Brasil, Destaques

Não votou no 2° turno das eleições? Prazo para justificar termina nesta quinta (27)

O prazo para justificar a ausência no segundo turno das eleições gerais de 2018 termina nesta quinta-feira (27). Os eleitores que não votaram no segundo turno precisam regularizar a situação, sob pena de impedimento de fazer matrícula em universidades, tirar o passaporte, tomar posse em cargo público e receber o salário, no caso dos servidores.

Segundo o Tribunal Superior Eleieotral (TSE), o não comparecimento injustificado no dia da eleição é irregularidade punível com multa. Pela Constituição, os brasileiros com idade entre 18 anos e 70 anos são obrigados a votar. Após três ausências consecutivas não justificadas, o título de eleitor é cancelado.

Não precisam justificar a ausência os eleitores cujo voto é facultativo (analfabetos, os com 16 anos a 18 anos e os maiores de 70 anos), além dos portadores de deficiência física ou mental que torne impossível ou demasiadamente oneroso o cumprimento das obrigações eleitorais. A justificativa pode ser feita diretamente nos cartórios eleitorais ou pela internet.

Formulário

No primeiro caso, é necessário preencher o formulário disponível no cartórios eleitorais, nos postos de atendimento ao eleitor e nas páginas da Justiça Eleitoral na internet. O documento deverá ser entregue no cartório eleitoral ou enviado por via postal ao juiz da zona eleitoral na qual o eleitor é inscrito. É preciso anexar comprovante do motivo da ausência.

Pela internet, a justificativa é feita no Sistema Justifica. O eleitor deverá preencher o formulário online, informando seus dados pessoais e o motivo da ausência, bem como anexar o comprovante do impedimento para votar. Se a justificativa for aceita, o eleitor será avisado da decisão.

O brasileiro residente no exterior que não votou também precisa justificar o não comparecimento às urnas. Ao requerimento de justificativa eleitoral devem ser juntadas cópias do documento oficial brasileiro de identidade e do comprovante dos motivos alegados para justificar a ausência. A documentação deve ser enviada ao juiz da Zona Eleitoral do Exterior ou entregue nas missões diplomáticas ou encaminhada pelo Sistema Justifica.

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Destaques, Política

“Bolsonaro só venceu porque não concorreu contra mim”, diz Lula

(ANSA) – Em sua primeira entrevista da cadeia, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que Jair Bolsonaro só foi eleito porque não concorreu contra ele.

O líder petista cumpre pena por corrupção passiva e lavagem de dinheiro desde 7 de abril, em Curitiba, e foi declarado inelegível com base na Lei da Ficha Limpa, sendo substituído pelo ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad.

Também impedido de ser entrevistado pessoalmente na cadeia, Lula respondeu a perguntas da emissora britânica “BBC” por meio de cartas, para um documentário sobre os últimos anos do Brasil que estreará em janeiro de 2019.

“Bolsonaro só venceu porque não concorreu contra mim”, disse o ex-presidente na entrevista, feita por intermédio do jornalista Kennedy Alencar, seu ex-assessor. Em seu perfil no Twitter, Bolsonaro ironizou a declaração. “Só não concorri com Lula porque ele está preso, condenado por corrupção”, escreveu o presidente eleito.

Na entrevista à “BBC”, o petista repetiu que o juiz Sérgio Moro, futuro ministro da Justiça, “fez política e agora se beneficia disso”. “Estou preso sem motivo”, garantiu.

O ex-presidente foi sentenciado a 12 anos e um mês de prisão, acusado de receber R$ 2,2 milhões em propina da OAS por meio de um triplex no Guarujá (SP), mas nega ser proprietário do imóvel, que já foi leiloado pela Justiça.

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Destaques, Política

Ciro Gomes diz que foi ‘miseravelmente traído’ por Lula

(ANSA) – O terceiro colocado nas eleições presidenciais brasileiras, Ciro Gomes (PDT-CE), disse que foi “miseravelmente traído” pelo ex-presidente Lula e seus “asseclas”, em entrevista ao jornal “Folha de S. Paulo“, publicada nesta quarta-feira (31).

“Não declarei voto ao Haddad porque não quero mais fazer campanha com o PT”, afirmou, lembrando a atuação do partido para impedir que o PSB o apoiasse nas eleições. “Você imagina, conseguir do PSB neutralidade trocando o governo de Pernambuco e de Minas? Em nome do quê foi feito isso? De qual espírito público, razão nacional, interesse popular? Projeto de poder miúdo. De poder e de ladroeira. O PT elegeu Bolsonaro, protestou.

“Esses fanáticos do PT não sabem, mas o Lula, em momento de vacilação, me chamou para cumprir esse papelão que o Haddad cumpriu. Eu não aceitei. Me considerei insultado”, acrescentou, lembrando as negociações de apoio pré-campanha.

Gomes ainda nega que tenha ficado neutro na votação do segundo turno. “Quem declara o que eu declarei não está neutro”, disse, citando uma entrevista que deu após o primeiro turno, em que, ao responder pergunta de um repórter, disse a frase “Ele não”, usada para combater a campanha do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL-RJ).

Ao ser perguntado se faria novamente aliança com o PT, o pedetista disse que, se puder, não o fará. “Você acha que eu votei em quem?”, ironizou, sem confirmar qual candidato escolheu.

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Bolsonaro recebe segunda maior votação da história do Brasil; atrás apenas de Lula

(ANSA) – Eleito presidente neste domingo (28), Jair Bolsonaro recebeu cerca de 57,7 milhões de votos, o segundo maior índice da história do Brasil, atrás apenas dos 58,3 milhões obtidos por Luiz Inácio Lula da Silva em 2006.

Fernando Haddad, por sua vez, teve aproximadamente 46,9 milhões, o pior desempenho do PT em um segundo turno desde 1989, quando o Brasil tinha 60 milhões de eleitores a menos e Lula recebeu 31 milhões de votos.

Bolsonaro venceu a eleição em 15 estados e no Distrito Federal, incluindo todo o Sul, Sudeste e Centro-Oeste e boa parte do Norte, com exceção de Tocantins e Pará. Já Haddad levou, além desses dois, todos os nove estados do Nordeste.

O melhor desempenho do presidente eleito foi no Acre, com 77,3% dos votos válidos, contra 22,7% de Haddad. Em outros três estados Bolsonaro teve mais de 70% dos votos válidos: Santa Catarina (75,92%), Rondônia (72,18%) e Roraima (71,83%).

Haddad, por sua vez, alcançou 77,05% no Piauí, 73,12% no Maranhão, 72,67% na Bahia e 71,11% no Ceará. O resultado mais apertado foi no Amapá, com 50,2% para Bolsonaro e 49,8% para o petista.

Bolsonaro também ganhou em sua base eleitoral, o Rio de Janeiro (RJ), por 66,35% a 33,65%, e na de Haddad, São Paulo (SP), com 60,38% a 39,62%. A apuração, no entanto, ainda não foi finalizada em todos os lugares.

Dos mais de 145 milhões de eleitores brasileiros, 30,87% não votaram em nenhum dos dois candidatos: 21,29% se abstiveram, 7,43% apertaram o “nulo” na urna, e 2,15% votaram em branco. Essa parcela do eleitorado corresponde a 42,4 milhões de pessoas.

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Mais de 31 milhões: taxa de abstenção na eleição presidencial é a maior desde 1998

O segundo turno das eleições teve a maior abstenção desde o ano de 1998: cerca de 31,3 milhões de brasileiros não foram às urnas neste domingo. Esse total representa 21,29% do eleitorado brasileiro. Além disso, foram 2.484.636 de votos em branco (2,15%) e 8.599.212 de votos nulos (7,43%).

Para o analista político Creomar de Souza, professor da Universidade Católica de Brasília, o alto índice de abstenção se deve à polarização do processo eleitoral. “Uma eleição muito polarizada expulsa os moderados”, afirmou o professor.

Em 1994, quando o tucano Fernando Henrique Cardoso foi eleito no primeiro turno, a abstenção chegou a 29,3% do eleitorado. Na eleição seguinte, o índice caiu para 21,5% do total de eleitores aptos a votar.

A partir das eleições de 2002, a taxa de abstenção ficou abaixo de 20%. Em 2002, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva derrotou o tucano José Serra, no segundo turno, os não votantes foram 17,7% dos eleitores.

Na reeleição de Lula, em 2006, foi registrado o menor índice do período: 16,8% do eleitorado. Na primeira eleição da petista Dilma Rousseff, a taxa de abstenção ficou em 18,1%. Na reeleição da petista, chegou a 19,4% do eleitorado.

taxa de abstenção na eleição presidencial é a maior desde 1998

*Com informações da Agência Brasil

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