Universo

Cientistas descobrem 3 novos planetas fora do Sistema Solar

(ANSA) – Um grupo de cientistas, com a ajuda do satélite Tess, “caçador de planetas” da Agência Espacial Norte-Americana (Nasa), descobriu três novos planetas considerados os menores já encontrados fora do Sistema Solar. O Tess (Transiting Exoplanet Survey Satellite, em inglês) foi desenvolvido pela Nasa em colaboração com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), coordenado por Maximilian Günther. O novo trio de planetas se encontra no sistema que recebeu o nome “TOI-2070“. A descoberta foi publicada na revista Nature Astronomy nesta segunda-feira (29).

De acordo com a pesquisa, um dos corpos celestes é parecido com a Terra, com uma superfície rochosa, e foi batizado como planeta “B“. Já os outros dois, chamados de planetas “C” e “D“, têm metade do tamanho de Netuno. Todos eles estão entre os menores planetas e mais próximos do Sistema Solar já identificados. O estudo ainda revela que o trio está localizado a 73 anos-luz de distância. Além disso, no início, o mais distante da estrela parecia estar em sua zona habitável, ou seja, que poderia permitir o desenvolvimento de vida. No entanto, os pesquisadores logo perceberam que não era possível porque a atmosfera ao redor é extremamente espessa e densa, o que significa que a superfície do planeta é muito quente.

Entretanto, os pesquisadores não excluem a possibilidade de que o sistema também possa hospedar outros planetas mais distantes e “habitáveis”.

“O TOI-270 é uma verdadeira Disneylândia para a ciência de exoplanetas e um dos principais sistemas já descobertos pelo Tess”, afirmou Günther.

Segundo os cientistas, isso permitirá que futuras observações, como as programadas para 2020 com o telescópio espacial James Webb, da Nasa, investiguem facilmente as várias propriedades dos três planetas, como a massa e a composição atmosférica.

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Mundo

Missão que levou homem à Lua completa 50 anos

(ANSA) – No dia em que o mundo celebra 50 anos desde que a missão Apollo 11 decolou da Terra para levar, pela primeira vez, o homem à Lua, um eclipse lunar parcial iluminará a noite desta terça-feira (16) e poderá ser visto em toda a América do Sul, incluindo no Brasil, África, Europa, Ásia e Oceania.

Há meio século, o mundo parou para acompanhar a decolagem e, quatro dias depois, em 20 de julho de 1969, o pouso bem-sucedido do módulo Eagle. Os astronautas americanos Neil Armstrong e Edwin “Buzz” Aldrin foram os primeiros a pisar em solo lunar exatamente no mesmo dia. Esta foi a maior e mais complexa de todas as explorações feitas pelo ser humano motivada pela disputa entre Estados Unidos e a então União Soviética, que largou na frente na briga e pousou a primeira sonda na Lua em 1966. No entanto, os norte-americanos do programa Apollo, da Nasa, fizeram mais, pisando na Lua três anos depois. Além dos dois países, apenas a China já conseguiu chegar até a Lua.

Neste ano, por ocasião das celebrações, o Google Arts & Culture disponibilizou um acervo com 40 itens sobre a missão, no qual o usuário poderá se colocar no lugar dos astronautas. Além disso, o Google Earth também trará conteúdo com tours e testes sobre a expedição lunar.

Já o eclipse desta noite poderá ser observado a partir das 17h01 (horário de Brasília). Ao todo, ele terá duração de 5 horas e 33 minutos, sendo que a fase de umbra (quando a sombra da Terra começa a ser observada na Lua) será de 2 horas e 51 minutos. O fenômeno acontece sempre que o Sol, Terra e Lua se alinham, e o planeta faz sombra sobre o satélite.

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Destaques, Universo

Nasa permitirá turistas na ISS por US$ 35 mil por noite

(ANSA) – A Nasa anunciou nesta sexta-feira (7) que permitirá turistas na Estação Espacial Internacional (ISS) a partir de 2020, ao custo de US$ 35 mil (R$ 135 mil, pela cotação atual) por noite, sem levar em conta o preço da viagem.

A medida faz parte de um plano para potencializar a exploração comercial da ISS e reduzir seus custos de operação. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já indicou que pretende interromper o financiamento público da estação em 2025.

Segundo Robyn Gatens, vice-diretora da ISS, haverá duas missões privadas de astronautas por ano, com um período máximo de 30 dias cada uma.

“A Nasa está abrindo a Estação Espacial Internacional para oportunidades comerciais e divulgando essas oportunidades como nunca fizemos antes”, reforçou o diretor financeiro da agência espacial americana, Jeff DeWit.

Atualmente, a ISS, em funcionamento há cerca de 20 anos, recebe apenas astronautas de programas governamentais, embora tenha aumentado a colaboração com empresas privadas, como a SpaceX. As viagens turísticas serão feitas pela própria companhia de Elon Musk e pelo conglomerado aeroespacial Boeing, que devem cobrar cerca de US$ 60 mil por voo (R$ 231 mil).

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Universo

Sonda da Nasa sobrevoa objeto mais distante já explorado

(ANSA) – A sonda espacial da Nasa New Horizon, que dera ao mundo as primeiras imagens de Plutão, realizou mais um feito inédito: alcançou o corpo celeste mais distante já explorado pelo homem, uma rocha coberta de gelo no Cinturão de Kuiper.

Apelidado de “Ultima Thule”, o corpo está a mais de 6,4 bilhões de quilômetros da Terra. À 0h33 (03h33 em Brasília) do primeiro dia de 2019, a New Horizon passou a 3,5 mil quilômetros do “Ultima Thule” e começou a observar o misterioso objeto celeste através de suas potentes lentes.

As primeiras imagens, em preto e branco, foram divulgadas nesta quarta-feira (2), e o diretor do projeto, Alan Stern, do instituto de pesquisa Southwest, comemorou o recorde. “Um veículo espacial jamais explorou algo tão distante de nós”, declarou.

“Acabamos de completar o voo mais longo já realizado pela humanidade”, disse Alice Bowman, responsável pelas operações da New Horizon. “Estamos prontos para as transmissões científicas do Ultima Thule, que nos ajudarão a entender as origens do nosso sistema solar”, explicou.

“Ultima Thule” é um termo usado na Antiguidade para se referir ao ponto que marcava o fim do mundo conhecido.

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Destaques, Universo

NASA vai lançar sonda espacial que ‘tocará’ o sol

(ANSA) – A NASA lançará neste sábado (11) a sonda espacial Parker Solar Probe que, após sete anos de missão, será o veículo que chegará mais próximo do Sol na história. A decolagem será feita da plataforma de Cabo Canaveral, no estado norte-americano da Flórida, e o dispositivo deve chegar a uma distância de 6 milhões de quilômetros do Sol.

Em fevereiro de 2020, será a vez da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), lançar a sonda Solar Orbiter. O lançamento estava previsto para outubro deste ano, mas foi adiado para fevereiro de 2020, a tempo de aproveitar o período tido como de menor atividade solar. O veículo europeu não deve chegar tão próximo ao Sol quanto a sonda norte-americana, parando a cerca de 43 milhões de quilômetros do astro. O objetivo da missão é observar as regiões polares do Sol, de onde saem os caminhos que levam as partículas solares ao espaço interplanetário.

“A sonda Parker será imersa na coroa solar, onde as temperaturas atingem picos de 1377º C. As imagens super detalhadas nos ajudarão a entender o que acelera o vento solar e as partículas energéticas, de forma que se permitam previsões mais precisas das tempestades solares e da meteorologia espacial”, explica Mauro Messerotti, do Observatório do Instituto Nacional de Astrofísica italiano (Inaf).

A aproximação ao Sol permitirá também uma melhor compreensão sobre as manchas solares, sobre as emissões de partículas e sobre a maneira como as regiões ativas do astro funcionam.

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