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Grécia evacua cidade para desativar bomba da 2ª Guerra Mundial

(ANSA) – O governo da cidade grega de Salonica anunciou a evacuação de 60 mil pessoas para conseguir desativar uma bomba que foi jogada na região durante a Segunda Guerra Mundial.

Segundo o plano do governo, todas as pessoas que moram em um raio de dois quilômetros do local do artefato precisarão deixar suas casas no próximo domingo (12). A operação deve durar cerca de cinco horas. A bomba não detonada foi encontrada a cinco metros de profundidade próximo à estação central de trem de Thessaloniki durante alguns trabalhos próximos às linhas férreas. O artefato será desativado no local.

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Após acordo, Alexis Tsipras renuncia ao cargo de primeiro-ministro da Grécia

(ANSA) – Após ter convocado um referendo sobre as medidas de austeridade impostas ao país, contrariado a vontade das urnas e aceitado um duro acordo em troca de um novo pacote de resgate europeu, o primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, renunciou ao cargo nesta quinta-feira (20).

Em um discurso em rede nacional de televisão, o premier disse estar com a “consciência no lugar” e que o pacto firmado com a União Europeia era o melhor que se poderia obter. Deixando claro que as novas eleições – provavelmente em setembro ou outubro – terão um caráter referendário sobre seu governo, ele destacou que a população irá decidir se, após anos e anos de crise, Atenas está seguindo no rumo certo.

“O povo deve tomar o poder em suas mãos, vocês devem decidir se conseguimos levar o país a um caminho positivo, vocês devem dizer se somos capazes de levar o país à saída do memorando”, afirmou. A renúncia acontece no mesmo dia em que a Grécia recebeu a primeira parcela do pacote de resgate aprovado pela UE. Ao todo, serão desembolsados 86 bilhões de euros ao longo dos próximos três anos para recuperar as finanças do país.

Em troca, Bruxelas exigiu de Atenas uma série de reformas, incluindo aumento de impostos, corte de gastos, mudanças no sistema judiciário e a criação de um fundo para gerir as privatizações que estão sendo feitas na nação. Apesar de gozar de uma alta popularidade entre os gregos, Tsipras perdeu o apoio da ala mais radical do seu partido, o esquerdista Syriza. Atualmente, o primeiro-ministro conta com os votos de setores de legendas mais tradicionais, as quais ele sempre criticou.

Com a realização de novas eleições, a esperança do chefe de governo é se fortalecer nas urnas e ampliar sua base de apoio no Parlamento. “Queremos um mandato forte, um governo estável”, salientou o premier. Esse será o segundo pleito legislativo do ano na Grécia. Em janeiro, o Syriza obteve 36% dos votos, muito em função da promessa de renegociar a dívida com os credores europeus, algo que ainda não está no horizonte. Na época, Tsipras teve de recorrer ao Gregos Independentes, partido de caráter conservador, populista e nacionalista, para garantir maioria no Congresso.

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Economia grega surpreende e cresce 0,8% no segundo trimestre

(ANSA) – A economia grega surpreendeu analistas e cresceu 0,8% no segundo trimestre de 2015 na comparação com os três meses anteriores, anunciou nesta quinta-feira (13) a Agência Nacional de Estatísticas (Elstat). As estimativas apontavam uma retração de 0,5% por culpa da grave crise econômica e financeira que o país enfrenta.

Na comparação com o mesmo período de 2014, o aumento foi de 1,5%. O instituto ainda revisou os dados do primeiro trimestre e anunciou um crescimento zero no período – anteriormente, havia sido divulgada uma queda de 0,2%. Porém, mesmo com a boa notícia da economia, o próprio governo e os credores internacionais, que negociam um terceiro pacote de ajuda financeira ao país, estimam que o Produto Interno Bruto (PIB) deva cair 2,3% em 2015. No ano passado, a Grécia registrou o primeiro ano positivo na economia após seis anos consecutivos de recessão.

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União Europeia aprova resgate e Grécia pensa em novas eleições

(ANSA) – Os 28 países da União Europeia chegaram a um acordo nesta quinta-feira (16) para a concessão de um empréstimo de 7 bilhões de euros para a Grécia, segundo fontes locais. O anúncio, no entanto, deve ser feito amanhã (17). A Comissão Europeia tinha proposto ontem a liberação dos 7 bilhões de euros do Mecanismo de Estabilidade Financeira (ESM) para Atenas pagar seus compromissos, entre eles as parcelas em atraso ao Fundo Monetário Internacional (FMI). A sugestão, porém, foi recebida com críticas por alguns países europeus, como o Reino Unido, que se colocaram contra a cessão da verba. Também ontem, o Parlamento grego aprovou as primeiras reformas exigidas pelos credores para liberar um pacote de resgate de 86 bilhões de euros ao país.

Apresentadas pelo premier Alexis Tsipras, do partido de extrema-esquerda Syriza, as medidas receberam 229 votos a favor, 64 contra e seis abstenções. Entre os que ficaram contra o plano, está o ex-ministro das Finanças Yanis Varoufakis. O projeto apreciado pelos parlamentares consiste em uma manobra financeira de aumento de taxas e corte de gastos que totaliza 3,2 bilhões de euros. “A aprovação do Parlamento grego é um passo importante, porque uma ampla maioria apoiou as reformas, que foram apreciadas em tempo recorde”, disse um porta-voz da Comissão Europeia. Apesar de se opor às políticas de austeridade, Tsipras concordou em implantar as reformas para poder receber um terceiro resgate financeiro do FMI, do Banco Central Europeu (BCE) e da Comissão Europeia.

A adoção das medidas gerou protestos no país, já que a maioria dos gregos tinha votado em um referendo para Atenas não aceitar as condições dos credores. Ministros e membros do partido de Tsipras também se opuseram à decisão do governo. “Aos que pensam que fui chantageado, como tantos meios de comunicação têm escrito, eu pergunto se eles acham que isso é verdade ou se foi uma invenção”, criticou o premier. Tsipras também decidiu dar início a uma reformulação de seu gabinete. Em duas semanas, o ministro das Finanças Yanis Varoufakis e a vice-ministra Nantia Valavani deixaram seus cargos devido às negociações. Por sua vez, o ministro do Interior da Grécia, Nikos Voutsis, anunciou que serão realizadas novas eleições no país entre os meses de setembro e outubro. Tsipras venceu as eleições gregas em janeiro de 2015, com um discurso contrário às políticas de austeridade da Europa. De tendência esquerdista, o premier pretendia renegociar com seus credores uma nova solução para a Grécia.

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Europa e Grécia chegam a acordo e evitam saída da zona do euro

(ANSA) – Líderes políticos dos 19 países da zona do euro chegaram a um acordo nesta segunda-feira (13) para manter a Grécia na zona do euro e colocar um fim ao impasse financeiro que já dura seis meses. Atenas receberá um terceiro pacote de resgate, no valor de 86 bilhões de euros, além de um reescalonamento de sua dívida externa, em troca da implementação de uma série de reformas de austeridade. O governo grego também receberá liquidez imediata, a qual será desbloqueada pela Comissão Europeia, pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo Banco Central Europeu (BCE), o que fará o país sair da situação de default. O acordo foi anunciado pelo presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, após 17 horas de negociações. “Tudo pronto para um programa do Mecanismo de Estabilidade Financeira (ESM) para a Grécia com sérias reformas e suporte financeiro”, escreveu no Twitter.

Veja também: Rússia anuncia apoio a recuperação da economia grega

Os mercados europeus reagiram à notícia com otimismo e operaram em alta na manhã de hoje. A imprensa também destacou o acordo, principalmente a francesa, que pontuou as divergências entre a França e a Alemanha nas negociações.

De um lado, Paris defendia a permanência da Grécia na zona do euro. Do outro, Berlim mantinha um discurso de fiscalização e intransigência. “O acordo alcançado com a Grécia tem mais vantagens que desvantagens”, comentou a chanceler alemã, Angela Merkel. O primeiro-ministro esquerdista Alexis Tsipras, que foi eleito na Grécia em janeiro com um discurso contrário à austeridade, disse que a delegação de Atenas “lutou duro” nas negociações em Bruxelas. As negociações para um novo pacote de resgate à Grécia vinham ocorrendo há meses e foram intensificadas nas últimas semanas, quando venciam alguns pagamentos, como uma parcela de 1,6 bilhão de euros ao FMI. Sem verba, Atenas se tornou o primeiro país desenvolvido a dar um calote na instituição.

Os líderes europeus temiam que, sem um acordo, Atenas pudesse deixar a zona do euro e afetar o sistema financeiro de toda a região. Este será o terceiro resgate que o país recebe nos últimos cinco anos. Os outros dois pacotes financeiros também foram concedidos sob promessa de políticas de austeridade e cortes de gastos público, o que desagradou à população grega. De acordo com a imprensa europeia, a Grécia deverá aumentar impostos, cortar aposentadorias e adotar medidas para garantir a independência do instituto de estatísticas grego. Também haverá um fundo de privatizações 50 bilhões de euros que passará a ser gerido pelos gregos e parte da verba será usada para iniciativas de estímulo ao crescimento. Agora, o Parlamento grego tem até quarta-feira para aprovar o acordo e as leis que garantem o cumprimento dos termos.

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