Destaques, Economia

Empréstimo em bancos e financeiras é o maior vilão da inadimplência no país

Com o desemprego ainda elevado e o achatamento da renda, os brasileiros vêm enfrentando dificuldades em manter as contas em dia. A saída para muitos tem sido recorrer ao crédito não só para quitar dívidas como pagar despesas básicas, que incluem água e luz. Um levantamento realizado em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostra que o principal responsável pela negativação de CPFs no país é o empréstimo pessoal contraído em bancos e financeiras: 69% dos usuários da modalidade de crédito estão com restrição no nome. O crediário (68%) e o cartão de crédito (67%) aparecem logo em seguida no ranking.

Os dados mostram ainda que entre outros vilões da inadimplência estão o cheque especial (52%), o financiamento de automóvel (52%), o financiamento da casa própria (35%), as mensalidades escolares (26%), os empréstimos com parentes e amigos (23%), as contas de telefone (20%), os boletos de TV por assinatura e internet (16%) e as conta de água e luz (11%). Atrasos com condomínio correspondem a 11% das respostas.

Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, esse quadro deve-se não apenas ao orçamento apertado do brasileiro, mas também à falta de controle das finanças. “Se por um lado, o cenário econômico não vem favorecendo o equilíbrio das contas; por outro, existe um aspecto comportamental importante. Boa parte das pessoas não costuma organizar seus gastos, fazendo compras além de suas possibilidades financeiras, que muitas vezes transformam-se em dívidas difíceis de serem pagas. Ao buscar empréstimo, é preciso cuidado redobrado. A preocupação em quitar débitos pendentes só é interessante quando se troca uma dívida cara por outra mais barata. Ou seja, quando o consumidor substitui o valor das dívidas que cobram juros elevados, como cartão de crédito, por exemplo, por outra com valores mais baixos, como empréstimo consignado. Caso contrário, os juros podem fazer com que as parcelas dos empréstimos fiquem inviáveis ”, observa.

O levantamento também mapeou as contas que os inadimplentes possuem em aberto, mas que não levaram à negativação. Os empréstimos feitos com pessoas próximas, como parentes e amigos, estão em primeiro lugar (33%). Em segundo lugar, destacam-se as mensalidades escolares (26%) e, em terceiro, o cheque especial (24%). As parcelas do crediário (21%) e do cartão de crédito (17%) vêm na sequência.

Inadimplentes priorizam aluguel na hora de quitar contas; apenas 16% pagam em dia cartão de crédito

dinheiro salário abono salarial
Marcello Casal Jr/Arquivo/Agência Brasil

Um dos desafios para os inadimplentes é priorizar as contas que devem ser pagas, principalmente quando o dinheiro não sobra no fim do mês. De acordo com a pesquisa, o aluguel (84%) e o plano de saúde (82%) aparecem no topo dos compromissos financeiros quitados em dia. Já os boletos de condomínio aparecem em seguida, com uma participação de 78%. Outras dívidas que os inadimplentes costumam pagar no prazo são: TV por assinatura e internet (73%), conta de água e luz (72%), conta de telefone fixo e celular (66%) e financiamento da casa própria (53%). Apenas 24% dos entrevistados reconhecem estar em dia com o cheque especial e 16% com a fatura do cartão de crédito.

“A incapacidade de pagar os compromissos em dia tem levado muitos brasileiros a fazer um tipo de rodízio para escolher qual conta pagar naquele mês. Normalmente, o consumidor prioriza o pagamento de contas básicas e de serviços essenciais, como água e luz, mesmo sabendo que podem ser interrompidos em situação de inadimplência. Mas esse tipo de decisão deve ser bem pesada, após uma análise do valor das pendências”, orienta o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli.

Metodologia

A pesquisa ouviu 600 consumidores com contas em atraso há mais de 90 dias. A amostra é representativa e contempla ambos os gêneros, pessoas acima de 18 anos, de todas as classes sociais e residentes nas 27 capitais do país. A margem de erro é de 3,97 pontos percentuais a uma margem de confiança de 95%.

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Destaques, Direitos do Consumidor

Banco no RN é obrigado a reduzir em mais de 50% prestação de empréstimo

A Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Norte (DPE/RN) obteve decisão favorável a um consumidor idoso e hipossuficiente obrigando um banco a reduzir o valor da prestação de um empréstimo. A ordem, tomada em sede de antecipação de tutela, reduziu a prestação de R$ 515,00 para R$ 222,50, após a comprovação da aplicação de juros abusivos.

Durante a ação, ficou comprovada a imposição do percentual de juros compensatórios de 987,22% ao ano, enquanto a taxa média de mercado indicava o patamar de 122,58% ao ano. O percentual acima da média de mercado constitui uma ilicitude.

“Sabido que os contratos de empréstimos bancários são acordos de vontades tipicamente de adesão, nos quais o consumidor não possui o condão de discutir seus termos, restando apenas se submeter às condições contratuais impostas pela instituição financeira”, registrou o juiz em sua decisão.

Diante do fato, a justiça determinou a imediata redução dos juros remuneratórios, devendo o banco descontar as parcelas contratadas calculadas com base na nova taxa a partir do primeiro vencimento após a intimação, sob pena da incidência de multa de R$ 1.000,00 por cada desconto realizado em desconformidade com a ordem.

Processo número 0848166-06.2018.8.20.5001*

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Destaques, Economia

Caixa vai conceder crédito consignado com garantia do FGTS

Os trabalhadores do setor privado e com carteira assinada poderão contratar operações de crédito consignado (com desconto na folha de pagamento) da Caixa Econômica Federal a partir de 26 de setembro com garantia do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A data foi definida em reunião entre o presidente do banco, Nelson Antônio de Souza, e o ministro do Trabalho, Caio Vieira de Mello.

Reformulada neste mês, a regulamentação do uso do FGTS como garantia para o crédito consignado proporcionará juros mais baixos para os tomadores. Isso porque os recursos da conta do trabalhador no fundo cobrirão eventuais calotes, o que reduz o risco para os bancos e permite à Caixa oferecer empréstimos com taxas menores.

Segundo o Ministério do Trabalho, essa linha de financiamento estará à disposição de 36,9 milhões de trabalhadores com carteira assinada. Os empréstimos poderão ser pedidos em qualquer agência da Caixa.

Desde 2016, a Lei 13.313 previa o uso de parte do saldo do FGTS como garantia nas operações de crédito consignado. A modalidade, no entanto, não deslanchou porque a falta de regulamentação não trazia segurança para os bancos. As instituições financeiras só eram informadas do saldo do Fundo de Garantia do trabalhador no caso de um eventual desligamento da empresa. A possibilidade de que o funcionário, durante a vigência do crédito consignado, sacasse parte do FGTS para comprar um imóvel reduziria a quantia que poderia servir de garantia.

Com a nova regulamentação, a Caixa separará 10% do saldo da conta do FGTS de cada trabalhador e 40% da multa por rescisão para cobrir eventuais calotes nos empréstimos do crédito consignado. A quantia permanecerá na conta do FGTS do trabalhador, rendendo normalmente, até a quitação do empréstimo. A garantia será usada caso o empregado seja demitido sem justa causa e o banco não tenha mais como descontar as parcelas do crédito consignado do salário.

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Negócios

Férias fazem mais pessoas pedirem empréstimo

O mês de junho antecede as férias escolares e o período de recesso em diversos setores, e muita gente usa esta época do ano para viajar, o que impulsionou os pedidos de empréstimo para este tipo de custo na fintech de crédito Lendico. A empresa registrou 47% de aumento no número de pedidos de crédito para viagem e férias em relação a maio.

Por mês, a Lendico recebe mais de 160 mil pedidos de empréstimo, tendo sido o empréstimo para viagens um dos motivos que mais teve alta no número de solicitações em relação ao ano passado. Foram 124% mais pedidos recebidos em junho deste ano para este motivo do que no mesmo período de 2017.

Aumento do número total de empréstimos

O levantamento mensal realizado pela Lendico constatou um aumento de 24% no número total de pedidos de empréstimo em relação a maio. Entre os motivos para o pedido de crédito, o empréstimo para pagamento de dívida continua sendo o grande destaque, representando 27% das solicitações.

Depois do pagamento de dívida, os motivos mais comuns de pedidos de empréstimo foram novos negócios (16,3%); compra de mobília, reforma e/ou mudança (11,4%); e investir na própria empresa (11,3%).

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Negócios

“Uber do Dinheiro”: startup oferece empréstimo e investimentos a partir de R$100

A IOUU, Startup que acaba de chegar ao mercado nacional com um novo conceito e foco, pretende atrair jovens empresários que pensam no bem social, para a plataforma. A empresa que está chegando com o conceito peer-to-peer (P2P) para quem é MEI e pequeno empreendedor, oferece taxas inferiores as dos bancos, que variam de 2% a 5%. A UBER do dinheiro, oferece conveniência, eficiência e agilidade, conectando estes pequenos empresários e investidores, tudo pela tela do computador ou smartphone.

Para investir na plataforma, basta apenas 100 reais, ou seja, jovens empresários que querem ser pequenos investidores e buscam retornos acima da média, terão esta possibilidade. Começando com um valor modesto, a rentabilidade varia de acordo com os prazos de pagamento, mas com uma rentabilidade superior ao que teria com uma instituição financeira, alcançando entre 15% e 30%.

“Resolvemos colocar as pessoas no centro do processo, conectando diretamente os investidores com pequenas empresas que precisam de dinheiro, cortando a burocracia, diminuindo os juros e elevando as taxas de retorno e convertendo tudo isso em impacto social”, conta Bruno Sayão, Sócio-Fundador da IOUU.

As empresas que desejam obter empréstimos podem fazer solicitações entre R$ 1 mil e R$ 50 mil reais, e passam por uma análise de crédito (score), baseada em diversos bancos de dados, e quando aprovadas, ficam disponíveis na plataforma online para os investidores terem acesso a proposta e fazerem seus aportes financeiros.

Todos os valores negociados na plataforma, que é 100% digital, são executados por intermédio de uma instituição financeira e/ou bancárias que emitem as Cédulas de Crédito Bancário (CCB) e Recibos de Depósito Bancários, os CCB e RDB, disponibilizando assim, os valores para os tomadores executarem o que foi publicado na plataforma da IOUU.

Criada pelos empresários Bruno Sayão e Ricardo Gobbo, “o objetivo é quebrar o tabu da complexidade dos investimentos. Por conta disto, adequaram o sistema financeiro no Brasil, para difundir a modalidade em todo o país. Acreditamos que a ação coletiva é sempre mais efetiva para gerar impacto social. E no mundo das Fintechs, somente relações efetivas e duradouras com seus parceiros e clientes, podem se tornar sustentáveis no longo prazo, onde ambos os lados obtém taxas e retornos justos”, finaliza Gobbo, também sócio-fundador da IOUU.

A IOUU pretende alcançar no primeiro ano de atividade ao menos 30 mil investidores e 60 mil empresários buscando investimento, e fechar 2017 faturando o primeiro milhão da startup.

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