Brasil

Projeto de lei aumenta em 5 vezes a multa para quem desrespeitar pedestre na faixa

Um projeto de lei (PL 11036/18) da Câmara dos Deputados aumenta em cinco vezes a multa para o condutor que avançar sobre um pedestre ou sobre um veículo não motorizado.

Atualmente, a legislação já julga a infração como gravíssima, passível a multa, quem deixar de dar preferência de passagem a um pedestre e a um veículo não motorizado que se encontre na faixa a ele reservada. Mas agora, o intuito é aumentar a gravidade da infração e aumentar a punição para esse tipo de comportamento.

O projeto de lei é de autoria do deputado Carlos Henrique Gaguim (DEM-TO). Segundo ele, há um total desrespeito à lei de trânsito. “Nas cidades brasileiras, observa-se que o condutor não tem o hábito de parar o veículo quando o pedestre tenta atravessar na faixa sinalizada”, disse Gaguim.

De acordo com o especialista em trânsito, Davi Duarte, é preciso investir em ações de fiscalização e educação.

“É preciso, de um lado, a lei, mas é preciso também que os órgãos de trânsito tirem a lei do papel e levem a lei para a rua, apliquem a lei.”

O projeto de lei tramita em caráter conclusivo e vai ser analisado pelas comissões de Viação e Transportes e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

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Destaques, Dicas

Você sabia? Dirigir muito devagar dá multa

Você sabia que dirigir abaixo da metade do limite estabelecido para cada via é uma infração média, que vale quatro pontos na carteira? Além disso, se for flagrado, o motorista tem que pagar uma multa de R$ 130,16.

Segundo o especialista em segurança no trânsito David Duarte Lima, não são só os motoristas que dirigem em alta velocidade que causam acidentes. Quem dirige devagar demais também pode causar colisões.

“Um dos grandes fatores acidentógenos, que geram acidentes, é a diferença de velocidade. Então, por um lado, carros que vão rápido demais surpreendem os outros usuários da via, sejam pedestres, outros motoristas, motociclistas; por outro lado, os motoristas que dirigem muito devagar também causam problemas, e podem, inclusive, gerar acidentes.”

David Duarte Lima ressalta ainda que a velocidade que o motorista anda tem muito a ver com a atenção que ele está tendo naquele momento.

“O condutor mais atencioso e que dirige de forma correta, ele deve seguir o fluxo. Se ele está prestando pouca atenção na via, ele dirige muito devagar. Então, a polícia quando vê alguém dirigindo fora do padrão, sabe que ou ele está dirigindo falando ao celular ou digitando, ou está bêbado, ou eventualmente pode ser um idoso, por exemplo, que não tem as habilidades necessárias para dirigir e seguir o fluxo da via.”

Então, fique atento! Na via em que a velocidade máxima é de 60 km/h, a multa pode ser aplicada a quem trafega em velocidade abaixo de 30 km/h, a menos que as condições de tráfego e meteorológicas não o permitam ou se o motorista estiver na faixa da direita.

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Brasil

Saiba como recorrer de multas indevidas em apenas 3 passos

As multas são algumas das formas de punição aplicadas a quem desobedece ao que prevê o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Elas são aplicadas de acordo com a gravidade da infração cometida, e variam em valor e pontuação adicionada à carteira de motorista.

Além das multas, outras penalidades podem ser aplicadas aos motoristas que infringem as leis de trânsito.

Ninguém gosta de ser multado, é claro, pelos prejuízos financeiros e pela dor de cabeça que gera. No entanto, muitas vezes as multas são aplicadas de forma errada ou injusta, pelos mais diversos motivos. Por isso, todo cidadão tem o direito de recorrer às multas que acredita serem indevidas ou errôneas, independentemente de qualquer coisa.

Esse direito é garantido pela Constituição Federal, e é chamado de direito à ampla defesa, encontrado no inciso LV do artigo 5º da Constituição Federal, conforme o trecho:

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

(…)

LV – aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes.”.

Logo, se você acha que recebeu uma multa indevida, você tem o direito, garantido por lei, de recorrer em todas as instâncias possíveis.

O que é uma multa indevida?

multa indevida

Uma multa indevida nada mais é do que uma multa aplicada de forma errada, em que o condutor não realizou, de fato, a infração.

Como a multa pode ser registrada por aparelhos eletrônicos, como os radares, ou por agentes de trânsito, e como ambos os mecanismos não são perfeitos, o processo de autuação pode apresentar falhas.

Algumas dessas falhas podem ser: a identificação incorreta do veículo, do local da infração, alterações na descrição da infração, ou qualquer outro erro dos dados apontados na notificação recebida.

Essas falhas é que geram a multa indevida. Nesses casos, o indivíduo pode – e deve – usufruir do seu direito de cancelar a multa.

Como recorrer a multas indevidas?

Mostraremos aqui três passos para recorrer a multas indevidas, que geram sucesso de recurso, se bem feitos.

Isso porque os meios de autuação das infrações são passíveis de falha, e o motorista deve, além de dirigir sempre em conformidade com as leis de trânsito do CTB, estar apto a identificar essas falhas e saber como recorrer a multas indevidas.

Ao receber a autuação, você percebe que uma infração de trânsito, supostamente cometida por você, está em trâmite no DETRAN. Esta é uma comunicação, pois a infração ainda não foi confirmada, e ainda não gerou multa.

A partir do recebimento da autuação, que ocorre pelo correio no endereço cadastrado no DETRAN do seu estado, iniciam-se as etapas para recorrer a essa multa, caso a motorista acredite necessário.

1° Passo: Defesa prévia

A defesa prévia é aquela realizada logo após o recebimento da autuação, feita antes mesmo da confirmação da infração. Você pode recorrer de três formas, nesse primeiro passo.

A primeira consiste na transformação da multa em advertência. Mas só é possível quando a multa é leve ou média, e quando o motorista não é recorrente na mesma multa em menos de 12 meses. Isso porque se entende que o objetivo principal das autuações de trânsito é a educação dos cidadãos, e não a sua punição.

A segunda opção consiste na transferência da multa para outro condutor caso você não seja o responsável pela infração, realizada através do preenchimento do formulário no auto de infração, e envio desse formulário juntamente com os documentos solicitados para o endereço discriminado no documento.

A terceira opção, nessa etapa, é a defesa prévia, que visa o cancelamento da multa antes da sua confirmação efetiva. Esse recurso diz respeito à conformidade da autuação, e se ela possui todos os dados necessários para sua validade. São eles, de acordo com o artigo 280 do CTB:

“I – tipificação da infração;

II – local, data e hora do cometimento da infração;

III – caracteres da placa de identificação do veículo, sua marca e espécie, e outros elementos julgados necessários à sua identificação;

IV – o prontuário do condutor, sempre que possível;

V – identificação do órgão ou entidade e da autoridade ou agente autuador ou equipamento que comprovar a infração;

VI – assinatura do infrator, sempre que possível, valendo esta como notificação do cometimento da infração.

  • 1º (VETADO)
  • 2º A infração deverá ser comprovada por declaração da autoridade ou do agente da autoridade de trânsito, por aparelho eletrônico ou por equipamento audiovisual, reações químicas ou qualquer outro meio tecnologicamente disponível, previamente regulamentado pelo CONTRAN.
  • 3º Não sendo possível a autuação em flagrante, o agente de trânsito relatará o fato à autoridade no próprio auto de infração, informando os dados a respeito do veículo, além dos constantes nos incisos I, II e III, para o procedimento previsto no artigo seguinte.
  • 4º O agente da autoridade de trânsito competente para lavrar o auto de infração poderá ser servidor civil, estatutário ou celetista ou, ainda, policial militar designado pela autoridade de trânsito com jurisdição sobre a via no âmbito de sua competência.”

Caso exista algum erro em relação a qualquer um desses itens, a multa deverá ser cancelada.

2° passo: Recurso em primeira instância

Quando a defesa prévia é negada, o indivíduo pode continuar recorrendo através do recurso em primeira instância.

Nessa etapa, o recurso será analisado pela Junta Administrativa de Recursos de Infrações (JARI).

Os recursos analisados, nesse momento, devem ser muito bem escritos, com informações objetivas e contendo justificativas baseadas no CTB.

Recursos com informações subjetivas, opiniões e sentimentos, dificilmente são deferidos. Por outro lado, recursos bem feitos, quando corretos, têm grandes chances de serem aprovados.

3° passo: Recurso em segunda instância

Continuando as suas defesas, caso o recurso em primeira instância seja negado, você pode recorrer em segunda instância. Os casos recorridos em segunda instância são analisados pelo Conselho Estadual de Trânsito (CETRAN).

Os recursos analisados nesse momento também devem ser muito bem escritos, com informações objetivas e contento justificativas baseadas no CTB.

Além disso, quanto mais informações e provas você tiver para o seu caso, melhor fica a situação e mais fácil é montar sua defesa.

Casos bem embasados, com provas e informações suficientes, têm grandes chances de serem deferidos pelo CETRAN.

É importante recorrer em todas as instâncias, quando o seu pedido é negado, pois cada instância analisa o pedido de uma forma, e possui uma equipe diferente para deliberação das decisões.

Logo, cada instância se configura em uma nova chance de deferimento do seu recurso.

É importante que, quem não possui conhecimento suficiente para a elaboração do recurso, procure ajuda de profissionais experientes no assunto, uma vez que recursos bem feitos têm grandes chances de reverter a situação.

A Doutor Multas oferece esse serviço com qualidade comprovada, e com avaliação dos casos realizada de forma gratuita. Experimente os serviços e aumente suas chances de ter um recurso de multas deferido!

Ficou interessado? Então não espere mais, entre contato com a equipe da Doutor Multas através do endereço de e-mail doutormultas@doutormultas.com.br ou do telefone: 0800 6021 543.

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Negócios

Agência “Decolar.com” é multada em R$ 7,5 milhões

A Decolar.com, agência de turismo que tem na internet seu principal canal de vendas, foi multada em R$ 7,5 milhões pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) por ter praticado diferenciação de preço de acomodações e negativa de oferta de vagas, quando existentes.

De acordo com o DPDC, tal prática é abusiva e discriminatória, além de representar violação ao Código de Defesa do Consumidor.

O despacho informando a multa foi publicado no Diário Oficial da União dessa segunda-feira (18). De acordo com o DPDC, a negativa de oferta de vagas existentes era feita após a empresa identificar a localização geográfica do consumidor.

Caso a empresa descumpra a determinação, estará sujeita a ter seu site retirado do ar. Ainda segundo o DPDC, os valores cobrados por produtos como quartos de hotéis variava em função da localidade onde a compra estaria sendo feita.

A Decolar.com tem prazo de 30 dias para fazer o depósito de R$ 7,5 milhões, por meio de Guia de Recolhimento à União (GRU) em favor do Fundo de Defesa de Direitos Difusos.

Outro lado

Em nota, a Decolar.com disse que não pratica “geopricing”, que é a cobrança de valores diferentes para o mesmo produto, e afirmou que opera com “transparência, honestidade, integridade, respeito ao seus clientes, e, principalmente,​ em conformidade com as leis, normas e regulamentos aplicáveis em todos os países em que atua”.

Sobre a acusação de manipular as reservas e disponibilidade de vagas em hotéis, a companhia reiterou que não pratica qualquer ato discriminatório e prejudicial aos seus clientes. “A empresa reforça ainda que atua como intermediadora entre os fornecedores e consumidores no que diz respeito à hospedagem, sendo esses fornecedores os responsáveis pela inclusão dos preços e disponibilidade de acomodações”, diz a empresa, em nota.

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Brasil

Multa para motoristas alcoolizados irá aumentar em novembro

A partir do dia 1º de novembro, quem for pego pela Operação Lei Seca dirigindo alcoolizado ou se recusar a fazer o teste do bafômetro pagará uma multa muito superior ao valor cobrado atualmente, que é de R$ 1.915. Devido a mudanças na legislação de trânsito, o valor subirá para R$ 2.934,70 e o motorista ainda terá a carteira de habilitação suspensa pelo prazo de 12 meses.

O motorista que falar ao celular enquanto dirige também será penalizado com mais rigor: de infração média para gravíssima. Quem estacionar indevidamente em vaga de idoso ou deficiente perderá sete pontos na carteira.

De acordo com o coordenador da Lei Seca, tenente-coronel da Polícia Militar, Marco Andrade, para que o trânsito seja humanizado, é necessário a contribuição de todos. Existe o esforço legal de tentar inibir as transgressões por meio das penalizações. A multa é para chamar a atenção.

“O grande objetivo é a reeducação, não temos prazer em multar”, explicou.

Lei Seca

A Operação Lei Seca, iniciada em 2009, trouxe uma mudança para a realidade da segurança nas ruas e estradas do Estado do Rio.

Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) e do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), o número de mortes em 2009 foi de 59 por 100 mil veículos. No ano passado, ficou em 29 para cada 100 mil veículos, uma redução de aproximadamente 50%.

Segundo o coronel Marco Andrade, “há sete anos, 20% dos motoristas eram flagrados sob efeito do álcool. Hoje, este número caiu para 7%. Da mesma forma, esperamos um amadurecimento com relação ao uso do cinto de segurança no banco de trás, com a não utilização do celular ao volante e o respeito às regras de velocidade. Precisamos que a sociedade compre essa ideia”, afirmou.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o quarto país do mundo com o maior número de mortes em acidentes de trânsito por ano.

O País tenta cumprir uma meta estipulada pela Organização das Nações Unidas (ONU): uma redução em 50%, no período 2011-2020, de casos fatais em acidentes viários.

Reajustes

A partir de 1º de novembro de 2016, os valores das multas por infrações de trânsito terão aumento. Os ajustes serão realizados com base em alteração no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), por meio da lei federal n.º 13.281, sancionada em 4 de maio deste ano.

A infração gravíssima, que antes tinha multa no valor de R$ 191,54, passará a custar R$ 293,47. Já as multas consideradas graves serão ajustadas para R$ 195,23. Anteriormente, o valor desta penalidade era de R$ 127,69.

Para infração média, o valor passa de R$ 85,13 para R$ 130,16. Já as infrações leves, que custavam R$ 53,20, passam a totalizar R$ 88,38.

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