Destaques, Política

“Bolsonaro só venceu porque não concorreu contra mim”, diz Lula

(ANSA) – Em sua primeira entrevista da cadeia, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que Jair Bolsonaro só foi eleito porque não concorreu contra ele.

O líder petista cumpre pena por corrupção passiva e lavagem de dinheiro desde 7 de abril, em Curitiba, e foi declarado inelegível com base na Lei da Ficha Limpa, sendo substituído pelo ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad.

Também impedido de ser entrevistado pessoalmente na cadeia, Lula respondeu a perguntas da emissora britânica “BBC” por meio de cartas, para um documentário sobre os últimos anos do Brasil que estreará em janeiro de 2019.

“Bolsonaro só venceu porque não concorreu contra mim”, disse o ex-presidente na entrevista, feita por intermédio do jornalista Kennedy Alencar, seu ex-assessor. Em seu perfil no Twitter, Bolsonaro ironizou a declaração. “Só não concorri com Lula porque ele está preso, condenado por corrupção”, escreveu o presidente eleito.

Na entrevista à “BBC”, o petista repetiu que o juiz Sérgio Moro, futuro ministro da Justiça, “fez política e agora se beneficia disso”. “Estou preso sem motivo”, garantiu.

O ex-presidente foi sentenciado a 12 anos e um mês de prisão, acusado de receber R$ 2,2 milhões em propina da OAS por meio de um triplex no Guarujá (SP), mas nega ser proprietário do imóvel, que já foi leiloado pela Justiça.

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Brasil, Destaques

STF marca julgamento de liberdade de Lula para 4 de dezembro

(ANSA) – O julgamento do novo pedido de liberdade apresentado pelos advogados de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde 7 de abril na sede da Polícia Federal (PF) em Curitiba, será realizado na próxima terça-feira (4).

A data foi agendada pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (29). O pedido da defesa havia sido apresentado em razão de o ex-juiz federal Sérgio Moro ter deixado seu cargo para ser nomeado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro para liderar o ministério da Justiça. No habeas corpus, os advogados alegam que a decisão de Moro demonstra parcialidade, além dele ter agido “politicamente”.

O processo estava liberado para julgamento pelo relator, ministro Edson Fachin. Fazem parte do colegiado os ministros Gilmar Mendes, Celso de Mello, Cármen Lúcia, Fachin e o presidente, Ricardo Lewandowski.

O ex-presidente está detido desde que foi condenado pelo Tribunal Regional Federal (TRF-4) a 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Responsável pelos processos da Lava Jato na 13ª Vara Criminal de Curitiba, Sergio Moro nega qualquer irregularidade em sua conduta e diz que a decisão de participar do futuro governo ocorreu depois de medidas tomadas por ele, como o julgamento do ex-presidente Lula.

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Destaques, Política

Ciro Gomes diz que foi ‘miseravelmente traído’ por Lula

(ANSA) – O terceiro colocado nas eleições presidenciais brasileiras, Ciro Gomes (PDT-CE), disse que foi “miseravelmente traído” pelo ex-presidente Lula e seus “asseclas”, em entrevista ao jornal “Folha de S. Paulo“, publicada nesta quarta-feira (31).

“Não declarei voto ao Haddad porque não quero mais fazer campanha com o PT”, afirmou, lembrando a atuação do partido para impedir que o PSB o apoiasse nas eleições. “Você imagina, conseguir do PSB neutralidade trocando o governo de Pernambuco e de Minas? Em nome do quê foi feito isso? De qual espírito público, razão nacional, interesse popular? Projeto de poder miúdo. De poder e de ladroeira. O PT elegeu Bolsonaro, protestou.

“Esses fanáticos do PT não sabem, mas o Lula, em momento de vacilação, me chamou para cumprir esse papelão que o Haddad cumpriu. Eu não aceitei. Me considerei insultado”, acrescentou, lembrando as negociações de apoio pré-campanha.

Gomes ainda nega que tenha ficado neutro na votação do segundo turno. “Quem declara o que eu declarei não está neutro”, disse, citando uma entrevista que deu após o primeiro turno, em que, ao responder pergunta de um repórter, disse a frase “Ele não”, usada para combater a campanha do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL-RJ).

Ao ser perguntado se faria novamente aliança com o PT, o pedetista disse que, se puder, não o fará. “Você acha que eu votei em quem?”, ironizou, sem confirmar qual candidato escolheu.

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Destaques, Política

Bolsonaro recebe segunda maior votação da história do Brasil; atrás apenas de Lula

(ANSA) – Eleito presidente neste domingo (28), Jair Bolsonaro recebeu cerca de 57,7 milhões de votos, o segundo maior índice da história do Brasil, atrás apenas dos 58,3 milhões obtidos por Luiz Inácio Lula da Silva em 2006.

Fernando Haddad, por sua vez, teve aproximadamente 46,9 milhões, o pior desempenho do PT em um segundo turno desde 1989, quando o Brasil tinha 60 milhões de eleitores a menos e Lula recebeu 31 milhões de votos.

Bolsonaro venceu a eleição em 15 estados e no Distrito Federal, incluindo todo o Sul, Sudeste e Centro-Oeste e boa parte do Norte, com exceção de Tocantins e Pará. Já Haddad levou, além desses dois, todos os nove estados do Nordeste.

O melhor desempenho do presidente eleito foi no Acre, com 77,3% dos votos válidos, contra 22,7% de Haddad. Em outros três estados Bolsonaro teve mais de 70% dos votos válidos: Santa Catarina (75,92%), Rondônia (72,18%) e Roraima (71,83%).

Haddad, por sua vez, alcançou 77,05% no Piauí, 73,12% no Maranhão, 72,67% na Bahia e 71,11% no Ceará. O resultado mais apertado foi no Amapá, com 50,2% para Bolsonaro e 49,8% para o petista.

Bolsonaro também ganhou em sua base eleitoral, o Rio de Janeiro (RJ), por 66,35% a 33,65%, e na de Haddad, São Paulo (SP), com 60,38% a 39,62%. A apuração, no entanto, ainda não foi finalizada em todos os lugares.

Dos mais de 145 milhões de eleitores brasileiros, 30,87% não votaram em nenhum dos dois candidatos: 21,29% se abstiveram, 7,43% apertaram o “nulo” na urna, e 2,15% votaram em branco. Essa parcela do eleitorado corresponde a 42,4 milhões de pessoas.

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Destaques, RN

MP Eleitoral diz que veículos não podem circular no RN com imagens de “Lula como candidato”

O Ministério Público Eleitoral recomendou à Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Rio Grande do Norte e à Polícia Rodoviária Estadual (PRE) para que abordem os veículos que contenham propaganda, sobretudo adesivos, do ex-presidente Lula como candidato à Presidência da República. “Esse tipo de divulgação já foi considerado ilegal pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”, diz a nota.

De acordo com a recomendação, os policiais devem solicitar aos condutores a imediata remoção da propaganda, sob pena de – além de ter o adesivo removido e apreendido pelos policiais – o proprietário se tornar alvo de um registro de ocorrência, a ser remetido para providências do MP Eleitoral, que pode enquadrar o dono ou o condutor do veículo nos crimes previstos no Código Eleitoral.

O MP esclarece, porém, que não está proibido o material de propaganda que apresente o ex-presidente apenas na condição de apoiador, como nos casos em que se utilizam do slogan “Haddad é Lula”, ou nas situações em que aparece apenas a fotografia de Lula ao lado de candidatos das coligações integradas pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

Confira a íntegra da recomendação.

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