo da Câmara ou Assembleia para onde forem contratados.

“Ter um gabinete técnico, sem indicações políticas, é uma das bandeiras do partido. Mas a iniciativa de fazer uma seleção de profissionais de todo Brasil veio dos próprios eleitos” conta Christian Lohbauer, ex-candidato a vice de Amoêdo.

Seguindo a linha do governador de Minas Gerais eleito pela legenda, Romeu Zema, os eleitos para o legislativo apostam na escolha de assessores técnicos para compor suas equipes para os próximos quatro anos. Em 2018 o NOVO elegeu 8 deputados federais, 11 estaduais e uma distrital. Em 2016 foram eleitos 4 vereadores.

Sobre o Partido Novo

O partido foi fundado em 2011 por um grupo de 181 cidadãos comuns, de 35 profissões diferentes, dentre eles João Amoêdo, candidato à Presidência da República em 2018. O Partido tem como princípios ser autofinanciado por seus apoiadores, não utilizar os Fundos Eleitoral e Partidário, manter separadas a gestão partidária das campanhas e dos mandatos dos eleitos. Além disso, a definição de candidatos é feita de forma democrática por meio de processo seletivo entre filiados.

Atualmente o NOVO é mantido por seus mais de 30 mil filiados e apoiadores e é um dos partidos mais seguidos nas redes sociais. A legenda é representada no legislativo por 4 vereadores, eleitos em 2016 e em 2018, superou com facilidade a clausula de barreira, elegendo 8 Deputados Federais, 11 Estaduais e um Distrital. Para o poder Executivo o partido elegeu o Governador do Estado de Minas Gerais, Romeu Zema. Todos eleitos sem nenhum centavo de dinheiro público, nem coligações partidárias.

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Romeu Zema, do Novo, é eleito governador de Minas Gerais

O estreante na política Romeu Zema venceu o segundo turno para o governo de Minas Gerais, com 71,88% dos votos válidos. Com 96,87% das urnas apuradas, o ex-governador e senador Antonio Anastasia (PSDB) ficou em segundo lugar, com 28,12% dos votos válidos.

A vitória de Zema sobre um adversário bem mais conhecido confirma a surpresa do primeiro turno das eleições. De perfil liberal, ele despontou em primeiro lugar na disputa, com 13 pontos percentuais de diferença, após aparecer em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto. Com o resultado, o atual governador, Fernando Pimentel (PT), não foi para o segundo turno.

Romeu Zema Neto é empresário e comandou durante 26 anos as empresas da família. O Grupo Zema opera uma rede de varejo de eletrodomésticos com 430 lojas em seis estados e atua nos ramos de concessionária de carros, autopeças e postos de combustível. Formado em Administração, Zema é hoje membro do Conselho do grupo.

Ele fez campanha com base no discurso de renovação da política. Desde 1999, Zema era filiado ao PR, mas não se candidatou a nenhum cargo até este ano, quando se filiou ao partido Novo. O engenheiro e economista Paulo Brant será o vice-governador.

Zema já havia anunciado o economista Gustavo Franco como seu coordenador econômico para tirar Minas da crise. Ex-presidente do Banco Central e um dos formuladores do Plano Real, Franco comandou o programa financeiro da campanha de João Amôedo (NOVO), quinto colocado na corrida presidencial com 2,6 milhões de votos válidos.

O programa de governo do candidato eleito prega redução de gastos públicos, privatização de empresas estatais e o fim de desonerações a setores específicos, além de ser contrário ao aumento de impostos e favorável ao que classifica como liberdade de empresas e das escolhas individuais. O futuro governador de Minas completou 54 anos neste domingo (28).

Com informações da Agência Brasil

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