Brasil, Destaques

General Sérgio Etchegoyen diz que Bolsonaro tem sofrido novas ameaças

(ANSA) – O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sérgio Etchegoyen, afirmou nesta segunda-feira (3) que, nos últimos 15 dias, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, sofreu novas ameaças e por isso será necessário ter cautela durante a cerimônia de posse no dia 1º de janeiro de 2019.

“Eu posso te falar até 15 dias atrás. Houve, houve novas ameaças [contra Bolsonaro]”, afirmou Etchegoyen, depois da cerimônia que comemorou os 80 anos do GSI. O ministro ainda disse que não está decidido se Bolsonaro desfilará ou não em carro aberto até o Palácio do Planalto. “A decisão será do presidente. Eu presidiria tudo com cautela. Nesse momento, eu tenho que me atualizar, porque passei fora duas semanas, mas eu recomendaria que todas as medidas tomadas fossem presididas por cautela”, disse.

Segundo Etchegoyen, “certamente, a segurança do presidente eleito, na nova administração exigirá cuidados mais intensos e mais precisos”, porque Bolsonaro tem sido alvo de constantes ameaças.

“Temos um presidente que sofreu um atentado e vem sofrendo agressões constantes, basta ver nas mídias sociais”, acrescentou o ministro, defendendo que seja dada garantia a Bolsonaro e ao vice-presidente, general Hamilton Mourão, para as melhores condições de governo.

Abin

O futuro ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general da reserva Augusto Heleno, disse que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) não deve passar por grandes mudanças nos seus quadros no governo de Bolsonaro. “Não tem também muita coisa para mexer [na Abin]. Hoje vocês viram aí o prestígio do GSI, as inúmeras missões, a necessidade da proximidade do GSI com o presidente. Isso me preocupa muito mais do que mexer em gente. Não tenho por que pensar nisso agora”, afirmou em Brasília. Para Heleno, “o GSI, como o Ministério da Defesa, são dois ministérios que já vinham bastante arrumados. Não tem muito o que se preocupar em mexer com gente”.

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Mourão vai assumir Presidência nas primeiras semanas do governo Bolsonaro

O presidente eleito Jair Bolsonaro vai assumir a Presidência da República no dia primeiro de janeiro, mas quem deverá sentar na cadeira mais importante do país durante as primeiras semanas do próximo governo, é o vice, General Hamilton Mourão.

É que o presidente eleito ainda precisa passar por intervenção cirúrgica como forma de tratamento da lesão causada pela facada que recebeu durante a campanha eleitoral.

Bolsonaro terá de retirar uma bolsa de colostomia que foi implantada no intestino ferido quando ainda era candidato à presidência, após atentado em que foi vítima, em Juiz de Fora no mês de setembro.

A equipe médica que cuida de Bolsonaro havia marcado a retirada da bolsa de colostomia para o dia 12 de dezembro. No entanto, os médicos detectaram uma pequena inflamação na parede do intestino do presidente eleito, durante exames nesta semana, e decidiram por estender o prazo para a retirada da bolsa de colostomia. Sendo assim, o procedimento será realizado após a posse presidencial, mas ainda sem data confirmada.

Bolsonaro deve ficar internado no hospital por cinco dias para a cirurgia e em repouso por outros 10 dias, em casa.

Durante esse período, o país será conduzido por Mourão. O general ganhou destaque na mídia durante a campanha eleitoral por criticar o pagamento do décimo terceiro salário aos trabalhadores e por defender a elaboração de uma nova Constituição no país.

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Bolsonaro revela que “muita coisa” do governo Temer vai ser mantida

Após a reunião que formalizou o governo de transição, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse nesta quarta-feira (7) que “muita coisa” da gestão Michel Temer vai ser mantida, sem citar detalhes. Ele afirmou que “não se pode furtar” do conhecimento de quem passou pela Presidência da República. Bolsonaro agradeceu o encontro e disse que conta com a experiência de Temer para ajudá-lo.

“Se preciso for voltaremos a pedir que ele nos atenda. Porque tem muita coisa que continuará. O Brasil não pode se furtar do conhecimento daqueles que passaram pela presidência”, disse Bolsonaro, que concedeu entrevista ao lado de Temer, no Palácio do Planalto.

Foi o primeiro encontro entre o presidente eleito e o atual, desde a vitória de Bolsonaro, no último dia 28. Da mesma forma, é a primeira vez que ele vem a Brasília desde a eleição. No encontro, Temer entregou simbolicamente a chave do gabinete de transição, que funcionará no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).

Unidade

Após as declarações de Bolsonaro, Temer ressaltou que está à disposição do presidente eleito para o que ele e sua equipe necessitarem. O presidente da República afirmou que o momento é de unidade. “Vamos todos juntos”.

O presidente afirmou ainda que, se houver projetos de interesse do governo eleito em tramitação no Congresso Nacional, podem ser especificados para que ele e sua equipe tentem, assim, negociar sua prioridade nas votações.

Temer convidou Bolsonaro para que o acompanhe em viagens ao exterior, como a próxima Cúpula do G20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo) será em Buenos Aires, na Argentina, de 30 de novembro a 1º de janeiro, e contará com a presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Presente

Durante a reunião, Temer deu um livro de presente para Bolsonaro. Nele, há uma compilação dos projetos realizados do seu governo, em seis eixos: Social e Cidadania, Econômico, Infraestrutura, Brasil e o Mundo, Segurança e Defesa Nacional e Ações Regionais. A publicação começa com a frase “O Brasil é hoje um país completamente diferente de dois anos e seis meses atrás”.

Segundo Temer, durante a reunião no Planalto, foi transmitido a Bolsonaro um balanço das ações do governo nos últimos dois anos e meio e o que está programado. O presidente destacou que o programa vai ser “apreciado” pelo sucessor para analisar se deve ser mantido.

Em sua agenda na capital federal, Bolsonaro também conheceu as instalações do CCBB. A visita ocorreu na manhã de hoje. Ele chegou de carro ao local e um helicóptero militar acompanhou o comboio no trajeto.

Com informações da AB*

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Sergio Moro aceita ser ministro da Justiça no governo de Bolsonaro

(ANSA) – O juiz federal Sérgio Moro aceitou hoje (1) ser ministro da Justiça e da Segurança Pública no governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro.

Moro viajou de Curitiba para Rio de Janeiro nesta manhã para se reunir com o político do PSL que venceu as eleições do último domingo (28) com 55% dos votos válidos, derrotando o candidato Fernando Haddad, do PT.

“O juiz federal Sérgio Moro aceitou nosso convite para o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Sua agenda anti-corrupção, anti-crime organizado, bem como respeito à Constituição e às leis será o nosso norte!”, escreveu Bolsonaro em seu Twitter.

Moro também confirmou, em um comunicado, sua decisão.

“Após reunião pessoal na qual foram discutidas políticas para a pasta, aceitei o honrado convite. Digo com certo pesar, pois terei que abandonar 22 anos de magistratura. No entanto, a perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito à Constituição, à lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão”, disse o juiz.

“A Operação Lava Jato seguirá em Curitiba com os valorosos juízes locais. De todo modo, para evitar controvérsias desnecessárias, devo desde logo afastar-me de novas audiências”, informou.

O juiz também destacou que, “na prática, significa consolidar os avanços contra o crime a corrupção dos últimos anos e afastar riscos de retrocessos por um bem maior”.

Ao aceitar o convite para integrar o Ministério da Justiça e Segurança no governo Bolsonaro, Moro deixará de realizar audiências, como a prevista para 14 de novembro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Com o afastamento de Moro, a Lava Jato na Justiça Federal do Paraná fica a cargo da juíza substituta Gabriela Hardt, que já atuava nos casos na ausência do magistrado.

Antes mesmo da confirmação de Moro no cargo, a defesa de Lula já começou a apontar perda de credibilidade nos julgamentos da Lava Jato, alegando que o juiz tem posições políticas.

Preso e condenado a 12 anos e um mês de prisão no caso tríplex, Lula será julgado novamente por receber propina de R$ 12 milhões da construtora Odebrecht na compra de um terreno para o Instituto Lula e de um apartamento em São Bernardo do Campo.

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Bolsonaro vai convidar Sérgio Moro para Ministério da Justiça ou STF

(ANSA) – O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) confirmou nesta segunda-feira (29) que convidará o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, para ser ministro da Justiça ou do Supremo Tribunal Federal (STF). “Onde ele achasse que poderia melhor trabalhar para o Brasil”, declarou.

A informação já tinha sido divulgada no domingo (28) pelo agora vice-presidente do PSL, Gustavo Bebianno, e foi confirmada por Bolsonaro em maratona de entrevistas às principais emissoras de TV aberta do país. O juiz federal parabenizou o presidente eleito pela vitória e desejou que ele faça um “bom governo”.

Moro não descarta a possibilidade de participar do novo governo, segundo o jornal “O Globo”, e afirmou que poderia afastar o temor de parte da sociedade sobre a ameaça de Bolsonaro ao Estado democrático de direito. Oficialmente, no entanto, ele não comenta.

O presidente eleito disse também ao Jornal Nacional, da “TV Globo”, que Moro “é um símbolo do Brasil”, e afirmou que logo se encontrará com o juiz em Curitiba para conversar sobre o convite.

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