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Papa ganha camiseta da campanha ‘Lula Livre’

(ANSA) – Em mais uma tentativa de colar a imagem do papa Francisco à de Luiz Inácio Lula da Silva, o perfil oficial do ex-presidente no Twitter divulgou uma foto que mostra o líder católico recebendo uma camiseta em defesa da liberdade do petista.

A imagem foi divulgada nesta segunda-feira (8) e mostra o Papa olhando uma camiseta com o rosto de Lula nos tempos de sindicalismo e pintado de vermelho. A arte é acompanhada pela frase “Lula Livre”, a qual não é possível ver na foto.

A equipe do ex-presidente não deu maiores detalhes sobre a entrega da peça de roupa ao Papa, cuja agenda não tinha audiências marcadas para esta segunda-feira.

O PT vem fazendo uma intensa campanha para associar a imagem de Francisco à do ex-presidente Lula, como após a divulgação de um vídeo no qual o Pontífice cobra que juízes sejam isentos e nunca “negociem a verdade”.

A gravação faz parte das intenções de oração do Papa, que são definidas no início do ano e variam de mês a mês. Para julho, já estava previsto desde janeiro que Francisco fizesse um apelo voltado a juízes e advogados.

O vídeo, no entanto, coincidiu com a divulgação dos diálogos que mostram a estreita coordenação entre o então juiz Sergio Moro e o procurador federal Deltan Dallagnol. Por conta disso, petistas interpretaram a mensagem papal como uma indireta sobre o caso Lula.

Recentemente, o Pontífice também enviou uma carta ao ex-presidente pedindo para ele não “desanimar” e citando as “duras provações” enfrentadas pelo petista, como as mortes de sua esposa, Marisa Letícia, de seu irmão Genival Inácio e de seu neto Arthur.

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Aborto é como contratar ‘matador de aluguel’, diz Papa

(ANSA) – O papa Francisco afirmou nesta quarta-feira (10) que realizar um aborto é como contratar um “sicário”, termo que significa matador de aluguel.

O novo apelo contra a interrupção da gravidez foi feito durante a audiência geral semanal do líder da Igreja Católica, celebrada na Praça São Pedro, no Vaticano. Segundo o Pontífice, a “supressão da vida humana no ventre materno em nome da salvaguarda de outros direitos” é uma abordagem “contraditória”.

“Como pode ser terapêutico, civil ou simplesmente humano um ato que suprime a vida inocente em seu desabrochar? Eu lhes pergunto: é justo tirar uma vida humana para resolver um problema? É como contratar um sicário”, disse. O Papa ainda acrescentou que “a violência e a recusa da vida” nascem do “medo”.

“Pensemos, por exemplo, em quando se descobre que uma vida nascente é portadora de deficiências. Os pais, nesses casos dramáticos, precisam de verdadeira solidariedade para enfrentar a realidade superando medos compreensíveis. Em vez disso, no entanto, recebem apressados conselhos para interromper a gravidez”, completou.

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Papa doará US$150 mil para ajudar vítimas de tremor no México

(ANSA) – O papa Francisco doará US$ 150 mil para ajudar as vítimas do terremoto que devastou o México na última terça-feira (19), informou o Vaticano. O dinheiro será enviado através do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral e será uma “primeira contribuição” para essa “fase de emergência”.

Em nota, a Santa Sé informou que o montante será dividido entre a Nunciatura Apostólica, as dioceses das cidades atingidas e será usada na assistência aos afetados pelos tremores. Segundo a entidade, o valor “é uma imediata expressão do sentimento de proximidade espiritual e um fraterno encorajamento na relação com as pessoas e os territórios atingidos”.

Tal contribuição, “que acompanha a oração, especialmente voltada para a Virgem de Guadalupe, em apoio à amada população mexicana, é parte da ajuda que se está ativando por toda a Igreja Católica e que envolve, além de várias Conferências Episcopais, numerosos organismos de caridade”.

Até o momento, ao menos 250 pessoas morreram por conta dos terremotos em cinco estados e na capital do país, a Cidade do México.

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Papa pode ser mediador de conflito entre Coreias

(ANSA) – O Vaticano confirmou nesta quinta-feira (25) que o novo presidente sul-coreano, o católico Moon Jae-in, enviou uma carta ao papa Francisco há dois dias.

Apesar da Santa Sé não revelar o conteúdo da carta, aumentam as suspeitas de que o Pontífice possa mediar a crise entre a Coreia do Sul e sua vizinha do norte. A imprensa de Seul já comenta que Moon teria pedido ajuda a Francisco para tentar uma reconciliação na península coreana, dividida desde a guerra de 1950.

Enquanto Seul fora apoiada por seus aliados norte-americanos e britânicos, Pyongyang recebeu suporte da União Soviética no conflito. Os dois países permanecem adversário ideológicos e a tensão na região é constante. De acordo com a vice-diretora da Sala de Imprensa do Vaticano, Paloma Ovejero, a carta foi entregue ao Papa através do presidente da Conferência Episcopal da Coreia do Sul, o arcebispo Hygin Kim Hee-jong.

Moon Jae-in tomou posse na Presidência da Coreia do Sul em 10 de maio, em eleições antecipadas após o impeachment da ex-mandatária Park Geun-hye.

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Papa sugere mediação para resolver tensão entre EUA e Coreia do Norte

O Papa Francisco defendeu que o acirramento das tensões entre Estados Unidos e Coreia do Norte  deve ser resolvido pela via diplomática, e que para isso, a mediação é um caminho válido.  Ele falou sobre o conflito entre Pyongyang e Washington, durante uma conversa com jornalistas, que o acompanharam na viagem aérea de regresso do Cairo, no Egito, para o Vaticano, no último sábado, (29).

Francisco sugeriu um país já com experiência em mediação e conciliação, como a Noruega, para tentar esfriar a situação na região da Península Coreana. Ele expressou sua preocupação com a escalada de tensões e disse que acreditar que boa parte da humanidade poderia ser destruída em qualquer guerra generalizada.

O Pontífice disse que está pronto para receber o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que no mês que vem deverá visitar a Europa. Segundo ele, ainda não há informação de que Washington tenha feito um pedido formal para um encontro, mas Francisco disse que está disponível para se reunir com Trump.

Trump estará na Sicília entre os dias 26 e 27 de maio, para uma reunião dos Chefes de Estado do G7, o bloco dos países mais ricos do mundo, mas a Casa Branca ainda não confirmou se o presidente norte-americano visitará o Papa em Roma. Em geral os presidentes vão até o Vaticano, quando visitam à Itália.

Na conversa com jornalistas de diversas agências, o Papa disse que o fracasso na negociação com Pyongyang e a continuidade dos testes com misseis nucleares no país, poderia levar o mundo a consequências catastróficas.

Ele sugeriu a Noruega porque o país tem vasta experiência em mediação de conflitos, tendo participado de negociações secretas entre Israel e Palestina nos anos de 1990, e recentemente fez parte da mesa de negociações entre o governo da Colômbia e as Forças Revolucionárias da Colômbia (FARC), que firmaram um acordo de paz no ano passado, depois de meio século de conflito armado.

Da Agência Brasil

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