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China aciona OMC contra tarifas impostas pelos EUA

(ANSA) – A China depositou uma queixa junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as últimas tarifas impostas pelos Estados Unidos, que visam afetar US$300 bilhões em importações de bens chineses. A informação foi anunciada pelo Ministério do Comércio nesta segunda-feira (2), um dia depois das novas taxas entrarem em vigor.

Em comunicado, a pasta assegura que Pequim está muito insatisfeito e “defenderá firmemente seus legítimos direitos e interesses”, o sistema comercial multilateral e a ordem do comércio internacional, em conformidade com as regras da OMC. Segundo o Ministério do Comércio chinês, as tarifas “violam seriamente” o consenso alcançado pelos chefes de Estado dos dois países em Osaka, durante a cúpula do G20, em junho.

Os Estados Unidos, por sua vez, rejeitaram o pedido da China de adiar as tarifas iniciadas no último dia 1º de setembro, o que complica ainda mais as relações entre as duas superpotências. A decisão é o mais novo capítulo na escalada de tensão comercial entre EUA e China que teve início há mais de um ano.

No início de agosto, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou uma tarifa adicional de 10% sobre US$300 bilhões em produtos chineses, podendo ser aumentada até 25%. A decisão fez Pequim responder e impor taxa contra US$75 bilhões. Como nova retaliação, Trump elevou de 10% para 15% as tarifas sobre os US$300 bilhões e de 25% para 30% a outros US$250 bilhões.

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Irã pede que EUA deem 1º passo com retirada das sanções

(ANSA) – Tendo em vista um possível encontro entre os presidentes do Irã e dos Estados Unidos, o chefe de Estado iraniano, Hassan Rohani, pediu nesta terça-feira (27) para Washington dar o “primeiro passo” com a remoção de todas as sanções contra Teerã.

O pedido de Rohani foi feito em um discurso transmitido pela televisão estatal do país persa, um dia após a abertura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para possivelmente realizar uma reunião com o seu homólogo iraniano.

De acordo com Rohani, o governo norte-americano deve “retirar todas as sanções ilegais, injustas e erradas” que representam um “terrorismo econômico” contra “a nação iraniana”. Caso isso não aconteça, o político declarou que “não irá ver nenhum desenvolvimento positivo”.

Para o presidente da República Islâmica, “a chave para uma mudança positiva está nas mãos de Washington”, já que o Irã garantiu que não quer fabricar a bomba atômica que os Estados Unidos alegam temer.

“Se isso é realmente sua preocupação, já está descartada. Um dos nossos poderes é o poder da diplomacia e da política, falamos com outros para defender nossos interesses nacionais e os direitos do povo”, disse Rohani.

Na reunião do G7, em Biarritz, Trump deu sinais de um possível avanço na crise com o Irã, indicando até um encontro com Rohani.

De acordo com o presidente da França, Emmanuel Macron, a reunião poderá acontecer “nas próximas semanas”. Em sua última coletiva no G7, Trump alegou que “certamente estaria disposto” para uma reunião.

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Trump elogia Bolsonaro e diz querer acordo com Brasil

(ANSA) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou nesta terça-feira (30) que está aberto para firmar um acordo de livre comércio com o Brasil.

Aos repórteres na Casa Branca, em Washington, o magnata republicano afirmou que tem um bom relacionamento com o país sul-americano e com o presidente Jair Bolsonaro. Além disso, Trump destacou que o chefe de Estado brasileiro é um “grande cavalheiro”.

“Tenho um ótimo relacionamento com o Brasil. Tenho um relacionamento fantástico com o presidente. Ele é um grande cavalheiro. Acho que ele está fazendo um ótimo trabalho. Vamos trabalhar em um acordo de livre comércio com o Brasil. O Brasil é um grande parceiro comercial”, disse o norte-americano.

Bolsonaro e Trump se encontraram no final de junho em Osaka, no Japão. Na ocasião, o republicano elogiou o mandatário brasileiro e afirmou que ele é um “homem especial”.

Nesta quarta-feira (31), o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, deverá se encontrar em Brasília com Bolsonaro e os ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Infraestrutura, Tarcisio Freitas, para reforçar o relacionamento entre os dois países.

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Governo dos EUA prepara megablitz contra imigrantes

(ANSA) – O governo dos Estados Unidos lançará neste fim de semana uma megablitz em todo o país para prender e deportar milhares de imigrantes em situação irregular.

As primeiras incursões dos oficiais da Agência de Imigração e Alfândega (ICE) estão previstas para a madrugada deste sábado (13), em pelo menos 10 cidades, incluindo Nova York, Los Angeles, Chicago e São Francisco.

Alguns dos locais escolhidos são considerados “cidades-santuário” por proteger imigrantes em situação irregular e se negar a colaborar com o governo federal para implantar a política de tolerância zero da Casa Branca.

“Mandaremos embora milhares [de imigrantes], é meu dever fazer isso”, disse nesta sexta-feira (12) o presidente Donald Trump. Segundo estimativas divulgadas pela imprensa local, ao menos 2 mil pessoas arriscam ser deportadas nos próximos dois dias, ainda que vivam nos EUA há muitos anos.

Trump alega que a blitz tem como alvo preferencial famílias de imigrantes com passagens pela polícia.

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Turquia desafia EUA e anuncia chegada de mísseis russos

(ANSA) – Apesar das pressões dos Estados Unidos, a Turquia anunciou nesta sexta-feira (12) o início da entrega do primeiro lote do sistema de defesa antiaérea russo S-400.

A aquisição irritou o governo americano, que ameaçou impor sanções a Ancara e bloquear a venda de mais de 100 caças F-35 às Forças Armadas turcas. “A entrega do primeiro grupo de equipamentos do sistema S-400 à base aérea de Murted, em Ancara, começou com sucesso”, diz uma nota do Ministério da Defesa da Turquia.

O acordo com Moscou foi fechado em 2018, e o presidente Recep Tayyip Erdogan diz que a compra tem como objetivo “garantir a segurança nacional” e respeita a soberania do país.

A Turquia é membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), que estaria “preocupada” com o fornecimento de mísseis russos ao país. “Cabe aos aliados decidir quais equipamentos militares comprar, mas estamos preocupados com as potenciais consequências da decisão da Turquia”, disse uma fonte anônima da OTAN.

A Turquia é o primeiro membro da aliança militar a assinar um contrato do tipo com a Rússia, consolidando uma relação bilateral que chegou a estar em crise há três anos e meio, quando Ancara derrubou um caça de Moscou na fronteira com a Síria.

A Rússia também está construindo uma central nuclear em Akkuyu e o gasoduto Turkish Stream, que levará gás para a Europa.

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