Mundo

Papa sugere vender bens da Igreja para ajudar os pobres

(ANSA) – O papa Francisco afirmou nesta quinta-feira (29) que o valioso patrimônio cultural da Igreja Católica deve estar “a serviço dos pobres” e que sua eventual venda não pode ser vista com “escândalo”.

As declarações estão em uma mensagem aos participantes de um congresso sobre a gestão dos bens culturais eclesiásticos e a cessão de lugares de culto, realizado pelo Pontifício Conselho para a Cultura e pela Conferência Episcopal Italiana (CEI).

“Os bens culturais são voltados às atividades de caridade desenvolvidas pela comunidade eclesiástica. O dever de tutela e conservação dos bens da Igreja, e em particular dos bens culturais, não tem um valor absoluto, mas em caso de necessidade eles devem servir ao bem maior do ser humano e especialmente estar a serviço dos pobres”, disse o Papa.

Segundo Francisco, a constatação de que muitas igrejas “não são mais necessárias por falta de fiéis ou padres ou por mudanças na distribuição da população nas cidades e zonas rurais deve ser vista como um sinal dos tempos que nos convida a uma reflexão e nos impõe uma adaptação”.

Na mensagem, Jorge Bergoglio ressaltou que a cessão de bens da Igreja “não deve ser a primeira e única solução”, mas também não pode ser feita sob “escândalo dos fiéis”.

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Mundo

Papa afirma que é ‘pecado’ não ajudar os mais pobres

(ANSA) – Durante a celebração do Jubileu dos Catequistas neste domingo (25), o papa Francisco afirmou que não ajudar os mais pobres é “um pecado” para os cristãos.

“O Senhor hoje nos pede que, diante de tantos Lázaros que nós vemos, somos chamados a nos inquietar, a encontrar caminhos para ajudar, sem delegar ou dizer ‘te ajudarei amanhã que hoje não tenho tempo’. Isso é pecado. O tempo para ajudar os outros é tempo doado a Jesus”, disse Francisco perante 30 mil pessoas que estavam na Praça São Pedro.

O Pontífice pediu para os fiéis serem “sensíveis” aos mais pobres porque “eles não são um anexo do Evangelho, mas sim uma página central sempre aberta diante de nós”. Além do pedido para ajudar os mais necessitados, o sucessor de Bento XVI afirmou que Deus não entra na vida das pessoas por imposição, mas sim pelo amor.

“É amando que se anuncia Deus de amor. Não pela força do convencimento, nunca impondo a verdade, muito menos exigindo com firmeza qualquer obrigação religiosa ou moral. Deus se anuncia no encontro com as pessoas, com atenção a sua história e ao seu caminho porque o Senhor não é uma ideia, mas uma pessoa viva. A sua mensagem se passa com o testemunho simples e verdadeiro, com o ouvir e o acolhimento, com a alegria que se irradia”, acrescentou.

Aos catequistas, Jorge Mario Bergoglio ainda pediu que todos sejam alegres. “Não se fala bem de Jesus quando estamos tristes e nem se transmite a beleza de Deus apenas fazendo bons discursos. O Deus da Esperança se anuncia vivendo o Evangelho da caridade hoje, sem medo de testemunhá-lo também com novas formas de anúncio”, disse ainda. O Papa também pediu para que os cristãos não sejam “profetas da desgraça” ou “pessoas que vivem entrincheiradas em seus ambientes proferindo juízos amargos sobre a sociedade, a Igreja, sobre tudo”.

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