Política

Jair Bolsonaro indica Augusto Aras para a PGR

(ANSA) – O presidente Jair Bolsonaro indicou nesta quinta-feira (5) o nome do subprocurador-geral da República Augusto Aras para o cargo de procurador geral da República, posto máximo do Ministério Público Federal no país. A indicação, no entanto, ainda precisará passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e depois ser aprovado pelo plenário da Casa, mas já foi foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

O anúncio da escolha foi feito pelo próprio presidente, há pouco, durante participação dele em evento no Ministério da Agricultura. “Acabei de indicar o senhor Augusto Aras para chefiar o Ministério Público Federal. Uma das coisas conversadas com ele, já era sua praxe também, é na questão ambiental, o respeito ao produtor rural e também o casamento da preservação do meio ambiente com o produtor”, disse.

Com a decisão, Bolsonaro deixou de lado a tradicional lista tríplice elaborada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), e que havia escolhido, em primeiro lugar, o subprocurador-geral Mário Bonsaglia. Por lei, o presidente da República não é obrigado a seguir a lista tríplice.

Bolsonaro já havia dado indícios de que poderia escolher um nome por fora da lista. Se confirmado pelo Congresso Nacional, Augusto Aras vai assumir o lugar da atual procuradora-geral da República Raquel Dodge, no cargo desde 2017, indicada pelo ex-presidente Michel Temer. O mandato de Dodge termina no próximo dia 17 de setembro.

Perfil

Augusto Aras ingressou no Ministério Público Federal (MPF) em 1987 e é doutor em direito constitucional pela PUC-SP. Foi Procurador Regional Eleitoral na Bahia (1991 a 1993), representante do MPF no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), entre 2008 e 2010, e corregedor auxiliar do MPF. Ele também é professor da Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU) desde 2002 e da Universidade Brasília (UnB), onde leciona direito comercial e eleitoral. Como membro do MPF, Aras também teve atuação em processos no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e integrou o Conselho Superior do MPF, além de ter sido titular da 3ª Câmara de Coordenação e Revisão em matéria de Direito Econômico e do Consumidor do MPF.

Read More...

Mundo

Brasil rejeita ajuda financeira do G7 para Amazônia

(ANSA) – O governo brasileiro disse que rejeitará a ajuda financeira de US$ 20 milhões oferecida pelos países do G7 para conter as queimadas na Amazônia. O Palácio do Planalto confirmou a decisão.

O aporte tinha sido anunciado ontem (26), no último dia da cúpula do G7, em Biarritz, pelo anfitrião do evento, o presidente Emmanuel Macron, com quem Jair Bolsonaro tem trocado farpas em público.

A maior parte da verba oferecida pelo G7, grupo que reúne os sete países mais industrializados do mundo, serviria para enviar aviões para combater os focos de incêndio na Amazônia. Fontes de dentro do governo Bolsonaro disseram que a oferta foi considerada uma tentativa de Macron de se capitalizar politicamente em cima do tema.

Apesar da questão do meio ambiente e dos incêndios na Amazônia ter sido um dos principais assuntos do G7, a declaração final do encontro foi enxuta e não abordou o tema. O governo brasileiro acredita que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descrente em relação ao aquecimento global e aliado de Bolsonaro, foi fundamental para evitar que Macron conseguisse aprovar uma declaração mais incisiva sobre a Amazônia.

Macron adotou desde a semana passada uma postura forte contra as queimadas florestais. O presidente francês chegou a publicar uma mensagem no Twitter na qual dizia que “nossa casa” estava em chamas. A postagem desagradou ao governo brasileiro, principalmente a cúpula militar, que alegou um risco de violação de soberania.

Além disso, como Macron ameaçou se opor ao acordo de livre-comércio entre União Europeia (UE) e Mercosul; o governo Bolsonaro acusou o francês de oportunismo político.

Nos últimos dias, Bolsonaro e Macron trocaram acusações e críticas em público, elevando a tensão diplomática entre Brasil e França. No mês passado, o presidente brasileiro também cancelou uma reunião com o chanceler francês, Jean-Yves Le Drian.

Apesar da recusa à oferta do G7, Bolsonaro aceitou apoio de Israel para conter as chamas na Amazônia.

Read More...

Destaques, Política

Avaliação negativa do governo Bolsonaro cresce e atinge 39,5%

O governo do Presidente Jair Bolsonaro (PSL) é avaliado como ruim ou péssimo por 39,5% dos brasileiros, de acordo com pesquisa divulgada nesta segunda-feira (26) pelo instituto MDA em parceria com a CNT (Confederação Nacional do Transporte). Em fevereiro, esse índice era de 19% –ou seja, houve uma elevação de pouco mais de 20 pontos percentuais em seis meses.

A reprovação ao desempenho pessoal de Bolsonaro também cresceu no período e chegou a 53,7% em agosto, ante 28,2% em fevereiro, de acordo com o levantamento. Já a taxa de aprovação do mandatário passou de 57,5% para 41%.

A amostra indica ainda que 29,4% consideram o governo ótimo ou bom e 29,1%, regular. Não souberam ou não responderam, foram 2% dos entrevistados.

Foram realizadas 2.002 entrevistas entre os dias 22 e 25 de agosto, em 137 municípios. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

Read More...

Mundo

Trump elogia Bolsonaro e diz querer acordo com Brasil

(ANSA) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou nesta terça-feira (30) que está aberto para firmar um acordo de livre comércio com o Brasil.

Aos repórteres na Casa Branca, em Washington, o magnata republicano afirmou que tem um bom relacionamento com o país sul-americano e com o presidente Jair Bolsonaro. Além disso, Trump destacou que o chefe de Estado brasileiro é um “grande cavalheiro”.

“Tenho um ótimo relacionamento com o Brasil. Tenho um relacionamento fantástico com o presidente. Ele é um grande cavalheiro. Acho que ele está fazendo um ótimo trabalho. Vamos trabalhar em um acordo de livre comércio com o Brasil. O Brasil é um grande parceiro comercial”, disse o norte-americano.

Bolsonaro e Trump se encontraram no final de junho em Osaka, no Japão. Na ocasião, o republicano elogiou o mandatário brasileiro e afirmou que ele é um “homem especial”.

Nesta quarta-feira (31), o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, deverá se encontrar em Brasília com Bolsonaro e os ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Infraestrutura, Tarcisio Freitas, para reforçar o relacionamento entre os dois países.

Read More...

Destaques, Política

‘Pretendo beneficiar filho meu, sim’, diz Bolsonaro

(ANSA) – O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender a indicação de um de seus filhos, Eduardo Bolsonaro, ao cargo de embaixador nos Estados Unidos e disse que pretendia “beneficiar o filho, sim”. “Pretendo beneficiar filho meu, sim. Se eu puder dar um filé mignon para o meu filho, eu dou, mas não tem nada a ver com o filé mignon essa história aí. É aprofundar o relacionamento com a maior potência do mundo”, alegou o mandatário, em sua tradicional transmissão ao vivo via Facebook, a qual faz toda quinta-feira à tarde.

Bolsonaro já anunciou que está decidido a endossar a indicação de Eduardo. A decisão, porém, tem dividido opiniões, pois o filho do presidente não tem formação na área nem experiência como diplomata. Além disso, a oposição aponta para um caso de nepotismo. “Você tem de ver o seguinte: é legal? É. Tem algum impedimento? Não tem impedimento. Atende ao interesse público, qual o grande papel do embaixador? Não é o bom relacionamento com o chefe de Estado daquele outro país? Atende isso? Atende. É simples o negócio”, disse Bolsonaro, ontem, ao deixar o Palácio da Alvorada.

+ Maia é ‘nosso general’ para aprovar reforma da Previdência, diz Bolsonaro

+ Datafolha mostra divisão do eleitorado sobre Bolsonaro

Para virar embaixador, Eduardo Bolsonaro precisaria ainda ser aprovado pelo Senado. Na Casa, os senadores se dividem quanto à ideia. Já nos Estados Unidos, o filho do presidente Donald Trump, Eric, negou que possa virar embaixador no Brasil, como um gesto de amizade entre os dois países e como o gabinete de Bolsonaro chegou a cogitar. “Eric dirige as Organizações Trump e está comprometido com o negócio. O Brasil é um país incrível, mas isso [ser embaixador] não passa de um rumor”, esclareceu a porta-voz de Eric, Kimberly Benza, consultada pelo jornal “O Globo”.

Read More...