Destaques, Economia

Vendas online devem ficar mais caras até 2019

Com mais da metade da população conectada, o Brasil representa hoje um dos maiores mercados consumidores de tecnologia e de internet do mundo. As novas práticas de mercado do meio digital e a expansão das operações comerciais em rede trouxeram também dúvidas sobre a cobrança de tributos em produtos e serviços online. A falta de clareza na conceituação das operações realizadas – e os conflitos de interesse de arrecadação entre estados e municípios – podem gerar custos adicionais a empreendedores virtuais e refletir no bolso do consumidor até o próximo ano.

A realidade de mercado mudou, o ICMS, que antes era direcionado ao estado de origem da loja virtual, neste ano passou a ser arrecadado pelo estado de destino do produto em até 80%. Até 2019, esse índice chegará a sua totalidade – isso sobre as operações interestaduais destinadas a não contribuintes. Embora venha acontecendo de modo gradual, ainda há dúvidas quanto ao impacto dessa mudança para os lojistas virtuais, é o que afirma Lenize Alves, diretora contábil da Rui Cadete Consultores e Auditores Associados. “Surgiram algumas queixas devido à maior burocracia para as transações online. São necessárias apurações específicas sobre circulação de mercadorias ou prestações de serviços. O melhor caminho é conversar com um profissional de Contabilidade para que ele possa simular de que modo isso afeta o seu negócio”, orienta.

Vendas online devem ficar mais caras até 2019 e-commerce

Foto: Pexabay

Custos adicionais também podem ser acrescidos às empresas pelo recolhimento do imposto correspondente ao estado de destino do produto, já que isso deve ser feito antes do despacho da mercadoria e acarreta outras operações tributárias, como a Guia de Recolhimento. Além disso, a tributação sobre o download de jogos, programas ou streaming de software têm gerado outra problemática: se ele se caracteriza como serviço, e deve ser recolhido como Imposto Sobre Serviço (ISS), ou se trata de um novo tipo de “produto”, que estaria sujeito à cobrança de ICMS como circulação de bens ou mercadorias. Essa discussão – que ainda está longe de ser resolvida – pode trazer custos maiores a aplicativos como iFood, Uber e Cabify, por exemplo, e deve chegar ao consumidor final.

A principal estratégia para o empreendedor digital é fazer um estudo tributário anual, e acompanhar mensalmente para encontrar as melhores soluções e forma de tributação, assegura a diretora contábil da Rui Cadete. “O contador é fundamental para o sucesso de um negócio. Cada estado tem sua alíquota de ICMS e ISS mensurada dentro de um limite, para um empreendedor que não possui esse conhecimento pode pagar mais ou menos impostos e ser prejudicado. Sem falar nas devoluções, quem precisa fazer processo de restituição ou baixa de cobrança de ICMS e não tem um contador, termina perdendo devido à burocracia”, explica.

A assistência contábil pode auxiliar lojistas virtuais a reconhecer o tipo de tributação que se encaixa no seu modelo de negócio e as especificidades da atividade exercida. Vale lembrar que o não recolhimento devido do imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e serviços de transporte pode gerar multa de 75% a 150% do valor originário de débito.

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Economia

Fim do parcelamento sem juros segue em debate no Brasil

Proposto pelo setor de cartões de crédito no início do ano, o fim da prática do parcelamento sem juros deverá ser um dos principais temas de debates no comércio ao longo de 2018. Essa medida, que tem como justificativa a redução de custos e maior agilidade no repasse do valor, possui grande rejeição tanto entre os consumidores quanto entre varejistas.

Em debate desde 2016, a proposta do setor de cartões de crédito é substituir o atual modelo por um novo, em que é oferecido um crediário ao consumidor para que o mesmo possa utilizá-lo para parcelar compras em qualquer loja. Como contrapartida para o comércio, as operadoras de cartões reduziriam o prazo para repasse do valor para os lojistas para cinco dias. Atualmente o repasse ocorre 30 dias após a compra.

Em recente evento da Câmara Espanhola de Comércio, o presidente do Banco Central afirmou que a autoridade monetária busca reduzir os custos do sistema de cartões, aproximando o modelo das práticas internacionais, porém não prevê a extinção do método de parcelamento sem juros. Ele ainda ressaltou que o BC pretende estimular o uso de meios eletrônicos de pagamento, como o cartão, por ser mais eficiente e seguro que o papel moeda.

No setor de e-commerce, o cartão de crédito é essencial, sendo utilizado em 62% das compras efetuadas em 2017, conforme estudo do E-Commerce Radar Atlas, sendo mais da metade delas com pagamento parcelado. Neste cenário, uma mudança na forma de parcelamento pode afugentar o consumidor, como explica Adriana Maia da loja virtual Impressora.com:

“Claro que o melhor cenário, tanto para o comerciante quanto para o consumidor, é o pagamento à vista, onde recebemos antes e podemos oferecer o melhor valor para o cliente. Porém, quando pretende comprar um produto de alto valor, o parcelamento torna-se a forma mais viável para muitos deles. Inserir juros em cada parcela pode fazer com que o cliente decida segurar ou mesmo desistir da venda”.

O Banco Central pretende continuar os debates com operadoras e varejistas, visando reduzir as taxas incidentes sobre as operações de débito, e também sobre o parcelamento sem juros. No momento irá priorizar a questão do débito, que considera de mais fácil solução, para posteriormente analisar o parcelamento de cartões.

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Economia

Black Friday 2017: Ebit estima R$2,19 bi em vendas no e-commerce

As vendas da Black Friday deverão atingir R$2,185 bilhões: uma alta de 15% na comparação com 2016, aponta o monitoramento da Ebit, empresa referência em informações sobre o comércio eletrônico brasileiro. A estimativa é que o número de pedidos suba 7,7%, de 2,92 milhões para 3,1 milhões, e o tíquete médio deverá ser de R$695, alta de 6,4%.

A Black Friday 2017, que neste ano acontecerá no dia 24 de novembro (última sexta-feira do mês), é a principal data do calendário do e-commerce. Por conta dos descontos oferecidos especialmente para a data, as lojas virtuais registram em 2016 um movimento médio 20 vezes maior do que em um dia comum. “A expectativa de crescimento está baseada no aumento do número de consumidores virtuais e na melhora do cenário econômico com controle da inflação, diminuição da taxa de juros e o índice de desemprego. O consumidor está mais confiante  de que o pior da crise já passou, por isso deve usar parte do 13º salário para comprar na Black Friday”, explica Pedro Guasti, CEO da Ebit.

Uma pesquisa desenvolvida pela Ebit para entender o comportamento dos consumidores virtuais no evento aponta que 81% dos entrevistados pretendem consumir durante a Black Friday. “A data ainda tem muito para crescer no país. Prova disso é que 38% dos consumidores falam que não compram porque não acreditam nos descontos. Com a consolidação da Black Friday, a tendência é que essa desconfiança diminua e a adesão aumente. Na comparação com o ano passado (41%),registramos uma queda de 3 pontos percentuais mas dentro da margem de erro”, afirma.

Os dados apontam que 41% dos entrevistados pretendem aproveitar a Black Friday para adiantar as compras de Natal, mas não necessariamente para comprar presentes. Apenas 18% dos consumidores pretendem comprar para presentear, enquanto 59% compram item para uso próprio.

Eletrônicos lideram o ranking de intenção de compras, com 34%, seguido de eletrodomésticos (27%), informática (24%), telefonia e celulares (23%). Esta última categoria é a de expectativa de tíquete médio mais alto, de R$1.236.

Metodologia

Os números apurados para a Black Friday foram estruturados por meio de pesquisa online do painel de consumidores da Ebit, realizada entre os dias 30 de agosto e 11 de setembro. A amostra contou com 5.274 casos do universo de consumidores que pretendem comprar online.

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Negócios

5 coisas que um dono de e-commerce não sabe – e precisa saber agora!

Cada vez mais as pessoas buscam vender produtos pela internet. Assim como uma loja física pode se beneficiar ao permitir que pessoas de outros lugares do país comprem os produtos, indo além da cidade onde atua, sites de diferentes conteúdos podem ter seus próprios produtos e aumentar a fonte de faturamento. É o que explica Fábio Ricotta, fundador da Agência Mestre e especialista em estratégias de venda online, que lista 5 fatores essenciais para os donos de e-commerce.

1-Um bom nome para a loja é essencial

O primeiro passo para ter uma loja online é criar um nome e domínio que seja criativo, fácil e claro. “Quanto mais facilmente a pessoa digita o nome da loja, e quanto mais óbvio o nome dela seja em relação ao que ela vende, melhor serão os resultados”, explica. Desta forma, o especialista alerta para nomes confusos ou em inglês, por exemplo. “Se o nome já existe e não tem como mudar, é possível criar um domínio que deixe mais claro o que se vende, ou desenvolver estratégias para que o site seja encontrado mais facilmente nas buscas”, explica Ricotta.

2-É preciso anunciar

Independentemente do faturamento do negócio, Ricotta sugere que é necessário anunciar para alcançar mais público. “Embora o Google, Facebook e outras plataformas permitam maior controle dos gastos em anúncios, é uma ilusão pensar que as vendas vão ocorrer de forma totalmente orgânica”, explica. Quando questionado sobre a quantia que deve ser investida, o especialista diz que não existe uma regra. “Geralmente, as empresas devem investir de 15% a 30% do faturamento em marketing digital, ou seja, estratégias de SEO, anúncios, blog com conteúdo interessante ao público-alvo, entre outros”, explica.

3-O ambiente online precisa ser agradável

Em uma loja do shopping, a tendência é comprar mais quando o ambiente é bom e o atendimento é eficiente. No ambiente online acontece a mesma coisa, conforme explica Ricotta. “Além de investir em SEO, com as palavras-chave relacionadas ao seu produto, é preciso que o site tenha um visual agradável e fácil de navegar”, explica. Segundo o especialista, poucas pessoas têm paciência para esperar por sites lentos ou procurar funcionalidades escondidas. “Um bom e-commerce precisa dar preferência para a experiência do usuário”, explica.

4-Configure o monitoramento de e-commerce no Google Analytics

O especialista destaca que é possível configurar a ferramenta Google Analytics para monitorar dados importantes do e-commerce. “É crucial que seja possível analisar os números das compras realizadas, transações e receitas”, explica. Existe uma maneira de inserir um código na página final do processo de compra, que deve ser colocado depois na seção de “E-commerce” disponível na ferramenta do Google. “Com uma configuração assim, que deve ser feita após estudar a ferramenta, ou por profissionais capacitados, vai ser possível mensurar o número de compras, analisar os produtos mais vendidos e as palavras-chave de entrada para cada produto vendido, além de outros dados que vão ajudar no planejamento dos próximos produtos e no conteúdo da loja”, ensina Ricotta.

5-Cuidado com a concorrência

Por fim, o empresário conta que é preciso prestar muita atenção na concorrência. Ricotta ensina que, além de sites que vendem os mesmos produtos, também é possível que haja um site oficial da marca. “Isso depende muito do tipo de produto do e-commerce, mas um vendedor de perfumes importados pode não conseguir vender online porque é possível comprar por meio da loja oficial, mesmo que ela seja internacional”, exemplifica. Portanto, quanto mais único for o produto, melhor será para a loja. “Se isso não for possível, será preciso ter um investimento em anúncios e SEO, por exemplo, para que a sua loja se diferencie de qualquer outro e-commerce que venda a mesma coisa. Focar em um público-alvo diferente é uma ótima opção”, sugere.

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Negócios

Crise no Brasil não assusta e-commerces europeus

Com o cenário político-econômico incerto, o consumidor brasileiro assumiu um perfil mais conservador e passou a ponderar com atenção redobrada o que deve ser levado para casa. O reflexo disso está no recuo histórico de 4,3% das vendas do varejo restrito no país – que exclui veículos, materiais de construção e combustíveis – no ano de 2015, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que acompanha os índices desde 2001.

Na contramão da crise, entretanto, as vendas online registraram um faturamento de R$ 41,3 bilhões, no ano passado, o que representa um crescimento nominal de 15,3%, se comparado a 2014, de acordo com pesquisa Webshoppers apresentada pela E-bit/Buscapé. Dentre os fatores que contribuíram para o resultado positivo, está a compreensão dos brasileiros com relação aos benefícios do consumo online, que permite uma rápida e eficiente comparação de preços e, consequentemente, uma compra com melhor custo-benefício, na maioria das vezes.

Desta forma, o terreno fértil para o comércio online no Brasil tornou-se um grande atrativo para startups europeias de tecnologia. O grupo alemão Rocket Internet, que funciona como uma incubadora de empresas emergentes, já trouxe para o país nomes conhecidos, como Dafiti (2011), Cuponation (2012) e permaneceu investindo, com a abertura da Vaniday em 2015, entre outros.

A gigante Axel Springer, uma das maiores editoras digitais na Europa, também apostou no país com o investimento nas versões brasileiras de Zanox (2011), Guiato (2012) e UmSóLugar (2014). “Não é a primeira vez que entramos em mercados internacionais em momentos de crise. Também enfrentamos cenários similares em nossos lançamentos na Espanha e na Itália, por exemplo. É claro que isso se configura como um desafio, mas acreditamos firmemente no sucesso crescente do Brasil e no modelo de negócio que desenvolvemos”, afirma Robert M. Maier, co-fundador da Visual Meta, empresa alemã que administra o comparador de produtos UmSóLugar, no Brasil.

Como consequência da maré de oportunidades trazida pelo aumento das vendas do varejo online houve a popularização dos marketplaces e plataformas de e-commerce. O surgimento de centenas de novas empresas no setor, por sua vez, gerou maior competição entre os concorrentes, exigindo mais profissionalismo e excelência operacional para oferecer uma boa experiência aos usuários, tanto no momento da compra quanto no pós-venda.

Desta forma, apesar de todos os desafios, esse é um mercado que vem crescendo bastante. De acordo Maier, o site tem tido um crescimento expressivo no país: “O Brasil tem se mostrado um mercado muito interessante. Temos plataformas em quase toda a Europa e Ásia, mas o Brasil é o que tem crescido mais rapidamente nos últimos anos. Nosso modelo de negócios ajuda muito os usuários a comparar preços, o que se torna uma ferramenta ainda mais atrativa em momentos de crise.”

Mobile Commerce

No Brasil, a chegada dos smartphones mudou o comportamento dos consumidores, que passaram a usar o dispositivo móvel como um dos principais caminhos para acessar o produto ou serviço desejado. Ainda de acordo com a pesquisa Webshoppers, em 2015, o acesso via dispositivos móveis em lojas virtuais no país foi de 35%. Isso significa que, em mais de 1/3 do tempo em que os consumidores navegam em lojas virtuais, eles já estão utilizando smartphones ou tablets. Ademais, o ano foi marcado por mudanças no algoritmo da Google, que passou a privilegiar os sites mobile friendly, justamente em decorrência do aumento do acesso por meio de smartphones.

Para Maier, num cenário competitivo e delicado, é fundamental estar atento a todos esses fatores e prover aos consumidores a melhor experiência de consumo online possível. “O UmSóLugar já nasceu para desktops e smartphones e pôde surfar na onda positiva que o Brasil apresenta – 41% das visitas em nosso site ocorreram via dispositivos móveis, ano passado. A mesma tática, porém, pode não funcionar em outros mercados. Estamos hoje em 20 países e entramos em cada um deles com uma estratégia básica muito similar, mas que sem dúvidas vêm sofrendo adaptações individualmente necessárias, com base no comportamento dos usuários, oferta das lojas parceiras e demanda em nossos portais”, explica.

Sobre o futuro

De acordo com Maier, o Brasil ainda tem muitos atrativos, apesar do momento conturbado. “Os nossos parceiros no país são bastante abertos para negócios e entendem bem do mercado em questão. Além disso, as instituições brasileiras funcionam muito bem se comparadas com outros países. Isso nos deixa confiantes em continuar investindo no país mesmo em momentos de crise que, em nossa visão, é uma fase passageira. Para se ter uma ideia, de 2014 até hoje já triplicamos nossa equipe no time de profissionais brasileiros e a expectativa é continuar com esse crescimento nos próximos anos”, conclui.

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