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Alunos do IFRN desenvolvem equipamento para reabilitação de pacientes que sofreram AVC

Os alunos do IFRN – Campus Santa Cruz em parceria com a Faculdade de Ciências da Saúde da UFRN (Facisa), desenvolveram em projeto de pesquisa um equipamento para pacientes no quadro de pós – Acidente Vascular Cerebral (AVC). Como consequência do AVC, a pessoa lesionada adquire hemiparesia (um dos lados do corpo paralisado) e, a ferramenta fisioterapêutica então chamada de “Player Feedback“, trabalha através de estímulos às partes motoras e cognitivas.

O funcionamento da ferramenta se dá através da gameficação – uma espécie de jogo –, onde o paciente acompanha sua evolução através de pontuação com objetivo de tornar a ferramenta estimulante e atrativa. Uma de suas funções é quantificar o tempo de resposta do paciente ao estímulo visual, para propiciar um tratamento fisioterápico com precisão na geração de dados e evolução do quadro clínico do paciente. Além disso, sua estrutura é desenvolvida em MDF e conta com cinco circuitos de LED, contudo, a pretensão é substituir o MDF por Acrílico para ampliar as possibilidades de efetuar melhorias devido às características do segundo material.

Andriely Nunes, Hudson Andrade e Jamili Medeiros são alunos do curso de Informática do IFRN e atuam no desenvolvimento do projeto, que é coordenado pelo professor Paulo Augusto de Lima Filho.

“Todo integrante está engajado com o projeto, desde o desenvolvimento de circuitos, códigos e artigos”, disse Andriely Nunes. “Como sendo uma parceria com a Facisa, o projeto nos dá a oportunidade de ter contato com orientadores e alunos da pós-graduação em Fisioterapia. Passamos a entender coisas novas, aprender sobre o AVC e em como podemos ajudar a medicina com a tecnologia”, relata. A aluna também destaca a formação acadêmica que o Instituto proporciona nesse cenário: “A educação pode nos levar longe e o IFRN é uma escola que nos oferece uma formação completa. Com isso, os projetos que desenvolvemos no Campus, nos auxiliam a construir um bom futuro. Não só para nós, mas para a comunidade”, conclui.

O professor Rodrigo Barreto, um dos pesquisadores que participaram do projeto, acredita que, “é muito importante desenvolver esses projetos de parceria para estimular o desenvolvimento da região, além de propiciar o amadurecimento do aluno no aprender, na busca científica e na prática da pesquisa”, disse. O grupo ainda destaca a importância de divulgar o trabalho: “Estamos submetendo o projeto para publicação e também fizemos submissão para a Secitex, pois é muito importante e gratificante ter um trabalho publicado e apresentado à comunidade, nos abrindo oportunidades no futuro”.

Ao final, espera-se construir dois equipamentos, deixando um na Facisa e outro no IFRN – Campus Santa Cruz, para estudos mais detalhados.

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Destaques, RN

Duas praias da Grande Natal estão impróprias para o banho

O Boletim da Balneabilidade das praias do RN (Nº 25), emitido nesta sexta-feira (21), informa que apenas duas praias monitoradas estão impróprias para o banho. O estudo é uma parceria entre o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA), o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) e a Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do RN (FUNCERN), e faz parte do Programa Água Azul.

As praias apontadas como impróprias para o banho são: Pirangi do Sul – Igreja (Nísia Floresta) e Rio Pium – Ponte Nova (Parnamirim).

Foram coletadas, analisadas e classificadas amostras de água em 33 pontos nas praias potiguares, distribuídas na faixa costeira situada entre os municípios de Nísia Floresta e Extremoz, com objetivo de informar ao banhista quais as condições das praias monitoradas para o estão adequados para o banho.

A classificação leva em conta a quantidade de coliformes encontrados nas águas, como estabelecido na resolução nº 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

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Destaques, RN

MPF processa ministro da Educação por dano moral contra estudantes e professores do RN

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública (ACP) na Justiça Federal do Rio Grande do Norte buscando a condenação do ministro da Educação, Abraham Weintraub, e da União por danos morais coletivos decorrentes de “condutas praticadas desde que o primeiro assumiu a pasta, em abril deste ano”.

Dentre as condutas em questão, estão a declaração – em entrevista concedida em 30 de abril – de que “universidades que, em vez de procurar melhorar o desempenho acadêmico, estiverem fazendo balbúrdia, terão verbas reduzidas”. Para o MPF, a fala demonstra “clara vontade discriminatória por parte do réu, pois as universidades inicialmente retaliadas pelo MEC (UFF, UFBA e UnB) atingiram ótimo desempenho”, com base em rankings de avaliação do ensino superior, como Times Higher Education.

Outra declaração considerada ofensiva e discriminatória, apontam os autores da ação, foi dada por Abraham Weintraub em 20 de maio, durante reunião com reitores e membros da bancada parlamentar do Rio Grande do Norte. Ao ser questionado sobre a falta de recursos para o pagamento do serviço de limpeza na Ufersa, UFRN e IFRN, o ministro propôs que “se chamasse o CA e o DCE” para realização dos serviços.

Os CAs (centros acadêmicos) e DCEs (diretórios centrais dos estudantes) são órgãos de representação dos alunos e a prestação desses serviços pelos seus integrantes seria ilegal. “A proposta parte da premissa inafastável de que, para Sua Excelência, os respectivos alunos são desocupados, não realizando a contento as atividades de ensino, pesquisa e extensão a ponto de ostentarem tempo livre para, ilegalmente, exercerem tarefa que cabe à Administração”, reforça a ação.

Em outro momento, no dia 22 de maio, em uma audiência na Comissão de Educação na Câmara dos Deputados, o ministro se recusou a pedir desculpas por usar o termo “balbúrdia” ao se referir às universidades federais. “Eu não tenho problema nenhum em pedir desculpas, mas esse não”, disse Abraham Weintraub.

Responsabilização direta – Apesar de ter incluído a União, o MPF sustenta também a responsabilização direta do ministro, pois, uma vez comprovado o dolo, não há necessidade de demandar unicamente o ente público. Uma das funções do Ministério Público Federal, inclusive, é a proteção do patrimônio público, que acabaria prejudicado caso a União fosse a única condenada.

Para o MPF, as condutas do titular do MEC são discriminatórias, não estando protegidas pela liberdade de expressão, pois denigrem a honra e a imagem pública dos professores e alunos. “Qualquer trabalho lícito é dignificante e aquele exercido voluntariamente, ainda mais no contexto da conservação do patrimônio público, merece ser homenageado. Fosse essa a finalidade da fala do Ministro da Educação, evidentemente, não haveria de se cogitar de qualquer dano moral”, esclarece a ação.

Porém, para os procuradores da República, não foi esse o sentido empregado. “O tom jocoso utilizado, com claro interesse de humilhar os estudantes, somente pode ser compreendido quando analisado o contexto global em que a fala foi proferida, no contexto da conturbada relação com as instituições de ensino”.

Risco democrático – A Ação Civil destaca o perigo em torno de “envenenamento” gradual da democracia, quando discursos desse tipo passam a ser proferidos e considerados normais na sociedade, podendo criar um clima de animosidade contra as instituições.

Devido à complexidade em fixar indenizações a título de danos morais coletivos, o MPF sugeriu um valor de R$ 5 milhões, levando em conta a reiteração da conduta, o cargo ocupado por Abraham Weintraub e a quantidade de pessoas atingidas.

Caso os réus sejam condenados ao pagamento da indenização, após o trânsito em julgado da Ação, a quantia deve ser destinada ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos. A ação tramitará na Justiça Federal do RN sob o número 0800928-89.2019.4.05.8401, na 10ª Vara Federal, em Mossoró (RN), e é de autoria dos procuradores da República Emanuel Ferreira, Renata Muniz, Raphael Bevilaqua, Jorge Luiz Ribeiro, Felipe Moura, Caroline Maciel e Fernando Rocha.

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Destaques, Natal

Corte de verbas pode inviabilizar construção do Hospital da Mulher na zona Norte

No fim de abril, o governo federal anunciou o congelamento de R$ 1,7 bilhão dos gastos das universidades e institutos federais de ensino, de um total de R$ 49,6 bilhões. O corte, segundo o Ministério da Educação (MEC), foi aplicado sobre gastos não obrigatórios, como água, luz, terceirizados, obras, equipamentos e realização de pesquisas. Para avaliar esse cenário, a Câmara Municipal de Natal realizou, por iniciativa do vereador Raniere Barbosa (Avante), uma audiência pública para discutir o contingenciamento dos recursos da Educação Federal.

Mas o que é contingenciamento? É quando o governo bloqueia a execução de parte do orçamento por causa da previsão de não ter receita suficiente. Normalmente, ele atinge as despesas que não são obrigatórias por lei, como investimentos e custeio em geral. O bloqueio pode ser revertido caso a previsão de receita melhore. A Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) diz que é o maior contingenciamento desde 2014.

“Trata-se de uma situação preocupante, haja vista que diante dos cortes orçamentários, a UFRN poderá ficar sem recursos para pagar a energia elétrica e manter seus servidores terceirizados, o que pode acarretar na demissão de 1,5 mil trabalhadores. O IFRN, por sua vez, também terá que demitir mais de 300 funcionários terceirizados e cancelar diversos projetos de pesquisa. Ou seja, estamos diante de um verdadeiro caos social”, declarou o vereador Raniere Barbosa.

Foto: Elpídio Júnior

“Outro prejuízo é a paralisação do processo de construção do Hospital da Mulher na zona Norte de Natal, obra que seria tocada pela Universidade Federal. A Câmara Municipal, inclusive, intermediou junto à Prefeitura a cessão de 16,4 mil metros quadrados de área, terreno que fica vizinho ao Hospital Santa Catarina”, lembrou o parlamentar, que completou: “Um dos encaminhamentos dessa audiência é fortalecer a união das bancadas municipal, estadual e federal para a mobilização em prol da manutenção dos recursos da Educação”.

Em seguida, a pró-reitora adjunta de Administração da UFRN, Maria do Carmo Araújo de Medeiros, informou que várias ações da instituição serão impactadas, caso o contingenciamento orçamentário seja mantido. Segundo ela, podem ser prejudicados 250 projetos de apoio a grupos de pesquisas, 50 de apoio a novos pesquisadores, 263 projetos de monitoria, 51 iniciativas de melhoria na qualidade de ensino, 239 programas de extensão, entre outros.

“Se esse corte for mesmo efetivado ou não haja reversão do valor que foi bloqueado, a universidade será naturalmente afetada, uma vez que 33% do orçamento de custeio está comprometido, o que nos impede de encerrar 2019 sem nenhum dano ao ano seguinte. Isso vai obrigar a UFRN a tomar decisões sobre custeio para pesquisas e extensão, que contribuem para a transformação social e econômica do nosso estado. Para completar, os cortes inviabilizam a construção do Hospital da Mulher, impedem a manutenção dos contratos com os funcionários terceirizados e dificultam a realização de novos concursos públicos, pois não teremos receita suficiente”, explicou Maria do Carmo.

Apesar do governo federal garantir prioridade à base do ensino público, ao menos R$ 2,4 bilhões que estavam previstos para investimentos em programas da educação infantil ao ensino médio foram bloqueados. As universidades federais estão sem R$ 2,2 bilhões. O MEC interrompeu, por exemplo, R$ 146 milhões, dos R$ 265 milhões previstos inicialmente, para construção ou obra em unidades do ensino básico. O valor poderia ser destinado aos municípios para construírem creches.

De acordo com o secretário de Educação do RN, Getúlio Marques Ferreira, toda rede estadual de ensino será afetada porque as universidades e institutos federais são grandes parceiros em projetos de formação de professores, inclusive com a participação de alunos como bolsistas e estagiários. “Tudo isso vai atrapalhar o desenvolvimento da educação básica. O que nos resta é lutar e pensar em estratégias para sensibilizar o Ministério da Educação de que este não é o melhor caminho para o país”.

Juscelino Cardoso, pró-reitor de Administração e Planejamento do IFRN, afirmou que mantendo-se o contingenciamento as instituições federais de ensino serão sucateadas. “A qualidade do trabalho vai cair, acarretando perdas irrecuperáveis para os nossos alunos, a maioria oriunda da classe trabalhadora. Temos mais de 700 servidores terceirizados; cerca de 30% podem ser demitidos. Sem falar que a educação oferecida pelos Institutos Federais representa uma chance de ascensão social para as pessoas, um meio de pagar a dívida histórica que o Estado tem com milhões de brasileiros”, concluiu.

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Destaques, Educação

IFRN divulga edital com 260 vagas para cursos de Graduação

O Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) divulgou o Edital nº 23/2019 referente à abertura das inscrições para o processo seletivo dos Cursos Superiores de Graduação ofertados via Sistema de Seleção Unificada (Sisu), com ingresso no 2º semestre de 2019.

Ao todo, são 260 oportunidades distribuídas entre os cursos de Matemática (20 – Mossoró); Espanhol (40 – Natal/Central); Gestão Ambiental (20 – Mossoró); Gestão Pública (40 – Natal/Central); Redes de Computadores (40 – Natal/Central); Gestão Ambiental (40 – Natal/Central); Marketing (40 – Natal/Zona Norte) e Logística (20 – São Gonçalo do Amarante).

Inscrições

As inscrições serão efetuadas, exclusivamente, por meio do Portal do Sisu, e ficarão disponíveis para os ESTUDANTES no período de 4 de junho até as 23h59min do dia 7 de junho de 2019. O candidato que não tenha acesso à internet, poderá fazer a sua inscrição em qualquer um dos campi do IFRN, em dias úteis, nos horários de funcionamento de acordo com o Anexo II do Edital.

O processo seletivo do Sisu referente à segunda edição de 2019 será constituído de 1 (uma) única chamada regular a ser divulgada no dia 10 de junho.

Para mais informações, acesse o Edital completo clicando aqui.


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