Destaques, Política

Eduardo Bolsonaro defende ‘uso da força’ contra Maduro

(ANSA) – O deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, disse nesta sexta-feira (22) que, “de alguma maneira”, será necessário o “uso da força” para derrubar o regime de Nicolás Maduro na Venezuela.

A declaração foi dada ao jornal La Tercera, do Chile, em meio à visita oficial de Bolsonaro ao país andino. “Ninguém quer uma guerra, a guerra é ruim, se perde muitas vidas, há efeitos colaterais, mas Maduro não vai sair do poder de maneira pacífica”, afirmou Eduardo, que é presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara e figura influente na política externa do governo.

“De alguma maneira, em alguma medida, em algum momento, será necessário o uso da força, porque Maduro é um criminoso”, acrescentou. O deputado ainda repetiu as palavras do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que “todas as opções estão na mesa” para solucionar a crise.

Durante reunião na Casa Branca, tanto Trump quanto Bolsonaro não descartaram a hipótese de uma ação militar contra Maduro, embora o presidente do Brasil tenha defendido levar a diplomacia até as últimas consequências.

A visita de Bolsonaro é motivo de polêmica no Chile, já que os presidentes da Câmara e do Senado, ambos de esquerda, decidiram boicotar um almoço oferecido pelo chefe de Estado do país, o conservador Sebastián Piñera. Também estão previstas para sexta e sábado manifestações contra o capitão reformado.

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Notícias

Luis Fonsi e Daddy Yankee criticam Maduro por alterar a letra de ‘Despacito’

Os cantores Luis Fonsi e Daddy Yankee criticaram o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que usou o sucesso ‘Despacito‘ para divulgar a próxima eleição da Assembleia Constituinte. Recentemente a música foi censurada na Malásia pelo fato de ter “letra obscena”.

“Minha música é para todos aqueles que desejam ouvi-la e apreciá-la, não para usá-la como propaganda que tenta manipular a vontade de um povo que está clamando por liberdade e um futuro melhor”, disse Fonsi em uma mensagem postada em sua conta no Instagram .

Luis Fonsi disse que não foi consultado sobre o uso da canção e disse que deve haver um limite para as versões que fazem este sucesso, que tem o maior número de streaming de vista da história. Ele lamentou que mudaram a letra de ‘Despacito’ para fins políticos, especialmente neste caso já que a Venezuela está envolvida em uma situação deplorável.

Em uma mensagem também em sua conta Instagram, Daddy Yankee também deixou uma mensagem de “protesto”. “Com este plano de marketing infeliz, você só vai continuar destacando o seu ideal fascista que matou centenas de heróis e mais de dois mil feridos”, disse o cantor de reggaeton.

Erika Ender, autora da canção, rejeitou o uso de “Despacito” pelo Governo da Venezuela. Ela disse que a Venezuela é um país que tem dado verdadeiros irmãos em coração e está cheio de pessoas guerreiras, pessoas com vontade, pessoas boas, que não pararam de lutar por direitos de liberdade de expressão.

A canção recriada pelo presidente Nicolás Maduro convida as pessoas para votar e eleger a Assembleia Constituinte.

“Despacito, ejerce tu voto en vez de las balas, que con tus ideas siempre en paz y calma y que la esperanza brille en tu alma”, diz a versão a recriação da música original.

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¿Qué se puede esperar? de una persona que le ha robado tantas vidas a jóvenes soñadores y a un pueblo que lo que busca es un mejor futuro para sus hijos. Que te apropies ilegalmente de una canción (Despacito), no se compara con el crimen que cometes y has cometido en Venezuela. Es una burla, no tan solo para mis hermanos venezolanos, sino para el mundo entero su régimen dictatorial. Con ese nefasto plan de mercadeo, usted solo continuará poniendo en evidencia su ideal fascista, que ha matado a cientos de héroes y más de 2000 heridos. Como co-autor del tema, también me uno a las expresiones de la co-autora de la canción "Despacito" @erikaender. #NoAprobado #BastaYa #venezuelalibre 🇻🇪

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Mundo

Nicolás Maduro anuncia ‘Constituinte militar’ na Venezuela

2 (ANSA) – O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou no fim da noite desta segunda-feira (7) a ativação de uma “Constituinte militar” para fortalecer e aprofundar a “união cívico-militar” e a “revolução bolivariana“.

“Vamos definir os perfis e os mandatos constitucionais da união cívico-militar […] que ajudará a definir os quatro componentes das Forças Armadas”, disse para uma plateia de convidados políticos e militares em Caracas.

Além disso, ele convocou uma “poderosa Constituinte econômica pensando no futuro da pátria”. “E quando o CNE [Conselho Nacional Eleitoral] convocar as eleições diretas e universais, os empresários do país apresentem seus candidatos para que elejam em voto direto, livre, secreto e universal os porta-vozes dos empresários”, acrescentou.

No pronunciamento, Maduro ainda convidou a Mesa de Unidade Democrática (MUD), que reúne os partidos e os membros de oposição venezuelana, para participar dos debates com a Comissão Presidencial para a Constituinte, também convocada por Maduro para reescrever diversos pontos – especialmente os eleitorais – aprovados durante o governo de Hugo Chávez.

A oposição já se negou a participar do processo, que classificou de “absolutamente fraudulento” porque as “eleições setoriais” não existem na Carta Magna da Venezuela. Sobre os protestos contra seu governo, que já duram mais de um mês e que deixaram mais de 30 mortos por todo o país, Maduro afirmou que isso tudo faz parte da “guerra psicológica para tentar desmoralizar” a Venezuela.

“Não posso atrasar o que considero a única oportunidade que tem a Venezuela de derrotar os extremistas violentos, a insurgência armada que declarou um setor da direita venezuelana”, disse ainda aos presentes no evento.

Há semanas, milhares de venezuelanos estão indo às ruas para protestar contra a nova Constituinte de Maduro, contra as centenas de prisões políticas que existem no país e contra o fato de que o CNE – a quem acusam de ser dominado por Maduro – não anuncia a data das novas eleições gerais no país.x R$ 61,53

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Mundo

Maduro convoca civis para combater criminalidade no país

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nessa terça-feira (17) a convocação de civis para combater a crescente criminalidade no país, entregando aos chamados “patriotas cooperantes” funções de segurança e inteligência. A informação é da Agência France Presse.

Maduro também relançou as Operações de Libertação do Povo (OLP), manobras militares e policiais contra a criminalidade que, em 2015, foram alvo de denúncias de violações dos direitos humanos, agora rebatizadas de Operações para a Liberdade Humana do Povo (OLHP).

“Apenas o povo salva o povo. Convoco todo o nosso povo, com toda a força do Estado venezuelano, com todas as capacidades do Estado venezuelano, para a ação”, disse Maduro em rede nacional de rádio e televisão.

O presidente destacou que os civis agirão por intermédio de uma “Polícia Comunitária” e de um “Sistema de Inteligência Popular”, sem dar detalhes sobre a estrutura das duas organizações.

Sobre as polêmicas OLP, Maduro anunciou que voltarão “com mais força”, mas com um “conceito novo”. “Agora se chamarão Operações para a Libertação Humana do Povo (OLHP), com enfoque na proteção do povo, na busca dos que violam a lei”.

A nova estratégia será liderada pelo vice-presidente, Tareck El Aissami, que também coordena o comando especial de repressão à ameaça de golpe de Estado, que deteve seis opositores ao “chavismo” na semana passada.

A coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) exige a antecipação da eleição presidencial, prevista para 2018, como solução para a grave crise política e econômica que abala a Venezuela. De acordo com pesquisas de órgãos privados, oito em cada dez venezuelanos rejeitam a gestão de Maduro.

Da Agência Brasil

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Mundo

Parlamento declara Maduro culpado por crise na Venezuela

(ANSA) – A Assembleia Nacional da Venezuela, cuja maioria é contrária ao governo atual, declarou nesta terça-feira (13) a responsabilidade política do presidente Nicolás Maduro pela “grave” ruptura da Constituição, a violação dos direitos humanos e, principalmente, pela crise econômica e política que assola o país.

Sendo assim, o Parlamento deve dar início uma audiência preliminar sobre o assunto devido aos “feitos puníveis” que Maduro realizou durante sua gestão e avançar mais uma vez na questão da renúncia do presidente e da convocação de novas eleições presidenciais. A decisão parlamentar, no entanto, não tem capacidade real de tirar o presidente do seu cargo. “Não nos resta a menor dúvida de que o presidente Maduro tem responsabilidade política”, afirmou o líder do Parlamento, Henry Ramos Allup.

Durante seu discurso, o político destacou que é um dever da pátria querer se livrar “desses delinquentes que estão acabando com a Venezuela de maneira constitucional, pacífica, eleitoral e democrática” e que “quanto mais [tempo] o governo permanecer, muito pior será a situação do país”, já que, segundo ele, ” é necessário votar para comer”. Mesmo tendo sido aprovada por unanimidade pelos deputados de oposição, a bancada chavista, que apoia Maduro, saiu do plenário em protesto contra a votação, afirmando que retomar o processo contra o mandatário é “um golpe de Estado”.

“Hoje a a Assembleia Nacional deu um passo em falso e iniciou um golpe de Estado na Venezuela”, afirmou o chefe do governo no Parlamento, Héctor Rodríguez, que também acusou os deputados da coalizão Mesa da Unidade Democrática (MUD), que representa a maioria da Casa, de querer aplicar manobras que não existem na Constituição do país, nas leis e nem no regulamento da Câmara para tirar Maduro do poder.

“Na Venezuela não existe o processo de julgamento político ou de responsabilidade política contra o presidente, eles [os opositores] sabem disso, mas querem impor a violência como forma de fazer política”. Rodríguez ainda disse que a direita do país quer dar um golpe de Estado parecido ao que aconteceu em Honduras, Paraguai e, mais recentemente, no Brasil.

O julgamento político de Maduro voltou a ser debatido no Parlamento logo após uma breve pausa que aconteceu graças aos diálogos entre governo e oposição, que contaram com a mediação do Vaticano, mas que foram interrompidos unilateralmente pela MUD, que acusou o presidente de não cumprir com os pactos alcançados. A declaração da Câmara também se deu apenas dois dias após a retirada de circulação, no último domingo (11), de todas as notas de 100 bolívares, que costumavam ser as de maior valor, ordenada por Maduro para enfrentar supostas máfias colombianas que estariam armazenando as cédulas para desestabilizar a economia venezuelana.

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