Brasil

General Heleno diz que é uma vergonha receber salário de R$ 19 mil

Para o ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Augusto Heleno, é uma vergonha que, como general do Exército, receba um salário líquido de R$ 19 mil.

“Eu não tenho vergonha de ter sido bem pago, como os senhores aqui. Eu tenho vergonha do que eu recebo no Exército. Mostrar para o meu filho que eu sou general do Exército e ganho líquido R$ 19 mil. Eu tenho vergonha”, disse.

A declaração aconteceu durante uma audiência da Comissão Mista de Relações Exteriores e de Direitos Humanos para falar sobre a prisão de um militar na Espanha que estava com 39 kg de cocaína em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), quando o presidente Jair Bolsonaro seguia para reunião de cúpula do G-20, no Japão.

Ainda durante a audiência, Heleno foi questionado pelo deputado David Miranda (PSOL-RJ) sobre por que chegou a receber um salário de mais de R$ 50 mil quando era diretor de Comunicação e Educação Corporativa no Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Segundo o general, foi a única vez em que ia a restaurantes e não precisava olhar opções mais baratas do cardápio.

“O dinheiro que eu recebia no COB, eu ganhava honestamente. Eu sempre brinco: foi a única vez que eu ia no restaurante e olhava o cardápio pelo lado esquerdo, sempre olhei no restaurante – eu e meus filhos – pelo lado direito”, afirmou Heleno.

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Brasil

‘Pode acontecer’, diz Sérgio Moro sobre fuzilamento de família

(ANSA) – O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, rompeu o silêncio do governo sobre o fuzilamento do músico Evaldo Rosa por soldados do Exército, ocorrido no último domingo (7), no Rio de Janeiro. Segundo o ex-juiz, episódios do tipo “podem acontecer”.

A declaração foi dada em entrevista ao jornalista Pedro Bial, veiculada pela TV Globo na madrugada desta quarta-feira (10).

“Foi um incidente bastante trágico. Lamentavelmente, esses fatos podem acontecer. Não se espera, não se treina essas pessoas para que isso aconteça, mas, tendo acontecido, o que conta é o que as autoridades fazem a esse respeito”, disse Moro.

De acordo com o ministro, o Exército já começou a apurar o crime. “Se houve ali um incidente injustificável em qualquer espécie, o que aparentemente foi o caso, as pessoas têm que ser punidas”, acrescentou.

O carro de Rosa foi alvejado por 80 tiros disparados por militares do Exército. Ele estava acompanhado pela esposa, pelo sogro, pelo filho e por uma amiga, que conseguiram sobreviver. A família seguia para um chá de bebê.

A investigação está a cargo do Exército, que já prendeu 10 soldados. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados.

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Brasil, Destaques

General Fernando Azevedo será o ministro da Defesa do governo Bolsonaro

(ANSA) – O presidente eleito Jair Bolsonaro confirmou nesta terça-feira (13) que o general de Exército Fernando Azevedo e Silva será o ministro da Defesa em seu futuro governo.

O anúncio foi feito via Twitter, pouco depois de Bolsonaro chegar em Brasília para mais uma série de reuniões de transição. Inicialmente, o plano do presidente eleito era dar a pasta ao general Augusto Heleno, mas o militar acabou alocado no Gabinete de Segurança Institucional.

Hoje na reserva, Azevedo e Silva foi chefe do Estado-Maior do Exército e comandante da Brigada Paraquedista. O general participou da formulação de propostas para a campanha de Bolsonaro e foi nomeado recentemente como assessor político do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.

Até o momento, o presidente eleito já confirmou os nomes dos ministros de Economia (Paulo Guedes), da Justiça (Sérgio Moro), da Casa Civil (Onyx Lorenzoni), da Agricultura (Tereza Cristina), do GSI (Augusto Heleno) e da Ciência (Marcos Pontes).

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Brasil

Anistia Internacional condena pressão do Exército sobre STF

ANSA) – A ONG Anistia Internacional divulgou um comunicado criticando o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, pelas declarações feitas na véspera do julgamento do habeas corpus preventivo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que acontece nesta quarta-feira (4).

No texto, divulgado no Facebook, a entidade afirma que a postura do militar é uma “grave afronta à independência dos poderes e ao devido processo legal e uma ameaça ao Estado Democrático de Direito”.

Além disso, a mensagem diz que as declarações “sinalizam um “desvio do papel das Forças Armadas no Brasil.

Enquanto milhares de pessoas se reuniam em várias cidades do país para pedir a prisão de Lula, na última terça-feira (3), Villas Bôas escreveu no Twitter que o Exército compartilha “o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à democracia”.

O tuite também afirma que o Exército se “mantém atento às suas missões institucionais”.

As declarações foram interpretadas como uma forma de pressão sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), que julga um habeas corpus apresentado pelo ex-presidente para evitar sua prisão pela condenação em segunda instância a 12 anos e um mês de cadeia.

As frases de Villas Bôas também chegam em um momento em que as Forças Armadas alcançam um destaque inédito desde a redemocratização, liderando a intervenção federal na segurança pública no Rio de Janeiro e ocupando postos-chave no governo Temer.

Recentemente, o comandante do Exército disse inclusive que os militares precisavam ter “garantia” para agir no Rio sem o risco de “surgir uma nova Comissão da Verdade.

Em meio à repercussão pelas declarações de Villas Bôas, o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Nivaldo Luiz Rossato, emitiu uma nota dizendo que é “muito importante” que militares “da ativa ou da reserva” sigam “fielmente a Constituição”, sem colocar as “convicções pessoais acima das instituições”. (ANSA)

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Mundo

Mulheres da Arábia Saudita poderão se alistar no Exército

Seguindo uma série de medidas de abertura, as mulheres da Arábia Saudita poderão se alistar no Exército, de acordo com informações dos jornais locais. A iniciativa, entretanto, não inclui participações em combate.

Para entrar nas Forças Armadas, a mulher deve respeitar alguns requisitos, como ter origem saudita e ter crescido no país; possuir idade entre 25 e 35 anos, mais de 1,55m e no mínimo um diploma; e passar por checagem médica.

Além disso, não pode ser casada com estrangeiros; não pode ter antecedentes criminais ou ter trabalhado anteriormente em alguma instituição do governo ou militar; e deve morar na mesma região em que se alistará e possuir cartão de identificação nacional.

A regra faz parte de uma ampla reforma adotada pelo rei Salman para integrar as mulheres na vida social do país. O projeto é levado a cabo pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, tido como líder da Arábia Saudita e que está por trás de um programa de modernização da nação, assim como de sua política externa agressiva em relação ao Irã.

Dentre as mudanças estão a autorização para dirigir, a permissão para assistir a jogos de futebol no estádio e o direito de abrir empresas sem autorização de um homem da família – o “guardião”.

Contudo, as associações de defesa dos direitos humanos da região notaram que o alistamento está ligado a uma das imposições mais criticadas do país: à da figura do “guardião”.

As mulheres ainda devem pedir permissão ao “homem da família” para casar, viajar, sair da prisão e, em alguns casos, para trabalhar e submeter-se a tratamentos médicos. No caso da aplicação ao Exército, elas devem viver na mesma região que seu guardião, do contrário, não podem realizar a candidatura.

As sauditas terão até quinta-feira (1º) para se alistar. (ANSA)

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