Destaques, Natal

Movimentos de direita realizam protesto neste domingo em Natal

Neste domingo, dia 25 de agosto, os movimentos de direita do Rio Grande do Norte voltarão às ruas para protestar em “apoio à Operação Lava Jato, contra os desmandos e manobras dentro do Supremo Tribunal Federal (STF) e pedir o impeachment dos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes”, diz em nota os organizadores do evento. Além disso, eles pretendem “manifestar apoio a Sérgio Moro e Deltan Dallagnol e também pedir veto total à Lei de Abuso de Autoridade”.

O protesto está marcado para às 15h, no cruzamento das avenidas Salgado Filho e Bernardo Vieira, ao lado do Shopping Midway Mall.

Para um dos organizadores, Carlos Reny, “o STF já extrapolou todos os limites, mostrando que vários de seus indicados estão a serviço de políticos corruptos. Um exemplo claro disso foi a decisão da não-transferência do presidiário Lula, em menos de 24 horas, enquanto pessoas de bem morrem em filas de espera sem decisões judiciais. Não podemos aceitar essa canalhice. O Brasil está acima do STF!”, explica Reny, integrante do Força Democrática.

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Tecnologia

Caso Telegram: autenticação dupla com uso de torpedo interativo de voz poderia ter evitado invasão

As notícias sobre a invasão de contas do Telegram dos líderes da Operação Lava Jato e, mais recentemente de autoridades do governo e do parlamento brasileiro nas últimas semanas, movimentaram a sociedade e colocaram em xeque os mecanismos de recuperação e autenticação de códigos de acesso a serviços online, não apenas do Telegram, mas de todos os outros serviços e aplicativos existentes.

O caso ganhou novo fôlego com o anúncio da prisão de supostos “hackers” pela Polícia Federal na última semana e divulgação do método utilizado para obter o acesso a estas contas a partir de três vulnerabilidades independentes conhecidas: a simulação do número de telefone do dono do aparelho, o acesso simples a caixa postal do celular e a metodologia do Telegram para envio do código de acesso solicitado.

Neste caso dos líderes da Operação Lava Jato, sabe-se que os invasores fizeram ao Telegram a solicitação do código de acesso optando pelo envio do código por telefone. Mantiveram as linhas móveis ocupadas com uma sobrecarga de chamadas para que a resposta com o código de acesso caísse diretamente na caixa postal. Depois, acessaram as caixas postais por meio de ligações Voip com número simulado das linhas e obtiveram os códigos.

Para José Roberto Aragão, diretor de Tecnologia da Velip, desenvolvedora de aplicações de atendimento e comunicação com Inteligência Artificial cognitiva, a companhia que administra o Telegram – assim como qualquer outro aplicativo ou serviço online ou de operadora de telefonia – deveria usar o recurso de torpedo de voz interativo para solicitar uma informação – por meio de uma pergunta – para depois liberar o código, antes de enviar o código de acesso.

“A pergunta pode ser sobre uma informação aleatória ou exclusiva, de conhecimento apenas do dono da conta. Com isso, seria possível impedir que alguém estranho ao serviço – ou um robô criado para realizar a invasão – pudesse ter acesso ao código, pois o mesmo não seria deixado na caixa postal caso esta modalidade de proteção fosse utilizada”, afirma ele.

O recurso, segundo Aragão, pode ser aplicado em quaisquer outros serviços, plataformas e aplicativos mobile e web: WhatsApp, Facebook, Twitter, além de internet banking, plataformas de atendimento ao cliente entre outras. “Trata-se de autenticação dupla – ou de dois fatores – muito usada por vários serviços no mundo todo, mas que, infelizmente é negligenciado por muitas organizações públicas ou privadas. Plataformas avançadas de comunicação empresarial com o usuário oferecem esta funcionalidade e não custa muito mais caro do que a empresa já usa para se comunicar com o cliente ou para informar o código de acesso quando solicitado, como aconteceu no caso do Telegram. Todos os serviços online devem priorizar o fortalecimento dos mecanismos de segurança para evitar acessos não autorizados. A combinação entre vários fatores restringe a possibilidade de invasão, seja por pessoas ou máquinas criadas para esta finalidade”, assegura o executivo.

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Destaques, Política

Mensagens revelam que Moro e procurador do MPF combinavam ações tomadas pela Lava Jato

(ANSA) – O vazamento de uma série de mensagens trocadas no aplicativo Telegram revelou que a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba atuava em sintonia com o então juiz Sérgio Moro, responsável por julgar os casos ligados à operação em primeira instância.

Os arquivos foram divulgados pelo site The Intercept Brasil e mostram que Moro e o procurador do Ministério Público Federal (MPF) Deltan Dallagnol combinavam ações tomadas pela Lava Jato. Em algumas mensagens, o hoje ministro da Justiça dá sugestões a Dallagnol e até indica uma possível pista contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Então. Seguinte. Fonte me informou que a pessoa do contato estaria incomodado [sic] por ter sido a ela solicitada a lavratura de minutas de escrituras para transferências de propriedade de um dos filhos do ex-presidente. Aparentemente a pessoa estaria disposta a prestar a informação. Estou então repassando. A fonte é seria”, escreveu Moro.

Em outro diálogo, o procurador antecipa a Moro sobre as delações premiadas de executivos da Odebrecht: “Caro, favor não passar pra frente (favor manter aqui): 9 presidentes (1 em exercício), 29 ministros (8 em exercício), 3 secretários federais, 34 senadores (21 em exercício), 82 deputados (41 em exercício), 63 governadores (11 em exercício), 17 deputados estaduais, 88 prefeitos e 15 vereadores”.

Moro então responde: “Opinião: melhor ficar com os 30 por cento iniciais. Muitos inimigos e que transcendem a capacidade institucional do MP e Judiciário”. O ex-juiz também sugere a Dallagnol a inversão da ordem de operações programadas.

PT

Outras mensagens mostram que os procuradores do MPF estavam preocupados que uma eventual entrevista de Lula da cadeia pudesse eleger Fernando Haddad presidente da República. “Sei lá… Mas uma coletiva antes do segundo turno pode eleger o Haddad”, escreveu Laura Tessler. “Mafiosos”, disse Isabel Groba.

Além disso, Dallagnol expressou dúvidas quanto a uma possível ligação entre a corrupção na Petrobras e o triplex do Guarujá, um dos pilares da sentença que levou Lula à cadeia. “Falarão que estamos acusando com base em notícia de jornais e indícios frágeis. […] Fora isso, tenho receio da ligação entre Petrobras e o enriquecimento”, escreveu.

Foi graças a essa conexão que o MPF em Curitiba conseguiu manter o caso do triplex com Sergio Moro.

Reações

Por meio de nota, o ministro da Justiça e da Segurança Pública lamentou a “falta de indicação de fonte de pessoa responsável pela invasão criminosa de celulares de procuradores” – embora o sigilo da fonte seja um direito dos jornalistas.

Moro também critica o fato de o Intercept não ter entrado em contato com ele antes da publicação, “contrariando regra básica do jornalismo”. O site justifica que não procurou os personagens antes para evitar “que eles atuassem para impedir” a veiculação das mensagens.

“Quanto ao conteúdo das mensagens que me citam, não se vislumbra qualquer anormalidade ou direcionamento da atuação enquanto magistrado, apesar de terem sido retiradas de contexto e do sensacionalismo das matérias, que ignoram o gigantesco esquema de corrupção revelado pela Operação Lava Jato”, acrescenta Moro, que pode ver se complicar sua possível nomeação para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Já a força-tarefa da Lava Jato diz ter sido alvo de um “ataque de hackers” e chamou o episódio de um dos “mais graves ataques à atividade do Ministério Público, à vida privada e à segurança de seus integrantes”.

“Há a tranquilidade de que os dados eventualmente obtidos refletem uma atividade desenvolvida com pleno respeito à legalidade e de forma técnica e imparcial, em mais de cinco anos de Operação”, afirma o comunicado.

O ministro Marco Aurélio Mello foi o primeiro integrante do STF a se manifestar e disse que as mensagens colocam “em dúvida a equidistância do órgão julgador“, em referência a Moro.

A defesa de Lula, por sua vez, alegou que a “atuação ajustada dos procuradores e do ex-juiz da causa, com objetivos políticos”, sujeitou o ex-presidente e sua família “às mais diversas arbitrariedades”.

“Ninguém pode ter dúvida de que os processos contra o ex-presidente Lula estão corrompidos pelo que há de mais grave em termos de violações a garantias fundamentais e à negativa de direitos. O restabelecimento da liberdade plena de Lula é urgente, assim como o reconhecimento mais pleno e cabal de que ele não praticou qualquer crime”, diz uma nota. (ANSA)

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Destaques, Política

Bolsonaro vai convidar Sérgio Moro para Ministério da Justiça ou STF

(ANSA) – O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) confirmou nesta segunda-feira (29) que convidará o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, para ser ministro da Justiça ou do Supremo Tribunal Federal (STF). “Onde ele achasse que poderia melhor trabalhar para o Brasil”, declarou.

A informação já tinha sido divulgada no domingo (28) pelo agora vice-presidente do PSL, Gustavo Bebianno, e foi confirmada por Bolsonaro em maratona de entrevistas às principais emissoras de TV aberta do país. O juiz federal parabenizou o presidente eleito pela vitória e desejou que ele faça um “bom governo”.

Moro não descarta a possibilidade de participar do novo governo, segundo o jornal “O Globo”, e afirmou que poderia afastar o temor de parte da sociedade sobre a ameaça de Bolsonaro ao Estado democrático de direito. Oficialmente, no entanto, ele não comenta.

O presidente eleito disse também ao Jornal Nacional, da “TV Globo”, que Moro “é um símbolo do Brasil”, e afirmou que logo se encontrará com o juiz em Curitiba para conversar sobre o convite.

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Brasil, Destaques

Justiça condena Eduardo Cunha a 24 anos de prisão por fraude no FI-FGTS

O ex-deputado Eduardo Cunha foi condenado nesta sexta-feira (1º), pela Justiça Federal, a 24 anos e dez meses de prisão, em regime fechado, pelo crime de corrupção no processo que apurou pagamento de propina de empresas interessadas na liberação de verbas do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FIFGTS). Na mesma sentença, o ex-deputado federal Henrique Eduardo Alves recebeu pena de oito anos e oito meses de prisão.

A investigação foi baseada nos depoimentos de delação premiada do ex-vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa, Fábio Cleto, e do doleiro Lúcio Funaro, que também foram condenados. Em um dos depoimentos, Cleto acusou Cunha de receber 80% da propina arrecadada entre empresas interessadas na liberação de verbas do FI-FGTS.

Na sentença, o juiz Vallisney Souza Oliveira disse que Eduardo Cunha tinha pleno conhecimento da ilicitude dos desvios de recursos e do recebimento de propina. Cunha já está preso, por determinação do juiz Sérgio Moro, após ter sido condenado em outro processo, da Operação Lava Jato, a 15 anos de prisão por recebimento de propina em contrato da Petrobras.

“Além disso, era figura central no esquema criminoso apurado, tendo feito do aparato estatal para a prática de crimes. Possuía boas condições financeiras e, apesar de todas essas circunstâncias, não deixou de cometer os graves delitos”, disse o juiz.

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