Brasil, Destaques

Interrupção no fornecimento de internet pode virar desconto em conta

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 11085/18, do deputado Fernando Torres (PSD-BA), que prevê desconto na conta de telefonia fixa e internet para compensar a interrupção do fornecimento.

De acordo com a proposta, o consumidor terá direito a 1/30 de desconto sobre o valor da franquia mensal por cada dia com serviço interrompido. Pela proposta, uma interrupção de duas horas ou mais será suficiente para ter direito ao desconto.

“Essa descontinuidade pode trazer grandes prejuízos ao consumidor, que além de ter que pagar por algo que não lhe foi fornecido pode deixar de realizar atividades importantes”, afirmou Torres.

Interrupções para manutenção ou outro motivo devem ser avisadas com 48 horas de antecedência. As fornecedoras dos planos devem manter registro dos dias sem serviço para efetuar os descontos.

O Brasil possui aproximadamente 38 milhões linhas de telefonia fixa e cerca de 42 milhões de residências possuem acesso à Internet, de acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)

Tramitação

A proposta precisa ser analisada pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Com informações da Agência Câmara*

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Destaques, Economia

Seguro-desemprego já pode ser solicitado pela internet

Os trabalhadores brasileiros poderão solicitar o seguro-desemprego pela internet a partir desta quarta-feira, dia 19 de dezembro de 2018

O chamado seguro-desemprego 100% web permitirá que o benefício seja concedido sem a necessidade de comparecimento a um posto de atendimento. O serviço foi lançado nesta tarde, pelo Ministério do Trabalho, e pode ser conferido pelo portal Emprega Brasil.

Pelo portal, o trabalhador poderá consultar também oportunidades de trabalho e cursos de qualificação profissional que estejam sendo ofertados próximos ao local onde reside.

O trabalhador que quiser o benefício deve acessar o portal Emprega Brasil e seguir o passo a passo informado: informar os dados pessoais e responder um breve questionário sobre a vida laboral e previdenciária.

emprego
Foto: Marcos Santos

O sistema irá checar se as informações necessárias constam nas bases de dados do governo. Caso não haja necessidade de complementação, o benefício será concedido em 30 dias, mesmo prazo necessário caso o trabalhador vá diretamente a uma agência. Caso contrário, será necessário o comparecimento a postos de atendimento.

O Ministério do Trabalho estima que um em cada quatro trabalhadores desempregados possa receber o seguro apenas com o acesso on-line.

“Queria estar tratando do seguro emprego e não do seguro-desemprego, mas, infelizmente, devido à questão da rotatividade, do desemprego, a questão econômica, aparece essa ferramenta que tem como finalidade
garantir uma subsistência ao trabalhador no período em que está completamente desativado da sua função”
, disse o ministro do Trabalho, Caio Vieira de Mello, no discurso de lançamento da nova modalidade.

Podem receber o seguro-desemprego trabalhadores que foram dispensados de trabalhos formais, com carteira de trabalho assinada. Atualmente existem cinco modalidades para pagamento: pelo seguro-desemprego formal, os trabalhadores recebem entre R$ 954 e 1.677,74. Há ainda as modalidades pescador artesanal, empregado doméstico, trabalhador resgatado e bolsa de qualificação profissional.

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Destaques, Família

Será que meu filho está viciado na internet?

Em mundo globalizado e cada vez mais conectado, é quase impossível proibir crianças e adolescentes de usarem a tecnologia. Porém, se seu filho fica excessivamente preocupado com o sinal do wi-fi quando sai de casa, sente necessidade cada vez maior de ficar conectado, anda muito irritado ou depressivo, apresenta ataques de ansiedade quando não pode usar o celular, passa mais tempo online do que em passeios ou com os amigos e mente sobre o tempo gasto com a internet: atenção!

Estes podem ser indícios de que a dependência da internet está se instalando. Segundo um estudo publicado no Cyberpsychology, Behavior and Social Networking, que avaliou 89 mil pessoas em 31 países, a dependência da internet afeta cerca de 6% da população global.

Para a neuropsicóloga Thaís Quaranta, os pais realmente precisam prestar mais atenção na questão do uso da tecnologia pelos filhos. “As crianças e adolescentes costumam adotar os padrões de comportamentos da família, ou seja, dos pais. Assim, se os pais usam demasiadamente o celular, a internet, as mídias sociais ou até mesmo o vídeo game, estão contribuindo para que a criança ou o adolescente siga este mesmo padrão”, comenta.

E por falar nos pais, um estudo divulgado este ano, avaliou a associação entre o vício de adolescentes na internet com o relacionamento parental. Os resultados mostraram que a pouca disponibilidade materna é um preditor da dependência. “Este é um achado muito importante, pois corrobora com a percepção que temos das dinâmicas familiares atuais. Pais cada vez mais ocupados e menos presentes. Os eletrônicos, em muitos casos, acabam sendo usados para preencher esse espaço, essa ausência parental”, reflete Thaís.

Um cérebro vulnerável

criança no celular

Foto: Portal Comunique-se

O grande problema, de acordo com a neuropsicóloga, é que um cérebro em formação, como é o caso das crianças e dos adolescentes, é mais vulnerável à dependência. “Há inúmeros efeitos negativos bem documentados pela literatura. Depressão, isolamento social, ansiedade, distúrbios do sono, déficit de atenção e queda do desempenho escolar. Todas essas condições podem ser causadas quando o uso da tecnologia ultrapassa os limites”, explica Thaís.

Outro ponto levantado pela neuropsicóloga é que houve uma mudança importante relacionada a inversão da hierarquia geracional. “Hoje, as crianças já nascem em um mundo altamente tecnológico. É muito comum que ensinem os pais a usarem o celular, o computador e outros dispositivos. Esse conhecimento digital pode criar um ambiente familiar menos equilibrado, dificultando que os pais delimitem o uso da tecnologia, pois perdem a autoridade”, diz.

Pais precisam se empoderar

O mais importante é que os pais, em um primeiro momento, avaliem o próprio comportamento em relação ao uso da tecnologia. Não é possível exigir da criança ou do adolescente um modelo diferente daquele que existe.

“Isso quer dizer que se os pais usam o celular na hora das refeições em família, por exemplo, e dedicam mais tempo para a tecnologia do que para os próprios filhos, a mudança precisa começar por eles. Depois, é fundamental retomar a autoridade e impor limites. Crianças e adolescentes precisam disso”, ressalta Thaís.

Veja algumas dicas da neuropsicóloga para ajudar os pais na educação digital, evitando que a tecnologia se torne um problema. Confira:

Dose certa: Proibir o uso não irá funcionar. Assim, é preciso definir o tempo que poderá ser dedicado ao vídeo game, mídias sociais, internet, etc. Os pais podem e devem controlar o conteúdo acessado. Hoje em dia é possível colocar senhas e usar aplicativos para bloquear conteúdos inapropriados para menores de idade. Lembrando que para crianças menores de 2 anos, o uso de qualquer tipo de dispositivo é contraindicado, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria.

Atenção aos comportamentos: Ninguém melhor que os pais para conhecerem os seus filhos. Portanto, mudanças nos comportamentos, queda do desempenho escolar, perda ou ganho de peso, alterações no sono, irritabilidade e ansiedade devem ser investigados, pois podem ter relação com o uso abusivo da tecnologia.

Presença e disponibilidade: Crianças e adolescentes precisam de pais presentes e disponíveis. Não adianta a mãe ou pai sentar para brincar com a criança com o celular na mão. É preciso dedicar um tempo de qualidade e isso implica em estar disponível por completo, inclusive sem o celular por perto ou a TV ligada.

Locais estratégicos: Uma dica importante é não instalar computadores no quarto das crianças e adolescentes e, se possível, nem televisores. Claro que temos os dispositivos móveis, como celulares e tablets, que também devem ter o uso supervisionado pelos pais.

“A tecnologia, a internet e as mídias sociais fazem parte do mundo atual e do contexto social em que vivemos. O mais importante é fazer um bom uso e estar consciente de que os pais são responsáveis por limitar e supervisionar o uso, assim como são os modelos de comportamento para os filhos. Além, claro, de prestar atenção aos sinais que possam indicar um atitude de dependência destes dispositivos”, finaliza Thaís.

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Destaques, Educação

“Terapia Online” ganha espaço e credibilidade no mercado

Quem nunca sonhou com uma terapia online naquele momento que você mais precisa de um suporte de um profissional da área de Psicologia? Ou simplesmente pegar o celular e fazer uma chamada de vídeo para sua psicóloga, sem precisar sair de casa e enfrentar aquele trânsito, pagar estacionamento e ainda esperar a sua vez no consultório.

A resolução 11/2018 tornou possível fazer orientação psicológica de forma à distância e em tempo real. As orientações online já eram permitidas desde 2012 pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) mas eram limitadas a, no máximo, 20 sessões. E somente algumas terapias poderiam ser realizadas desta forma.

As novas regras devem entrar em vigor em novembro, quando a terapia online estará totalmente liberada, nos mesmos critérios de um atendimento presencial. A psicóloga Roberta Alonso acredita que o benefício de uma terapia online pode ser semelhante ao de uma terapia presencial. “O resultado positivo só depende do profissional, de como irá conduzir o processo e também da dedicação do paciente”, defende. Apesar de gostar do atendimento olho no olho, Alonso considera importante que os profissionais acompanhem as tendências de mercado. “Devemos entender que o mundo está globalizado e as pessoas anseiam por outras formas de trabalho”, argumenta.

A Engenheira Civil Tatiana Pimenta é fundadora e CEO da Vittude, uma plataforma que tem feito sucesso entre psicólogos e pacientes. No site é possível escolher a especialização da área de tratamento, além do profissional, localização, e o melhor, preços. Os valores cobrados por cada profissional já ficam disponíveis, além da forma de pagamento. Outro dado acessado com facilidade é o dia e horário de atendimento disponível.

“A ideia de criar a Vittude surgiu de um incômodo particular. Eu faço terapia há alguns anos e, no passado, encontrei uma dificuldade muito grande em encontrar um profissional que pudesse me ajudar. Pensei bastante em coisas que sentia falta e não achava nos catálogos dos planos de saúde: currículo (queria saber onde o profissional se formou, se fez pós-graduação, quanto tempo tinha de formado, entre outros pontos), qual área de atuação e se o forte daquele psicólogo era o que eu estava buscando e, principalmente, endereço, agenda e valor da consulta”, conta Tatiana.

A sócia do consultório virtual aposta na facilidade de acesso como principal ingrediente para o sucesso do novo negócio. “Somente através de atendimento online conseguimos chegar a populações que estão em regiões remotas e que não conseguem conversar com um profissional na sua região. Temos mais de 5400 municípios, sendo que metade deles não possui um psicólogo”, ressalta.

Todas as consultas da Vittude são online, por meio do consultório virtual, que foi desenvolvido pela equipe da plataforma exclusivamente para atendimentos de saúde. O grande diferencial de uma plataforma distinta para saúde é a questão do sigilo e privacidade. “As plataformas de comunicação, como skype e whatsapp, não são seguras para fins de atendimentos de saúde. Pacientes e psicólogos podem estar sujeitos ao risco de vazamento de informações”, conclui destacando este cuidado.

A empresária Samia Trindade fez terapia presencial por um ano e aposta no sucesso da novidade. “Nessa vida corrida seria ótimo ter a possibilidade de fazer a consulta em qualquer lugar sem precisar ficar preso à necessidade de deslocamento e de um lugar fixo’, pontua.  Samia acredita tanto nesta modalidade que também pretende investir em um projeto de comunicação para psicólogos que una a sociedade e o meio digital. “Acredito que a terapia Online tenha o mesmo valor. Acredito que as duas formas são importantes. Um modelo não exclui o outro”, conclui.

Bolsas de estudo para especialização

Gostou dessa área e que estudar Psicologia? Ou necessariamente já está na área e quer investir tempo em uma especialização? Não é preciso grande investimento financeiro para isso. O Educa Mais Brasil, programa de bolsas de estudo, facilita o acesso à educação a milhares de brasileiros através de cursos de graduação, pós-graduação e outras modalidades. Os descontos chegam até a 70% de desconto nas mensalidades. Para conseguir o benefício acesse o site parceiro do PORTAL N10, http://www.educamaisbrasil.com.br/portaln10. Há especializações na área como a Psicologia Escolar, Hospitalar, Jurídica, Neuropsicologia, e Psicologia Clínica.

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Mundo

Amazon, Facebook, Google e Netflix se unem pela neutralidade da rede

A associação internacional que defende a liberdade da Internet, anunciou planos para processar a Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) por encerrar a neutralidade da rede. Os parceiros fundadores são pesos pesados ​​da indústria de tecnologia, incluindo Amazon, Facebook e Google, aos quais mais e mais empresas do setor se juntaram. Através da sua conta oficial do Twitter, a Netflix anunciou que também apoiará as ações legais que serão tomadas.

No caso de você não se lembrar, em 14 de dezembro, a FCC teve que decidir se as medidas de proteção da neutralidade da Internet aprovadas em 2015 por Barack Obama ainda estavam em vigor ou se deveriam revogá-las.

O que se temia nas previsões foi o que acabou acontecendo: a proposta de Ajit Pai, ex-executivo da Verizon e presidente da FCC, prosperou, resultando na revogação dos regulamentos que protegiam a neutralidade da rede.

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Foto: Geralt / Pixabay

Na prática, o que acontece é que os Estados Unidos terão uma nova Internet de duas velocidades na qual as operadoras irão controlá-las. Se desejarem, podem fornecer acesso a conteúdos a uma velocidade mais alta e reduzir a velocidade em outros casos. Isso ocorre porque agora não existe uma regulamentação que exija que eles garantam acesso livre e igual a todo o conteúdo – um dos princípios básicos da rede, podendo agora colocar uma velocidade de conexão alta para suas próprias plataformas e diminuir o acesso a outras, por exemplo.

“A versão final revelada por Ajit Pai, como esperado, desmantela as proteções populares de neutralidade da rede para os consumidores”, disse a Associação da Internet (IA) em um comunicado. “Pretendemos agir com uma ação judicial contra esse pedido e, juntamente com nossas empresas membros, continuaremos nosso esforço para estabelecer proteções fortes e exigíveis de neutralidade da rede através de uma solução legislativa”.

No momento em que os novos regulamentos da FCC forem publicados oficialmente no Federal Register dos EUA, podem ser feitos recursos de apelação. Os analistas acreditam que isso pode levar várias semanas e espera-se que seja um bombardeio de demandas para restabelecer a neutralidade da Internet nos EUA.

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