Destaques, RN

Reservatórios do RN estão com 21,7% da capacidade de armazenamento

As reservas hídricas do Rio Grande do Norte estão, neste início de janeiro, com 21,7% da capacidade de armazenamento. O valor representa pouco mais de 960 milhões de m³ (metros cúbicos) de água disponíveis em 47 reservatórios responsáveis pelo abastecimento dos municípios potiguares.

A situação dos reservatórios, todos com capacidade superior a 5 milhões de m³, é monitorada pelo Governo do Estado, por meio do Instituto de Gestão das Águas do RN (Igarn). Destes reservatórios monitorados, sete estão em volume morto e outros oito estão completamente secos, como o Gargalheiras e o Dourado (Currais Novos).

Localizada na bacia do rio Piranhas-Açu, a barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório potiguar, está com 20,66% de sua capacidade total, o que representa 495,7 milhões de m³. Já a barragem Santa Cruz do Apodi, com capacidade para 600 milhões de m³, está com 135,2 milhões de m³, correspondentes a 22,55% do total de armazenamento.

O açude Umari, em Upanema, com capacidade para 292 milhões de m³, está com 102,6 milhões de m³, representando 35% da água que pode ser acumulado. Entre os açudes em volume morto estão: Pilões (2,5%), Malhada Vermelha (10%), Rio da Pedra (18%), Itans(1,8%), Zangalheiras (1,34%), Esguicho (0,11%) e Bonito II (1,07%).

Os reservatórios secos atualmente são: Santana, em Rafael Fernandes; Cruzeta, em Cruzeta; Marechal Dutra (Gargalheiras), em Acari; Dourado, em Currais Novos; Santa Cruz do Trairi e Inharé, ambos em Santa Cruz; Trairi, em Tangará; e Japi II, em São José do Campestre.

Principais reservatórios do RN

Leitura: 03 de janeiro de 2019

BACIA APODI/MOSSORÓ

Umarí: 35,07%

Santo Antônio: 47,26%

Santa Cruz: 22,55%

Morcego: 44,99%

Flechas: 19,46%

Lucrécia: 12,13%

Brejo: 62,48%

Tourão: 26,00%

Riacho da Cruz II: 72,75%

Passagem: 43,82%

Marcelino Vieira: 49,43%

Rodeador: 80,60%

Apanha Peixe: 76,67%

Encanto: 65,88%

Capacidade: 1.117.376.237,00

Volume atual: 304.154.326,00

BACIA PIRANHAS/AÇU

Alecrim 25,57%

Marechal Dutra: 0,00%

Mendubim: 69,44%

Sabugi: 22,1%

Carnaúba: 25,05%

Beldroega: 47,91%

Caldeirão de Parelhas: 32,93%

Boqueirão de Parelhas: 29.00%

Pataxó: 55,25%

Itans: 1,8%

Cruzeta 0,00%

Dourado: 0,00%

Eng. Armando R. Gonçalves: 20,66%

Rio da Pedra 18,00%

Capacidade: 2.966.798.007

Volume atual: 616.963.283

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Destaques, RN

Devido a seca, 147 municípios do RN estão em situação de emergência

O Ministério da Integração Nacional, por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), reconheceu a situação de emergência em 147 municípios do Rio Grande do Norte em decorrência do período de seca. A relação completa dos municípios atingidos pela seca pode ser consultada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (17), ou no final da matéria.

O reconhecimento federal da situação de emergência ou estado de calamidade pública permite ao ente (estado, Distrito Federal ou município) solicitar recursos da União para ações de socorro, assistência às vítimas, restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução de áreas danificadas.

Além disso, o reconhecimento por situação de seca permite acesso a outros benefícios, como a renegociação de dívidas no setor de agricultura com o Banco do Brasil; aquisição de cestas básicas do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome; retomada da atividade econômica dos municípios afetados com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), entre outros.

Reservatórios secos

Foto: Igarn

Dos 47 reservatórios monitorados pelo Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (Igarn), 13 encontram-se atualmente abaixo de 5% de suas capacidades de armazenamento.

Entre os reservatórios completamente secos está a Barragem Marechal Dutra, em Acari, na região Seridó, um dos maiores do estado. Mais conhecido como Gargalheiras, ele tem capacidade para mais de 44 milhões de metros cúbicos de água. Contudo, de acordo com monitoramento feito nesta terça (16), o nível atual é 0% do volume total.

O Gargalheiras foi inaugurado em 1959. E, segundo o Igarn, esta é a primeira vez, às vésperas de completar 60 anos, que a barragem seca completamente.

Prejuízos

O número é menor do que a prorrogação do decreto do Governo do Estado, publicado em 13 de setembro passado. A 11ª renovação seguida do decreto estadual por conta da seca reconheceu a emergência em 152 cidades potiguares.

O RN vivencia um regime de escassez hídrica que já perdura por seis anos consecutivos, mas que foi interrompido no primeiro semestre deste ano.

Segundo os dados da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sape), a escassez hídrica vem causando perdas de receitas de mais de R$ 4,3 bilhões por ano aos cofres públicos, o que representa uma redução superior a 50% na contribuição do setor rural para a formação do Produto Interno Bruto (PIB) do estado.

Municípios em situação de emergência

MUNICÍPIOS

01

Acari

02

Açu

03

Afonso Bezerra

04

Água Nova

05

Alexandria

06

Almino Afonso

07

Alto do Rodrigues

08

Angicos

09

Antônio Martins

10

Apodi

11

Areia Branca

12

Baraúna

13

Barcelona

14

Bento Fernandes

15

Boa Saúde

16

Bodó

17

Bom Jesus

18

Brejinho

19

Caiçara do Norte

20

Caiçara do Rio do Vento

21

Caicó

22

Campo Grande

23

Campo Redondo

24

Caraúbas

25

Carnaúba dos Dantas

26

Carnaubais

27

Cerro Corá

28

Coronel Ezequiel

29

Coronel João Pessoa

30

Cruzeta

31

Currais Novos

32

Doutor Severiano

33

Encanto

34

Equador

35

Espírito Santo

36

Felipe Guerra

37

Fernando Pedroza

38

Florânia

39

Francisco Dantas

40

Frutuoso Gomes

41

Galinhos

42

Governador Dix-Sept Rosado

43

Grossos

44

Guamaré

45

Ielmo Marinho

46

Ipanguaçu

47

Ipueira

48

Itajá

49

Itaú

50

Jaçanã

51

Jandaíra

52

Janduís

53

Japi

54

Jardim de Angicos

55

Jardim de Piranhas

56

Jardim do Seridó

57

João Câmara

58

João Dias

59

José da Penha

60

Jucurutu

61

Jundiá

62

Lagoa D`Anta

63

Lagoa de Pedras

64

Lagoa de Velhos

65

Lagoa Nova

66

Lagoa Salgada

67

Lajes

68

Lajes Pintadas

69

Lucrécia

70

Luís Gomes

71

Macaíba

72

Macau

73

Major Sales

74

Marcelino Vieira

75

Martins

76

Messias Targino

77

Montanhas

78

Monte Alegre

79

Monte das Gameleiras

80

Mossoró

81

Nova Cruz

82

Olho-D`Água do Borges

83

Ouro Branco

84

Paraná

85

Paraú

86

Parazinho

87

Parelhas

88

Passa e Fica

89

Passagem

90

Patu

91

Pau dos Ferros

92

Pedra Grande

93

Pedra Preta

94

Pedro Avelino

95

Pendências

96

Pilões

97

Poço Branco

98

Portalegre

99

Porto do Mangue

100

Rafael Fernandes

101

Rafael Godeiro

102

Riacho da Cruz

103

Riacho de Santana

104

Riachuelo

105

Rodolfo Fernandes

106

Ruy Barbosa

107

Santa Cruz

108

Santa Maria

109

Santana do Matos

110

Santana do Seridó

111

Santo Antônio

112

São Bento do Norte

113

São Bento do Trairí

114

São Fernando

115

São Francisco do Oeste

116

São João do Sabugi

117

São José do Campestre

118

São José do Seridó

119

São Miguel

120

São Paulo do Potengi

121

São Pedro

122

São Rafael

123

São Tomé

124

São Vicente

125

Senador Elói de Souza

126

Serra Caiada

127

Serra de São Bento

128

Serra do Mel

129

Serra Negra do Norte

130

Serrinha

131

Serrinha dos Pintos

132

Severiano Melo

133

Sítio Novo

134

Taboleiro Grande

135

Taipu

136

Tangará

137

Tenente Ananias

138

Tenente Laurentino Cruz

139

Tibau

140

Timbaúba dos Batistas

141

Triunfo Potiguar

142

Umarizal

143

Upanema

144

Várzea

145

Venha-Ver

146

Vera Cruz

147

Viçosa

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Destaques, RN

IGARN aponta que 40% dos mananciais potiguares estão em volume morto

O Relatório da Situação Volumétrica dos principais reservatórios do estado, divulgado pelo Instituto de Gestão das Águas do RN (IGARN), nesta segunda-feira (26), aponta que a Barragem Armando Ribeiro Gonçalves continua no volume morto, com 280,454 milhões de metros cúbicos acumulados, ou 11,69% da sua capacidade total que é de 2,4 bilhões de metros cúbicos. O cenário geral dos reservatórios monitorados pelo instituto permanece inalterado.

Dos 47 reservatórios com capacidade superior a cinco milhões de metros cúbicos, monitorados pelo Governo do Estado do Rio Grande do Norte, por meio do Igarn, 19 continuam em volume morto e 14 estão secos. Em termos percentuais, 40% dos mananciais potiguares estão em volume morto e 29% secos.

Com relação aos outros dois maiores reservatórios estaduais, a situação permanece estável, já que mesmo com a utilização de suas águas, seus índices permanecem quase inalterados. Segundo maior reservatório do Estado, a barragem Santa Cruz do Apodi praticamente não teve mudança no seu volume e está com 13,51%, o que corresponde a 81,042 milhões de metros cúbicos dos 599 milhões que acumula quando cheia. A barragem de Umari, em Upanema, também seguiu o mesmo cenário, permanecendo com 12% de sua capacidade, 36,674 milhões de m³ dos 292 milhões que acumula no seu volume total.

A Bacia Apodi/Mossoró está com 125,276 milhões de metros cúbicos, o que corresponde a 11,38% da sua capacidade hídrica superficial total. Já a Bacia Piranhas/Assu está com 349,246 milhões de m³, 11,77% do seu volume total superficial.

O diretor-presidente do Igarn, Josivan Cardoso, ressalta a importância do uso consciente das reservas hídricas ainda existentes e a expectativa por uma boa quadra chuvosa. “Diante da situação, o maior desafio é manter as reservas o máximo tempo possível, até que as chuvas se intensifiquem e os níveis dos mananciais aumentem de forma expressiva”, explica.

Sobre os volumes das principais lagoas potiguares

A Lagoa de Extremoz, responsável por parte do abastecimento da Zona Norte da Capital, está com 7,438 milhões de metros cúbicos, correspondente a 67,51% do seu volume máximo, que é de 11 milhões de m³. Já a Lagoa do Jiqui que possui 440 mil metros cúbicos e abastece parte da Zona Sul de Natal permanece completamente cheia. A Lagoa do Bonfim, que fornece água para a Adutora Monsenhor Expedito, está com 51,64%, ou seja, 43,513 milhões de metros cúbicos dos 84,2 que possui quando cheia.

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Destaques, RN

Mesmo com fortes chuvas, 17 reservatórios do RN continuam em volume morto

O primeiro Relatório da Situação Volumétrica dos principais reservatórios do Estado, divulgado pelo Instituto de Gestão das Águas do RN (IGARN), aponta pouca melhora na situação das reservas hídricas potiguares. A região Seridó foi onde houve maior variável de volume dos açudes, já a região do Alto Oeste não obteve mudança significativa na maioria dos seus mananciais.

Em comparação com o período anterior às últimas chuvas, dos 47 reservatórios com capacidade superior a cinco milhões de metros cúbicos, monitorados pelo governo do Rio Grande do Norte, 17 continuam em volume morto e 16 estão secos. Anteriormente, 17 estavam em volume morto e 17 secos. Situado em Santana do Matos, o açude Alecrim estava sem leitura, ou seja, considerado seco. Após as últimas precipitações chegou a 960 mil metros cúbicos, ou 13,71% da sua capacidade que é de 7 milhões de m³.

O açude Rio da Pedra, também localizado em Santana do Matos, merece destaque, pois recebeu mais de 1 milhão de metros cúbicos de água e atingiu 8,62% de sua capacidade, que é de 13 milhões de metros cúbicos. Antes das chuvas o manancial estava com apenas 11 mil m³, o que correspondia a 0,08% do seu volume total.

No Alto Oeste, o reservatório com maior ganho de volume foi Encanto, que está com 2,5 milhões de metros cúbicos, 48,94% da sua capacidade total, que é de 5,192 milhões de m³. Antes das chuvas o reservatório estava com 46% do seu volume máximo. Os outros mananciais da região, ou não obtiveram recarga, ou obtiveram ganho de menos de 1%.

Com relação aos três maiores reservatórios estaduais, a situação permanece estável, já que mesmo com a utilização de suas águas para os sistemas de abastecimento dos municípios potiguares, seus índices permaneceram muito parecidos. A barragem Armando Ribeiro Gonçalves, anteriormente às chuvas, estava com 10,84% da sua capacidade, que é de 2,4 bilhões de metros cúbicos. Atualmente está com 10,99%, o que corresponde a 263,688 milhões de metros cúbicos.

Segundo maior reservatório do Estado, a barragem Santa Cruz do Apodi praticamente não teve mudança no seu volume. No último dia 9 de fevereiro estava com 13,96% de sua capacidade. Atualmente está com 13,92%, o que corresponde a 83,488 milhões de metros cúbicos dos 599 milhões que acumula quando cheia. A barragem de Umari, em Upanema, também seguiu o mesmo cenário, permanecendo com 13% de sua capacidade, 40,326 milhões de m³ dos 292 milhões que acumula no seu volume total.

A Bacia Apodi/Mossoró está com 130,170 milhões de metros cúbicos, o que corresponde a 11,83% da sua capacidade hídrica superficial total. Já a Bacia Piranhas/Assu está com 330,648 milhões de m³, 11,14% do seu volume total superficial.

Sobre os volumes das principais lagoas potiguares

A Lagoa de Extremoz, responsável por parte do abastecimento da Zona Norte da Capital, está com 7,603 milhões de metros cúbicos, correspondente a 69% do seu volume máximo, que é de 11 milhões de m³. No último dia 9, ela estava com 6,879 milhões de m³, 62,43% da sua capacidade.

A Lagoa do Jiqui que possui 440 mil metros cúbicos e abastece parte da Zona Sul de Natal estava com 97% do seu volume total e agora se encontra totalmente cheia.

Já a Lagoa do Bonfim, que fornece água para a Adutora Monsenhor Expedito, teve um ganho de menos de 2% em seu volume. Estava com 50,54% de sua capacidade, agora está com 52,28%, 44,057 milhões de metros cúbicos dos 84,2 que possui quando cheia.

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RN

Governo publica decreto de emergência por causa da seca em 153 cidades do RN

Em decreto publicado nesta quinta-feira (23), no Diário Oficial do Estado, o Governador Robinson Faria reconheceu a situação de emergência em 153 municípios do Rio Grande do Norte em virtude dos efeitos da seca no interior. O decreto tem validade de 180 dias e leva em consideração análises técnicas das áreas do Governo que monitoram a questão da Segurança Hídrica no RN.

Esta é a 8ª vez consecutiva que o governo toma a medida, que tem como objetivo facilitar o trâmite dos processos que envolvem obras e serviços para minimizar os efeitos da estiagem, considerada a maior dos últimos 100 anos.

O decreto é importante também para que o estado continue captando recursos do Governo Federal. Somente em 2017, já foram garantidos pelo Ministério da Integração Nacional, para continuidade da Operação Vertente, que fornece água potável à população através de carros-pipa, R$ 12,7 milhões. Também já estão assegurados para o Estado, via Ministério, R$ 88 milhões para a Adutora Afonso Bezerra – Pendências, e para a mudança de captação da Adutora de Jerônimo Rosado e Sertão Central Cabugi.

Segundo estimativa feita pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca (SAPE), o prejuízo anual gerado pela estiagem na economia do estado gira em torno de R$ 4 bilhões. Apenas na agricultura, se comparados os anos de 2016 e 2014, a área colhida de feijão foi reduzida em 49%, a de milho caiu 64% e a de sorgo sofreu queda de 79%.

Chuvas

Mesmo com as fortes chuvas que caíram nos primeiros três meses do ano, dados do Instituto de Gestão de Águas do RN (IGARN) mostram que 57% dos açudes e barragens do RN ainda estão em estado crítico. Dos 47 reservatórios, 12 estão secos e 15 estão no volume morto, dificultando o abastecimento da população, o que justificaria a manutenção do estado de emergência.

“A chuva no Estado ainda não foi capaz de elevar o nível dos mananciais, o que não nos afasta do desastre da seca neste momento, assim, precisamos dar continuidade às ações para garantir a situação de convivência do homem no campo”, disse o coordenador da Defesa Civil Estadual, coronel Elizeu Dantas.

Operação Vertente

Com o objetivo de abastecer com água potável cidades que estavam em situação de colapso, o Governo lançou, em setembro de 2016, a Operação Vertente. Através de caminhões-pipa, cerca de 110 mil pessoas das regiões Oeste e Seridó já foram beneficiadas com água potável.

Os caminhões possuem sistema de georreferenciamento, e tem seus percursos monitorados desde os mananciais de captação de água, até sua entrega aos moradores, direto do Centro Administrativo, em Natal.

Agora, o Governo está em fase de implementação da Operação Vertente II, que deve abastecer, inicialmente, 19 cidades, alcançando cerca de mil pessoas.

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