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Horário de Verão termina neste domingo (18)

Para alegria de uns e tristeza de outros, o horário de verão vai terminar neste domingo (18). Na prática, isso significa que os moradores do Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país deverão atrasar o relógio em uma hora quando os ponteiros marcarem meia-noite. A população do Norte e do Nordeste não vai ser afetada, afinal, os estados da região não são incluídos no horário de verão.

A medida, que estava em vigor desde 15 de outubro do ano passado, tem como finalidade reduzir o consumo de energia elétrica entre seis e nove da noite. No final de 2017, o governo federal sinalizou a possibilidade de abolir o horário de verão, já que houve dúvida se o sistema realmente gerava economia.

Mesmo assim, o horário de verão deve ser mantido e, a pedido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), será abreviado em duas semanas para facilitar a apuração dos votos durante as eleições. A expectativa é que volte a ser adotado no primeiro domingo de novembro.

História do horário de verão

O horário de verão foi criado em 1931, pelo presidente Getúlio Vargas. Foi adotado em todos os estados do país até março do ano seguinte. Entre idas e vindas, passou a ser adotado de vez a partir de 1985, quando o baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas obrigou o governo a retomar o horário de verão. Desde então, é aplicado todos os anos com a intenção de gerar economia de energia. Em 2016, por exemplo, foram economizados 2.185 megawatts, o equivalente a R$147,5 milhões, de acordo com o Ministério de Minas e Energia.

Até 2008, o horário de verão não tinha dia certo para começar, nem para acabar. Foi aí que um decreto estabeleceu e fixou a duração da medida em quatro meses e determinou que o seu início seria no terceiro domingo de outubro e o seu término no terceiro domingo de fevereiro. Nesse período, os dias são mais longos, devido à posição da Terra em relação ao Sol.

Quando o terceiro domingo de fevereiro coincidir com o domingo de Carnaval, o horário de verão termina no quarto domingo desse mês. Neste ano, ele também será mais curto por conta das eleições, que ocorrem em outubro.

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Fique atento: horário de verão 2017/18 começa neste domingo

Neste domingo (15), a 0h, os ponteiros dos relógios deverão ser adiantados em uma hora. Tradição desde 1985, o horário de verão vai vigorar até fevereiro de 2018 nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Usado por muitos países no mundo, o horário de verão surgiu para evitar um sobrecarregamento do sistema elétrico. Atualmente, mesmo com os dias mais longos, o uso de energia elétrica durante o período chega perto da neutralidade.

No entanto, a tradicional prática faz parte de gosto de parte dos brasileiros. Além disso, alguns setores econômicos, como o de varejo e de esporte, se beneficiam com um período prolongado de luz natural.

É o caso do publicitário Hugo Moreira, 23, sócio de uma empresa de óculos de sol. “Gosto do horário de verão. O primeiro motivo é pelos negócios. Vendemos óculos de sol e, com um horário de sol a mais, os consumidores tendem a comprar mais o produto”, diz. “A gente vê um movimento em direção à compra”, completa.

Para ele, um horário a mais de luz solar também agrada ao final de expediente, momento em que pode aproveitar a hora extra para fazer outras atividades. “Aproveito para fazer esportes e curtir mais o restante do dia. Não dá a sensação de que você teve um dia incompleto ao sair do escritório após um dia de trabalho”, explica.

No caso do estudante Gabriel Freire, 23, o horário de verão pode incomodar quem tem uma rotina que começa mais cedo. “Eu acordo muito cedo por causa dos estudos e ainda está escuro. Como tenho mais tempo para fazer exercícios pela manhã, o horário de verão atrapalha um pouco”, afirma.

Horário de Verão

Foto: Renato Araújo/ABr (Arquivo)

Mais importante que a economia nos horários de pico, Freire alerta que medidas de economia durante o cotidiano, como evitar deixar aparelhos eletrônicos desligados na hora de dormir, podem ser mais eficazes que aproveitar uma hora a mais de luz natural.

Uso consciente

No ano passado, o horário de verão gerou uma economia de R$ 159,5 milhões, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Esse valor superou as estimativas iniciais, que apontavam para uma economia de R$ 147,5 milhões.

O período, que durou um total de 126 dias, gerou ganhos qualitativos em relação à redução do consumo no horário de pico noturno, diminuindo os carregamentos no sistema de transmissão e aumentando a segurança do atendimento ao consumidor.

Fim do horário?

O governo federal chegou a avaliar o fim do horário de verão neste ano, depois que um estudo do Ministério de Minas e Energia indicou que o programa vem perdendo efetividade.

A análise mostrou que a intensidade de consumo de energia elétrica estava mais ligada à temperatura do que ao horário, com picos nas horas mais quentes do dia.

Porém, o Brasil enfrenta um período de estiagem, com hidrelétricas com níveis de água reduzidos, o que vem obrigando o governo a ligar as termelétricas (de operação mais cara) e até mesmo a importar energia de outros países.

Nesse cenário, qualquer economia de eletricidade é bem-vinda. Por isso, o governo decidiu manter o horário de verão em 2017. Para 2018, o assunto ainda será analisado.

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Horário de verão começa a partir do dia 15 de outubro

O governo decidiu manter o horário de verão em 2017. A medida foi confirmada hoje (25) pelo ministério de Minas e Energia. Com a decisão, os moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste deverão adiantar os relógios em 1 hora a partir do dia 15 de outubro.

Na semana passada, o final de horário de verão chegou a ser cogitado pelo governo, após estudos mostrando perda na efetividade da medida, em razão das mudanças nos hábitos de consumo de energia. De acordo com o Operador Nacional do Sistema (ONS), a temperatura é quem determina o maior consumo de energia e não a incidência da luz durante o dia, fazendo com que, atualmente, os picos de consumo ocorram no horário entre 14h e 15h, e não mais entre 17h e 20h.

O ONS aponta que no horário de verão praticado em 2016/2017 a economia foi de R$ 159,5 milhões, valor abaixo período de 2015/2016, que foi de R$ 162 milhões.

O governo informou que, para 2018, deve fazer uma pesquisa para decidir se mantém ou não o horário diferenciado nos próximos anos.

Chuvas

A escassez de chuvas e o baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas este ano pesou na decisão do governo de manter o horário de verão este ano. Apesar de descartar o acionamento das usinas termelétricas, cujo custo está acima do preço da energia no mercado à vista, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) autorizou o aumento da importação de energia da Argentina e do Uruguai e uma campanha de estímulo à economia de energia.

Além disso, a expectativa é que, em outubro, o governo deve passar a cobrar a bandeira vermelha, possivelmente na faixa dois. Atualmente, está em vigor a tarifa amarela na cobrança da conta de luz. Essa tarifa representa um acréscimo de R$ 2 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Com a adoção da tarifa vermelha, o preço da tarifa de energia passa a ter um acréscimo vai a R$ 3 por 100 kWh. No caso do patamar dois, esse valor seria maior: R$ 3,50 a cada 100 kWh consumidos.

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