Mundo

Estado Islâmico sequestrou 200 cristãos assírios nos últimos três dias

A organização não governamental (ONG) ‘Observatório Sírio dos Direitos Humanos’ (OSDH) informou nesta quinta-feira (26) que o grupo extremista Estado Islâmico sequestrou 200 cristãos assírios, na Síria, nos últimos três dias.

“Pelo menos 200 assírios foram sequestrados em 11 aldeias pelo grupo nos últimos três dias”, na província de Hassaké (Nordeste), que faz fronteira com a Turquia e o Iraque, indicou a ONG, com sede em Londres. Na terça-feira (24), a organização anunciou o sequestro de 90 assírios.

O diretor da Rede Assíria dos Direitos Humanos, Usama Edward, com sede na Suécia, disse nessa quarta-feira (25) que cerca de mil famílias (aproximadamente 5 mil pessoas) tinham abandonado as suas casas no Nordeste sírio desde segunda-feira para se refugiar em localidades de Hassaké e Qamichli.

Edward observou que entre 70 e 100 cristãos assírios, “a maioria mulheres, crianças e idosos”, foram sequestrados. Segundo a OSDH, estão sendo mantidas negociações, por meio de mediadores de tribos árabes e um responsável da comunidade assíria, para conseguir a libertação dos reféns.

De acordo com a ONG, o Estado Islâmico controla agora dez aldeias cristãs da região de Tall Tamer, que estão sendo abandonadas em massa pelos moradores.

Cerca de 30 mil assírios, uma das mais antigas comunidades cristãs, viviam na Síria, sobretudo na zona de Hassaké, antes do início da guerra civil em 15 de março de 2011.

Agência Lusa*

Read More...

Mundo

Boko Haram assume ataque a Baga e ameaça vizinhos da Nigéria

O líder do grupo extremista nigeriano Boko Haram, Abubakar Shekau, reivindicou o ataque à cidade de Baga, que deixou cerca de dois mil mortos no início de janeiro. O anúncio foi feito em um vídeo divulgado na terça-feira (20), no qual Shekau também ameaçou atacar Níger, Chad e Camarões.

“Matamos o povo de Baga. Matamos tal como nosso Deus pediu para fazermos em seu Livro”, declarou Shekau na gravação do vídeo.

No vídeo, Abubakar Shekau aparece diante de quatro caminhonetes e ao lado de oito homens armados e com os rostos cobertos. “Não vamos parar. Isto não foi nada, vocês vão ver”, disse o líder do Boko Haram sobre o massacre de Baga, qualificado pela Anistia Internacional como ‘o maior e mais destruidor’ ataque nos seis anos de revolta do grupo islâmico.

Dirigindo-se ao Níger, Chad e Camarões, que enviaram tropas para combater o Boko Haram, Abubakar Shekau exibiu armas pesadas e disse: “Reis da África, já vão tarde. Desafio vocês a me atacarem agora. Estou preparado”.

Nesta terça-feira (20), diversos países iniciaram uma reunião em Niamey para discutir a luta contra o Boko Haram. Entre os participantes figuram os chanceleres ou ministros da defesa de seis países africanos – Benin, Camarões, Guiné Equatorial, Níger, Nigéria e Chade – e representantes de Alemanha, Canadá, China, Espanha, Estados Unidos, Reino Unido e União Europeia.

Desde 2009, a insurreição islâmica e sua repressão pelas forças nigerianas deixaram mais de 13.000 mortos e 1,5 milhão de refugiados.

BOKO HARAM

Início

De acordo com analistas do Council on Foreign Relations (CFR), o grupo se formou nos idos de 2002 em Maidguri, capital do estado de Borno. Na época, era liderado por um extremista chamado Mohammed Yusuf.

Nome original

O nome original do grupo é “Jama’atu Ahlis Sunna Lidda’awati Wal-Jihad” que, segundo a rede de notícias CNN, significa “pessoas comprometidas em propagar os ensinamentos do profeta e o jihad”. Ganhou o apelido de “Boko Haram” que pode ser traduzido como “educação ocidental é pecado.”

Objetivo

A ideia do Boko Haram é a de consolidar a Nigéria como um país islâmico com a instalação de tribunais especializados na aplicação da sharia, as leis islâmicas.

Táticas

Segundo reportagem do jornal britânico The Guardian, a estratégia do grupo é composta por três pilares: explosões em cidades de médio e grande porte, ataques por terra em cidades pequenas e vilarejos rurais e invasões em delegacias e bases militares.

Meios de financiamento

Ainda de acordo com o The Guardian, as principais fontes de renda do grupo são sequestros e o consequente pagamento de resgates, assaltos a bancos e saques em delegacias e bases militares para a obtenção de armas.

Laços com outros grupos terroristas

Nos últimos anos, analistas relataram que os ataques do Boko Haram e a forma como o grupo se organiza foram se sofisticando, o que sugere que seus militantes contam com alguma ajuda externa.

Para o governo dos Estados Unidos, há indícios de que os militantes nigerianos tenham laços com braços do Al Qaeda na região (Al Qaeda do Magreb Islâmico e Al Qaeda na Península Arábica) e também com os somalianos do al-Shabab.

Read More...