Ciência

“Maternidade Januário Cicco” participa de estudo para desenvolver vacina inédita

Febre, calafrios e dores no corpo são sintomas de gripe. Se um adulto sofre com tudo isso, imagine uma criança. Mas se esses sinais vêm acompanhados de dificuldade para respirar, os pais devem ficar de olho, pois pode ser uma infecção causada pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). O VSR causa sintomas muito semelhantes a doenças comuns do período seco e frio em pessoas jovens e adultas, mas pode causar pneumonia em bebês e crianças menores de cinco anos. Isso aumenta a morbidade e mortalidade infantil e é responsável por até 75% das internações por bronquiolite e 40% das hospitalizações por pneumonia durante os meses do inverno.

Atualmente, a vacina Palivizumabe é a melhor forma de prevenção contra essa doença. Mas uma companhia farmacêutica multinacional britânica, produtora de produtos biológicos, sediada em Londres, está desenvolvendo uma pesquisa clínica com o objetivo de testar uma nova vacina para ser aplicada em mulheres grávidas ou lactantes, com o objetivo de proteger o bebê. O estudo será realizado em nove países, incluindo o Brasil. No Rio Grande do Norte, a Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC) fará parte do esforço internacional.

A população total incluída no estudo chega a até 2.300 mulheres grávidas e seus recém-nascidos, que serão acompanhados por um período de 12 meses. Durante este tempo de vigilância de um ano após o nascimento, para cada infecção do trato respiratório (ITR) com suspeita de dificuldades de respiração, ou chiado, uma coleta nasal será feita em uma visita para avaliar possíveis doenças associadas ao VSR.

Atualmente, o processo está em fase de análise de documentos para aprovação junto aos comitês de pesquisa, de forma que a MEJC esteja liberada para fazer parte da pesquisa como campo de estudo.

Riscos do VSR

Segundo a médica Fabiana Ariston, que atua na maternidade como infectologista pediátrica, lactentes com menos de seis meses de idade, principalmente prematuros, crianças com doença pulmonar crônica da prematuridade e cardiopatas são a população de maior risco para desenvolver infecção respiratória mais grave, necessitando de internação por desconforto respiratório agudo em 10% a 15% dos casos. “Nesta população, as condições associadas ao desenvolvimento de doença grave são decorrentes do sistema imune imaturo, reduzida transferência de anticorpos maternos e menor calibre das vias aéreas, da baixa reserva energética, frequente desmame precoce, anemia, infecções de repetição e uso de corticoides, tornando-se mais suscetíveis à ação do VSR”, explica.

De acordo com a especialista, a prematuridade é um dos principais fatores de risco para hospitalização pelo VSR. Em prematuros com menos de 32 semanas de idade gestacional, a taxa de internação hospitalar é de 13,4%.

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Saúde

Postos de saúde começam na segunda-feira (4) campanha de vacinação contra gripe

A Campanha de Vacinação contra a Gripe começa segunda-feira (4) e vai até 22 de maio em todo o país. Serão disponibilizados 54 milhões de doses para a imunização de 49,7 milhões de pessoas. A meta do governo é vacinar 80% do público-alvo, totalizando 39,7 milhões de pessoas.

Devem ser vacinadas crianças com mais de 6 meses e menos de 5 anos de idade, idosos, trabalhadores em saúde, povos indígenas, gestantes, puérperas – mulheres até 45 dias após o parto –, presos e funcionários do sistema prisional. É importante levar aos postos de saúde o cartão de vacinação e um documento de identificação.

Também serão imunizadas pessoas com doenças crônicas não transmissíveis ou com condições clínicas especiais. Neste caso é preciso levar, também, uma prescrição médica especificando o motivo da indicação da dose.

Pacientes que participam de programas de controle de doenças crônicas no Sistema Único de Saúde (SUS) devem se dirigir aos postos em que estão cadastrados para receber a dose, sem necessidade da prescrição médica.

Foram mobilizados 240 mil profissionais que atuarão em 65 mil postos de vacinação, além de 27 mil veículos terrestres, marítimos e fluviais. Como o organismo leva, em média, de duas a três semanas após a vacinação para criar os anticorpos que geram a proteção contra a gripe, a orientação é realizar a imunização no período de campanha para garantir a proteção antes do início do inverno.

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, destacou que, apesar da definição de grupos, a estratégia da campanha consiste em uma espécie de proteção coletiva, pois a imunização dessas pessoas faz com que a circulação do vírus seja atenuada.

“É um segmento da população brasileira mais vulnerável. Nosso objetivo é evitar complicações e reduzir ao máximo as internações e os óbitos”, explicou Chioro.

O dia 9 de maio, um sábado, será o Dia D de mobilização nacional. Os postos ficarão abertos para facilitar o acesso dos que não conseguem se dirigir às unidades em dias de semana. A vacina foi adquirida em parceria com o Instituto Butantan e um laboratório privado. Foram investidos R$ 487,6 milhões na aquisição das doses para a campanha deste ano.

A transmissão dos vírus influenza ocorre por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, ao tossir ou ao espirrar. A doença também pode ser transmitida pelas mãos e objetos contaminados.

Os sintomas da gripe incluem febre, tosse ou dor na garganta, além de dor de cabeça, dor muscular e nas articulações. Já o agravamento pode ser identificado por sintomas como falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastrointestinais, dor muscular intensa e prostração.

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Saúde

Febre chikungunya tem sintomas que podem se tornar irreversíveis

Nova enfermidade tem causado mobilização dos órgãos governamentais responsáveis pela saúde no país. A bola da vez é a chamada febre chikungunya, doença causada pelo vírus CHIKV, da família Togaviridae.

Tem grande semelhança com a dengue, além de ter, praticamente, todos os sintomas, esta é transmitida também pelo mesmo mosquito transmissor, no entanto, através da picada do Aedes aegypti infectado pelo vírus da febre e com sintomas, muitas vezes, irreversíveis, como é o caso de problemas nas articulações, a artrite e a artrose. A febre chikungunya é uma doença nova para a população brasileira, apesar de já existir há um tempo, em países situados na Ásia e na Europa, com o passar do tempo, passou a se espalhar nos Estados Unidos, México e, em seguida, na América Central.

Dores provocadas pela doença podem durar a vida toda

A dengue pode levar à morte, caso seja hemorrágica; já a febre chikungunya, apesar de não provocar a morte, pode gerar complicações e sequelas que ficam para a vida toda.

Em mais de 99% dos casos, em uma semana a dengue já está curada. Caso se trate de dengue hemorrágica, o paciente poderá ir a óbito. Já a chikungunya, a pessoa só tem uma vez e na grande maioria das vezes, de 90% a 95% dos casos, as articulações incham e doem, em média três semanas. Mas há casos, em torno de 5% a 10%, que tais sintomas podem durar de um a três anos. A grande preocupação, apesar de não haver mortalidade, é que o chikungunya maltrata muitos os pacientes, causando complicações e sequelas que ficam para toda a vida.

Segundo o Ministério da Saúde, em 2014 foram registrados 1.364 novos casos da doença e encaminhados para a Organização Mundial da Saúde (OMS). No entanto, o órgão afirma não haver motivos para alarme, devido aos serviços de saúde e de vigilância sanitária estarem atentos, assim como os médicos, laboratórios e as Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde vêm recebendo as devidas orientações.

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