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Bolsonaro e Paulo Guedes cogitam “moeda comum” com Argentina

(ANSA) – O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia Paulo Guedes discutiram a criação de uma moeda única para Brasil e Argentina, a qual pode se chamar “peso real“. O tema veio à tona na tarde de ontem (6), em um encontro em Buenos Aires entre Bolsonaro, Guedes e empresários.

A ideia, porém, foi proposta pelo ministro da Economia da Argentina, Nicolás Dujovne. Segundo Guedes, no futuro, é possível que haja cerca de apenas cinco moedas no mundo, e a do Mercosul facilitaria a integração regional.

Desde a criação do Mercosul, em 1991, os países do bloco cogitam a possibilidade de estabelecer uma moeda comum, mas, até agora, nada tinha sido feito para avançar com o projeto. Neste momento, no entanto, a ideia está sendo analisada apenas por Brasil e Argentina, sem envolvimento do Paraguai e do Uruguai, outros membros do bloco. Após a reunião em Buenos Aires com Bolsonaro e Guedes, porém, o Banco Central publicou um comunicado negando que a moeda única esteja sendo estudada.

“O Banco Central do Brasil não tem projetos ou estudos em andamento para uma união monetária com a Argentina. Há tão somente, como é natural na relação entre parceiros, diálogos sobre estabilidade macroeconômica, bem como debates acerca de redução de riscos e vulnerabilidades e fortalecimento institucional”, diz a nota.

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Macri se apresenta à Justiça após ‘Panamá Papers’

(ANSA) – O presidente argentino, Mauricio Macri, irá comparecer diante da Justiça para explicar sua participação em uma empresa offshore revelada pelos documentos vazados pelo “Panamá Papers” no começo da semana. Enquanto uma de suas maiores bandeiras é o fim da corrupção no governo, Macri, que se apresenta hoje diante da Justiça, diz que “não tem nada para ocultar”.

O procurador federal Federico Delgado acusou o mandatário e pediu que o juiz Sebastián Casanello abra uma investigação para determinar se Macri omitiu “de forma maldosa” sua participação. O procurador também solicitou investigar se houve irregularidades na atividade da sociedade registrada por Franco Macri, pai do mandatário argentino.

Segundo os documentos revelados pelo “Panamá Papers”, Macri atuou como diretor da empresa Fleg Trading, desde 1998 até 2008. Macri defende que sua participação na empresa foi legal e sem irregularidades.

No âmbito da investigação, ele anunciou que seus bens serão administrados por “um conjunto de pessoas independentes”, algo inédito na história da Argentina. Na noite da última quinta-feira, diz 7, centenas de opositores kirchneristas se reuniram na Praça de Maio, na frente da Casa Rosada, para protestar contra Macri.

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Em luta contra tráfico, Macri permite abatimento de aviões

(ANSA) – Como prometeu em sua campanha eleitoral, o presidente argentino, Mauricio Macri, anunciou a adoção de novas medidas para combater o narcotráfico, que teve um aumento preocupante no país nos últimos anos.

Macri declarou “emergência sobre a segurança pública por um ano em todo o território nacional”, autorizando o abatimento de aviões não identificados. Isso porque os narcotraficantes costumam usar pequenas aeronaves para deslocar grandes quantidades de drogas, especialmente entre as fronteiras com os países vizinhos. Segundo dados do governo, cerca de 400 voos do tipo são registrados por ano no país. Como “aeronaves hostis” foram definidas aquelas que “por suas características, no âmbito da situação e exigências da operação, implicam uma chance de dano ou perigo aos interesses vitais da nação”.

Diante de críticas da oposição, representantes do governo anunciaram que será enviado um projeto de lei ao Congresso para debater a norma. Ação não afeta o decreto, no entanto, que entra em vigência na próxima segunda-feira. O ex-ministro de Defesa durante o mandato de Cristina Kirchner, Agustín Rossi, disse, citado pelo jornal local “La Nacion”, que o decreto “é uma pena de morte sem julgamento prévio”.

Ainda de acordo com ele, “é uma barbaridade ter decretado a medida sem um processo de debate e sem a aprovação do Congresso”. Macri, que assumiu o Poder em 10 de janeiro, diz que 12 anos de kirchnerismo causaram graves danos no país, especialmente no que diz respeito ao aumento da violência e dos índices de narcotráfico.

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Macri quer revitalizar relação com Brasil, diz ministro

(ANSA) – O ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Armando Monteiro, disse hoje, dia 10, que o novo presidente da Argentina, Mauricio Macri, dá “sinais claros” de que uma parceria com o Brasil é “fundamental e estratégica” para seu país.

Segundo ele, o fato de Macri ter escolhido o Brasil como seu primeiro destino internacional após ser eleito, no final de novembro, é bastante simbólico.

Monteiro explicou que o comércio entre os países caiu nos últimos anos “por motivos internos de Brasil e Argentina”, mas que ele “precisa ser revitalizado” e essa parece ser uma boa oportunidade para isso. O mandatário argentino defendeu, ainda durante sua campanha eleitoral, a diminuição das restrições impostas pelo kirchnerismo.

“Ele [Macri] tem uma posição pró-comércio bastante aberta” e é esperado um aumento no fluxo comercial entre os países vizinhos.

Atualmente, o Brasil é o maior parceiro comercial da Argentina, sendo o principal destino de suas exportações e fornecedor de produtos. No ano passado, o intercâmbio bilateral alcançou a marca de US$ 28,4 bilhões. UE – O ministro ainda elogiou a disposição de Macri para acordos internacionais. Ele lembrou que um tratado entre Mercosul e União Europeia (UE), travado anteriormente por exigências da Argentina, “é prioritário”.

Após dizer que a proposta brasileira para o bloco europeu está pronta e “tem bom ponto de partida”, Monteiro confessou acreditar que a UE estava esperando o resultado do pleito na Argentina para dar continuidade aos debates.

Atualmente, a União Europeia é o maior parceiro comercial do Mercosul, respondendo por 20% do comércio do bloco sul-americano.

TPP

Sobre o histórico Acordo de Associação Transpacífico (TPP, na sigla em inglês), ele disse que o Brasil estuda a possibilidade de se integrar, mas que é preciso estudar e conhecê-lo melhor. “Com um acordo desta magnitude, existe consequências em outras parcerias”, apontou.

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Fim da era Kirchner: Mauricio Macri é eleito presidente da Argentina

Mauricio Macri, da Aliança Cambiemos, venceu o governista Daniel Scioli, da Frente para a Vitória, no segundo turno das eleições presidenciais da Argentina na noite deste domingo (22). Em uma declaração pública, Scioli disse que saúda com todo seu afeto “o povo que com a vontade popular elegeu um novo presidente: Mauricio Macri”.

Os simpatizantes de Mauricio Macri, candidato da oposição a presidência da Argentina, só esperaram o fechamento das urnas, as 18h (19h no horário de Brasília) de domingo (22), para comemorar a vitória. Às 23h10 deste domingo, 84,95% das urnas haviam sido apuradas. Macri teve 52,57% dos votos válidos e Scioli 47,43%. Segundo a Justiça Eleitoral argentina, o segundo turno argentino teve 1,20% de votos em branco, 1,29% de votos nulos e 0,05% de votos impugnados. A vitória de Macri representa o fim de 12 anos de governo kircherista.

O chefe de campanha de Mauricio Macri, candidato da oposição a Presidência da Argentina e seu futuro chefe de gabinete, Marcos Pena, anunciou, às 18h17 (19h17 em Brasília), ao divulgar “uma mensagem de alegria”, mas pediu paciência aos eleitores, até a apuração dos resultados, para cantar vitória.

“A Argentina já não será igual a partir desta noite”, disse Ernesto Sanz, presidente da União Cívica Radical (UCR) e aliado do partido conservador Proposta Republicana (PRO) de Macri, na aliança Cambiemos (Mudemos). “A democracia argentina recuperou o equilíbrio e, mais tarde, veremos se recuperou a alternância”.

Essa eleição marcou o fim de 12 anos da era kirchnerista, marcadas por crescimento econômico, distribuição de renda e políticas de defesa dos direitos humanos – mas também pelo confronto com o Poder Judicial, a oposição e a imprensa nacional, os organismos financeiros internacionais e governos de países desenvolvidos – mas também países amigos, como o Uruguai.

A era kircherista foi inaugurada em 2003 por Nestor Kirchner. Ele foi o primeiro presidente eleito desde a crise de 2001, a maior na recente história argentina, que resultou na queda de 20% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, na moratória da divida externa e na renúncia do então presidente Fernando de La Rua (da UCR), dois anos antes de terminar o mandato. Nas duas semanas seguintes, os argentinos tiveram cinco presidentes, todos eles do Partido Justicialista (Peronista) – o ultimo deles, Eduardo Duhalde, administrou a saída da crise e convocou eleições presidências e o vitorioso foi o candidato dele, Nestor Kirchner.

Mauricio Macri

Mauricio Macri tem um longo período no mundo dos negócios e esportes. Após completar seus estudos, ele começou uma carreira empresarial de sucesso. Em 1995, se tornou presidente do clube de futebol Boca Juniors, recebendo títulos e reconhecimento internacionais em todo o mundo. Em 2003, formou seu próprio partido e em 2005 foi eleito para a proposta republicana do país. Dois anos depois, ele venceu as eleições para prefeito da cidade de Buenos Aires.

Uma das principais tarefas era ganhar o apoio dos partidos de oposição, como a União Cívica Radical. Com esta e outras forças republicanas, ele formou a Aliança Cambiemos. Ele ganhou um segundo mandato como chefe do governo da cidade em 2011 e um ano para finalizar, começou a corrida para seu maior desafio, como presidente da nação.

Para chegar à Casa Rosada, ele promete gerar confiança para as empresas investirem e aumentarem sua produção, bem como reduzir a inflação, desenvolver as economias locais e acabar com a pobreza no país. Ele também promete fazer uma gestão de diálogo, aprendizagem, trabalho em equipe e auto-crítica.

Com informações da Agência Telám e Actualidad RT

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