Mundo

Acidente mata familiares de bin Laden na Inglaterra

(ANSA) – A madrasta, uma meia-irmã e um cunhado do ex-líder da Al-Qaeda Osama bin Laden morreram ontem (31), em um acidente com um avião privado em Hampshire, na Inglaterra. A aeronave caiu em um estacionamento enquanto tentava aterrissar, vindo do aeroporto de Malpensa, em Milão.

Propriedade da Salem Aviation, o jet saudita modelo Embraer Phenom 300 era usado pela família de bin Laden e deveria fazer um pouso no aeroporto de Blackbushe. O acidente destruiu 15 carros e provocou um incêndio, já que a aeronave explodiu ao atingir o solo.

As quatro pessoas que estavam a bordo do avião, incluindo o piloto, morreram. Os três passageiros identificados são Sana Mohamed bin Laden, seu marido, Zuhair Hashem, e sua mãe, Rajaa Hashem. O embaixador da Arábia Saudita na Grã-Bretanha enviou suas condolências à família bin Laden, em uma mensagem no Twitter.

A família de bin Laden é proveniente da Arábia Saudita e opera em setores comerciais e de investimentos. O pai de bin Laden, Mohamed, era um magnata do setor da construção civil e também morreu em um acidente aéreo em 1967. O ex-líder da Al-Qaeda foi morto em 2011, em uma operação do Exército dos Estados Unidos no Paquistão.

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Mundo

Arquivos mostram que Bin Laden não queria um Estado Islâmico

(ANSA) – O governo dos Estados Unidos divulgou nesta quarta-feira (20) mais de 100 documentos encontrados na casa em que o terrorista Osama bin Laden estava escondido no Paquistão durante o ataque norte-americano que tirou a sua vida, em 2011.

Chamados de “A Estante de Bin Laden”, os arquivos incluem correspondências em árabe, livros em inglês de Bob Woodward e Noam Chomsky e obras sobre economia e teoria militar. Entre outras coisas, os documentos mostram que o fundador da Al Qaeda era contrário a um “Estado Islâmico” e a lutas internas entre os muçulmanos.

“Vocês devem parar de insistir na formação de um Estado Islâmico. Ataquem as Embaixadas dos Estados Unidos em Togo, em Serra Leoa. E ataquem os lugares onde operam companhias petrolíferas norte-americanas. Evitem objetivos como militares e forças policiais locais”, diz uma carta enviada a jihadistas do Iêmen e do norte da África.

As correspondências mostram um homem que continuava planejando ações sangrentas, mas também era capaz de dirigir palavras de amor à sua “fiel e querida” esposa Khairiah Saber, a quem chamava de “luz dos meus olhos” e “bem mais precioso que eu tenho no mundo”.

Os arquivos também incluem formulários para recrutamento de milicianos com perguntas como “Qual é seu hobby?”, “Estaria disposto a ser um suicida?” e “A quem devemos contatar se você quiser se converter em mártir?”.

Além de documentos que revelam o pensamento de Bin Laden, os militares norte-americanos ainda encontraram em seu esconderijo uma vasta coleção de material pornográfico, que, como era de se esperar, não será divulgado.

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Jornalista questiona versão de Barack Obama sobre morte de bin Laden

(ANSA) – O jornalista Seymour Hersh, vencedor de um prêmio Pulitzer, acusou o presidente norte-americano, Barack Obama, de ter mentido sobre a morte de Osama bin Laden, ex-líder da Al-Qaeda.

Em um artigo publicado na “London Review of Book”, ele afirmou que a operação que matou o terrorista em 2011 não foi “totalmente norte-americana”, como a Casa Branca sempre sustentou. O jornalista defendeu que o sucesso do plano só foi possível com a colaboração da inteligência paquistanesa. Hersh citou uma fonte da inteligência norte-americana, segundo a qual bin Laden não estava se escondendo em uma casa em Abbottabad, mas sim, estava sendo mantido prisioneiro pelas autoridades paquistanesas. Os EUA teriam ficado sabendo da informação através de uma fonte que cobrou US$ 25 milhões.

Segundo o repórter, os serviços secretos do Paquistão encontraram o terrorista em 2006. Ele foi mantido refém e usado para que talibãs e outros extremistas parassem suas atividades no Paquistão e no Afeganistão. Até o momento, a Casa Branca não comentou o artigo do jornalista, que venceu o Pulitzer nos anos 1970 com uma reportagem sobre o massacre de My Lai durante a Guerra do Vietnã. Ele também já escreveu sobre o Iraque, Irã e Síria.

Hersh, porém, é criticado por sempre usar fontes anônimas em seus artigos. De acordo com a versão oficial, a inteligência norte-americana descobriu que bin Laden se escondia em uma casa em Abbottabad, no Paquistão, após uma série de investigações da CIA. Uma equipe de Navy SEAL invadiu o local em 2 de maio de 2011 e matou o líder da Al-Qaeda.

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