Agenda Cultural, Destaques

Campanha convida população para visitar áreas verdes protegidas

Com o objetivo de promover a consciência ambiental e incentivar a visitação às áreas verdes protegidas, a Campanha Um Dia no Parque acontecerá nacionalmente no próximo domingo, dia 21 de julho. O Parque das Dunas, primeira Unidade de Conservação criada no Rio Grande do Norte no ano de 1977, está participando da campanha e faz um convite a todos para que possam visitar esse espaço. O Parque das Dunas é parte integrante da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica Brasileira, e é considerado o maior parque urbano sobre dunas do Brasil.

Instituições, organização não governamentais, coletivos, grupos ligados ou não ao meio ambiente e toda a população são convidados a participar da Campanha. Será um dia designado para que as pessoas possam conhecer, visitar, aproveitar, conectar-se e apaixonar-se pela natureza. O objetivo da campanha é mostrar aos brasileiros que Unidades de Conservação são lugares especiais, que protegem toda a nossa biodiversidade e que estão ao alcance de todos. Um dos objetivos do evento também é criar uma cultura de visitação e conscientização a respeito da importância destas áreas para a qualidade de vida de todos.

Para a gestora do Parque das Dunas, Mary Sorage, participar dessa Campanha é uma forma de fortalecer um dos pilares das Unidades de Conservação, que é a educação ambiental. “É conhecendo que nós aprendemos a cuidar. Visitar o Parque das Dunas, ou qualquer outra área protegida, é uma oportunidade de celebrar a vida e conectar-se com a cultura, história e natureza, inclusive a sua”, afirmou a gestora.

Além de caminhadas, prática de corrida na área do Bosque, piqueniques, contemplação, observação da fauna e flora da UC, a população poderá visitar durante todo o dia a Sala de Exposição com a atividade “Conhecendo o Mundo Biológico”, além dos projetos culturais Bosque Encena, com o espetáculo “Patrulha Canina”, às 10h, e no período da tarde, às 16h30, Som da Mata com o violinista Filipe Félix acompanhado dos músicos Frank Lemos e Sílvio Franco.

Campanha Um Dia no Parque

Desde 2018, a Coalizão Pró UCs realiza a campanha Um Dia no Parque, uma ação de mobilização e engajamento que visa o fortalecimento das Unidades de Conservação brasileiras por meio da criação de uma cultura de conhecimento e valorização das áreas protegidas do Brasil. A categoria “parques” foi a escolhida para nominar a campanha por ser a de mais fácil reconhecimento pela população, mas todas as categorias de Unidades de Conservação, tanto federais, como estaduais, municipais e particulares, são contempladas na campanha.

Mais de duas mil Unidades de Conservação ajudam a proteger o ecossistema e a história do nosso país. A campanha Um dia no Parque é uma iniciativa da Coalizão Pró Ucs e realizará programações em diversos Parques Ambientais do país.

– Mais informações: www.umdianoparque.net

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Educação

Pós em Desenvolvimento e Meio Ambiente abre vagas na UFRN

O Programa Regional de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (Prodema), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) está com processo seletivo aberto para ingresso no curso de Mestrado, com área de concentração em Meio Ambiente, Cultura e Desenvolvimento. São oferecidas quatro vagas para ingresso no semestre letivo de 2019.2.

As inscrições estarão abertas entre os dias 18 e 28 de maio, e devem ser realizadas por meio do site do Prodema (veja). Os interessados devem acessar a página, clicar na opção Processos Seletivos, preencher o formulário e enviar os documentos solicitados.

A seleção conta com quatro etapas: análise e homologação do projeto de pesquisa, arguição do projeto de pesquisa e análise curricular dos candidatos. O resultado final será divulgado no dia 12 de junho.

Outras informações sobre a seleção de mestrado podem ser obtida no edital, disponível aqui.


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Destaques, Política

Ricardo Salles, futuro ministro do Meio Ambiente, responde por ação de improbidade

O ex-secretário do governo paulista de Geraldo Alckmin, Ricardo Salles, que vai comandar o Ministério do Meio Ambiente a partir de janeiro, conforme anunciou o presidente eleito, Jair Bolsonaro, responde a ação civil por improbidade administrativa, acusado de alterar ilegalmente o plano de manejo de uma área de proteção ambiental para supostamente favorecer interesses empresariais.

No período em que esteve à frente da Secretaria do Estado de São Paulo – de julho de 2016 a agosto de 2017 – foi alvo de ação do Ministério Público (MP-SP), acusado de irregularidades durante a elaboração do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) da Várzea do Rio Tietê, em 2016. O processo foi aceito pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e está em fase de sentença. Já o plano de manejo está suspenso por causa da ação, segundo o promotor Silvio Marques.

“A minuta de decreto do plano de manejo e os mapas de zoneamento da APA [Área de Proteção Ambiental] passaram a sofrer inúmeras modificações, todas feitas na clandestinidade e que visavam a favorecer o setor industrial, notadamente o minerário, entre outros, descaracterizando totalmente a minuta de decreto e os mapas de zoneamento”, diz ação do MP.

Os mapas de zoneamento já haviam passado por análise e votação na Comissão Temática de Biodiversidade, Florestas, Parques e Áreas Protegidas (CTBio), órgão auxiliar do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema), que foi destinada pela legislação para esta atribuição.

Demandas apresentadas pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp), que já tinham sido debatidas pelos membros da CTBio e que foram rechaçadas pela comissão, teriam sido contempladas no plano de manejo por meio das mudanças realizadas por Salles.

O MP afirma que não havia qualquer justificativa para alteração no plano de manejo e que elas foram feitas por determinação do secretário Estadual do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

Defesa – Em entrevista à Rede Globo, Salles apresentou sua defesa: “Em certos lugares, onde diziam que era área de preservação, já tinha estação de tratamento de esgoto, havia avenidas, conjuntos residenciais da CDHU. Quer dizer, se nós deixássemos aquele plano de manejo ser aprovado daquela forma, absolutamente desconectado da realidade, o prejuízo a todos, à sociedade, ao desenvolvimento econômico e ao meio ambiente, seria enorme”.

O indicado comentou ainda, na entrevista, o andamento do processo. “Sou réu, mas não há decisão contra mim. São todas favoráveis a mim. Todas as testemunhas foram ouvidas, todas as provas produzidas e o processo está concluso para sentença, pode ser sentenciado a qualquer momento. Todas as testemunhas ouvidas, de funcionários do governo e fora, corroboraram a minha posição”, afirma Salles.

Ambientalistas – As polêmicas que envolvem o Ministério do Meio Ambiente começaram logo após vitória de Bolsonaro nas eleições, quando chegou a ser anunciada a fusão dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente. Depois de reações negativas, o presidente eleito recuou da decisão.

No entanto, a escolha de Ricardo Salles para comandar a pasta do Meio Ambiente gerou críticas de várias organizações que defendem direitos ambientais.

A coalização de organizações da sociedade civil Observatório do Clima avaliou assim a indicação: “Se por um lado contorna o desgaste que poderia ter com a extinção formal da pasta, por outro garante que o MMA [Ministério do Meio Ambiente] deixará de ser, pela primeira vez desde sua criação, em 1992, uma estrutura independente na Esplanada. Seu ministro será um ajudante de ordens da ministra da Agricultura”, acusa a entidade em nota.

O Greenpeace avalia que a nomeação de Salles ocorre no momento em que a área ambiental recebe más notícias, quando o desmatamento da Amazônia registrou o maior índice dos últimos dez anos e o país acaba de retirar sua candidatura para sediar a COP-25. E também julga que irá favorecer os setores ligados à agricultura. “A principal função do novo ministro será a promoção de uma verdadeira agenda antiambiental, colocando em prática medidas que vão resultar na explosão do desmatamento na Amazônia e na diminuição do combate ao crime ambiental. O que já está ruim, pode piorar”, afirmou Márcio Astrini, coordenador de Políticas Públicas do Greenpeace Brasil.

A WWF, outra organização não governamental internacional, comentou a nomeação, dizendo que esta é uma pasta estratégica para o Brasil. A entidade destaca que a destruição ilegal das florestas na Amazônia e do Cerrado diminuem a competitividade dos produtos brasileiros diante de um mercado global que busca produtos livres de desmatamento, além de prejudicar o cumprimento dos compromissos que o Brasil assumiu no Acordo de Paris, como a diminuição na emissão de gases de efeito estufa.

“Desejamos que o Ministério do Meio Ambiente cumpra a missão de balancear as questões ambientais nas outras pastas do governo, zelando assim para que o Brasil tenha medidas necessárias para proteger de forma estratégica o nosso imenso patrimônio natural. E que tenha capacidade de dialogar com os diversos setores da sociedade, uma vez que o direito à um meio ambiente saudável se aplica a todos, desta e das futuras gerações”, disse Mauricio Voivodic, diretor executivo do WWF-Brasil.

*Com informações da Agência Brasil

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Destaques, Meio Ambiente

Brasil é o país que mais desmatou em 34 anos, aponta estudo

(ANSA) – De 1982 a 2016, o Brasil é o país que mais perdeu superfície arborizada, totalizando uma área de 399 mil quilômetros quadrados, muito mais que a perda acumulada por Canadá, Rússia, Argentina e Paraguai juntos.

As informações são de um estudo publicado na revista “Nature” e produzido pela Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, com base em fotos de satélites.

Por outro lado, a superfície mundial coberta por árvores aumentou em 7,1%, um crescimento de 2,24 milhões de quilômetros quadrados, uma área equivalente aos estados norte-americanos de Texas e Alasca unidos.

O desmatamento nas áreas tropicais foi compensado pela ampliação das florestas nos países temperados da América, Europa e Ásia (graças ao abandono das culturas), pelo crescimento de árvores nas zonas polares (graças ao aquecimento global) e pelo plano de reflorestamento chinês.

Segundo a pesquisa, a cobertura mundial de árvores aumentou de 31 a 33 milhões de quilômetros quadrados no período entre 1982 e 2016.

O aumento é maior nas florestas temperadas continentais (+726 mil km²), seguido pelas florestas boreais de coníferas (+463 mil km2), florestas úmidas subtropicais (+280 mil km²), Rússia (+790 mil km²), China (+324 mil km ²) e EUA (+301 mil km²).

As zonas tropicais, nesse mesmo período, tiveram perdas relevantes: florestas úmidas (-373 mil km²), florestas pluviais (-332 mil km²) e florestas secas (-184 mil km²).

Os pesquisadores de Maryland observaram ainda que seus dados contradizem aqueles da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, na sigla em inglês).

A agência da ONU fala de uma grande perda florestal entre 1990 e 2015, já que leva em consideração somente as florestas, enquanto os estudiosos de Maryland avaliam a totalidade de região coberta por árvores.

As plantações de palmeiras para obtenção de óleo de palma ou de árvores de madeireiras são desmatamentos para a FAO, mas não para a pesquisa norte-americana.

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Destaques, Meio Ambiente

Resíduos sólidos: descarte correto previne doenças e poluição do meio ambiente

Todo lixo gerado nas residências, nas indústrias, hospitais, comércio, construção civil, entre outros, são denominados resíduos sólidos. Eles são classificados em lixo comum, público e especiais. Os resíduos sólidos podem contaminar a água, o solo e o ar e contribuir para o surgimento de doenças, além da poluição do meio ambiente. Por isso que o seu descarte precisa ser feito de maneira correta tanto pelas indústrias como nos ambientes residenciais.

Os resíduos gerados na construção civil são os grandes geradores de entulho, que são os lixos gerados a partir de restos de cimento, tijolos, cerâmica, entre outros materiais utilizados em construções e reformas. O seu descarte incorreto pode gerar grande acúmulo de sujeira em locais inapropriados que prejudica principalmente as pessoas que residem próximo ao local. Além de contribuir para a proliferação de doenças como a dengue e a febre amarela, o descarte inadequado dos resíduos sólidos contribui com o aparecimento de roedores, insetos e enchentes através da contaminação de rios e córregos.

Reciclagem de resíduos sólidos

Segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana (Selurb), só no Brasil são produzidos mais de 78 milhões de toneladas de resíduos sólidos por ano. Se a reciclagem fosse aplicada nos materiais de plásticos (cerca de 13,5%), seria possível retornar quase R$ 6 bilhões para a economia do país. Isso mostra a força que existe na reciclagem e no reaproveitamento de resíduos para a matéria-prima, por exemplo.

As grandes empresas e indústrias são obrigadas a seguirem a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que responsabiliza cada organização pela destinação final de seus resíduos. Cada empresa precisa desenvolver um plano de gerenciamento de resíduos sólidos que justifique cada etapa de produção de empresa até a destinação final de seus resíduos. Algumas ferramentas, como o software VG Resíduos, que permite o gerenciamento dos resíduos sólidos através da otimização e aprimoramento dos processos da empresa, desde a etapa inicial até destinação final dos resíduos, atualizado de acordo com as leis ambientais, o que facilita a gestão e a parte burocrática.

O interessante é que nesse processo de organização e gestão de resíduos, muitas empresas apostam na reciclagem e acabam economizando com os insumos, além de abrir portas para o mercado de resíduos (compra e venda de resíduos entre as empresas).

A participação da população é fundamental

A conscientização das pessoas no dia a dia é muito importante para garantir o descarte correto dos resíduos sólidos, que pode ser feito a partir da separação do lixo em casa e na escolha por produtos de empresas que investem na sustentabilidade. Pequenas atitudes como diminuir o uso de materiais descartáveis (copos, por exemplo), utilizar sacolas/embalagens retornáveis no supermercado, optar por lâmpadas mais econômicas são pequenas atitudes que ajudam a diminuir a produção de resíduos sólidos em casa.

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