Mundo

Bolsonaro diz que Macron deve ‘retirar insultos’ contra ele

(ANSA) – O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (27) que, se o francês Emmanuel Macron “retirar os insultos” contra ele, o Brasil pode considerar aceitar a ajuda de US$ 20 milhões oferecida pelos países do G7 para combater os incêndios na Amazônia.

Questionado por jornalistas na manhã desta terça-feira sobre os motivos que levaram o Brasil a rejeitar o auxílio financeiro, Bolsonaro disse que não tinha recusado. “Eu falei isso? Eu falei? Jair Bolsonaro falou?”, rebateu o presidente.

A informação de que o Brasil recusaria a verba foi dada pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e pela assessoria do Palácio do Planalto. “Primeiramente, o senhor Macron deve retirar os insultos que fez à minha pessoa. Primeiro, ele me chamou de mentiroso. Depois, pelas informações que eu tive, de que a nossa soberania está em aberto na Amazônia”, afirmou Bolsonaro.

“Para conversar ou aceitar qualquer coisa da França, que seja das melhores intenções possíveis, ele vai ter que retirar essas palavras e daí a gente pode conversar”, ressaltou. “Primeiro ele retira [os insultos], depois ele oferece [ajuda], daí eu respondo”.

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Futebol

França x Brasil ao vivo pela Copa do Mundo Feminina: onde assistir e mais

França e Brasil se enfrentam neste domingo, às 16h (horário de Brasília) pela Copa do Mundo Feminina. O jogo vale vaga nas quartas de final do Mundial e será disputado em Le Havre.

O Brasil teve uma primeira fase irregular, com vitória tranquila sobre a Jamaica por 3 a 0, derrota amarga para a Austrália por 3 a 2, depois de ter aberto dois gols de vantagem, e a classificação suada ao bater a Itália por 1 a 0. As brasileiras ficaram atrás das italianas por causa do saldo de gols e das australianas por conta dos gols pró.

A França, por sua vez, chega invicta ao mata-mata. As donas da casa sofreram apenas um gol na primeira fase – contra, marcado pela zagueira Renard. Nos últimos 17 jogos, as adversárias da Seleção só perderam uma vez.

Escalações

Provável escalação do Brasil: Barbara, Leticia, Kathellen, Mônica, Tamires; Formiga, Thaisa, Marta; Ludmila, Debinha e Cristiane.

Onde assistir?

A partida será transmitida ao vivo pelos canais abertos Globo e Bandeirantes. Também será possível assistir através da TV por assinatura, pelo canal SporTV 2.

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Mundo

Ex-presidente da Uefa, Michel Platini é detido na França

(ANSA) – O ex-presidente da Uefa (2007-2015) Michel Platini foi detido nesta terça-feira (18), na França, sob suspeita de corrupção na escolha do Catar como sede da Copa do Mundo de 2022.

Platini, que já foi campeão pela Juventus, na Itália, e marcou a história como jogador nos anos 1980, está sob custódia da polícia de Nanterre, perto de Paris. As autoridades confirmaram que sua prisão ocorreu para que ele prestasse depoimento.

Platini está sendo investigado por “supostos atos de corrupção ativa e passiva de funcionários não públicos” para a escolha do Catar.

O caso também envolve nomes de peso da política da França, como Sophie Dion, ex-conselheira do ex-presidente Nicolas Sarkozy (2007-2012). Claude Gueant, antigo secretário geral do governo da França, foi convocado para depor em condição de “suspeito livre”.

O Catar foi eleito sede da Copa em 2010, em uma votação em que derrotou a candidatura dos Estados Unidos.

A primeira investigação sobre corrupção e conspiração criminal na escolha do Catar foi aberta pela Promotoria Financeira Nacional (PNF) da França em 2016. Em dezembro de 2017, Platini foi ouvido como testemunha e admitiu que votou no Catar em dezembro de 2010.

De acordo com o jornal “Le Monde”, o foco das investigações é um almoço organizado no Palácio do Eliseu, em 23 de novembro de 2010. No evento, estavam presentes Nicolas Sarkozy, Michel Platini, o Emir do Catar, Tamim Ben Hamad Al Thani, e o então primeiro-ministro do emirado, Sheikh Hamad, Bem Jassem.

Platini já cumpre um suspensão como dirigente esporte por ferir o código de ética da Uefa ao aceitar um pagamento indevido de 1,8 milhão de euros autorizado pelo ex-presidente da Fifa Joseph Blatter.

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Mundo

Paris tem cenas de guerrilha urbana com manifestações

(ANSA) – As autoridades da França prenderam cerca de 380 pessoas durante a onda de protestos por Paris e outras cidades do país nesta quarta-feira (1).

O Ministério do Interior calcula que 164 mil manifestantes saíram às ruas de toda a França, sendo entre 28 mil e 40 mil somente em Paris. As centrais sindicais estimaram 310 mil pessoas protestando pelo país. Mais de 17,7 mil pessoas foram interceptadas por algum comportamento suspeito em Paris. De acordo com o jornal “Le Monde”, o balanço de feridos é de 24 manifestantes, mas nenhum em estado grave, e 14 policiais.

Uma jornalista russa da agência pública Ria Novosti, Viktoria Ivanova, disse ter sido ferida pela polícia no rosto e no braço enquanto fazia a cobertura dos acontecimentos, apesar de estar vestindo um colete de identificação de imprensa.

A capital francesa foi tomada por manifestações por ocasião do Dia do Trabalho, as quais reuniram sindicatos, movimentos políticos e simpatizantes dos “coletes amarelos”, além de black blocs, os quais entraram em confronto com a polícia.

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Destaques, Mundo

EUA, França e Reino Unido iniciam ataques na Síria

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na noite desta sexta-feira (13) o início dos ataques conjuntos com a França e o Reino Unido contra o governo de Bashar al Assad. Com estes ataques, os três países respondem ao suposto ataque químico ocorrido no sábado passado na cidade de Duma, pelo qual culpam o governo sírio. Explosões já foram registradas na capital Damasco.

De acordo com a agência de notícias Sana, os sistemas antimísseis do exército sírio começaram a repelir os ataques dos EUA. e seus aliados. 13 mísseis foram atingidos até agora. Segundo agências internacionais, explosões pesadas e plumas de fumaça foram registradas perto de Damasco.

Veja também: Ataque na Síria ‘não ficará sem resposta’, diz Rússia

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, disse que o bombardeio não tem como objetivo uma “mudança de regime”. Segundo ela, não se trata de uma “intervenção na guerra civil”, mas sim de “ações miradas” contra o arsenal químico de Bashar al Assad.

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniu com sua equipe de Segurança Nacional e anunciou em pronunciamento que decidiu lançar ataques de precisão contra o regime do sírio Bashar Al Assad, em parceria com o Reino Unido e a França.

Foto: Reprodução / Iraq Breaking

Segundo Trump, os “ataques de precisão” miram as instalações de armas químicas de Assad. “Esse massacre marca uma significativa escalada no padrão de armas químicas usadas por esse terrível regime. Esse ataque maligno deixou mães e pais, bebês e crianças debatendo em dor e ofegando por ar. Essas não são ações de um homem, são crimes de um monstro”, disse o presidente em pronunciamento na Casa Branca.

O republicano também criticou a Rússia e o Irã, fiadores de Assad no poder, e afirmou que as nações devem ser julgadas “pelos amigos que elas mantêm”. Em seguida, Trump elogiou países “amigos”, como os Emirados Árabes e a Arábia Saudita, que financia rebeldes na Síria, incluindo o grupo radical Jaysh al Islam, e patrocina a guerra no Iêmen.

“A Rússia precisa decidir se vai continuar por esse caminho escuro ou se se juntará às nações civilizadas como uma força de estabilidade e paz. Talvez um dia nós estaremos juntos com a Rússia e até com o Irã, ou talvez não”, declarou.

Em Lima, o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, deixou prematuramente nesta sexta-feira a cerimônia de abertura da 8ª Cúpula das Américas e retornou ao seu hotel, enquanto a imprensa especulava sobre o possível anúncio de Trump, relativo à Síria.

Pence, que devia participar da cerimônia de abertura e depois de um banquete, se dirigiu ao seu hotel pouco depois de chegar ao Grande Teatro Nacional de Lima, enquanto a Casa Branca convocava em Washington os jornalistas para um possível anúncio.

A crise na Síria foi exatamente o motivo que Trump deu para cancelar sua viagem à Lima para participar da Cúpula das Américas.

Pence chegou hoje à capital peruana para representar o presidente americano no evento e se reuniu com opositores venezuelanos e com a ativista cubana Rosa María Payá.

Duma

O ataque em Duma deixou entre 70 e 100 mortos e foi denunciado pelos White Helmets (Capacetes Brancos), ONG de defesa civil que atua em áreas controladas pelos rebeldes. A cidade, situada às portas de Damasco, era um dos últimos focos de resistência em Ghouta Oriental.

A ação química ocorreu no momento em que Assad estava perto de retomar o controle total da região e após uma série de vitórias na guerra civil síria, inclusive contra o Estado Islâmico. Em 2013, a mesma região fora palco de um ataque com armas tóxicas, mas, naquele momento, o regime colecionava derrotas para a oposição.

Aquele ataque gerou comoção mundial e forçou Assad a entregar seu arsenal tóxico para a Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq), vencedora do Nobel da Paz em 2013.

No entanto, em abril de 2017 o regime foi acusado novamente de usar armamentos químicos, desta vez na província de Idlib, o que fez os Estados Unidos bombardearem a base militar de Shayrat com 58 mísseis. A operação teve pouco impacto na guerra e não impediu as vitórias subsequentes de Assad.

Cenário interno

A sexta-feira foi recheada de notícias negativas para Trump, a começar pela revelação de trechos do livro do ex-diretor do FBI James Comey, demitido no ano passado. Na obra, Comey compara o republicano a um “mafioso” e o acusa de ser “movido pelo ego”.

Embora não revele nenhuma conduta ilegal, o livro repercutiu na imprensa norte-americana, que tratou sobre esse assunto durante todo o dia. Além disso, Trump viu seu advogado pessoal, Michael Cohen, virar alvo de um inquérito do FBI, que apreendeu documentos em seu escritório em Manhattan.

Cohen admitiu ter dado US$ 130 mil a uma atriz pornô para silenciá-la sobre um caso extraconjugal com o magnata, no que pode ser entendido como contribuição ilegal de campanha. O pagamento ocorreu em 2016, às vésperas das eleições presidenciais.

Do Portal N10 com Agência Brasil e Agência ANSA

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