Mundo

Microsoft destina US$500 mi para construção de casas nos EUA

(ANSA) – A Microsoft anunciou nesta quinta-feira (17) um investimento no valor de US$500 milhões para a construção e manutenção de moradias públicas na região de Seattle, nos Estados Unidos.

De acordo com o jornal norte-americano “New York Times”, os investimentos serão destinados para a região de Redmond. Cerca de US$25 milhões do montante irá priorizar a situação de sem-tetos.

A Microsoft tem uma sede no local e pretende expandi-la. A ideia é de que o valor possa auxiliar seus mais de oito mil funcionários a encontrarem uma casa perto do local de trabalho.

A medida é uma iniciativa da companhia de Bill Gates para reduzir as desigualdades na área em que as grandes empresas de alta tecnologia estão concentradas.

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Mundo

Argentina fecha novo acordo com FMI no valor de US$57 bi

(ANSA) – O governo da Argentina anunciou nesta quarta-feira (26) um complemento ao acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que prevê o adiantamento de US$ 7,1 bilhões do empréstimo firmado por Mauricio Macri no meio do ano, que soma US$ 50 bilhões.

O decisão foi revelada pela diretora geral do FMI, Christine Lagarde, e pelo ministro da Economia argentino, Nicolas Dujovne, e ainda inclui uma injeção de US$19 bilhões deste montante até meados de 2019.

Segundo Lagarde, o novo acordo, o maior já assinado pelo FMI, está sujeito à votação do conselho executivo. No entanto, ressaltou seu desejo de ajudar a Argentina “nos desafios pela frente”.

“Eu acho que a sua implementação será fundamental para restaurar a confiança no governo de reforma econômica ambiciosa”, acrescentou.

O novo acordo é uma tentativa de amenizar a crise econômica no país, que, em 2018, teve desvalorização de 100% do peso argentino, além de apresentar a maior taxa de juros do mundo (60%), uma inflação que já chega aos 40% e ter aumento da pobreza e do desemprego.

O governo do presidente Mauricio Macri ainda enfrenta uma recessão econômica e um mal-estar social que teve seu ápice na última terça-feira (25), quando uma greve geral foi realizada por duas centrais sindicais do país, a Confederação Geral do Trabalho (CGT) e a Central de Trabalhadores da Argentina (CTA).

Foram paralisados serviços como transportes, voos nacionais e internacionais, escolas, comércios, bancos e o funcionalismo público. Os hospitais só atenderam a emergências. O país tem vivido uma forte turbulência, principalmente depois da renúncia do presidente do Banco Central argentino, Luis Caputo, um homem de confiança de Macri que teve sérias divergências com Dujovne.

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Destaques, Meio Ambiente

Brasil é o país que mais desmatou em 34 anos, aponta estudo

(ANSA) – De 1982 a 2016, o Brasil é o país que mais perdeu superfície arborizada, totalizando uma área de 399 mil quilômetros quadrados, muito mais que a perda acumulada por Canadá, Rússia, Argentina e Paraguai juntos.

As informações são de um estudo publicado na revista “Nature” e produzido pela Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, com base em fotos de satélites.

Por outro lado, a superfície mundial coberta por árvores aumentou em 7,1%, um crescimento de 2,24 milhões de quilômetros quadrados, uma área equivalente aos estados norte-americanos de Texas e Alasca unidos.

O desmatamento nas áreas tropicais foi compensado pela ampliação das florestas nos países temperados da América, Europa e Ásia (graças ao abandono das culturas), pelo crescimento de árvores nas zonas polares (graças ao aquecimento global) e pelo plano de reflorestamento chinês.

Segundo a pesquisa, a cobertura mundial de árvores aumentou de 31 a 33 milhões de quilômetros quadrados no período entre 1982 e 2016.

O aumento é maior nas florestas temperadas continentais (+726 mil km²), seguido pelas florestas boreais de coníferas (+463 mil km2), florestas úmidas subtropicais (+280 mil km²), Rússia (+790 mil km²), China (+324 mil km ²) e EUA (+301 mil km²).

As zonas tropicais, nesse mesmo período, tiveram perdas relevantes: florestas úmidas (-373 mil km²), florestas pluviais (-332 mil km²) e florestas secas (-184 mil km²).

Os pesquisadores de Maryland observaram ainda que seus dados contradizem aqueles da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, na sigla em inglês).

A agência da ONU fala de uma grande perda florestal entre 1990 e 2015, já que leva em consideração somente as florestas, enquanto os estudiosos de Maryland avaliam a totalidade de região coberta por árvores.

As plantações de palmeiras para obtenção de óleo de palma ou de árvores de madeireiras são desmatamentos para a FAO, mas não para a pesquisa norte-americana.

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Mundo

Após derrota, fã de Messi desaparece e deixa carta suicida

(ANSA) – Inconformado com a péssima derrota da seleção da Argentina para Croácia e a apagada partida atuação do seu ídolo, Lionel Messi, um indiano da cidade de Kottayam desapareceu e deixou uma carta indicando sua intenção de cometer suicídio, informou hoje (22) a agência de notícias “Ians”.

Segundo as autoridades, o sumiço de Alex Binu, de 30 anos, foi notado pela sua mãe durante a madrugada. Após as autoridades serem acionadas, mergulhadores procuraram o jovem em alguns trechos do rio Meenachil, que passa perto de sua casa.

A polícia desconfia que o rapaz poderia cometer suicídio em uma das frases de sua carta, na qual relata que, após a derrota da seleção argentina, sua “vida não tinha mais sentido”.

De acordo com um parente de Binu, ele “adorava” Messi, tanto que colocou uma foto do jogador como papel de parede de seu celular.

Além disso, o indiano, antes do jogo, “tinha comprado uma camisa com o nome e o número de Messi”. Ainda segundo um dos familiares, quando o jogo terminou, em vez de ele ir para a cama dormi, Binu provavelmente “saiu pela parte de trás da casa” e não voltou mais.

A Argentina de Messi foi massacrada pela Croácia ontem (21), após por 3 a 0. Com a derrota, a seleção “albiceleste” está com um pé fora do Mundial de 2018, na Rússia.

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Economia

Especialistas acreditam que alta do dólar favorece viagens pela América Latina

Na penúltima semana de maio, o dólar turismo atingiu, em um só dia, uma alta de 1,02%, chegando a R$ 3,95. É a moeda utilizada para comprar pacotes de viagens, passagens aéreas ou produtos no mercado turístico, por exemplo. O dólar comercial, este usado para negociações entre Estados, fechou a sexta-feira, 18 de maio, cotado a R$ 3,74, uma alta de 1,04%.

O recorde histórico, cabe lembrar, foi de R$ 4,74 em 23 de setembro de 2015. Naquele mês, a alta acumulada foi de 10,04%.

Desde então, o dólar nunca voltou aos patamares anteriores, quando era negociado abaixo de R$ 3. Isso significou o encarecimento do mercado de viagens brasileiro, que aqueceu no final da década de 2000 e gerou prosperidade às agências. Para o professor Fábio Gallo, da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, as altas não significam que os preços serão mantidos, mas que um novo patamar foi instaurado a partir de agora.

“O rally do dólar começou pesado. No primeiro momento, o dólar sobe bastante e depois se acomoda em um patamar mais baixo do que está hoje, mas deve ficar em algo perto de R$ 3,50. Não volta ao que era antes. Isso afeta de imediato a área de turismo, porque está muito caro”, disse à Agência Brasil.

A alta no dólar, segundo analistas do setor de turismo, deve impulsionar as viagens de brasileiros aos vizinhos sul-americanos e desincentivar grandes deslocamentos, como em direção a Europa ou aos Estados Unidos.

A Argentina, principalmente, deve se beneficiar, já que o dólar chegou a custar 24 pesos no começo do mês, fazendo com que o Banco Central do país interviesse na economia vendendo US$ 1,1 milhão em reservas para frear o avanço do câmbio. Na sexta-feira, 11 de maio, o dólar fechou o dia cotado a 23,73 pesos – um recorde histórico.

Apesar de não ser gigante, o setor turístico na Argentina tem um impacto significativo em regiões diferentes, como Ushuaia, El Calafate e a própria capital, Buenos Aires. A desvalorização da moeda argentina, segundo os observadores locais, atrairá turistas de outros países, como os sul-americanos, que podem pagar mais barato pelos mesmos serviços no país, além da possibilidade de encontrar passagens aéreas baratas.

No Brasil, na semana seguinte à desvalorização do peso, alguns jornais passaram a enfatizar os preços mais em conta que os brasileiros iriam encontrar para viajar ao país vizinho. Como o real também sofreu quedas constantes no seu valor em relação do dólar, o impacto nas passagens aéreas não foi tão significativo, mas os custos para comer, se hospedar e se locomover na Argentina ficaram relativamente menores.

Para o diretor-executivo da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), Gervásio Tanabe, o dólar mais alto fará com que as pessoas repensem viagens que já estavam planejadas para a Europa, por exemplo, por causa dos custos elevados durante o período no exterior.

“Há uma preocupação de quanto vai gastar em função da alta dólar porque não é só passagem e hotel. Tem o consumo, as compras… Então, ele pensa em economizar um pouco mais”, disse. “Os destinos brasileiros têm muito a ganhar com essa alta do dólar”, completou em entrevista à Folha de S. Paulo.

De acordo com dados do Banco Central, os gastos de brasileiros no exterior chegaram a US$ 4,9 bilhões no primeiro trimestre de 2018, quando o dólar ainda permanecia estável. O montante significou uma alta de 10,2% em relação ao mesmo período do ano passado, quando os turistas do Brasil gastaram US$ 4,4 bilhões em outros países. Segundo o banco, os números de janeiro, fevereiro e março deste ano foram os maiores desde 2015, quando US$ 5,2 bilhões saíram dos bolsos de brasileiros viajando pelo mundo.

Tanabe, entretanto, projeta que o crescimento do mercado turístico brasileiro, tanto interno quanto externo, seguirá a rota de crescimento dos anos anteriores, entre 8% e 10%. “As agências são muito criativas. Vão buscar mecanismos de fazer com que diminua pouco as viagens ao exterior, facilitando o prazo de pagamentos para o consumidor, congelando o câmbio”, disse.

Gallo, da FGV, é mais direto: quem estiver pensando em viajar nos próximos meses, que o faça pela América Latina. “O melhor é fazer outra opção. Quem viaja ao exterior leva uma parte dos recursos em moeda, outra em cartão de débito pré-pago e outra no cartão de crédito. Tudo isso pode ficar muito caro, principalmente no cartão de crédito porque o turista não sabe onde vai parar o dólar”, finalizou.

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