Mundo

Áustria vence e evita que casa de Hitler vire templo nazista

(ANSA) – O Ministério do Interior da Áustria informou nesta segunda-feira (5) que o Supremo Tribunal do país europeu encerrou uma longa batalha judicial envolvendo a casa onde o alemão Adolf Hitler nasceu, em Braunau.

A família de Gerlinde Pommer era a proprietária do imóvel há quase 100 anos. No entanto, as autoridades austríacas assumiram o controle da casa amarela de esquina em dezembro de 2016, visando que o local não se torne um templo neonazista.

Com a decisão, a família Pommer receberá 810 mil euros de indenização e encerrará a longa batalha judicial com o Estado.

“Após a decisão do tribunal sobre a indenização, um uso para a casa onde Hitler nasceu pode agora ser enquadrado dentro da lei para evitar qualquer tipo de atividade relacionada com o nazismo”, afirmou o ministro do Interior da Áustria, Wolfgang Peschorn, em um comunicado.

Além disso, o político revelou que será organizado um concurso de arquitetos para definir o futuro do casarão de três andares.

Hitler nasceu em 20 de abril de 1889 e viveu apenas alguns meses em Branau. No entanto, isso marcou a pequena cidade austríaca, que possui pouco mais de 16 mil habitantes.

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Destaques, Política

Em sabatina, Ciro Gomes chama Bolsonaro de “projeto de Hitler tropical”

Em sabatina promovida pelo Estadão nesta terça-feira (4), Ciro Gomes (PDT) afirmou ser contra a flexibilização do porte de armas, e disse que, se eleito, cuidará da segurança das fronteiras do país com tecnologia.

“Se facilitação de acesso a arma fosse solução, o Brasil era o país mais pacífico do mundo. E não é. É o país que mais mata com arma de fogo do mundo. E aí vem a questão do policiamento de fronteira, nós precisamos criar uma guarda nacional, uma guarda de fronteira, que é a minha proposta, tecnologicamente sofisticada. Quem faz a fiscalização correta é satélite, georeferenciamento com sensor, com escâner e drone para ir lá e resolver a parada.”

Ciro sustentou mais uma vez que Carlos Lupi, presidente do PDT, não é réu em processo por improbidade administrativa. Ao ser perguntado sobre Bolsonaro, o candidato do PDT chamou o concorrente de “projeto de Hitler tropical”.

“O Bolsonaro está interpretando um papel e a elite brasileira cobra ele no texto que ele decorou. Mas daí até ele ganhar a eleição, eu acho que o povo brasileiro não cometerá esse suicídio coletivo. É um projetinho. Dai até chegar a Hitler, é um projetinho de Hitlerzinho tropical.”

Sobre a condição de Lula, considerado inelegível pelo TSE, Ciro disse que a sentença que condenou o ex-presidente é “frágil”, mas enfatizou que o petista não deveria ser candidato por conta da Lei da Ficha Limpa.

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Mundo

Governo da Áustria quer expropriar casa onde Hitler nasceu

(ANSA) – O governo federal da Áustria pretende expropriar a casa de Braunau am Inn, cidade situada na fronteira com a Alemanha, onde nasceu Adolf Hitler, em abril de 1889.

Segundo fontes citadas pela rede britânica “BBC”, o objetivo é evitar que a residência continue a ser lugar de culto e peregrinação para simpatizantes neonazistas de todo o mundo. A decisão foi tomada após anos de discussões sobre o destino do imóvel.

Entre 1972 e 2011, o governo alugou a casa para abrigar um centro para pessoas com deficiência, mas o contrato foi rompido por divergências com a proprietária do local, Gerlinde Pommer. O novo plano prevê uma oferta de compensação à dona do imóvel, para depois transferir a residência para o poder federal.

“Chegamos à conclusão de que a expropriação é o único modo de evitar que o edifício seja explorado por simpatizantes do nazismo”, declarou Karl-Heinz Grundböck, porta-voz do Ministério do Interior austríaco. No entanto, ainda não se conhece o futuro da casa, se será preservada, reformada ou demolida.

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Mundo

Israel investiga pintura de Hitler em sinagoga

(ANSA) – Um desenho do ex-líder alemão Adolf Hitler foi pintado em um edifício de Tel Aviv, em Israel, que era usado como sinagoga. Um porta-voz da polícia local, Luba Samri, disse que as autoridades estão investigando os responsáveis pela caricatura, que ainda são desconhecidos.

Ao lado da imagem, foi colocada a inscrição “Hitler era judeu”, além de uma Estrela de David com uma suástica ao centro. Hitler governou a Alemanha entre os anos de 1934 a 1945, durante os quais lançou uma caçada aos judeus, exterminados em campos de concentração nazistas.

Na semana passada, pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), foi lançada na Alemanha a edição do livro “Mein Kampf” (“Minha Luta”), manifesto de Hitler. Com 3,7 mil notas e comentários de especialistas, o livro tem o objetivo de desconstruir os mitos em torno da figura do líder nazista.

A publicação do livro 71 anos após a morte de Hitler gerou debates na Alemanha sobre a possibilidade de neonazistas surgirem inspirados nas ideias do ex-líder. “Mein Kampf” foi escrito por Hitler durante os nove meses que esteve preso pelo fracassado golpe de Estado em Baviera. Sua primeira publicação ocorreu em julho de 1925.

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Cultura

Para professora, relançamento da obra de Hitler pode impulsionar extrema direita

O Instituto de História Contemporânea de Munique (IFZ, na sigla em alemão) lançou na Alemanha na última sexta-feira (8), pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945), o livro Mein Kampf (A minha luta, em tradução livre), um manifesto de Adolf Hitler. O objetivo do relançamento do livro, cujos direitos passaram a ser recentemente de domínio público, é contextualizar a obra e desmistificar declarações do ex-líder alemão.

Para a professora do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Adriana Dias, a reedição da publicação, no entanto, acontece em um momento delicado para a Europa, em que se registra o crescimento de movimentos de extrema direita e de aumento de casos de xenofobia e racismo, principalmente contra imigrantes e refugiados.

“A Europa vive um cenário de crise econômica e atentados, o que cria um caldeirão na narrativa social muito parecido com o das décadas de 1920 e 1930. O cenário não é bom, o livro é uma Caixa de Pandora, que abre todas as portas de ódio, com mentiras, que infelizmente são compráveis em tempos de opressão social e econômica”, avalia a pesquisadora.

Indagada sobre a possível repercussão do livro no Brasil, a antropóloga, que pesquisa há mais de 15 anos sobre os grupos nazistas na internet e também fora dela, disse acreditar que o movimento de extrema direita deve se intensificar também no país. “No Brasil, mais de 200 mil pessoas já leem livros e materiais neonazistas e com a ascensão da direita isso tende a piorar.”

Para ela, os simpatizantes brasileiros do neonazismo (que estão espalhados pelo país, mas concentrados majoritariamente nos estados do Sul e do Sudeste), são muito influenciados pelas ações dos seus pares na Europa. “O movimento no Brasil é extremista, se apoia muito no modelo americano e europeu, e como característica singular desenvolveu um ódio extremo ao nordestino”. Além disso, segundo ela, é comum estarem envolvidos em ataques homofóbicos, contra negros e judeus.

Com informações da Agência Brasil

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