Destaques, Plantão Policial

Após receber maconha pelos Correios, homem é preso em Parnamirim

A Polícia Federal prendeu na tarde desta terça-feira (11) um homem no momento em que ele receberia cerca de 1,6 kg de maconha em uma agência dos Correios na cidade de Parnamirim, situada na região da Grande Natal. A droga havia sido despachada pelo correio do Paraná, de acordo com informações da PF.

Durante verificação rotineira foi detectada, através de inspeção por raio-x, a presença de quantidade significativa de material orgânico no interior da encomenda postal. Acionados, os policiais federais acompanharam de forma velada o trajeto do material até seu destinatário.

O homem foi preso e indiciado por tráfico interestadual de drogas, cuja pena pode variar de cinco a 15 anos de reclusão. Após o indiciamento, o suspeito foi encaminhado ao sistema prisional do Rio Grande do Norte.

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Brasil, Destaques

Comissão do Senado aprova descriminalização da maconha para uso medicinal

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (28) a descriminalização do plantio da maconha para uso medicinal.

O Projeto de Lei (514/2017) teve o apoio da maioria dos senadores presentes na reunião e agora, a matéria segue para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e também deverá ser apreciada pelo Plenário do Senado antes de seguir para a Câmara dos Deputados.

O relatório da senadora Marta Suplicy, presidente da comissão, defende que o tema não pode ser relegado a uma discussão ideológica ou política. No texto, a senadora cita pesquisas científicas relacionadas aos benefícios da cannabis no tratamento de enfermidades, como por exemplo, autismo, epilepsia, Alzheimer, doença de Parkinson, nas dores crônicas e nas neuropatias.

A Anny, que atualmente tem 10 anos, possui uma doença rara, que provoca muitas convulsões. Durante anos, todos os dias, a todo momento, Anny tinha convulsões. Eram de 60 a 80 convulsões por semana. Para ter como explicar a situação para os médicos nas consultas, os pais dela começaram a marcar as crises em tabelas.

Quando eles conheceram o CBD em óleo, um produto derivado da cannabis, e começaram a dar para a filha, os quadradinhos pintados que marcavam cada convulsão começaram a diminuir. É o que explica o pai da Anny, Norberto Fischer.

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Foto: Divulgação

“A gente preparou a dose para dar para a Anny e a gente não conseguia falar nada. Eu olhava para a Katiele, a Katiele olhava para mim e a gente só chorava. Cada um se ajoelhou de um lado da Anny e nós colocamos na boquinha dela o medicamento. A gente deu o medicamento e esperava que um milagre acontecesse. Para a nossa felicidade, sistematicamente ela foi melhorando. Nove semanas após a primeira dose, a Anny conseguia ficar uma semana inteira sem nenhuma crise compulsiva.”

Para a família toda, o dia 11 de novembro de 2013 foi um marco, que acabou transformando toda a legislação que existe hoje no Brasil. Segundo Norberto Fischer, esta aprovação na Comissão de Assuntos Sociais é só um passo de uma longa caminhada a ser percorrida.

“Cada pequeno passo é uma vitória. Quando a gente fala de medicamentos ou tratamentos com base em maconha causa um certo desconforto ainda no Brasil. Existe um preconceito muito enraizado, quando a pessoa não conhece o quê que está acontecendo, a pessoa não tem a informação, normalmente ela é preconceituosa em relação ao assunto. Mas quando a pessoa estuda, a pessoa conhece, aprofunda, ela passa a ser favorável e passa a lutar a favor… Então quando a gente vê que a comissão aprovou, foi favorável, isto nos deixa muito feliz.”

Após a aprovação na Comissão de Assuntos Sociais, a matéria segue agora para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e também deverá ser apreciada pelo Plenário do Senado antes de seguir para a Câmara dos Deputados.

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Destaques, Política

O que pensam Bolsonaro e Haddad sobre a legalização da maconha

Na semana em que o Canadá se tornou o segundo país do mundo a legalizar a maconha para uso recreativo, cinco anos depois do Uruguai, a liberação das drogas voltou a ser pauta de discussão no Brasil.

O tema divide opiniões e, entre os candidatos à presidência, não é diferente. Enquanto Bolsonaro se diz totalmente contrário à liberação de qualquer entorpecente, Haddad fala em problema de saúde pública. Em comum, apenas a visão de que o traficante deve ser preso.

Por ter o apoio de evangélicos e ter como eleitor um público mais conservador, Jair Bolsonaro (PSL) repete em suas declarações a posição de que “99% dos pais” não querem seus filhos “no mundo das drogas”.

Jair Bolsonaro

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

“Não passa pela minha cabeça a liberação de drogas, alguns dizem que você vai diminuir a violência e a briga entre traficantes, não vai. Se fosse verdade, não teríamos contrabando de cigarros. Hoje em dia, temos mais de 40% contrabandeado aqui do Paraguai. Ninguém vai querer perseguir o usuário, mas vamos combater sim nas fronteiras para que os integrantes das Forças Armadas, com retaguarda jurídica e com meios, possa realmente exercer um trabalho de fiscalização”.

No caso de Fernando Haddad, o assunto não é unânime nem na própria chapa. Sua vice, Manuela d’Ávila (PCdoB) defende a descriminalização das drogas e também do aborto. No entanto, para se aproximar do eleitorado evangélico, o candidato do PT já sinaliza abrir mão dessas propostas.

Ministério Público denuncia Fernando Haddad por corrupção e lavagem de dinheiro

Foto: Ricardo Stuckert

Para reforçar esse ideia, Haddad se encontrou com lideranças evangélicas nesta quarta-feira (17), em São Paulo, e leu uma carta em que lamenta que “o medo e a mentira são semeados entre o povo cristão contra candidatos do PT”. Ele nega que pautas como defesa do “comunismo, ideologia de gênero, aborto, incesto, fechamento de Igrejas, perseguição aos fiéis e proibição do culto” tenham sido propostas por seu partido no Congresso Nacional durante os anos em que governavam o país.

Sobre a legalização das drogas, o petista já declarou que a prioridade é recuperar os dependentes químicos.

“Em relação às drogas, nossa defesa é clara: traficante na cadeia, usuário tratado. Nós temos que fazer essa diferenciação muito criteriosamente para tratar a questão de um lado como crime, de outro como saúde pública. Nós temos várias experiência no país e no mundo em que nós recuperamos as pessoas da droga”.

Pela lei atual, de 2006, quem for flagrado com droga para consumo pessoal pode ter de cumprir medida de comparecimento a programa ou curso educativo. Já aqueles que vendem, produzem ou transportam, por exemplo, podem pegar penas de cinco a 15 anos de prisão.

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Mundo

Canadá legaliza venda de maconha para uso recreativo

(ANSA) – Entrou em vigor nesta quarta-feira (17) a lei que legaliza a posse e o uso de maconha para fins recreativos no Canadá, que se tornou o maior país do mundo a liberar a erva.

O projeto foi aprovado pelo Parlamento em junho passado, seguindo o exemplo do Uruguai, primeira nação a legalizar a droga. Filas já começaram a se formar durante a madrugada nos pontos de venda licenciados, que têm como objetivo combater o tráfico.

Horas antes que as lojas abrissem para o início das vendas, à meia-noite desta quarta (horário local), um funcionário do governo disse ainda que o Canadá perdoará todos aqueles que foram condenados pela posse de até 30 gramas de maconha, quantidade que hoje é permitida. O anúncio formal deve ser feito nesta quarta.

Cada usuário também poderá cultivar até quatro pés de cannabis em casa e encomendar maconha online, em páginas administradas pelas províncias, com revendedores privados, para receber a droga pelo correio.

A maconha medicinal já havia sido legalizada em 2001, e o primeiro-ministro Justin Trudeau, de centro-esquerda, passou os dois últimos anos trabalhando para expandir a legislação e incluir o uso recreativo da cannabis, a fim de regulamentar o mercado negro.

A legislação não é uniforme no país, e cada província pode adotar sua própria abordagem dentro do estabelecido pelo governo federal. Enquanto algumas, por exemplo, definiram em 18 anos a idade mínima para a compra de maconha, outras fixaram em 19 anos.

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Destaques, Saúde

Epilepsia resistente ao tratamento pode melhorar com o uso do canabidiol

A epilepsia é uma doença neurológica caracterizada pela comunicação excessiva ou anormal dos impulsos elétricos dos neurônios (células cerebrais), levando às crises epiléticas. Quando não controlada, a epilepsia pode levar a lesões irreversíveis no cérebro, a acidentes e até mesmo à morte precoce, sem contar os prejuízos na vida social, profissional e acadêmica.

Estima-se que 30% dos pacientes com epilepsia não respondem ao tratamento convencional, feito com medicamentos anticonvulsivos. Essa epilepsia é chamada de refratária. Para estes pacientes, uma opção para controle das crises é o canabidiol, produto derivado da maconha que tem alto índice de sucesso, especialmente em crianças.

Segundo um estudo publicado na revista médica Epilepsy & Behaviour, o canadibiol se provou eficiente no tratamento de 71% dos casos de epilepsia refratária em crianças e em 90% dos casos adultos. Em países como a Austrália, 15% dos pacientes já são tratados com o produto. Porém, no Brasil, como ainda não há produção nem aprovação local, o produto é de difícil acesso e de alto custo. Atualmente, o canabidiol precisa ser importado com autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Epilepsia refratária em crianças

Entre as crianças, o sinal de que a epilepsia será resistente ao tratamento pode vir logo cedo. De acordo com um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro, crises epiléticas frequentes antes dos 6 anos de idade, diferentes tipos de crises e lesões estruturais no sistema nervoso podem ser indicativos de que o distúrbio será resistente ao tratamento e, para estes pacientes, o canabidiol é uma opção terapêutica.

Segundo a neuropediatra Dra. Andrea Weinmann, especialista no diagnóstico e tratamento da epilepsia, os pacientes que têm epilepsia refratária são os que mais sofrem, pois estão sob risco de lesões mais graves ao longo do tempo. “Na prática clínica tenho poucos pacientes usando o canabidiol, mas com excelentes resultados. Entretanto, o acesso é muito difícil no Brasil”.

Produção local pode melhorar acesso

A realidade desses pacientes pode mudar, entretanto, com o anúncio de que um laboratório em Toledo, no interior do Paraná, pode ser o primeiro produtor brasileiro da substância. O produto está em fase de testes clínicos e deve ser disponibilizado no mercado até o final de 2018.

“Essa é uma boa notícia para muitos pacientes brasileiros. O canabidiol tem se mostrado uma opção muito boa para crianças e adolescentes com o quadro de epilepsia refratária e ter uma produção brasileira pode tornar esse tratamento muito mais acessível”, reflete Dra. Andrea.

Como o tratamento é feito hoje

Segundo Dra. Andrea, hoje um dos tratamentos mais promissores para a epilepsia refratária é a Terapia de Estimulação do Nervo Vago (VNS). “Trata-se de um implante de um gerador de pulsos elétricos programáveis, que fica ligado a eletrodos que são conectados ao nervo vago cervical esquerdo. Podemos comparar o gerador a um marca-passo. Depois do implante, esse dispositivo irá enviar impulsos elétricos para o cérebro por meio do nervo vago para evitar as crises epiléticas”.

A técnica de neuroestimulação cerebral pode levar à redução de até 90% das crises epiléticas e é amplamente utilizada em países da Europa e nos Estados Unidos. As crises epiléticas não controladas levam à perda da qualidade de vida, assim como a comorbidades psiquiátricas e à prevalência mais elevada de morte súbita.

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