Empregos e Estágios, Notícias

Segundo Dieese, mais jovens recém-formados ficam sem emprego no Brasil

Mesmo com a leve retomada do otimismo em relação ao mercado de trabalho no Brasil, o cenário para jovens recém-formados não parece tão animador.

Pesquisa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) mostra que, entre 2014 e 2018, a proporção de profissionais que saem da faculdade e não conseguem um emprego, passou de 8,2% para 13,8%.

“O índice preocupa, porque mostra não apenas que esses jovens estão tendo dificuldade em se inserir no mercado de trabalho, mas que também não estão conseguindo postos que exigem ensino superior e conhecimentos específicos naquilo que se formaram”, diz Gustavo Monteiro, técnico do órgão.

Mesmo reconhecendo que o cenário macroeconômico impacta direta e predominantemente a oferta de empregos, recrutadores afirmam que jovens recém-formados mais bem preparados têm mais chances de conquistar uma vaga.

De acordo com Dahra Quintella, coordenadora de seleção da 99jobs, um bom português, capacidade de comunicação, pontualidade, cuidado com a postura e cordialidade são essenciais para o êxito do candidato.

Saber se posicionar e usar sua bagagem numa entrevista é outro ponto fundamental, aponta Dahra.

“Antes de chegar, você precisa saber dizer quais experiências teve, quais são as principais informações sobre você mesmo que são as mais relevantes. Tenha clareza e não deixe para pensar em quem você é ou o que você fez apenas na hora que chegar na entrevista”, explica.

“O profissional tem que entender que faculdade não é só um campo de estudo: ele tem que transformar essas plataformas em momentos de experiência que o aproximem do campo profissional que deseja”, diz Dahra.

De acordo com ela, essa inserção pode se dar através de uma empresa júnior, instituição social, associação a uma atlética, entre outros. “O importante é ir procurando um interesse enquanto carreira.”

“Se ele precisa realmente trabalhar, ele deve pensar em como transformar essa oportunidade de trabalho. O ideal é não se limitar aos sites de busca de vagas. É preciso buscar pessoas que são referência na área: podem ser aquelas que trabalharam com você, pessoas que você conheceu em um evento, no LinkedIn, enfim, pessoas que você tem como referência”, diz.

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Economia

Taxa de desemprego atinge 7,6% em agosto

A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do país ficou em 7,6% em agosto deste ano, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa é superior às observadas em julho deste ano ano (7,5%) e em agosto de 2014 (5%). Esse é o maior índice desde março de 2010, quando foi registrada a mesma taxa (7,6%).

Comparando-se apenas com os meses de agosto, essa é a maior taxa desde 2009, já que em agosto daquele ano, a taxa de desocupação ficou em 8,1%.

A população desocupada ficou em 1,9 milhão de pessoas, o mesmo contingente de julho deste ano. Na comparação com agosto de 2014, no entanto, a população desocupada é 52,1% maior. Em termos absolutos, havia 636 mil pessoas a mais procurando emprego em agosto deste ano do que no mesmo período do ano passado.

A população ocupada foi estimada em 22,7 milhões de pessoas, mostrando estabilidade em relação a julho. Em relação a agosto do ano passado, no entanto, caiu 1,8%.

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Economia

Brasil perdeu mais de 97 mil postos de trabalho em abril; pior resultado histórico para o mês

(JORNAL DO COMÉRCIO) – A geração de empregos em abril veio negativa, em um resultado raro para este período do ano. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta sexta-feira (22), foram fechados 97.828 postos de trabalho no mês passado. O número informado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) é o pior da série histórica, iniciada em 1992.

Em abril de 2014, o saldo foi positivo em 105.384 pela série sem ajuste. O resultado de abril ficou muito abaixo das expectativas do mercado, coletadas pelo AE Projeções. O levantamento com 13 participantes apontava para um número que iria de 5 mil negativos a um total positivo de 95 mil, com mediana indicando a geração de 66 mil vagas de emprego, sem ajuste sazonal.

A série sem ajuste considera apenas o envio de dados pelas empresas dentro do prazo determinado pelo MTE. Após esse período, há um ajuste da série histórica, quando os empregadores enviam as informações atualizadas para o governo.

Refletindo o cenário de deterioração da economia, a indústria de transformação foi a responsável pelo maior número de fechamento de vagas formais de trabalho em abril. No total, foram fechados 53.850 postos no setor, resultado de 267.759 admissões e 321.609 desligamentos no período.

Em segundo lugar como destaque negativo, a construção civil reduziu 23.048 postos, com 163.471 admissões e 186.519 demissões. O comércio fechou 20.882 vagas e o setor de serviços encerrou 7.530 empregos no mês. O único setor com saldo positivo em abril foi a agricultura, com 8.470 novas vagas.

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