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Conheça os 4 principais tipos de devedores e como cobrá-los

Com a paralisação econômica que vivemos, muitas empresas se encontram com um grande problema em suas áreas financeiras, que é a alta da inadimplência dos consumidores. Contudo, esse problema leva a um outro: como cobrar corretamente o cliente sem que se ocasione problemas no relacionamento e em futuros negócios?

“Nesse momento é necessário um pensamento lógico, conhecendo a fundo quem está devendo e traçando uma estratégia para receber esses valores ou até mesmo buscar medidas legais”, revela Gilberto Bento Jr da DSOP Educação Financeira. Por esse motivo, o advogado contabilista acha relevante detalhar os quatro perfis dos devedores que ele mais observa no mercado. São eles:

Devedor viciado – muitas vezes não possui nem mesmo problemas financeiros, porém, seu subconsciente sempre faz com que atrase os pagamentos, seja para se prevenir de imprevistos ou por outros motivos. Contudo, esse pode até pedir para renegociar os juros, mas sempre pagará;

Devedor ocasional – é o consumidor que busca sempre manter as contas em ordem, tendo sempre a intenção de pagar. Entretanto, por motivo da ocorrência de algum problema, não conseguiu arcar com o compromisso. Geralmente ficam muito irritados quando cobrados. Eles não pensam que são devedores e se acham injustiçados, afinal sempre pagaram. Neste caso, é necessário muito cuidado para não desgastar a relação;

Devedor negligente – é muito comum, pois representa o consumidor que não possui sua vida financeira organizada, assim, facilmente deixará de pagar suas contas por ter esquecido. Assim, nesse caso o papel do cobrador é o de lembra-lo de seus compromissos. Contudo, as negociações tendem a ser mais complexas pois, como nunca se preocupa com suas obrigações, são vítimas constantes de dificuldades financeiras e de eventos imprevisíveis. Nesse caso é necessário estabelecer acordos bem claros com ferramentas para alertar o devedor sobre prazos de pagamentos.

Mau pagador – esse é um grande problema para quem faz a cobrança, pois ele sabe que deve e já tem esse fato como uma constante em sua vida, mas mesmo assim se recusa a pagar. Ele se esquiva do cobrador de todas as formas, inventa desculpas, desaparece e não está preocupado com o seu nome. Esses casos devem ser tratados de forma mais enérgica, com uma cobrança mais intenssa e indo até as últimas consequências legais. Lembrando que dificilmente esse será um consumidor interessante, pois, de que adianta vender se terá que realizar uma maratona para recebe?

Lógico que esses padrões são variantes, principalmente em tempos de crise, por este motivo existem alguns procedimentos básicos a serem seguidas para facilitarem nas cobranças e minimizar desgastes.

Primeiramente, sempre que acontecer o atraso, ligue e mande e-mail no dia seguinte pedindo “ajuda” para localizar o pagamento que não entrou. Peça para o cliente enviar o comprovante para “facilitar” a procura.

Se não tiver uma resposta em dois dias, ligue cobrando gentilmente, explicando que precisa receber os valores em aberto, e o quanto são importantes para o dia a dia da empresa. “Cobre do cliente uma posição efetiva, por exemplo: vou pagar dia tal, e envie e-mail pedindo confirmação por escrito”, explica Gilberto.

É interessante enviar informativos reforçando os novos prazos de pagamento. E, caso o pagamento não ocorra, semanalmente se deverá buscar uma definição amigável da situação.

Se as ações não surtirem efeitos ou o débito tiver mais de 45 dias, a experiência diz que esse valor deve ser passado para o escritório de advocacia de sua confiança para notificar o devedor para pagamento sob pena de iniciar ação judicial.

“Muitos devedores só pagam após a ação de cobrança bater na porta, seja por medo de penhora ou em função do grande aumento da dívida. Noto que parte expressiva dos devedores fazem composição de pagamento em audiência”, diz Gilberto Bento Jr.

Se não houver composição para pagamento, a busca para recuperação do crédito já está iniciada, e os advogados irão utilizar uma grande quantidade de estratégias de localização de valores e bens para assegurar seu recebimento.

Enfim, como se pode observar, para o combate à inadimplência se deve ter uma boa política de cobrança, uma rigorosa avaliação de crédito, e cercar-se de excelentes profissionais para que possibilitem suporte.

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Economia

Quase 90% dos brasileiros passam dificuldades para quitar dívidas

Pelo menos 89% dos brasileiros dizem estar em dificuldade para quitar suas dívidas. Para solucionar seus problemas de endividamento, 20% dos entrevistados disseram ter vendido algum bem nos últimos 12 meses.

Em parte, isso é explicado pela percepção de queda da renda com perda do poder de compra, apontados pelo estudo Retratos da Sociedade Brasileira – Renda e Endividamento, divulgado nesta quarta (9) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Segundo o levantamento, 42% dos brasileiros consideram que sua renda diminuiu nos últimos 12 meses. Deste total, 22% avaliam que a renda caiu muito e 20% dizem acreditar que a renda diminuiu pouco. No mesmo período, 59% perceberam piora no poder de compra.

Quanto menor a renda familiar, maior a percepção de que sua renda foi reduzida ao longo do tempo – no caso, essa é a situação em que se encontram 35% das pessoas com renda familiar superior a cinco salários-mínimos, e 46% dos com renda familiar inferior a um salário-mínimo.

No que se refere ao poder de compra, 59% dos entrevistados disseram ter percebido piora ao longo dos últimos 12 meses – para 34% a sensação é de muita perda, enquanto para 25% a sensação é de pouca perda.

Os moradores do Sudeste e do Sul do país são os que mais sentiram o problema –  65% dos entrevistados em cada região. Os do Nordeste foram os que menos perceberam a queda do poder de compra (51%). Nas regiões Norte e Centro-Oeste, o índice está em 56%.

Com a perda do poder aquisitivo, 29% disseram ter sentido dificuldade para pagar aluguel ou prestação da casa própria. Em setembro de 2012, o índice correspondia a 19% e, no mesmo mês de 2013, a 16%. Entre os entrevistados na atual pesquisa, 57% disseram não ter dificuldades com esse tipo de dívida – percentual inferior aos registrados em 2012 (67%) e 2013 (76%).

De acordo com a pesquisa, esse tipo de dificuldade atinge mais intensamente aqueles que vivem em cidades com mais de 100 mil habitantes (31%), do que os que moram em municípios com até 20 mil habitantes (23%). Mas 60% das pessoas dizem ter passado por dificuldade para pagar as contas ou compras a crédito. Em 2012 o percentual estava em 45% e, em 2013, 47%.

A expectativa para 45% dos entrevistados é que, nos próximos seis meses, a renda não sofrerá alterações. No entanto, 37% acreditam que ela diminuirá e 14% que a renda aumentará. De acordo com a CNI, a preocupação em perder o atual padrão de vida atinge 83% dos entrevistados em 2015. Em 2009 o índice estava em 90% e, em 2012, 76%.

A pesquisa identificou que 37% dos entrevistados se endividaram nos últimos 12 meses com o objetivo de cobrir despesas ou as de sua família. Em 2012, 30% deles se encontravam nessa situação, passando a 34% no ano seguinte.

Segundo o levantamento, 34% dos brasileiros ficaram mais endividados nos últimos 12 meses, sendo 11% muito mais endividados e 23% mais endividados. Ao longo do período, o problema atingiu mais mulheres (37%) do que homens (32%).

Entre os entrevistados que disseram ter aumentado suas dívidas, 53% avaliam que isso aconteceu sem planejamento, em função de alguma dificuldade ou necessidade não prevista. A maior parte das dívidas foi em decorrência do aumento das despesas (82%), e 43% dizem foi devido à redução da renda.

O pagamento de dívidas anteriores foi o fator que mais contribuiu para o aprofundamento das dívidas dos brasileiros nos últimos 12 meses, correspondendo a 30% das citações. Em segundo lugar estão os pagamentos de gastos correntes da casa, como aluguel, água, luz, telefone e compras do mês, com 28% de registros.

A pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira – Renda e Endividamento entrevistou, entre os dias 18 e 21 de julho, 2002 pessoas em 141 municípios. A CNI divulgou também uma outra frente da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira, na qual aborda questões relativas ao mercado de trabalho.

Agência Brasil 

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Economia

Inflação e desemprego contribuem para alta da inadimplência do consumidor

O número de pessoas que deixaram de pagar suas dívidas aumentou 0,6% em julho na comparação com junho, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor. Na comparação com julho de 2014, o indicador teve alta de 19,4%. Ao comparar o acumulado do ano até julho com o mesmo período do ano anterior, o índice subiu 16,8%.

Segundo os economistas da Serasa Experian, o desemprego crescente, a inflação e os juros altos têm prejudicado a situação financeira do consumidor, dificultando o pagamento de seus compromissos em dia.

A inadimplência não bancária (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica, água etc.) foi a responsável pela alta do indicador, com elevação de 3,5% e contribuição de 1,6 ponto percentual. A elevação do índice mensal não foi maior, porque as dívidas com os bancos apresentaram queda de 2,2% e contribuíram negativamente com 1 ponto percentual.

O valor médio das dívidas não bancárias apresentou alta de 10% de janeiro a julho de 2015, na comparação com o mesmo período de 2014. O valor médio dos cheques sem fundos e da inadimplência com os bancos também cresceu, 10,4% e 0,9%, respectivamente. Já o valor médio dos títulos protestados registrou queda de 1,9%.

Agência Brasil 

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