Destaques, Economia

Para reduzir juros, Governo muda regras do cartão de crédito

Para melhorar a vida do consumidor, evitar o superendividamento e reduzir juros, o Governo Federal alterou parte das regras do cartão de crédito. Entre as mudanças estão a criação de um limite para os encargos em caso de atraso e um novo funcionamento para o pagamento mínimo.

As novas regras começam a valer a partir de junho. Até então, quem pagava menos de 15% da fatura entrava no chamado rotativo não regular, que tem juros mais altos. Já quem pagava mais de 15%, entrava no rotativo regular, com taxas menores. A partir dessas mudanças, haverá uma única taxa para todos os clientes.

Também ficou definido que o valor mínimo a ser pago, que até então era de 15%, será determinado pela instituição financeira. Antes dessa decisão, o percentual era estabelecido por norma. Isso significa que cada banco irá informar qual o pagamento mínimo será aceito na fatura. Essas mudanças, no entanto, não alteram as demais regras: o consumidor não pode ficar no mínimo por mais de um mês.

Tarifas

A decisão foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), formado por Banco Central, Ministério do Planejamento e Ministério da Fazenda. A partir de junho, as únicas cobranças extras que os cartões poderão fazer é a multa de 2% sobre o valor e os juros de mora de 1% ao mês, taxas que já são cobradas atualmente.

Em uma outra decisão do conselho, ficou determinado que as instituições financeiras terão de implantar uma política de segurança cibernética. O objetivo é reforçar a segurança das operações e prevenir e combater crimes cibernéticos.

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Economia

Caixa Econômica reduz taxa de juros do crédito imobiliário

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta segunda-feira (16) redução das taxas de juros do crédito imobiliário e aumento do percentual do valor do imóvel financiado.

As taxas mínimas passaram de 10,25% ao ano para 9% ao ano, no caso de imóveis do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), e de 11,25% ao ano para 10% ao ano para imóveis enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI). As taxas máximas caíram de 11% para 10,25%, no caso do SFH, e de 12,25% 11,25%, no SFI.

Segundo o presidente da Caixa, Nelson Antônio de Souza, a redução das taxas de juros facilita o acesso à casa própria e estimula o mercado imobiliário. “O objetivo da redução é oferecer melhores condições para os nossos clientes, além de contribuir para o aquecimento do mercado imobiliário e suas cadeias produtivas”, destacou, em nota.

A última redução de juros feita pela Caixa ocorreu em novembro de 2016, quando as taxas mínimas passaram de 11,22% para 9,75% ao ano para imóveis financiados pelo SFH, e de 12,5% para 10,75% ao ano para imóveis do SFI.

Cota de financiamento

O banco aumentou novamente o limite de cota de financiamento do imóvel usado, de 50% para 70%. Em setembro do ano passado, a Caixa tinha reduzido para 50% do valor do imóvel o limite máximo de financiamento.

A Caixa também retomou o financiamento de operações de interveniente quitante (imóveis com produção financiada por outros bancos) com cota de até 70%.

Os prazos para permanecem entre 156 para 420 meses no caso do SFH e 120 a 420 meses, no SFI. A Caixa, que lidera o mercado com cerca de 70% das operações, possui R$ 82,1 bilhões para o crédito habitacional em 2018.

Sistemas de financiamento

Estão enquadrados no SFH imóveis residenciais de até R$ 800 mil para todo país, exceto para Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal, onde o limite é de R$ 950 mil. Os imóveis residenciais acima dos limites do SFH são enquadrados no SFI. Essas alterações passam a valer a partir desta segunda-feira (16).

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Economia

Santander se antecipa ao Copom e reduz juros das principais linhas de crédito à pessoa física

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa básica de juros (Selic) sairá somente nesta quarta-feira (21), mas o Santander se antecipa ao resultado e dá continuidade ao movimento de redução das taxas de juros das suas principais linhas de crédito do varejo.

A partir da próxima segunda-feira (26/03), a taxa mínima dos juros para financiamento de veículos será reduzida de 0,97% para 0,95% ao mês. Já a taxa mínima dos juros do crédito pessoal cairá de 1,57% para 1,55% ao mês. No cheque especial, a taxa mínima passa de 2,23% ao mês para 2,21% ao mês.

“A Selic é um dos componentes dos juros bancários aos clientes e, desde o início do afrouxamento do ciclo monetário, temos diminuído nossas taxas. Entretanto, mais do que acompanhar a movimentação do juro básico, oferecemos as melhores opções de crédito para cada perfil de cliente, com o objetivo de que ele use o crédito de forma consciente e possa realizar seus projetos de forma sustentável”, afirma Eduardo Jurcevic, superintendente executivo de Produtos de Crédito à Pessoa Física do Santander.

Desta forma, segundo o executivo, o cliente já percebe a queda dos juros em um ritmo superior aos dos cortes realizados em cada linha, individualmente. “Temos incentivado a migração das linhas de uso emergencial, como o cartão e o cheque especial, para opções com juros mais baixos, como é o caso do consignado e do crédito pessoal, que inclusive são as modalidades que mais crescem em nossa carteira”, ressalta.

As novas condições valem para todos os canais de relacionamento do Banco: Internet Banking, APP Santander, caixas eletrônicos e agências.

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Economia

Fim do parcelamento sem juros segue em debate no Brasil

Proposto pelo setor de cartões de crédito no início do ano, o fim da prática do parcelamento sem juros deverá ser um dos principais temas de debates no comércio ao longo de 2018. Essa medida, que tem como justificativa a redução de custos e maior agilidade no repasse do valor, possui grande rejeição tanto entre os consumidores quanto entre varejistas.

Em debate desde 2016, a proposta do setor de cartões de crédito é substituir o atual modelo por um novo, em que é oferecido um crediário ao consumidor para que o mesmo possa utilizá-lo para parcelar compras em qualquer loja. Como contrapartida para o comércio, as operadoras de cartões reduziriam o prazo para repasse do valor para os lojistas para cinco dias. Atualmente o repasse ocorre 30 dias após a compra.

Em recente evento da Câmara Espanhola de Comércio, o presidente do Banco Central afirmou que a autoridade monetária busca reduzir os custos do sistema de cartões, aproximando o modelo das práticas internacionais, porém não prevê a extinção do método de parcelamento sem juros. Ele ainda ressaltou que o BC pretende estimular o uso de meios eletrônicos de pagamento, como o cartão, por ser mais eficiente e seguro que o papel moeda.

No setor de e-commerce, o cartão de crédito é essencial, sendo utilizado em 62% das compras efetuadas em 2017, conforme estudo do E-Commerce Radar Atlas, sendo mais da metade delas com pagamento parcelado. Neste cenário, uma mudança na forma de parcelamento pode afugentar o consumidor, como explica Adriana Maia da loja virtual Impressora.com:

“Claro que o melhor cenário, tanto para o comerciante quanto para o consumidor, é o pagamento à vista, onde recebemos antes e podemos oferecer o melhor valor para o cliente. Porém, quando pretende comprar um produto de alto valor, o parcelamento torna-se a forma mais viável para muitos deles. Inserir juros em cada parcela pode fazer com que o cliente decida segurar ou mesmo desistir da venda”.

O Banco Central pretende continuar os debates com operadoras e varejistas, visando reduzir as taxas incidentes sobre as operações de débito, e também sobre o parcelamento sem juros. No momento irá priorizar a questão do débito, que considera de mais fácil solução, para posteriormente analisar o parcelamento de cartões.

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Economia

Cortes na Selic podem ser interrompidos

O ciclo de cortes da taxa básica de juros, a Selic, pode ser interrompido na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, em março deste ano. De acordo com a ata da última reunião, divulgada nesta quinta-feira (15), o Copom afirma que “caso o cenário básico evolua conforme esperado, o comitê vê, neste momento, como mais adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária”, ou seja de redução da Selic. Na reunião realizada nos dias 6 e 7 deste mês, a taxa básica foi reduzida para 6,75% ao ano, no 11º corte seguido.

Entretanto, o Copom ressalta que essa “visão para a próxima reunião” pode se alterar e levar a uma redução moderada adicional na taxa, se houver mudanças na evolução do cenário básico e do balanço de riscos. O Copom afirmou que seus próximos passos continuam dependendo da evolução da atividade econômica e das expectativas para a inflação.

Para o Copom, a inflação deve ficar em torno de 4,2%, em 2018 e 2019. A meta de inflação para 2018 é 4,5% e para 2019, 4,25%. Nos dois anos, há um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para baixo ou para cima do centro da meta. Em 2017, a inflação fechou o ano abaixo do centro da meta (4,5%) e do limite inferior (3%), em 2,95%.

Para alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa Selic. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.

“Todos [os membros do Copom, composto pela diretoria do BC] concordaram que a recuperação da economia apresenta maior consistência. Nesse contexto, entendem que, à medida que a atividade econômica se recupera, a inflação tende a voltar para a meta”, diz a ata. O Copom reiterou que devido aos atuais níveis de ociosidade da economia, revisões pequenas na intensidade de recuperação do país não levariam a mudanças na trajetória esperada para a inflação.

Na análise para decidir sobre a taxa Selic, o Copom informou que levou em consideração as oscilações recentes dos preços de energia elétrica e dos combustíveis.

O comitê também avaliou que “uma frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas” como a da Previdência” e “ajustes necessários” na economia brasileira podem afetar prêmios de risco (retorno adicional aos investidores por correr maior risco de calote) e elevar a trajetória da inflação.

Cenário externo

No debate sobre os próximos passos, o comitê avaliou, na reunião, que a interrupção do processo de cortes da Selic seria favorecida não só pela “recuperação mais consistente da economia” brasileira, mas também por “uma piora no cenário internacional”.

Os membros do comitê avaliaram que, no mundo, há perspectivas de retorno das taxas de inflação para patamares mais próximos da meta, em países países centrais (que comandam a economia mundial), além de elevação de salários nessas economias. Para o Copom, isso reforça o cenário de continuidade do processo de normalização das taxas de juros desses países, como os Estados Unidos. A expectativa é que isso ocorra de forma gradual. “Mas a trajetória prospectiva da inflação de preços e salários pode tornar esse processo mais volátil [com fortes oscilações] e produzir algum aperto das condições financeiras globais”, disse.

Uma elevação das taxas de juros nos Estados Unidos estimula os investidores a vender ações na bolsa de valores e a comprar títulos do Tesouro norte-americano, considerados os papéis mais seguros do planeta. Dessa forma, propiciam a fuga de capitais de países emergentes, como o Brasil, para cobrir prejuízos em mercados de economias avançadas.

Mas os membros do Copom destacaram a capacidade da economia brasileira de “absorver eventual revés no cenário internacional, devido à situação robusta de seu balanço de pagamentos e o ambiente com inflação baixa, expectativas ancoradas e perspectiva de recuperação econômica”.

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