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Férias escolares: veja como os pais podem dedicar um tempo para os filhos

O período de recesso escolar é curto, mas intenso. Com o tempo livre, as crianças podem descansar, gastar energia, brincar, se divertir. Muitas cobram uma atenção a mais dos pais para fazerem programas no shopping, cinema, parques e afins. Por sua vez, os pais precisam manter a sua rotina de trabalho.

Iarodi Bezerra, psicólogo especialista no acompanhamento infanto-juvenil, ressalta a importância dos pais dedicarem um tempo de qualidade aos filhos. “A experiência do consultório mostra que esta ausência antes era muito associada à figura paterna. Hoje, com a pós-modernidade, os filhos sentem muita falta da presença das mães também. As crianças ficam muito expostas a videogames e televisão e acabam absorvendo os valores do mundo, não os valores dos pais”, alerta.

Mesmo com o tempo curto, investir em atividades criativas pode ser um caminho para reverter este cenário. “A mudança de atitude dos pais pode começar com o exercício de esquecer o mundo externo quando entrar em casa, não dividir a atenção com questões de trabalho e mensagens de celular, por exemplo”, aconselha.

A resposta para a equação falta de tempo e atenção é simples. “Não precisa de formula mágica. Os espaços vão motivar e favorecer a criatividade. Estes momentos serão valiosos para as crianças e também para os pais”, diz o especialista. Atividades que façam os pais embarcar no mundo dos filhos é uma saída. Explorar outros ambientes como o playground, praças públicas e piscinas também são opções.

Conheça algumas ficas de como curtir as férias escolares sem gastar muito

Faça você mesmo!

Os tutoriais de faça você mesmo, os famosos DIY, são uma ótima oportunidade para entreter as crianças e ainda exercitar a criatividade. Em uma simples pesquisa no Youtube você encontrar tutorial para criar brinquedos, artigos de decoração e até mesmo novas brincadeiras. De modo geral, utiliza-se objetos que a pessoa já tem em casa, pode conseguir com vizinhos ou parentes e não gastam muito.

Atividades culturais gratuitas

As atividades culturais gratuitas trazem benefícios que vão além da questão financeira. Aproximar as crianças dos elementos culturais é fundamental para o desenvolvimento social, cognitivo e afetivo dos pequenos. Visite o site da secretaria de cultura da sua cidade e confira as atrações gratuitas disponíveis na programação. Outra opção são projetos sociais, como ONGs, orfanatos, asilos, etc. Além de ter um dia divertido, poderão aprender a importância de cuidar do próximo.

Cinema em casa 

Não quer pagar caro pelo ingresso, gastar com lanches e ainda enfrentar uma longa fila? Que tal fazer aquela sessão de cinema em casa com toda a família. Assim, fica mais fácil economizar o valor das entradas e da alimentação e ainda proporcionar mais entrosamento entre pais e filhos.

Gastronomia em família 

Que tal aproveitar as férias para fazer aquelas receitas que você sempre salva da internet, mas nunca coloca em prática? Com o auxílio das crianças você poderá enfim criar novos doces e salgados. Além disso, as aulas de culinária na escola ou até mesmo em casa reforçam os laços familiares e contribuem para o aprendizado infantil.

Passeios além do shopping 

Não há nenhum problema em passear no shopping. O problema é quando ficamos unicamente restritos a esses espaços. Que tal tirar um dia para levar as crianças para visitar aquele ponto turístico da cidade, conhecer um pouco da história do local e, no final, um piquenique ao ar livre em família?

Para colocar essas dicas em prática é importante planejar as atividades com antecedência, como uma agenda mesmo. Assim fica mais fácil conciliar as férias das crianças com o seu trabalho e demais atividades.

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Brasil, Destaques

Ausência em reuniões escolares pode acarretar em processo judicial aos pais

Segundo dados escolares, entre 60 e 80% dos pais não comparecem às reuniões escolares de seus filhos. O número é maior quando se trata de crianças pequenas. “Há, inclusive, casos onde nenhum dos pais compareceu às reuniões e nem mesmo enviaram algum representante em seu lugar, durante todo o ano letivo”, revelou o Promotor de Justiça do MPMG, Lélio Braga Calhau.

De acordo com o artigo 932, I, do Código Civil, os pais são responsáveis civis pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia. Não comparecer a essas reuniões para se inteirar da situação da criança, pode acarretar futuramente um processo civil contra o responsável, sobretudo, se algum problema for causado pelo seu filho menor dentro da escola.

As atas dessas reuniões podem ser utilizadas em processos judiciais por juízes, promotores de justiça e advogados em casos de ocorrência de bullying, por exemplo. “O documento ajuda na análise dos juízes porque apontam um início de prova de possível desídia por parte de alguns pais e mães que não procuram se inteirar concretamente da situação de seus filhos”, diz Lélio Braga. A ausência acarreta em prejuízos efetivos para o desenvolvimento escolar e do trabalho adequado por parte da escola.

Ocorrendo um caso de bullying, tanto a responsabilidade dos pais como a da escola pode ser objeto de avaliação judicial e isso pode ter consequências jurídicas muito negativas para quem for eventualmente responsabilizado – inclusive, com repercussões na vara da infância e da juventude e no patrimônio dos envolvidos.

“Portanto, nada de subestimar as reuniões de pais. Elas são importantes para o desenvolvimento e acompanhamento das crianças e adolescentes e facilitam o trabalho da escola. Caso estejam impossibilitados de comparecer por motivos de trabalho ou outras questões, é recomendável enviar algum representante de sua confiança em seu lugar. Assim como a escola tem o seu papel e responsabilidades, os pais também os tem”, finaliza Lélio Braga.

Estando em dia com as suas obrigações, os pais evitam problemas futuros e a criação de eventual prova contra si mesmo de omissão em uma discussão judicial que possa envolver seu filho no colégio.

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Destaques, Família

Ser pai nos torna mais conservadores?

Segundo pesquisas recentes, a maioria dos pais se torna conservador quando tem filhos. Nesse sentido, muitas pesquisas sugerem que isso ocorre a fim de incutir cautela em crianças, na crença de que o mundo é um lugar perigoso.

Paternidade e valores sociais – Após algumas pesquisas, observou-se que as pessoas desenvolvem valores sociais e morais mais conservadores à medida que envelhecem. No entanto, não tem sido fácil correlacionar esse modo de ser com a idade; pelo contrário, de acordo com um estudo publicado no Science Direct (Investigando as relações entre paternidade, julgamento moral e conservadorismo social), a paternidade tem algo a ver com esse fenômeno.

Sob esta premissa, Nicholas Kerry, candidato ao doutorado na Faculdade de Ciências e Engenharia da Universidade de Tulane (EUA), projetou uma investigação para avaliar se a paternidade torna as pessoas mais conservadoras.

pai conservador

Foto: Tania Dimas / PB

Para este fim, 1.500 pessoas foram entrevistadas sobre suas atitudes em relação a questões políticas, especialmente em torno de questões que dividem os cidadãos entre liberais e conservadores.

Dessa forma, os pesquisadores encontraram diferenças significativas entre pessoas com filhos e aquelas que ainda não se tornaram pais em relação a suas atitudes conservadoras.

Especificamente, após o estudo, observou-se que os pais adotam atitudes mais conservadoras.

Além disso, os pesquisadores descobriram que as pessoas que relataram uma maior quantidade de afeto por crianças eram mais conservadoras sobre suas ideias sobre o mundo, a vida e a política.

Por que nos tornamos mais conservadores quando nos tornamos pais?

A esse respeito, os pesquisadores explicam que quando as pessoas têm filhos, elas mudam suas motivações e atitudes em relação ao mundo, o que pode favorecer o desenvolvimento de atitudes mais conservadoras. Assim, propõe-se que os valores sociais e morais conservadores surgem da percepção de ameaças e perigos.

Portanto, em um esforço para proteger as crianças dessas ameaças, os pais têm uma tendência maior a se tornarem mais conservadores.

No entanto, de acordo com os resultados obtidos, essas mudanças em suas atitudes influenciam especificamente seus hábitos parentais. A esse respeito, os pesquisadores argumentam que é improvável que a mudança para uma posição mais conservadora afete abruptamente suas opiniões e posições políticas e sociais.

Pelo contrário, é uma mudança progressiva e gradual que ocorre ao longo de vários anos.

Finalmente, os pesquisadores planejam continuar a linha de investigação, a fim de determinar a influência das crenças sobre o perigo que o mundo representa sobre as atitudes dos pais e seus estilos parentais.

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Curiosidades, Destaques

Quanto mais tempo você passa com seus pais e avós, maior é a expectativa de vida deles

O trabalho e as atividades que temos todos os dias fazem com que nossa vida social seja limitada às mensagens do WhatsApp ou às interações nas redes sociais. Mas há sempre um momento em que percebemos que, entre tantas atividades, estamos perdendo uma pausa, uma conversa, um abraço: um contato direto e pessoal com aqueles que amamos. E é aí que vamos visitar nossos pais ou nossos avós … Mas seria mais saudável para eles (e para nós) se fizéssemos essas visitas com mais frequência.

Mais companhia, mais expectativa de vida

Pesquisadores da Universidade da Califórnia descobriram que a solidão desempenha um papel fundamental na velhice. Para chegar a essa hipótese, ele realizaram um estudo no qual participaram 1600 adultos, com uma idade média de 71 anos. Durante a pesquisa, foram analisados: status socioeconômico, estado geral de saúde e taxas de mortalidade. Cerca de 23% dos participantes que disseram que estavam sozinhos morreram durante os seis anos do estudo, ao contrário dos 14% que disseram que viviam acompanhados ou recebiam visitas.

Foto: ISTOCK/THINKSTOCK

Os adultos mais velhos dão grande valor aos relacionamentos e conseguiram desenvolver boas habilidades relacionais -um fruto da experiência da vida deles. Para Rosemary Blieszner, professora de Desenvolvimento Humano da Virginia Tech, nossos avós tiveram toda a vida para desenvolver essas relações: “Eles são bastante tolerantes com as imperfeições e peculiaridades de seus amigos, ao contrário dos jovens adultos de hoje em dia. Quando você cresce, você possui uma maior experiência em relacionamentos. Você sabe o que vale a pena lutar e o que não vale”.

É por isso que [provavelmente] muitas vezes eles não dizem o que realmente precisam de você ou não costumam falar sobre isso… apenas precisam de alguns minutos contigo. Mas eles não precisam só de visitas dos familiares, também é importante promover relacionamentos com amigos. Isso fará com que eles se sintam melhores, amados e acompanhados.

Passar tempo de qualidade com eles também nos beneficia. Então, se você não visita seus pais e avós há muito tempo, não hesite em surpreendê-los, bater na porta deles e desfrutar de sua doce companhia, suas histórias e seus abraços apertados.

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Família

O reflexo dos pais na saúde mental de seus filhos

A educação infantil engloba uma série de aspectos, que se estende além do ensino escolar. Sua formação pessoal se desenvolve no contato mais íntimo da com seus cuidadores, portanto, o papel dos pais neste processo é fundamental, uma vez que são os primeiros a fazer parte de sua rotina.

O comportamento das crianças e adolescentes reflete seu relacionamento parental. Se mal resolvido, pode acarretar sérios problemas à sua saúde mental. Segundo a vice-presidente do Departamento de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), dra. Denise de Sousa Feliciano, muitas doenças físicas e psicológicas estão ligadas às questões emocionais, ou até mesmo potencializadas por elas.

“Crianças até os 3 anos possuem a mente fortemente ligada aos pais, o que pode afetar tanto as questões básicas, como sono e alimentação, quanto seu comportamento. Elas estão altamente sensíveis ao ambiente familiar, à questão dos pais e suas dificuldades”, explica.

Nas escolas, por diversas vezes, o primeiro contato entre as crianças é parte do que aprenderam ou viram em casa. Este contato com o outro em grupo estimula o desenvolvimento de reações que, de seu psiquismocológico, e amplia as experiências de sua rotina familiar, mas não a substitui. “Muitas vezes os pais querem delegar à escola o papel de educar a criança e definir limites para ela. A escola não consegue abranger questões éticas ligadas aos valores desta família, ela lidará com a socialização, convivência e competências da criança, que contribui para sua identidade, porém os principais valores são advindos de seus familiares”, afirma a dra. Denise.

Com um acompanhamento atento do pediatra, os pais, especialmente os de primeira viagem, podem reconhecer seus limites, facilitando a aceitação de uma ajuda externa por parte de um psicólogo, quando necessário. A psicanalista afirma que não é preciso uma assistência psicológica da criança sem precedentes, porém, os pais não podem ignorar se o filho demonstrar sinais de algum problema.

Muitas vezes, problemas emocionais comunicados pela criança e o adolescente através de seu comportamento e rotinas funcionais (alimentação, sono, excreções, etc), são tratados como uma situação passageira e deixam de ser atendidos, fazendo com que esses conflitos se tornem mais agudos e significativos. Por isso, é fundamental se atentar ao que ocorre nesta fase, saber os problemas que estão enfrentando, pois, uma vez deixados de lado, reaparecerão no futuro como algo muito mais grave em termos psicológicos.

Em crianças pequenas de 0 a 3 anos, o atendimento psicanalítico é feito com toda a família, são as consultas terapêuticas Pais Bebê. Mas é importante que o encaminhamento seja feito à um psicanalista com formação nessa modalidade de atendimento.

“Nunca é tarde para um pedido de ajuda, mas quanto mais cedo puder ser atendido, menores serão os desdobramentos e complicações para o desenvolvimento da saúde mental da criança. Por isso os pais devem ouvir as dificuldades na rotina familiar e da criança como um pedido socorro. Um profissional qualificado pode auxiliar neste processo, contribuindo para sanar as dificuldades deste relacionamento entre pais e filhos”, esclarece.

Dra. Denise comenta que algumas instituições prestam atendimento especializado para questões psicológicas entre pais e filhos. Este tipo de assistência muitas vezes é oferecida em núcleos hospitalares, organizações não governamentais e órgãos públicos.

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