Destaques, RN

Rio Grande do Norte tem média de 300 novos casos de hanseníase ao ano

A hanseníase é um dos problemas de saúde pública que atinge cerca de 150 países em todo o mundo. O Brasil, que chegou a registrar 26.875 novos casos somente em 2017, ainda luta para deixar a incômoda segunda posição deste ranking. O conhecimento das causas e sintomas, unidos a um diagnóstico precoce, pode evitar o avanço da doença e possíveis sequelas, que vão desde a perda de sensibilidade até a deformação de membros como mãos e pés.

Atenta a todas as mudanças do corpo, a dona de casa Valdilene Cardoso da Silva, de 40 anos, identificou a hanseníase ainda no início da infecção, mas relata que se preocupou com danos físicos ao descobrir uma gravidez durante o tratamento.

“Eu morava na casa de uma tia minha, que tinha muita gente e eu sempre via eles com a pele manchada. Mas só que eu achava que pudesse ser “pano branco”. Só que pano branco coça, né? E essa mancha que eu via em minha pele era uma mancha que não doía, que não coçava, nem nada. Aí eu fui pra médica e ela falou (o diagnóstico de hanseníase). Ai eu comecei o tratamento, só que no terceiro mês eu parei porque eu engravidei. Só que eu voltei na médica e ela falou: ‘isso não tem nada a ver com a gravidez. Você pode tomar esse remédio, não vai te prejudicar em nada, continue o tratamento’. Aí passei seis meses (no tratamento) e me curei”.

A transmissão da doença ocorre por gotículas de saliva, presentes na fala e na respiração, de uma pessoa doente e que conviva há anos com uma não doente. Vale ressaltar que a transmissão pode ser interrompida com medicação e tratamento correto.

A moradora da capital, do bairro Felipe Camarão, hoje está curada e sem sequelas. Mas é preciso ficar atento. Isso porque o Rio Grande do Norte registrou 254 novos casos somente em 2018, mantendo uma média de 200 a 300 novos registros por ano, segundo dados estaduais. De acordo com a subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica do RN, os números ainda preocupam e requerem atenção da população e dos agentes de saúde.

“No ano passado, nós tivemos 254 casos notificados, dos quais nós conseguimos obter em todo o estado uma média de 81,6% de cura desses casos, fora os contatos examinados que também, na maioria das regiões de saúde, foi satisfatório. Nos preocupar, sempre irá nos preocupar, porque é um agravo milenar e de notificação compulsória, porém dentro do quadro que o estado apresenta nos últimos cinco anos, se mantém dentro mesmo quantitativo”.

Por isso, o importante é ficar atento aos sinais do seu corpo. Ao surgimento de qualquer mancha em que você perceba a perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as chances de sequelas.

A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou.

Ricardo Ribeiro – Agência do Rádio +

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Destaques, Saúde

Tratamento da hanseníase é eficaz e pode durar até 12 meses

A hanseníase é uma das doenças mais antigas de que se tem conhecimento e, até hoje, atinge mais de 150 países em todo o mundo. Crônica e transmissível, ela afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. Por isso, pode ocasionar lesões neurais e deixar a pessoa incapacitada, o que até hoje gera preconceito e discriminação às pessoas acometidas pela doença. Mas o que muita gente não sabe é que a hanseníase tem cura e o tratamento é eficaz, podendo durar de seis a 12 meses. Quem explica mais sobre esse assunto é a coordenadora-geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação do Ministério da Saúde, Carmelita Ribeiro Filha.

“O tratamento pra hanseníase é a poliquimioterapia e ela é aceitável por 99% das pessoas. Existe os efeitos adversos do medicamento que são manifestos logo nas primeiras doses, então se essa pessoa tiver intolerância a algum dos componentes da poliquimioterapia, algum dos medicamentos da poliquimeoterapia, ela deve referir isso ao médico, que aí o médico vai fazer o diagnóstico possivelmente, substituir (o medicamento) no serviço onde ela está sendo acompanhada”.

Vale lembrar que, ao começar o tratamento, a pessoa infectada para de transmitir o bacilo que causa a doença. É importante também ficar atento aos sinais do seu corpo. Ao surgimento de qualquer mancha ou diminuição da sensibilidade ao toque, ao calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto mais cedo o diagnóstico, menores as chances de sequelas. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações acesse saúde.gov.br/hanseníase.

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Destaques, RN

Unidade móvel de combate à hanseníase estará circulando pelo RN

O Instituto de Medicina Tropical da UFRN coordena entre os dias 29 de novembro e 11 de dezembro ações de atendimento à Hanseníase nas três maiores cidades do Rio Grande do Norte. O caminhão itinerante que atua como um centro de saúde móvel, estará em Natal (29/11 a 05/12), Mossoró (07 e 8/12) e Parnamirim (11/12), em um esforço conjunto com o Ministério da Saúde, as Secretarias Estaduais e municipais de Saúde e a empresa Novartis, parceira na iniciativa.

O atendimento será a pessoas que apresentem sintomas e àqueles cujos familiares já tiveram hanseníase. Portanto, não será uma avaliação dermatológica geral, mas direcionada. “Uma vez feita a suspeita da doença, o paciente será encaminhado para o teste confirmatório dentro da Carreta. Uma vez confirmado, será iniciado o tratamento e o encaminhamento do paciente ao Serviço de Saúde para o seguimento do tratamento. As pessoas que tem os sinais e sintomas da Hanseníase podem nos procurar, independente de terem passado por algum posto de saúde ou não”, explicou Débora Gurgel Costa, que integra o Programa de Tuberculose e Hanseníase do Departamento de Atenção Básica da Secretaria Saúde de Natal.

Os principais sintomas são dormências, dor nos nervos dos braços, mãos, pernas e pés; lesões de pele (caroços e placas pelo corpo) com alteração da sensibilidade ao calor, ao frio e ao toque e áreas da pele com alteração da sensibilidade mesmo sem lesão aparente; e diminuição da força muscular. Essas manchas são esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas.

Segundo país do mundo com o maior número de casos de hanseníase, o Brasil registra 30 mil novos casos da enfermidade já controlada em grande parte do mundo. Perde apenas para a Índia, com 126 mil registros por ano. Doença infecciosa, contagiosa e associada a desigualdades sociais, ela afeta principalmente as regiões mais carentes do mundo e é transmitida pelas vias aéreas, como secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro, por pacientes considerados bacilíferos, ou seja, sem tratamento — aqueles que estão sendo tratados deixam de transmitir.

“A ação da carreta reforça a importância do diagnóstico precoce da doença como forma de prevenir as incapacidades físicas decorrentes do diagnóstico tardio, e lembra que a hanseníase tem cura e o tratamento é oferecido gratuitamente pelo SUS”, colocou Maurício Nobre, médico da SESAP e colaborador no IMT, cuja tese de doutorado abordou a hanseníase e foi premiada nacionalmente pelo Instituto Osvaldo Cruz.
O Instituto de Medicina Tropical da UFRN, inclusive, é uma unidade destinada ao estudo e pesquisa de doenças infecciosas e infectocontagiosas presentes no Nordeste, e à formulação e produção de vacinas para certas doenças, entre elas a Leishmaniose e a Hanseníase.

Segundo a diretora do Instituto, Selma Maria Bezerra Jerônimo, a criação da unidade, em 2014, surgiu justamente a partir da constatação de que doenças como leishmanioses, esquistossomose e hanseníase, entre outras tipicamente tropicais, representam problemas importantes para o estado e que a “dramaticidade de quadros de reação hansênica ou grave de leishmaniose visceral são situações que precisamos combater e minimizar”.

Carreta da Saúde

Ao longo de sua história, iniciada em 2009, o projeto Carreta da Saúde Final na Hanseníase beneficiou mais de 20 mil pessoas em 18 estados do país e diagnosticou mais de 2 mil novos casos de hanseníase. Além disso, estima-se que a Carreta de Saúde seja hoje responsável por 25% de todos os diagnósticos de hanseníase registrados no Brasil, fornecendo assim uma cooperação única com os órgãos nacionais de saúde pública na eliminação desta doença.

Locais de atendimento

29 e 30 de novembro – Natal – Zona Norte – Largo do Ginásio Nélio Dias, bairro Lagoa Azul
04 e 05 de dezembro – Natal – Zona Oeste – Em frente à policlínica de Cidade da Esperança
07 e 08 de dezembro – Mossoró – Estação das Artes, Centro de Mossoró
11/12 – Parnamirim – Em frente a Unidade Básica de Saúde do bairro de Monte Castelo

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Destaques, RN

Novos casos da Hanseníase no RN preocupa o Ministério da Saúde

No Rio Grande do Norte, o número de casos da hanseníase vem causando preocupação. Só em 2016, o estado teve 5 novos casos da doença para cada 100 mil habitantes na população em geral.

Você deve estar se perguntando: o que é a Hanseníase? Bem, ela é uma doença crônica com grande poder de causar incapacidades e deformações físicas. Também é capaz de infectar um grande número de pessoas. A transmissão ocorre por meio da respiração de uma pessoa doente e sem tratamento para outra, durante contato prolongado.

Posso tratar a Hanseníase? Sim, o diagnóstico e o tratamento da hanseníase são oferecidos pelo SUS e estão disponíveis nas unidades públicas de saúde. Mas é importante que essa detecção seja realizada o mais rápido possível, como explica a coordenadora-geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação do Ministério da Saúde, Carmelita Ribeiro.

“A hanseníase é uma doença que é um problema de saúde pública para o nosso país. O Brasil é o segundo no mundo em número de casos de hanseníase, de forma que a gente precisa, incansavelmente, tanto trabalhar com a população de forma que a população possa conhecer os sinais e sintomas, como também trabalhar com os profissionais de saúde para saber reconhecer a hanseníase e fazer busca ativa e fazer o diagnóstico o mais cedo possível, o mais precoce possível”.

O Ministério da Saúde recomenda que as pessoas procurem o serviço de saúde se perceber o aparecimento de manchas, de qualquer cor, em qualquer parte do corpo, principalmente se essa mancha apresentar diminuição de sensibilidade ao calor e ao toque. Após iniciado o tratamento, a pessoa para de transmitir a doença quase que imediatamente.

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Saúde

Escolas de Natal recebem ações da campanha de Hanseníase, Verminoses e Tracoma

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) realiza de 21 a 25 de setembro mais uma etapa da Campanha Nacional de Hanseníase, Verminoses e Tracoma nas escolas do município de Natal. A ação é realizada em parceria com as Secretarias Estadual e Municipal de Educação e também com a Secretaria de Saúde de Natal.

A Campanha é direcionada aos escolares de 5 a 14 anos do ensino fundamental da rede pública. O objetivo é esclarecer sobre essas doenças, realizar exames de busca ativa para o diagnóstico precoce e tratamento imediato de tracoma e hanseníase, além da administração de medicamento contra verminose.

Nesta etapa serão visitadas nove escolas municipais e uma estadual, nos bairros de Igapó, Potengi, Bom Pastor, Guarapes, Cidade Satélite, Vila de Ponta Negra, Santos Reais, Passo da Pátria, Mãe Luiza e Cidade Nova. A expectativa é avaliar mais de 5.500 crianças no município de Natal.

Desde o início de agosto a ação vem sendo realizada nos municípios com alta carga das doenças, denominados municípios prioritários. No Rio Grande do Norte, 13 municípios são considerados prioritários: Assu, Baía Formosa, Brejinho, Canguaretama, Ceará-Mirim, Cerro Corá, Lagoa de Pedras, Macaíba, Mossoró, Natal, Rio do Fogo, São José de Mipibu e Touros.

Na campanha de 2014 foram realizados no Rio Grande do Norte 44.992 exames oculares em escolares sendo diagnosticados 437 casos de tracoma, além de 1.666 pessoas examinadas em domicílio, somando mais 29 casos, sendo todos tratados oportunamente. Um total de 29.127 crianças entre 5 e 14 anos foram tratadas com medicamento para as verminoses. Foram avaliados 35.813 escolares do ensino fundamental acerca da hanseníase, desses, 22.442 responderam a ficha espelho e 1.789 foram suspeitos dermatológicos para investigação da doença e 904 foram examinados nas unidades de saúde, não havendo pacientes diagnosticados.

Saiba mais

A hanseníase, também conhecida como lepra, é uma doença infecciosa causada por uma bactéria. Acomete principalmente a pele e os nervos periféricos. Também pode compromete articulações, olhos, testículos, gânglios e outros órgãos. O contágio ocorre de pessoa a pessoa. O doente que apresenta a forma infectante da doença, sem tratamento, elimina bacilos pelas vias respiratórias (secreções nasais, tosse, espirro), e assim transmite para outras pessoas.

O Tracoma é uma doença inflamatória dos olhos que afeta a córnea e a conjuntiva, provocada também por uma bactéria. Já a verminose é uma infecção intestinal provocada por parasitas e pode ser tratada por medicamentos via oral.

As verminoses ou geo-helmintíases consistem em infecções intestinais causadas por parasitas que podem ser tratadas por medicamentos via oral.

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