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Papa almoça com pessoas carentes e critica quem ‘alimenta o medo’

(ANSA) – Em celebração pela 3ª “Jornada Mundial dos Pobres”, o papa Francisco almoçou neste domingo (17), no Vaticano, com 1,5 mil pessoas carentes de dioceses de toda a Itália.

“Que Deus abençoe todos nesta reunião de amigos. Bom almoço”, disse o líder da Igreja Católica no início do encontro, que teve garçons vestidos a rigor e mesas dignas de grandes banquetes.

O menu não teve carne de porco para permitir a participação de fiéis de outras religiões, como muçulmanos, e incluiu lasanha, frango, frutas, doces e café, além de água, suco de laranja e refrigerante.

A mesa do Papa tinha 20 pessoas. Um morador de rua do norte da Itália sentou ao lado de Francisco e não conseguiu segurar as lágrimas. “Sabe, hoje está tudo bonito, é festa. Será muito difícil voltar para a rua”, disse ele, que se identificou como Giuseppe.

Já Carmen, uma peruana que vive há 13 anos na Itália, participou do almoço com suas filhas e afirmou que não esperava “tantas honras”. “É uma festa bonita, amanhã será mais duro”, acrescentou. Antes do almoço, Jorge Bergoglio havia celebrado uma missa pela Jornada Mundial dos Pobres na Basílica de São Pedro.

Na homilia, o Pontífice argentino criticou aqueles que “disseminam alarmismo” e “alimentam o medo do outro e do futuro”. “Quantas vezes nos deixamos seduzir pela pressa de querer saber tudo e agora, pela última notícia impactante ou escandalosa, pelos gritos de quem grita mais alto e está mais irritado, por quem diz ‘agora ou nunca mais’?”, questionou.

A Jornada Mundial dos Pobres foi instituída pelo Papa em 2016, no fim do Jubileu da Misericórdia, e entrou em vigor em 2017.

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