Destaques, Plantão Policial

Grande Natal: operação prende grupo que cadastrava ‘motoristas fantasmas’ em aplicativo de transporte

Na manhã desta quinta-feira (18), as equipes das Delegacias Municipais de São Gonçalo do Amarante e Extremoz cumpriram mandados de busca e apreensão em residências de investigados que são suspeitos de fraudarem empresas de aplicativos de mobilidade (a exemplo do 99 Pop). Durante a ação, os policiais civis apreenderam diversos documentos, cartões e aparelhos eletrônicos que eram utilizados para o cadastro dos perfis falsos.

As investigações revelaram que os suspeitos montavam uma rede de pessoas que eram indicadas para as empresas de mobilidade e com isto, os suspeitos ganhavam uma bonificação prometida pela empresa que estava sendo vítima da fraude.

“Os investigados obtinham CPF de terceiros, criavam uma conta no aplicativo, se passando como uma pessoa indicada por ele mesmo, e conseguiam receber uma quantia em dinheiro da empresa. Os perfis criados eram falsos e possivelmente de pessoas que nem sabiam que eram cadastradas como motoristas de aplicativo ou usavam nomes também pessoas já falecidas”, detalhou o delegado de São Gonçalo do Amarante, Luciano Augusto.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais civis encontraram na residência de um dos investigados diversos cartões da empresa vítima em nomes de diferentes pessoas (fantasmas), documentos de identidades e CPFs de terceiros, documentos de veículos, máquinas de débito, chips de aparelhos telefônicos, comprovantes de endereços em diversos nomes, dentre outras provas que apontam para a culpabilidade dos investigados.

A Polícia Civil pede que a população continue enviando informações de forma anônima, através do Disque Denúncia 181.

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MPF denuncia delegado potiguar por envolvimento com quadrilha

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o delegado aposentado da Polícia Civil do RN, Sílvio Fernando Nunes Silva, por receber propina de dois grupos investigados pela Operação Forró, ligados à exploração de jogos de azar com uso de máquinas eletrônicas (os chamados caça-níqueis) montadas com componentes de importação proibida. Em troca, ele permitia a continuidade das atividades ilegais. A partir de agora ele poderá responder pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

De acordo com o MPF, o dinheiro – pelo menos R$ 58.170,00 – era recebido em espécie e acabava depositado em sua conta, de forma fracionada para tentar fugir aos mecanismos de controle. Os valores foram recebidos entre setembro de 2011 e abril de 2013, quando Sílvio Fernando era titular da Delegacia Especializada em Defesa do Consumidor (Decon), que incorporou as funções da Delegacia Especializada em Costumes (DEC), responsável pela repressão aos jogos de azar. A Justiça Federal já determinou a indisponibilidade de bens do réu, até a quantia de R$ 58.170,00.

Dos demais envolvidos, o MPF aponta a relação direta dele com, pelo menos, o policial militar reformado José Anselmo Soares Filho e o seu amigo Wagner Miguel de Araújo Galvão, conhecido como “Novinho do Gás”. Os dois ajudavam a dar proteção ao “grupo dos cariocas” e ao “grupo de Paulinho”, que mantinham diversos pontos de jogos de azar na capital potiguar.

Ambos serviam de intermediários do delegado e cobravam uma média de R$ 3 mil por semana de cada um dos grupos. “Em consequência das promessas e dos repasses de vantagens pecuniárias indevidas, ele (Sílvio) realmente se omitiu de seus deveres funcionais e viabilizou a contínua exploração de jogos de azar”, ressalta a denúncia. Em 2013, a movimentação financeira do delegado foi mais que o dobro de seus rendimentos líquidos recebidos formalmente da Polícia Civil.

Sacolinha – A participação do delegado no esquema foi apontada por um dos líderes do grupo dos cariocas, Eduardo Madureira, em acordo de colaboração premiada. Segundo ele, pelo recebimento das propinas, o titular da Decon ficou conhecido como “Sílvio Sacolinha”. Foram autorizados, então, os afastamentos dos sigilos fiscal e bancário, e a análise dos dados revelou que Sílvio “efetivamente se associou, de modo estável e permanente” aos dois grupos criminosos.

Eduardo relatou um encontro no estacionamento de um shopping de Natal para tratar do pagamento de propina, do qual o próprio delegado participou. Na ocasião, foram cobrados R$ 7 mil para a abertura de uma nova casa de jogos, além da quantia semanal. Somado a conversas telefônicas interceptadas pela Operação Forró (deflagrada em dezembro de 2013), Sílvio Fernando também é citado direta ou indiretamente em várias mensagens de celular trocadas pelos demais criminosos.

Operações fakes – Em uma dessas mensagens, eles falam de operações de combate promovidas por outras delegacias e indicam que as ações eram consideradas uma forma de “desmoralizar Sílvio”. Algumas vezes as ações eram da própria Decon, contudo serviam mais como forma de pressão para garantir que as propinas continuassem a ser repassadas. Nesses casos, não eram adotadas todas as providências devidas. “O delegado lavrava simples termos circunstanciados de ocorrência e deixava de apurar a provável prática do crime de contrabando, não enviando os equipamentos para perícia e muito menos tomando medidas para remessa dos elementos à Polícia Federal ou à Justiça Federal”, diz o MPF.

Os envolvidos chegaram a lamentar a saída de Sílvio da delegacia, em 2013, o que dificultou o andamento dos “negócios” dos dois grupos. Há conversações, inclusive, no sentido de buscar algum nome que permitisse a continuidade do esquema de propina, já que com o delegado que tomou o seu lugar não “teria esquema”. Os criminosos reclamam que o novo titular teria dito que “vai atrás de tudo” e “falou que vai moralizar a delegacia”. Também há diálogos lamentando os pedidos recorrentes para que a propina paga fosse aumentada. Chegou a se cobrar um valor de R$ 6 mil semanais de cada grupo, para que nenhuma casa de jogos fosse reprimida.

Além da condenação pelos crimes, o MPF requer o pagamento de danos morais causados por suas condutas, “especialmente à imagem da Polícia Civil do Rio Grande do Norte”, em um valor mínimo de R$ 58 mil, atualizado com juros e correção monetária; assim como a decretação da perda de sua aposentadoria.

A ação penal irá tramitar na Justiça Federal sob o número 0802910-44.2019.4.05.8400.

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Mulher que recebeu por 14 anos salário de tia falecida é indiciada no RN

Uma investigação realizada por policiais civis da Delegacia Especializada de Defesa do Patrimônio Público (DEDEPP) resultou no indiciamento de Maria Helena Câmara Bezerra pela prática do crime de estelionato previdenciário cometido contra o Instituto de Previdência dos Servidores do RN (Ipern). A investigada estava recebendo indevidamente, há 14 anos, a aposentadoria da tia, uma promotora de Justiça que morreu em 2001.

O benefício destinado à tia de Maria Helena continuou sendo depositado na conta da sobrinha até 2014, quando foi suspenso por ordem do MPRN. As investigações tiveram início em 2015, quando aconteceu o censo previdenciário e a promotora foi o único membro do Ministério Público que não se apresentou para recadastramento.

Durante este período, estima-se que Maria Helena Câmara Bezerra, sobrinha da promotora aposentada, tenha recebido ilegalmente mais de R$ 5 milhões do Ipern. O inquérito policial foi instaurado pela Delegacia Especializada de Defesa do Patrimônio Público (DEDEPP).

Em declarações prestadas à polícia, a investigada alegou acreditar que seria uma pensão por morte que a tia teria deixado para ela e os irmãos.

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PM é preso suspeito de integrar quadrilha especializada em explosão de caixas

Policias civis da Delegacia Especializada em Furtos e Roubos (DEFUR) de Natal deflagraram a 3ª fase da Operação “Alpha Bravo – Conexão”, investigação que resultou na maior apreensão de drogas no Estado do Rio Grande do Norte, em fevereiro deste ano.

Na manhã desta sexta-feira (5), com apoio do Batalhão de Polícia de Choque do RN (BPChoque), a Especializada deu cumprimento ao mandado de prisão em desfavor de um policial militar suspeito de integrar grupo criminoso voltado ao tráfico de drogas e crimes contra instituições financeiras, atuante em arrombamentos e explosões de caixas eletrônicos.

“O suspeito era parte fundamental do grupo criminoso e tinha a função de realizar a segurança de seus membros, repassar informações privilegiadas, guardar e manejar o material ilícito encontrado na granja. Até o momento, oito membros do grupo criminoso foram presos e um ainda está foragido”, disse a Polícia Civil.

Foragido

PM é preso suspeito de integrar quadrilha especializada em explosão de caixas

A Polícia Civil pede ajuda da população para localizar e prender o foragido Ângelo Reinaldo de Oliveira. Qualquer informação deverá ser repassada para o Disque-Denúncia anônimo da Polícia Civil, através do número 181.

Alpha Bravo – Conexão

O grupo foi desarticulado no dia 06 de fevereiro deste ano, quando houve a prisão de cinco homens e apreensão de mais de três toneladas de drogas, diversos explosivos, munições de uso restrito e coletes balísticos, em uma granja no município de Macaíba. Todo o material apreendido foi avaliado em R$4 milhões, considerada a maior apreensão feita por um órgão de segurança do Estado do RN.

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Ex-prefeito de Santana do Seridó é indiciado por desvio de combustível

Uma investigação realizada pela Delegacia Especializada de Defesa do Patrimônio Público (DEDEPP) e pela 3ª Delegacia Regional de Caicó resultou no indiciamento de Adriano Gomes de Oliveira, ex-prefeito de Santana do Seridó, conhecido como “Drill”, por desvio de combustível destinado aos veículos que prestavam serviço público municipal. O crime teria ocorrido entre 2013 e 2016.

As investigações se iniciaram em 2017, quando se constatou que o ex-prefeito abastecia seu carro particular com combustível pago por um convênio da prefeitura de Santana do Seridó, firmado através de suposta licitação, com um posto de combustível da cidade de Parelhas. Segundo a delegada responsável pela investigação, não havia nenhum controle do abastecimento feito com dinheiro público.

O convênio autorizava o posto de combustível a abastecer os automóveis do município: ônibus, carros das repartições, tratores e outros que fossem de propriedade da prefeitura. Entretanto, bastava somente uma ligação do ex-prefeito ou servidor da prefeitura autorizado por ele que qualquer veículo era abastecido pelo convênio.

De acordo com a delegada Karla Viviane, da DEDEPP, o controle era feito apenas com um “vale abastecimento” e depois geradas as notas fiscais para pagamento pela prefeitura. Além disso, durante as investigações, foi constatado que o convênio com o posto foi realizado sem formalização legal, não houve contratação mediante processo licitatório. Apenas eram emitidas notas de empenho pela prefeitura e feito o pagamento ao posto.

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