Educação,

Brasil fica abaixo da média em avaliação internacional da educação básica

Apenas dois a cada 100 estudantes da educação básica tiveram resultados satisfatórios em leitura, matemática e ciências, no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), conforme relatório divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

As pontuações médias obtidas pelos estudantes colocam o Brasil no nível 2 em leitura e no nível 1 em matemática e ciências, em uma escala que vai até 6. A avaliação mostra, ainda, que quase 43,2% dos estudantes brasileiros ficaram abaixo do nível 2 nas três disciplinas avaliadas e apenas 2,5% ficaram nos níveis 5 e 6 em pelo menos uma das disciplinas.

Pelos critérios da OCDE, o nível 2 é considerado o mínimo adequado. O exame foi aplicado em 79 países e regiões para 600 mil estudantes de 15 anos. No Brasil, cerca de 10,7 mil estudantes de 638 escolas fizeram as provas.

Com o resultado, o Brasil ficou abaixo das médias dos países da OCDE em que 15,7% dos estudantes estão nos níveis 5 e 6 em pelo menos uma disciplina e apenas 13,4% estão abaixo no nível 2. Por isso, o desempenho de estudantes brasileiros na avaliação posicionou o Brasil no 57ª lugar entre os 77 países e regiões com notas disponíveis em leitura; na 70ª posição em matemática e na 64ª posição em ciências.

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MEC lança ID Estudantil, a carteira de meia-entrada digital

A ID estudantil é a carteira virtual de meia-entrada estudantil e gratuita do Ministério da Educação (MEC). O documento possibilita, aos estudantes, benefícios como meia-entrada em eventos culturais e esportivos. A carteira é digital e pode ser emitida pelos estudantes através das lojas Google Play e Apple Store.

A ID foi lançada na sede do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Durante a cerimônia oficial, o presidente do Inep, Alexandre Ribeiro Lopes, explicou que “os alunos que não conseguirem se cadastrar devem procurar suas instituições de ensino e pedir que elas se cadastrem junto ao MEC”.

Antes de realizar o cadastro, os dados dos estudantes precisam ser disponibilizados pelas instituições de ensino no Sistema Educacional Brasileiro (SEB). As informações disponibilizadas pelas instituições de ensino formarão um banco de dados nacional que contribuirá para algumas das políticas públicas a serem executadas pelo governo no setor da educação.

Documentos similares já são disponibilizados por instituições acadêmicas e grêmios estudantis, porém, são cobradas taxas de emissão, já a ofertada pelo MEC é gratuita e totalmente digital. “Já arcamos com muitas outras despesas durante a faculdade, inclusive com a nossa mensalidade. Na minha opinião, esse deveria ser um direito de todo estudante. Tenho certeza que a ID Estudantil vai favorecer muitos estudantes que não têm condição de pagar pela carteirinha”, comemora a estudante de pós-graduação em Mídias Sociais, Bárbara Silva.

Para os estudantes menores de idade, será necessário que o responsável legal autorize a emissão da carteira, instalando o aplicativo do ID Estudantil no celular, para assim, realizar o cadastro com os dados do estudante.

Veja, abaixo, a lista de instituições autorizadas a emitir a carteira de identificação estudantil:

•    Ministério da Educação;

•    Associação Nacional de Pós-Graduandos;

•    União Nacional dos Estudantes (UNE);

•    União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes);

•    Entidades estudantis estaduais, municipais e distritais;

•    Diretórios centrais dos estudantes;

•    Centros e diretórios acadêmicos;

•    Outras entidades de ensino e associações representativas dos estudantes.

* Com informações da Agência Brasil

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Educação,

Produtos com maior valor agregado são mais procurados na Black Friday 2019

Uma nova forma de consumir com desconto chegou ao Brasil por volta dos anos 2000: a Black Friday. Derivada do inglês, a expressão ficou conhecida como data de ofertas.

Há quem diga que a expressão nasceu após instituições financeiras terem quebrado, coincidentemente, em uma sexta-feira. Já uma outra versão diz que o termo foi criado por policiais da Filadélfia em referência ao dia após o feriado do Dia de Ação de Graças.

O fato é que a Black Friday entrou para o calendário dos consumidores brasileiros. Inclusive, há grandes marcas que oferecem uma semana inteira de descontos, expandindo a iniciativa para uma Black Week, semana inteira de ofertas.

Os produtos mais buscados durante a campanha são aqueles que possuem maior valor agregado, em que o desconto se torna mais significativo, conforme pesquisa da LeadMedia. Dentre os consumidores, 59% das pessoas poupam dinheiro durante o ano para utilizar no período das promoções, segundo a pesquisa da Zoom.

Embora produtos de varejo sejam os mais visados, a possibilidade de estudar pagando pouco, por meio do Educa Mais Brasil, está sendo uma novidade na Black Friday. O maior programa de inclusão educacional do país está estreando na campanha com uma semana de oferta de bolsas de estudo com condições ainda mais especiais.

Na Black Week do Educa, que vai de 25 a 29 de novembro, além da possibilidade de conseguir bolsas com desconto de até 70%, a pré-matrícula – que corresponde à primeira mensalidade – de qualquer instituição parceira fica no valor fixo de R$100. A novidade contempla as novas contratações para as modalidades de ensino básico, superior e técnico.

“Mais e mais pessoas precisam da educação para transformar suas vidas para melhor. Este período é uma oportunidade para quem deseja estudar em uma instituição de ensino de qualidade a preços mais acessíveis”, considera Andreia Torres, diretora de Expansão e Relacionamento do Educa Mais Brasil.

Para a jornalista Jasmin Chalegre a Black Week do Educa chegou em bom momento, pois ela está procurando escola da educação básica para matricular a filha Maria Madalena. Quando soube da Black Week do Educa, ficou animada com a possibilidade de dar um futuro melhor para a filha.

“A educação é uma das prioridades no orçamento da minha família, mesmo a Madalena sendo pequena. Esse é um interesse tanto meu quanto do pai dela. A gente vê que a educação de qualidade é um item tão caro. Infelizmente, o acesso à educação ainda é muito complicado no país. Então, quando a gente descobriu que o Educa está oferecendo essa oportunidade, nos trouxe uma sensação de segurança. Eu e meu marido queremos proporcionar para a nossa filha um futuro melhor de uma forma que caberá no nosso orçamento”, conta.

Assim como a Jasmin, você também pode conseguir uma bolsa de estudo pelo Educa Mais Brasil. Basta acessar o site e começar a economizar.

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Educação

Consciência negra: “desafio qualquer um a provar que meu conhecimento é reduzido”

O dia da Consciência Negra, celebrado anualmente no Brasil em 20 de novembro, é dedicado à reflexão da inserção do negro na sociedade. Dentre as lutas e conquistas, destaca-se o avanço considerável de ingressos de pessoas autodeclaradas negras no ensino superior.

Egressa do curso de Direito, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), a advogada e servidora pública Mariana Cruz, 28, sentiu na pele a dificuldade para conseguir continuar os estudos além do colegial. Contudo, a intensa vontade de ir adiante trouxe resultados que ela faz questão de comemorar. “Posso afirmar que sinto muito orgulho de ser o reflexo da positividade atrelada à política de cotas raciais. Me orgulho de ter consciência das minhas origens e dificuldades  – periférica, suburbana e egressa da escola pública –  e saber que tive que elevar os meus esforços para concorrer em pé de igualdade”, declara.

A advogada é fruto da política de cotas raciais na universidade pública e, também, da reserva de vagas para negros nos concursos públicos. Para Mariana, isso não a diminui perante os demais concorrentes, tampouco reflete falta de capacidade. “Eu posso afirmar que sou a prova real de que ação afirmativa dá certo, sim, e tem um retorno positivo, se muito bem administrada. Desafio qualquer um que conteste essas políticas, muitas vezes sem conhecê-las a fundo, a provar que meu conhecimento é reduzido ou inferior ao de qualquer outro colega”, argumenta.

Assim como Mariana, outros cidadãos em situação semelhante também estão conseguindo cursar uma graduação. Como reflexo, o número de pretos e pardos na universidade pública ultrapassou, pela primeira vez, a metade das matrículas em 2018, somando 50,3%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estudo comparativo foi feito com as informações do suplemento de educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio – Contínua (Pnad Contínua), que começou a ser aplicado em 2016. De acordo com o levantamento, a população negra está melhorando seus índices educacionais, tanto de acesso como de permanência nas instituições de ensino superior.

Já na universidade particular, o número de estudantes negros dobrou, de acordo com o último censo do IBGE. Para o pesquisador do referido instituto, Claudio Crespo, a melhora nos indicadores é relevante, “mas como a desigualdade é histórica e estrutural, os ganhos para a população preta ou parda só aparecem com organização e mobilização social e políticas públicas direcionadas”.

Nesse contexto, o estudante de Jornalismo, João Salvador, também soube aproveitar a oportunidade de ingressar em uma faculdade. Apesar dele e sua mãe não terem condições de pagar as mensalidades do curso de graduação, o sonho de João pôde ser realizado através do Educa Mais Brasil, maior programa de inclusão educacional do país.

“Foi aquele gol aos 45 minutos do segundo tempo. O Educa Mais Brasil abriu as portas para que eu pudesse cursar a universidade particular”, conta entusiasmado, o estudante que pretende dedicar-se ao Jornalismo Esportivo. João conheceu o programa de bolsas por meio da irmã, que aderiu ao Educa para pagar as mensalidades da pós-graduação.

Curiosidade

O Dia Nacional da Consciência Negra foi idealizado pelo poeta, professor e pesquisador gaúcho Oliveira Silveira, um dos fundadores do Grupo Palmares que reunia militantes e pesquisadores da cultura negra brasileira, em Porto Alegre. A data foi escolhida por coincidir com a morte de Zumbi dos Palmares. A celebração entrou para o calendário nacional em 2003 e, desde então, é feriado neste dia em mais de mil cidades brasileiras. 

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Educação

Sala de aula pode ser “um quintal cheio de possibilidades”

Há tempos que uma sala de aula não funciona somente entre quatro paredes – alunos sentados nas cadeiras, quadro, silêncio e professor ensinando. Na fase da primeira infância atividades extraclasse são primordiais para o processo da aprendizagem. Descobrir o mundo fora da sala de aula convencional pode ser um quintal cheio de possibilidades – pé no chão, hortas, animais e muitas brincadeiras educativas e divertidas.

Renyclay Quadros de Souza é pai de dois meninos, Romeo, de 5 anos, e Theo, de apenas 3 anos, e sabe muito bem a importância de proporcionar para os filhos um aprendizado mais humanizado. “Eu e minha esposa tivemos uma educação mais ligada à natureza e as salas de aulas fechadas, com crianças muito presas, começou a incomodar muito a gente”, conta o Analista de Sistemas.

A diretora e proprietária da Escola Kurumi, Harmonia Ferri, acredita que a criança precisa ter assegurado o momento do brincar. “E assim a gente segue o documento do MEC da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que é um documento que rege e norteia as práticas da educação infantil. Nossos educadores conseguem enxergar as crianças de forma mais plena. Nada de prender crianças em salas de aula, quando todo aquele corpo pequenino e cheio de energia pede para brincar e explorar o mundo”, defende.

Renyclay tem os dois filhos matriculados na Escola Kurumi e vê o grande crescimento de ambos. “Além de propor um espaço rico em atividades, a metodologia que eles aplicam para as crianças terem mais autonomia, até nas atividades mais simples, é fundamental para o crescimento deles”, comemora o pai de Romeo e Theo.

A Escola da Península também tem apostado no aprendizado mais próximo dos alunos e fugido do convencional. Além das atividades em sala, os alunos são estimulados a todo momento a vivenciar a prática dos conteúdos ensinados. Aulas externas também fazem parte da rotina escolar. A diretora pedagógica Cristiana dos Santos Seixas Brito Cunha ressalta a importância destas atividades extraclasse para o processo de crescimento das crianças. “Acreditamos que para a educação ser completa é necessário inventar, reinventar, movimentar e transformar a sala de aula. A arte e a educação caminham de mãos dadas para o sucesso psicoemocional das crianças. Assim, as aulas de capoeira, futsal e dança são fundamentais também”, pontua a diretora.

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