Destaques, RN

Sterlite Power Grid vai investir R$ 600 milhões em linhas de transmissão no RN

Com investimentos na ordem de R$ 600 milhões para o Rio Grande do Norte e expectativa de geração de 800 a 1200 empregos diretos, a empresa indiana Sterlite Power Grid apresentou à governadora Fátima Bezerra e equipe o projeto Dunas, que prevê a construção de 421 km de linhas de transmissão de energia interligando doze cidades do Ceará e sete do RN.

O empreendimento inclui a ampliação de três subestações e construção de mais três subestações, sendo uma na cidade de Caraúbas, na região do Seridó, viabilizando o desenvolvimento desse importante polo do interior potiguar.

“Estamos tratando de um tema fundamental, porque não adianta ter produção de energia e não ter como transmitir”, declarou a governadora ao destacar a importância da expansão das linhas de transmissão, uma vez que o estado é um dos líderes na produção de energia limpa. O diretor de projetos Carlos Frederico Pontual informou que o empreendimento está em fase de licenciamentos ambientais e que estão aguardando a convocação do Ibama para uma audiência pública, que deverá ser realizada no segundo semestre. “O valor da empresa é fazer projetos desafiadores, utilizando inovação e comprometidos com o impacto social”, afirmou.

No RN, as linhas de transmissão passarão pelas cidades de Assú, Upanema, Caraúbas, Governador Dix-sept Rosado, Mossoró, Baraúna e Tibau. O coordenador de desenvolvimento energético da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Hugo Fonseca, enfatizou a relevância do Projeto Dunas por contemplar principalmente a região do Seridó. “Serão viabilizados novos projetos de geração de energia no interior, favorecendo em especial as usinas fotovoltaicas”. Participaram também da reunião o vice-governador Antenor Roberto, o titular da Sedec, Jaime Calado e o secretário da Infraestrutura, Gustavo Rosado.

A gerente de tributação da Sterlite, Tatiana Navarro, informou que a empresa realiza trabalhos sociais de acordo com as demandas apresentadas pelas comunidades nas audiências públicas. “Estamos aqui para ajudar a desenvolver a região Nordeste”, afirmou, complementando que a Sterlite tem com premissa ter pelo menos 35% de mulheres no seu quadro de pessoal. De acordo com o contrato assinado em setembro com a Aneel (Agencia Nacional de Energia Elétrica), o projeto deverá ser concluído até 2023, mas a empresa pretende adiantar o quanto antes a execução do Dunas.

No Brasil, a Sterlite está investindo quase 2 bilhões de dólares no setor de transmissão de energia. A companhia chegou ao país em 2017, quando venceu três certames de transmissão de energia, inclusive o maior deles, no valor de 1 bilhão de dólares.

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Destaques, Economia

Linha de transmissão entre RN e CE deve receber investimento de R$ 1,2 bilhão

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que vai leiloar concessões para a construção, operação e manutenção de 543 quilômetros (km) de linhas de transmissão no Ceará e no Rio Grande do Norte. Segundo a agência, obras vão gerar 2.726 empregos diretos nos dois estados.

Ao todo, a Aneel vai leiloar aproximadamente 2,6 mil km de linhas de transmissão em 16 estados. Em uma das linhas a serem leiloadas que está inserida em solos cearense e potiguar, o investimento previsto é de R$ 1,2 bilhão para 541 km de linha com potência de 3.300 megavolt-amperes (MVA) em um prazo de 60 meses.

Além disso, também será leiloada outra linha no Ceará com 2 km de extensão e potência de 450 MV, com previsão de investimento de R$ 102 milhões e geração de 24 empregos diretos.

Linha de transmissão entre RN e CE deve receber investimento de R$ 1,2 bi

Subestações

O edital do certame foi aprovado na semana passada em reunião pública da diretoria da Aneel. Além das linhas de transmissão, o leilão contará com 12,2 mil MVA de capacidade de transformação em subestações. No certame são estimados cerca de R$ 6 bilhões em investimentos e geração de 13,6 mil empregos diretos.

De acordo com o Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), o leilão deve acontecer dia 28 de junho, na sede da B3 em São Paulo, para ceder as concessões para a construção, operação e manutenção de aproximadamente 2,6 mil km de linhas de transmissão em 16 estados.

“O leilão será dividido em 20 lotes. As instalações deverão entrar em operação comercial no prazo de 36 a 63 meses, a partir da data de assinatura dos contratos de concessão”, detalhou a Agência em nota publicada em seu portal na internet.

No certame, conforme a estimativa divulgada pela Aneel, são estimados cerca de R$ 6 bilhões em investimentos a partir da construção e manutenção das linhas de transmissão de energia, além da geração de 13,6 mil empregos diretos a partir destes empreendimentos.

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Economia

Energia renovável gerou mais de 500 mil novos empregos em 2017

O setor de energia renovável criou mais de 500 mil novos empregos em todo o mundo em 2017, um aumento de 5,3% em relação a 2016, segundo os últimos dados divulgados pela Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA). De acordo com a quinta edição do relatório Renewable Energy and Jobs – Annual Review, lançado na 15º Reunião do Conselho da IRENA em Abu Dhabi, o número total de pessoas empregadas no setor (incluindo grandes hidrelétricas) está atualmente em 10,3 milhões, superando a marca dos 10 milhões pela primeira vez.

China, Brasil, Estados Unidos, Índia, Alemanha e Japão continuam a ser os maiores empregadores do mercado de energia renovável no mundo, representando mais de 70% de todos os empregos no setor globalmente. Embora um número crescente de países esteja colhendo os benefícios socioeconômicos das energias renováveis, a maior parte da produção ocorre em relativamente poucos países e os mercados domésticos variam enormemente em tamanho.

“A energia renovável tornou-se um pilar do crescimento econômico de baixo carbono para governos em todo o mundo, um fato refletido pelo crescente número de empregos criados no setor”, declarou Adnan Z. Amin, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Renovável.

“Os dados também ressaltam um quadro cada vez mais regionalizado, destacando que os benefícios econômicos, sociais e ambientais das energias renováveis ​​são mais evidentes nos países onde existem políticas atraentes para o setor”, continuou o Sr. Amin. “Fundamentalmente, esses dados apoiam nossa análise de que a descarbonização do sistema energético global pode fazer a economia global crescer e criar até 28 milhões de empregos no setor até 2050”.

ifrn energia solar

O segmento de energia solar fotovoltaica continua sendo o maior empregador de todas as tecnologias de energia renovável, respondendo por cerca de 3,4 milhões de empregos, quase 9% a partir de 2016, após um recorde de 94 gigawatts (GW) de instalações em 2017. Estima-se que a China responda por dois terços dos empregos fotovoltaicos – equivalente a 2,2 milhões – o que representa uma expansão de 13% em relação ao ano anterior.

Apesar de uma ligeira queda no Japão e nos Estados Unidos, os dois países seguiram a China como os maiores mercados de empregos em energia solar fotovoltaica no mundo. Índia e Bangladesh completam a lista dos cinco principais empregadores globais neste segmento, que juntos respondem por cerca de 90% dos empregos em energia solar fotovoltaica em todo o mundo.

A indústria eólica retraiu-se ligeiramente no ano passado para 1,15 milhão de empregos em todo o mundo. Embora os empregos desse segmento sejam encontrados em um número relativamente pequeno de países, o grau de concentração é menor do que no setor fotovoltaico solar. A China responde por 44% dos empregos em energia eólica em todo o mundo, seguida pela Europa e América do Norte, com 30% e 10%, respectivamente. Metade dos dez principais países com a maior capacidade instalada de energia eólica do mundo são europeus.

“A transformação do setor energético é uma das oportunidades de melhorar a economia e aumentar o bem-estar social à medida que os países implementam políticas de apoio e estruturas regulatórias atraentes para impulsionar o crescimento industrial e a criação de empregos sustentáveis”, disse o Dr. Rabia Ferroukhi, chefe da Unidade de Políticas da IRENA e Diretor de Conhecimento, Política e Finanças da agência.

“Ao fornecer aos formuladores de políticas esse nível de detalhe sobre a composição dos requisitos de emprego e habilidades em energia renovável, os países podem tomar decisões informadas sobre vários objetivos nacionais importantes, desde educação e treinamento até políticas industriais e regulamentações do mercado de trabalho”, continuou Dr. Ferroukhi. “Tais considerações apoiarão uma transição justa e equitativa para um sistema energético baseado em energias renováveis.”

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Destaques, RN

Parceria entre IFRN e CERNE pode render novos cursos na área de energia

Com o objetivo de promover capacitações na área de energia renovável no Rio Grande do Norte, o reitor do IFRN, Wyllys Farkatt, recebeu na última semana o presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Jean Paul Prates.

De acordo com Jean, o CERNE é uma entidade multisetorial que tem o objetivo de manter o Nordeste Setentrional como referência na área de energias renováveis. “Não somos centro de pesquisa nem instituição de ensino. Por isso buscamos o apoio para a capacitação no setor”, comentou.

“O IFRN se insere diretamente nas discussões para o desenvolvimento tecnológico do setor. Temos o Tecnólogo em Energias Renováveis, no Campus João Câmara, e a Engenharia em Energia, no Campus Natal-Central. Além disso, o projeto IFRN Solar gera energia elétrica em todos os nossos 21 campi e na Reitoria e é o maior do país no setor público”, destacou o reitor.

Nessa perspectiva, foram discutidas maneiras de viabilizar quatro cursos. Dois deles seriam com foco em energia solar e eólica. A proposta é estabelecer núcleos de troca de conhecimentos entre pesquisadores do RN e de outros estados e capacitar também os gestores ou possíveis gestores de empresas da área. “O Rio Grande do Norte é o maior produtor de energia eólica do país. Precisa ser também um polo de estudo em energia eólica”, acrescentou Jean Paul Prates.

Na reunião, foi acordada a parceria para o desenvolvimento de um projeto piloto de site colaborativo para as empresas do setor. A intenção é que seja um espaço em que empreendedores, gestores, prestadores de serviço e funcionários possam oferecer seu serviço, com a opção de avaliação e de contratação por meio do portal. Sites como o Trip Advisor e o Linked In são exemplos desse modelo de negócios. Foi levantada também a opção de utilizar os espaços dos campi do IFRN para a realização de reuniões em capacitações no interior do estado.

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Educação

Nova Zelândia oferece bolsa de estudo em pós-graduação para brasileiros

Gerenciada pelo Ministério de Assuntos Estrangeiros e Comércio da Nova Zelândia, a bolsa de estudos New Zealand Development Scholarships (NZDS) está com inscrições abertas até o dia 14 de março de 2018. O programa busca candidatos com potencial de liderança e excelente histórico acadêmico, que estejam motivados a desenvolver suas habilidades e ampliar suas conexões internacionais. “Espera-se que, ao retornar, colaborem com seu país de origem e, assim, possam contribuir para um mundo mais seguro, mais justo e próspero”.

Sob essas premissas, estudantes de até 39 anos que tenham projetos de estudo e pesquisa focados em agricultura ou em energias renováveis podem se inscrever. Essas duas áreas são prioritárias devido a sua importância tanto na Nova Zelândia quanto no Brasil. Além disso, as universidades neozelandesas são internacionalmente reconhecidas pela excelência em ensino, pesquisa e extensão também nessas áreas.

“Acredito que unir expertise de brilhantes jovens profissionais brasileiros com a excelência das universidades da Nova Zelândia pode gerar saudáveis sementes para o desenvolvimento sustentável no Brasil. Queremos ver cada vez mais intercâmbio entre profissionais e acadêmicos brasileiros e neozelandeses, e acredito que a bolsa NZDS é uma excelente oportunidade para isso”, afirmou a Embaixadora da Nova Zelândia no Brasil, Caroline Bilkey.

A NZDS é ofertada nos níveis de especialização (6 meses a 1 ano), mestrado (1 a 2 anos) e doutorado (3 a 4 anos). A bolsa cobre os custos com o curso, a viagem de ida e volta, o seguro de viagem e de saúde e oferece um auxílio para custos mensais de vida e de moradia.

Essa é uma oportunidade única de conhecer uma nova cultura e se preparar para os desafios de um mundo cada vez mais interconectado e, claro, contribuir para a construção de um futuro melhor. Clique aqui, e saiba mais sobre a bolsa NZDS para brasileiros.

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