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Pela 3ª vez, Tóquio é eleita a cidade mais segura do mundo

(ANSA) – Uma pesquisa realizada pela revista britânica “The Economist” classificou Tóquio como a cidade mais segura do mundo pela terceira vez consecutiva desde o primeiro estudo publicado em 2015.

A lista revisada bienalmente, que anuncia o Índice de Cidades Seguras de 2019, foi divulgada na última quinta-feira (29).

O estudo monitorou 60 cidades com base em avaliações de 50 indicadores distribuídos em quatro temas principais: nível de infraestrutura, segurança pessoal, crimes cibernéticos e saúde.

A capital japonesa alcançou alta pontuação pela estratégia de prevenção de desastres naturais, nas baixas taxas de ataques cibernéticos e criminalidade.

Apesar da liderança, Tóquio ainda sofre com corrupções e crimes organizados, segundo o relatório.

No ranking, Cingapura aparece em segundo lugar, seguido de outro município japonês, Osaka. Já a quarta cidade mais segura do mundo é Amsterdã, a primeira europeia da lista.

Completam o “top 10”: Sydney, Toronto, Washington, Copenhague, Seul e Melbourne, na Austrália. Londres ficou em 14ª posição, seguida por Nova York.

Pequim, por sua vez, ficou em 31º lugar, enquanto Xangai aparece em 32º na lista. As cidades italianas também aparecem no ranking. Milão está na 29ª posição, enquanto Roma ocupa o 30º lugar.

Já na parte inferior do ranking está a capital nigeriana Lagos (59º) e Caracas (60º).

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Incêndio em estúdio de animação mata ao menos 23 no Japão

(ANSA) – Pelo menos 23 pessoas morreram nesta quinta-feira (18) em um provável incêndio criminoso em um estúdio de animação na cidade de Kyoto. Um homem de 41 anos foi detido pela polícia local e é considerado o principal suspeito.

O incêndio teria começado por volta das 10h30 (horário local) quando um homem, cuja identidade não foi revelada, entrou nos estúdio e jogou um líquido inflamável. Até o momento, não há informações sobre a motivação do ataque. O representante do Corpo de Bombeiros, Satoshi Fujiwara, revelou que outras 30 pessoas, com idades entre 30 e 40 anos, ficaram feridas, sendo que ao menos 10 estão em estado crítico.

A estimativa é de que havia cerca de 70 funcionários no prédio de três andares no momento da tragédia. De acordo com a polícia local, muitos corpos foram encontrados no segundo piso da Kyoto Animation, empresa fundada em 1981.

O acusado pelo crime foi levado sob custódia para um hospital da região, pois também teria se ferido com as chamas. A polícia aguarda para interrogá-lo, mas ainda não está clara qual a relação do suspeito com a empresa. A imprensa local disse que, ao entrar no prédio, o homem teria gritado “caiam mortos”. Além disso, diversos vizinhos relataram ter ouvido uma série de explosões. A emissora pública NHK ainda revelou que foram encontradas facas no estúdio. Ao todo, 40 caminhões trabalham para conter o fogo.

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, disse que o incidente foi “apavorante demais para as palavras” e ofereceu sua solidariedade aos familiares das vítimas. Os estúdios da Kyoto Animation têm cerca de 160 funcionários.

Eles produzem programas de cinema e anime para a televisão. Entre suas produções mais famosas estão “K-ON!” e “A Melancolia de Haruhi Suzumiya“.

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Mercado de coisas usadas do Japão já se reflete no PIB do país

O governo japonês divulgou no mês passado que o PIB do primeiro trimestre do país registrou a primeira retração após nove períodos seguidos em alta: entre janeiro e março de 2018, o Japão teve queda de 0,2% em sua produção bruta em relação ao período anterior. No ano, a contração é de 0,6%.

Para os analistas, os números são reflexo dos gastos com consumo no país, que estão em um processo de mudança por causa das preferências das pessoas. Muitas delas, especialmente os jovens, vão na contramão no mercado japonês e estão preferindo comprar produtos mais baratos de segunda mão. Essa nova característica é, para eles, o que está levando ao menor volume de dinheiro no varejo.

Em março, a rede de TV NHK fez uma pesquisa perguntando às pessoas se elas ainda estavam relutantes em comprar coisas usadas: 49% delas responderam não ver nenhum problema nesse tipo de comércio.

Os dados corroboram a pesquisa: segundo a revista especializada em negócios de reciclagem The Reuse Business Journal, os consumidores no mundo gastaram cerca de US$ 16 bilhões (R$ 59,8 bilhões) em bens usados em 2016. Os números, que excluem as trocas de carros e casas usadas, cresceram cerca de 40% em cinco anos. A publicação diz esperar um crescimento para US$ 17,7 bilhões (R$ 66 bilhões) até 2020.

Alguns especialistas dizem que a frugalidade dos jovens consumidores está direcionando o mercado de bens usados para um novo patamar no Japão. De acordo com uma pesquisa do governo no ano passado, o número de pessoas de 20 ou 30 anos que escolhem guardar dinheiro ao invés de gastá-lo está crescendo: em 2017, correspondia a 60% dos entrevistados.

O país, vale dizer, é o líder mundial de remessas de produtos de segunda mão para outros países, principalmente automóveis. Só a prefeitura de Okinawa, na Ilha de Kyushu, exporta cerca de 10 mil carros usados por ano para países do sudeste asiático e do Oriente Médio. Os negócios são feitos em um leilão ao vivo em que compradores em outro continente podem ofertar e até vistoriar os veículos que, em seguida, são enviados por navio para seus respectivos países.

Por outro lado, os produtores e varejistas sofrem quando itens novos não são vendidos. O governo admite que a preferência por mercadorias já usadas puxou o PIB para baixo no primeiro trimestre. No mês passado, a loja de departamento Mitsukoshi, em Nagoya, adotou uma estratégia para conter o fenômeno: ela se ofereceu para comprar louças, roupas e outros itens usados.

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Coreia do Norte ameça ‘afundar’ Japão com arma nuclear

(ANSA) – A Coreia do Norte ameaçou usar armas nucleares para “afundar” o Japão e reduzir os Estados Unidos a “cinzas e escuridão” por apoiar as sanções impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), informou nesta quinta-feira (14) a agência estatal “Kcna”.

De acordo com nota, o Comitê da Coreia para a Paz na Ásia-Pacífico, responsável por lidar com os laços externos e propaganda da Coreia do Norte, pediu para que o Conselho de Segurança seja dissolvido, já que é “uma ferramenta do mal” constituída por países “subornados” que recebem ordem dos Estados Unidos.

“As quatro ilhas do arquipélago devem ser afundadas no mar por uma bomba nuclear do Juche. O Japão não é mais necessário para existir perto de nós”, ressaltou o comitê. Entre as sanções do Conselho da ONU está a proibição das exportações de produtos têxteis do país, além da limitação das importações de petróleo. Todas as medidas são uma resposta ao sexto teste nuclear realizado pela Coreia do Norte no dia 3 de setembro.

Segundo o governo do líder norte-coreano Kim Jong-um, o teste com uma bomba de hidrogênio foi “bem-sucedido”. Por sua vez, o Exército da Coreia do Sul realizou nesta quarta-feira (13) seu primeiro exercício de fogo real com mísseis de longo alcance, em uma manobra onde simulou bombardeios a instalações importantes da Coreia do Norte.

No entanto, hoje, o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, afirmou que é contra o desenvolvimento de armas nucleares em seu país apesar das constantes ameaças nucleares da vizinha.

“Responder à Coreia do Norte desenvolvendo nossas próprias armas nucleares não manterá a paz na Península da Coreia e poderia levar a uma corrida armamentista no nordeste da Ásia”, disse Moon durante entrevista à “CNN”.

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Japão pede aumento de orçamento de defesa após míssil norte-coreano

(ANSA) – Após um míssil norte-coreano sobrevoar o território japonês nessa semana, o Ministério da Defesa de Tóquio solicitou um aumento recorde no orçamento para o ano fiscal de 2018.

A verba aumentaria em 2,5%, formando um orçamento de 5,26 trilhões de ienes (cerca de US$ 48 bilhões). O incremento seria para cobrir despesas com novos interceptadores de mísseis terra-ar e sistemas navais de contra-ataque. Caso o pedido seja aprovado pelo Parlamento japonês, será o sexto aumento consecutivo no orçamento de defesa durante o mandato do premeir Shinzo Abe, após 10 anos de reduções e cortes.

A Coreia do Sul, por sua vez, acompanha de perto as movimentações de sua vizinha ao norte. De acordo com as autoridades de Seul, o regime de Pyongyang estaria pronto para fazer o sexto teste nuclear.

“Há a possibilidade de novas provocações estratégicas, tanto de lançamentos de novos mísseis balísticos quanto do sexto teste nuclear”, disse o vice-ministro da Defesa sul-coreano, Suh Choo-suk.

Na última terça-feira (29), o regime norte-coreano disparou um míssil, em uma nova provocação aos Estados Unidos e seus aliados na região, como Coreia do Sul e Japão. O míssil sobrevoou a ilha de Hokkaido e caiu no Mar do Japão.

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