Destaques, São José de Mipibu

Hospital de São José de Mipibu será referência na prevenção de infecção pelo HIV

O Hospital Regional Monsenhor Antônio Barros, em São José de Mipibu, passará a oferecer o serviço de Profilaxia Pós-Exposição ao HIV (PEP), que consiste no uso de medicamentos antirretrovirais para reduzir o risco de infecção em situações de exposição ao vírus.

A previsão é que o serviço esteja disponível ainda no segundo semestre deste ano. O Hospital será então referência na 1ª Região de Saúde, com sede em São José de Mipibu, na assistência a mulher e a criança no atendimento a PEP.

Nesta quinta-feira (11), uma reunião envolvendo a coordenação de hospitais (Cohur) e coordenação de IST Aids/HIV da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), além da Direção Geral do Hospital e coordenadores de obstetrícia, pediatria, serviço social, nutrição e enfermagem, definiu os detalhes para implantação da PEP na unidade.

A ideia é, antes de iniciar o serviço, realizar um fórum e capacitação dos profissionais, além de articulação com a rede municipal de saúde de São José de Mipibu.

A Profilaxia Pós-Exposição (PEP) é uma medida de prevenção de urgência à infecção pelo HIV, hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST), que consiste no uso de medicamentos para reduzir o risco de adquirir essas infecções. Deve ser utilizada após qualquer situação em que exista risco de contágio, tais como: violência sexual; relação sexual desprotegida (sem o uso de camisinha ou com rompimento da camisinha) e acidente ocupacional (com instrumentos perfurocortantes ou contato direto com material biológico).

Trata-se de uma urgência médica, que deve ser iniciada o mais rápido possível – preferencialmente nas primeiras duas horas após a exposição e no máximo em até 72 horas. A duração da PEP é de 28 dias e a pessoa deve ser acompanhada pela equipe de saúde.

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Destaques, Saúde

Teste rápido de HIV: saiba como funciona e onde fazer

Cerca de 135 mil pessoas estão infectadas com HIV no Brasil e não sabem. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2016, aproximadamente 840 mil pessoas viviam com o vírus. Desse total, 694 mil estavam diagnosticadas; sendo que 498 mil já haviam iniciado o tratamento.

Proporcionalmente, o número de brasileiros diagnosticados aumentou em 18% em 4 anos, passando de 71%, em 2012, para 84%, em 2016. Apesar desse aumento, o governo brasileiro tem reforçado iniciativas para garantir o diagnóstico e o acesso ao tratamento contra o vírus. Neste ano, por exemplo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou o primeiro autoteste para tiragem do HIV e o País se tornou o primeiro da América Latina a disponibilizar o produto em farmácias.

Outra iniciativa é o teste rápido oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Qualquer pessoa pode realizá-lo de forma anônima. Confira as principais perguntas e respostas sobre o teste e entenda a importância dele.

Teste rápido de HIV

Onde o teste é realizado?

Para realizar o teste gratuitamente, basta ir até um Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA). Além do teste para o HIV, é possível realizar o exame para identificar sífilis e hepatites B e C.

Como funciona o teste?

É como se fosse um exame de glicose. Por meio de uma agulha fina e indolor, é retirada uma pequena quantidade de sangue, que é colocada no orifício do aparelho.

Em quanto tempo sai o resultado?

Entre 30 minutos e uma hora. Se o resultado for positivo, aparece uma linha no visor do aparelho utilizado para a coleta do sangue.

O que é feito após o resultado?

Quando a infecção é comprovada, o paciente recebe a orientação necessária e é encaminhado para um serviço de saúde, onde terá o acompanhamento adequado. Se for negativo, o médico reforça a importância da prevenção.

Quem deve fazer o teste?

A recomendação é que toda pessoa com vida sexual ativa realize o teste.

Quanto tempo esperar para realizar o teste após suspeita de infecção?

O Ministério da Saúde orienta que a pessoa espere entre 30 e 60 dias após a suspeita de exposição ao vírus para a realização do teste. Nesse intervalo de tempo, ocorre a produção de anticorpos anti-HIV no sangue, que confirma a infecção.

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Destaques, Natal

Você sabia? Natal oferece serviço especializado para pessoas com HIV

Apesar das ações de prevenção ao HIV/Aids se intensificarem durante o ‘Dezembro Vermelho‘, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) mantém, durante todo o ano, um serviço voltado para pessoas soropositivas residentes de Natal.

O Serviço de Assistência Especializada em HIV/Aids e Hepatites Virais, funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, no Centro de Especialidades Integradas Leste II (CEI Leste II), no bairro do Alecrim.

O serviço tem o intuito de promover o atendimento às infecções de AIDS e Hepatites virais. Atualmente o serviço conta com cerca de 1.800 usuários cadastrados, os quais são atendidos por uma equipe multidisciplinar entre médicos, nutricionista, técnicos em enfermagem, psicólogos, farmacêuticos entre outros profissionais.

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Foto: Portal N10

Desde 2014, a SMS promove o treinamento de todos os técnicos atuantes nas unidades básicas para realização do teste rápido. “Os pacientes que apresentam resultados positivos nos exames, são encaminhados para o SAE. Tantos pacientes de unidades básicas de saúde, quanto de serviços particulares. Aqui eles são acolhidos, passam por novos exames e agendam consulta com um médico. Então passam a ser acompanhados pela equipe”, destacou Josimar Paiva, administrador do CEI Leste II.

Os usuários do serviço dispõem ainda de palestras promovidas por diversos grupos, consultas de enfermagem, orientação, distribuição da medicação e um programa de oferta de leite para aquelas mães infectadas que não podem amamentar seus filhos até os 6 meses de idade, mantendo-as em observação até 1 ano e 6 meses de idade para garantir que não haverá infecção.

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RN

Justiça concede prisão domicilar para detento portador do vírus HIV

O desembargador Saraiva Sobrinho, do Tribunal de Justiça do RN, concedeu a prisão de um detento  portador do HIV, vírus causador da AIDS, em prisão domiciliar até que seja realizado seu  último julgamento  no pedido de Habeas Corpus. A decisão liminar teve como base e atende ao princípio da dignidade da pessoa humana.

Conforme a defesa do acusado, que foi  preso em flagrante por furto qualificado na zona rural de Pedro Avelino, ele  se encontra  detido há onze meses e não está  recebendo os coquetéis de medicamentos  para o tratamento da doença.

O Juiz  acredita  que realmente o estabelecimento prisional não possui  estrutura alguma para transportar o preso ao Hospital Giselda Trigueiro, para que lá receba os respectivos coquetéis, necessários e imprescindíveis à sua sobrevida.

“De acordo com  o inciso II do art. 318 permite expressamente a concessão de prisão domiciliar quando evidenciada a extrema debilidade da saúde do preso, em decorrência de doença grave”, ressalta o desembargador Saraiva Sobrinho em sua decisão.

Para dar ênfase a sua decisão, o  magistrado também acrescenta a fala  do jurista alemão Gustav Radbruch: “O Direito deve-se prolongar para fora de nós mesmos, para que o façamos coincidir com a realidade, conforme as necessidades de sua aplicação ao caso concreto. É por esse fato que a jurisprudência não tem princípios estáveis e critérios universais: umas vezes pedirá à própria lei a regra de sua aplicação, reduzindo a lei à letra do texto ou interpretando-a pelo espírito que guiou o legislador; outras vezes abandonara a lei, para invocar os princípios que estão de certo modo consagrados pela doutrina, ou até os sentimentos naturais de eqüidade, que todos os homens se orgulham de possuir”.

 

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Ciência

Cientistas chineses anunciam criação de embriões humanos imunes ao HIV

Uma equipe de cientistas da Universidade de Medicina de Cantão, no Sul da China, anunciou que conseguiu criar embriões humanos resistentes ao vírus HIV, por meio de modificação genética.

Segundo o coordenador da equipe, Fan Yong, os testes feitos em 26 embriões “defeituosos e inaptos a tratamentos de fertilidade” permitiram criar quatro embriões imunes ao HIV, enquanto os restantes mostraram mutações “não planejadas”, informou hoje (13) um jornal oficial.

O trabalho foi publicado no último número do Journal on Assisted Reproduction and Genetics e detalha que todos os embriões foram destruídos no espaço de três dias.

É a segunda vez que um grupo de médicos chineses causa controvérsias com experiências sobre a modificação genética de embriões.

No ano passado, uma equipe da Universidade Zhongshan, também em Cantão, disse ter conseguido alterar pela primeira vez na história o genoma humano em embriões.

Agência Lusa

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