Destaques, Natal

Em Natal, projeto prepara alunos de escolas públicas para mercado de trabalho

O projeto “Capacitação para todos” da faculdade Estácio de Natal, unidade Ponta Negra, realiza oficina preparatória para estudantes de Ensino Médio de escolas públicas que almejam se inserir no mercado de trabalho. A finalidade é levar qualificação pessoal e profissional aos participantes. Para tanto, é necessário que a escola entre em contato com a coordenação do projeto para receber as atividades programadas, que serão desenvolvidas na própria escola.

A conquista do primeiro emprego é um degrau cada vez mais desafiador na vida dos jovens brasileiros. Segundo dados do IBGE de janeiro deste ano, a taxa de desemprego para este grupo é a mais elevada, chega a 23% para aqueles que têm entre 15 e 17 anos e 13,4% entre os que têm de 18 a 24 anos. A baixa escolaridade e a falta de qualificação são os principais fatores destes resultados: o jovem que não tem instrução enfrenta mais dificuldade em conseguir uma colocação no mercado de trabalho.

Segundo Tamara Souza, coordenadora do projeto e professora do curso de Administração, o alvo prioritário da iniciativa são aqueles estudantes que não possuem condições de pagar por um curso e também aqueles em situação de vulnerabilidade social. “A oficina Empregabilidade e Mercado de Trabalho foi elaborada com foco em ampliar as oportunidades de inserção no mercado de trabalho”, explica a profissional.

Entre os temas abordados na oficina estão: visão geral do mercado de trabalho na atualidade; marketing pessoal – saber falar de si, com qualidade e verdade; postura e comportamento em processos seletivos; postura profissional dentro do ambiente de trabalho. “Todos os alunos que participarem da capacitação ao final receberão um certificado e ainda auxiliaremos na confecção do seu currículo, que será entregue impresso ao participante”, acrescenta Tamara.

Para inscrição, os representantes escolares devem entrar em contato pelo email: tamara.souza@estacio.br.

Read More...

Educação

Comissão aprova abertura de escolas públicas nos finais de semana e feriados

Foi aprovado pela Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados a proposta que acrescenta na Lei de Diretrizes e Bases da Educação a possibilidade de as escolas públicas de todo o País abrirem nos finais de semana, feriados e recessos letivos. A ideia é que, nessas ocasiões, sejam oferecidas atividades culturais, esportivas e de reforço escolar à comunidade.

O texto alternativo, substitutivo da Comissão de Educação ao Projeto de Lei 3917/08, do Senado, retirou a obrigatoriedade – prevista na proposta original – de os colégios fornecerem alimentação aos estudantes durante esse período extra de utilização das unidades escolares. A justificativa para a mudança é que a merenda nessas datas poderia trazer impacto financeiro aos cofres públicos.

Atualmente, algumas escolas públicas já abrem em dias não letivos. É o caso, por exemplo, do Centro de Ensino Médio do Núcleo Bandeirante, cidade distante 20 km do centro de Brasília. O diretor do colégio, Dreith Ribeiro, contou que, no começo, teve receio de abrir as portas da instituição para os vizinhos. Tinha medo de haver mais gastos com água, luz e depredação. Mas, com o tempo, a desconfiança foi embora. Principalmente, segundo ele, por causa da consciência de que a população paga impostos e, por isso, também tem direito de usar o espaço, porque é público.

“Abrir a escola nos finais de semana é um ganho duplo: para a instituição e para a sociedade. A comunidade passa a ver o colégio como mais um ponto de encontro, lazer, cultura; deixa de ser aquele espaço só de sala de aula, conteúdo. Com isso, os moradores acabam cuidando melhor do local”, comentou o diretor.

A proposta, que tramita em caráter conclusivo e em regime de prioridade, será analisada ainda pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Com informações da Agência Câmara Notícias

Read More...

Educação

Escolas particulares estimam que até 12% dos alunos migrem para a rede pública

Segundo estimativa da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), as escolas particulares poderão perder de 10% a 12% das matrículas em 2016. Com a crise econômica, os pais ou responsáveis estão com dificuldades para pagar as mensalidades.

Essa semana a Serasa Experian divulgou que a inadimplência dos alunos de instituições particulares de ensino fundamental, médio e superior no país aumentou 22,6% no primeiro semestre de 2015 em comparação com o mesmo período do ano anterior. Essa foi a maior alta, em um primeiro semestre, desde 2012. Considerando apenas as escolas de ensino fundamental e médio, a inadimplência aumentou 27,2% nos primeiros seis meses de 2015 em relação ao mesmo período de 2014.

“A gente imagina que [a migração] vai pegar as escolas onde estão as classes C e D, que são as escolas que mais cresceram nos últimos anos”, disse a diretora da Fenep, Amábile Pacios. Segundo ela, esses alunos deverão trocar o ensino particular pelo público.

As mudanças já começaram este ano. No mês passado uma pesquisa do  Ibope Inteligência para a Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou que a crise econômica levou 13% dos entrevistados a trocar os filhos de escola privada para escola pública de junho de 2014 a junho deste ano. A pesquisa foi feita entre os dias 18 e 21 de junho de 2015, com 2.002 pessoas de 16 anos ou mais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Em relação às mensalidades do ano que vem, Amábile informou que a Fenep não tem uma média nacional das altas. Segundo ela, como as escolas só podem decidir o ajuste uma vez por ano, aumentos no custeio que ocorreram em 2015 deverão ser incorporados, além de reajustes nos salários dos professores previstos para o próximo ano.

“A gente sabe que quem tem alguma gordura (no orçamento), que são poucas escolas, e que podem poupar o aumento, vão poupar, mas a maioria vai fazer o reajuste dentro das planilhas”, disse. De acordo com Amábile, a situação das famílias que a escola atende deverão ser consideradas na hora do reajuste.

Quanto aos valores devidos, Amábile diz que cabe aos pais e a direção da escola renegociarem as dívidas, mas que isso varia de escola para escola.  “A inadimplência sempre foi renegociada, mas isso tem que ser individualmente com a família e o gestor da escola. Isso sempre acontece e acontece esse ano também”, explicou.

As escolas particulares concentram 9,1 milhões de matrículas, que equivalem a pouco mais de 18% das 49,8 milhões de matrículas na educação básica, segundo o último Censo Escolar, de 2014, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Agência Brasil 

Read More...