Mundo

Bolsonaro diz ter ‘afinidade’ com príncipe acusado de homicídio

(ANSA) – Em visita à Arábia Saudita, o presidente Jair Bolsonaro disse sentir “certa afinidade” com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, líder de facto do país e suspeito de ser o mandante do assassinato do jornalista Jamal Khashoggi.

Crítico do regime saudita, o repórter foi torturado, morto e esquartejado no consulado de seu país em Istambul, na Turquia, em outubro de 2018. Segundo uma relatora das Nações Unidas (ONU), há “indícios verossímeis” de que Bin Salman é o mandante do crime.

“Tem uma certa afinidade entre nós dois desde o último encontro em Osaka [na reunião do G20]”, disse Bolsonaro, ainda antes de se encontrar com o príncipe. Bin Salman lidera uma operação de maquiagem para vender uma imagem mais aberta da Arábia Saudita, monarquia ultraconservadora sunita que restringe direitos de mulheres, homossexuais e opositores.

Apesar desse histórico, Bolsonaro acrescentou que “todo mundo gostaria de passar a tarde com um príncipe, principalmente as mulheres”. A Arábia Saudita é a última etapa da viagem de 12 dias do presidente pela Ásia e pelo Oriente Médio, que tem como objetivo buscar investimentos estrangeiros para o Brasil, especialmente em privatizações e obras de infraestrutura.

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EUA anuncia venda de 6,5 mil mísseis para Arábia Saudita

O governo dos Estados Unidos aprovou a venda de US$ 1 bilhão em armamentos para a Arábia Saudita. Segundo o Departamento de Estado, o negócio inclui 6,5 mil mísseis, além de suporte, manutenção e peças de reposição para tanques, helicópteros e outros equipamentos do arsenal do país árabe.

Agora o acordo precisa passar pela aprovação do Congresso, o que deverá ocorrer em até 30 dias.

O anúncio acontece dois dias após a visita do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, que se reuniu com o presidente dos EUA, Donald Trump, para discutir investimentos mútuos, mas também para falar sobre o fornecimento de armas para Riad.

A Arábia Saudita é a principal aliada de Washington no Oriente Médio e está envolvida em conflitos na região, como a guerra no Iêmen, onde é acusada de bombardear civis em ataques contra rebeldes xiitas. (ANSA)

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Mundo

Arábia Saudita permite que cidadãos possam finalmente ir ao cinema

Após 35 anos, a Arábia Saudita permitirá que sejam abertas salas de cinema em seu território. “Isto marca um momento decisivo no desenvolvimento da economia cultural do país. Ao desenvolver um setor cultural mais amplo, criamos novas oportunidades de emprego e treinamento”, afirmou o ministro da Cultura. Essa novidade vai além do que ser apenas mais uma fonte de trabalho, é uma liberdade de lazer que essas pessoas não tinham até agora.

No início de 2018, os primeiros cinemas serão abertos, de acordo com o jornal The Guardian. Além disso, é estimado que duas mil salas estarão disponíveis até 2030. Em 1970, a Arábia Saudita tinha diferentes cinemas, no entanto, em 1982, eles foram banidos.

Príncipe herdeiro Mohammed e suas novas políticas

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O novo herdeiro do trono tomou diferentes decisões políticas e sociais para apaziguar o conservadorismo que sempre caracterizou a Arábia Saudita. Esta medida faz parte da “Visão 2030”, programa criado por Mohammed bin Salman para “diversificar a economia saudita”, com a intenção de “aumentar para 6%, até 2030, a participação de famílias sauditas em atividades culturais e de entretenimento”.

Uma sociedade que culturalmente segue políticas rígidas, tem dificuldade em aceitar todas essas mudanças. No entanto, pouco a pouco o príncipe é aceito pelos seus cidadãos e, acima de tudo, no nível internacional.

Outras medidas tomadas pelo herdeiro foram permitir que as mulheres tirassem a carteira de habilitação e dirigissem.

Estas propostas foram lançadas, por um lado, para expandir a liberdade de seus cidadãos (não só com acesso ao entretenimento, mas também aumentar a participação das mulheres, melhorar o nível de educação, entre outras medidas) e, por outro lado, para acabar com a dependência econômica das exportações de petróleo.

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